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2 de fevereiro de 2018Daily Archives

02/02 – Apresentação do Senhor, São Cornélio e N. S. dos Navegantes

apresentacao-do-senhor Apresentação do Senhor

A data escolhida para a festa da apresentação de Jesus no templo pela Igreja de Jerusalém foi em princípio 15 de fevereiro, 40 dias depois do nascimento de Cristo, que, então, o Oriente celebrava em 6 de janeiro. A festa tem fundamento em Lc 2,22-40. Em conformidade com a lei mosaica (Lv 12,2-4.8; Ex 13,2.11), que impunha o espaço de 40 dias entre o nascimento do menino e a purificação da mãe, também se devia oferecer o menino ao Senhor por ser o primogênito.
Quando, nos século VI e VII, a festa se estendeu ao Oriente, foi antecipada para 2 de fevereiro, porque o nascimento de Jesus era celebrado em 25 de dezembro. Em Roma foi a apresentação unida a uma cerimônia penitencial, que se celebrava em contraposição aos ritos pagãos das “lustrações”.
Pouco a pouco a procissão de penitência passou a pertencer à festa, tornando-se uma espécie de imitação da apresentação de Cristo no templo, representando a viagem da sagrada família para Jerusalém. O papa S. Sérgio I (Séc.VIII), de origem oriental, mandou traduzir para o latim os cantos da festa grega, que foram adotados para a procissão romana. No século X, a França organizou uma solene bênção das velas que se usavam nessa procissão.
Um século mais tarde, acrescenta-se a antífona “Luz para iluminar as nações” com o cântico de Simeão (Agora, Senhor, podeis deixar).
A apresentação de Jesus no templo, mais do que um mistério gozoso, é doloroso. Maria apresenta a Deus o seu filho Jesus, “oferece-o” a Deus.
Toda oferta é uma renúncia. Descortina Simeão o mistério do seu sofrimento que atingirá o seu cume na cruz. Todo primogênito hebreu era o sinal permanente e a recordação cotidiana da libertação da escravidão do Egito. Cristo nos libertará da escravidão do pecado.

sao-cornelioSão Cornélio

(bispo)

Neste dia a liturgia celebra a festa da apresentação do Senhor no templo pelas mãos de Maria e José, porém lembramos neste dia a santidade do centurião Cornélio que se encontra gravado nos Atos dos Apóstolos: “Havia em Cesaréia um homem chamado Cornélio, centurião da corte chamada “a Itálica”. Em sua piedade e temor a Deus, que toda a sua casa compartilhava, ele fazia muitas doações ao povo judeu e invocava a Deus a toda hora” Foi este homem caridoso de coração aberto e desejo de Deus que acabou como ponte para que o Evangelho chegasse ao mundo pagão, já que o Senhor lhe inspirou a abrir as portas para São Pedro ,que por sua vez também foi preparado e enviado a evangelizar os pagãos, através de uma visão nos narra as Sagradas Escrituras.
Depois de evangelizar Cornélio, sua família e amigos, além de contemplar o derramamento do Espírito Santo sobre todos os que apenas o ouviam, São Pedro conferiu a eles o Sacramento do Batismo e assim fez a experiência do Pai amado que quer a salvação de TODOS, pois não faz acepção de pessoas.
Desta forma São Cornélio chegou a formar uma comunidade de cristãos em Cesaréia, e mais tarde eleito primeiro bispo.

12644667_1081853635212359_1491116336711778062_nConsta que o início da devoção à Nossa Senhora dos Navegantes originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas, quando os cristãos invocavam a proteção de Maria Santíssima. Sob o título de “Estrela do Mar”, rogavam sua proteção os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina. É a padroeira não só dos navegantes, mas …também de todos os viajantes. Tal tradição foi mantida entre os marítimos e foi difundida pelos navegadores portugueses e espanhóis, disseminando-se entre os pescadores litorâneos principalmente nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. As conseqüências foram a multiplicação de capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras, particularmente no Sul do Brasil, onde a concentração de cidades que a veneram como padroeira é significativamente expressiva.

Nas cidades de Balneário Arroio do Silva, Laguna, Balneário Barra do Sul, Ouro, Mondaí, Bombinhas e Navegantes, a devoção à Senhora dos Navegantes é tão expressiva que, por decreto, foram instituídos feriados nestes municípios catarinenses.

Destacando-se a cidade de Navegantes que, primitivamente, pertencia à Itajaí, então habitada por índios carijós. A demarcação de uma sesmaria na praia de Itajaí deu-se por ordem do Conde Resende, Vice-Rei. Foi em 1795 que José Ferreira de Mendonça efetuou a demarcação da Real Fazenda. A comunidade de Navegantes, canonicamente, pertencia à Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí. Em 23 de janeiro de 1896 a “Camara Episcopal de Corytiba” concedia “licença para que no lado esquerdo do Rio grande de Itajahy se possa erigir uma capela sob a invocação de Nª Sª dos Navegantes, de S. Sebastião e de S. Amaro”. O Padre Antônio Eising, então Vigário da Paróquia de Itajaí foi quem fez a solicitação. Recebendo a promulgação oficial, iniciou a construção da Capela, que ficou pronta em 1907 sendo sua inauguração comemorada com três dias de festas: 7, 8 e 9 de setembro daquele ano. Navegantes só foi elevado à categoria de município em 30 de maio de 1962 e, consequentemente a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes foi elevada a Paróquia. Por ocasião dos festejos comemorativos aos 25 anos da Paróquia criada, a 19 de julho de 1987, o então Bispo Auxiliar (hoje Arcebispo Metropolitano) da Arquidiocese de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, fez a dedicação do Altar e da igreja Matriz. Em 1996, por Decreto da Cúria Metropolitana, a igreja Matriz foi elevada a Santuário Arquidiocesano, sob a invocação de Santuário de Nossa Senhora dos Navegantes.