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janeiro 2018Monthly Archives

31/01 – São João Bosco

sao-joao-boscoSão João Bosco

Fazemos memória de São João Bosco, fundador e pai da Família Salesiana. Dom Bosco viveu no apostolado a frase de São Dionísio “Das coisas divinas a mais divina é cooperar com Deus para salvar as almas”

Nasceu São João Bosco em 1815 próximo a Turim. Com dois anos de idade perdeu o pai, sendo assim a mãe Dona Margarida batalhou contra a pobreza para criar seus filhos. Tamanha era a luta de Dona Margarida que diante do chamado de João ao sacerdócio disse-lhe: “Eu nasci na pobreza, vivi sempre pobre e desejo morrer pobre. Se tu desejas tornar-te padre para ficar rico, eu nunca irei te visitar” Providencialmente toda os desafios e durezas da vida fizeram do coração sacerdote de vinte e seis anos, Dom Bosco, um homem sensível aos problemas dos jovens abandonados ou que viviam longe de suas famílias como operários. Desta realidade começou a desabrochar o carisma que concretamente construiu os Oratórios, que eram – como ainda são- lugares de resgate das Almas dos jovens.

Dom Bosco nasceu em Becchi, no Piemonte, Itália, a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.

Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.

Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: “Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles”. A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.

Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.

Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.

Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.

Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.

Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.

Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro.

Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude. Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.

Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.

Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.

Entre alguns exemplos, “Basta que sejam jovens para que eu vos ame.”, “Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.”, “O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele”, “Ganhai o coração dos jovens por meio do amor”, “A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos.”

O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: “Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai”.

De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma liguagem fácil , espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.

30/01 – Santa Jacinta Marescotti e Sebastião Valfré

santa-jacinta-marescottiSanta Jacinta Marescotti

Muito interessante foi a vida de Jacinta Marescotti, pois foi uma Santa que se converteu no convento. Nasceu perto de Roma em 1585 numa nobre e religiosa família e seu nome era Clarice.

Quando menina Clarice a mandato dos pais ficou um tempo com religiosas franciscanas; a intenção deles sem dúvida era vida religiosa para a filha, assim como já vivia uma irmã de Clarice. Porém a jovem formosa, instruída estava muito preza as vaidades do mundo ao desejo de contrair matrimônio, por isso não só saiu do convento mas passou a experimentar todas as festas e encontros da alta sociedades. Diante da filha que fugia da vigilância e se entregava as distrações, os pais passaram a se preocupar com a salvação de sua alma, enquanto Deus com olhar de misericórdia se ocupava de salvá-la. Tendo sua irmã mais nova conseguido casar-se, Clarice se entregou a inveja e a frustação, até que resolveu ceder ao apelo dos pais quanto a vida religiosa. No convento a mocinha rica trocou o nome para Jacinta, mas não as vaidades, tanto que seu hábito era de seda e seu quarto decorado como de maneira luxuosa e principesca, causando assim um escândalo dentro e fora do convento. A vida espiritual de Jacinta era fria, suas práticas sem vida e amor; até que num momento de dor Deus conseguiu regatá-la, pois ela se abriu.

Aconteceu que seu rico pai acabou sendo assassinado, assim cairam por terra as seguranças terrenas; mais tarde uma doença levou Jacinta, não só as portas da morte, mas a consciência da sua falta de co-respondência ao Amor de Deus. Pediu um Padre para a confissão, o qual só entrou em seu quarto depois que ela mandou colocar para fora todo o luxo.

Reconciliada com o Senhor com trinta anos decidiu-se radicalmente pela santidade, ou seja, pagar com exagerado amor o amor exagerado amor de Deus. No concreto Jacinta mudou o hábito de seda por uma simples roupa, pediu perdão público, e se entregou de tal forma a santificação do Espírito Santo que pela vida de oração, pobreza e penitência chegou a ser exemplar e servir com mestra das noviças e depois superiora do convento, até que entrou no céu com cinquenta e cinco anos.

sebastiao-valfreSebastião Valfré

Sebastião Valfré nasceu em Verduno, no Piemonte, em 1629. De família pobre e numerosa, desde menino decidiu ser padre, e durante seus estudos sustentou-se copiando livros, não dando despesas ao pai. Sebastião foi aceito no Oratório de Turim e entrou para a congregação em 26-5-1651. Recebeu o sacerdócio um ano depois entregando-se sem reservas aos deveres sacerdotais.

O primeiro encargo foi o de “prefeito” do pequeno oratório, uma confraria de leigos que se encontravam para exercícios devocionais. Tinha uma extraordinária capacidade para fazer amizades. Em 1661, quando atingiu a idade então prescrita de 40 anos, foi nomeado mestre de noviços. Em seguida foi eleito superior contra seus sinceros protestos. Durante todo esse tempo foi sempre um confessor muito procurado. Também era dotado de dons extraordinários para aconselhamento e para advinhar os problemas de seus penitentes. Entre estes estava o duque Vitor Amadeu II, posteriormente rei da Sardenha. Este, com o consentimento do papa Alexandre VIII, em 1690, esforçou-se para fazer Sebastião aceitar o arcebispo de Tirim,mas sem resultado. Sebastião não quis aceitar de maneira alguma. No entanto, dedicava-se ao ministério sacerdotal da pregação, chegando a fazer 3 sermões por dia, de quase uma hora de duração. Realizou longas missões percorrendo o país e penetrando ocasionalmente na Suíça. Conseguiu muitas conversões. Seu temperamento era jovial, parecendo despreocupado e sem responsabilidade. Não deixava transparecer sua profunda oração e os problemas interiores. Morreu em 30-10-1710, aos 81 anos de idade.

29/01 – S. Pedro Nolasco e Sulpício Severo

s-pedro-nolascoS. Pedro Nolasco

No século XII o Espírito Santo, ocupado em redimir o presente, suscitou um cristão de rica família francesa que, desde criança, cultivava um grande amor aos pobres: São Pedro Nolasco. No seu tempo as lutas políticas e invasões dos povos árabes muito influenciavam na vida dos cristãos, tanto que uns eram obrigados a seguir deuses, outros impedidos de viver o Cristianismo e, a maioria era presa e feita escrava.

Com a morte do pai e, já terminado seus estudos humanísticos, Pedro foi para a Espanha, onde encontrou sofrimentos físicos e morais nas regiões invadidas, tanto assim que, compadecido, aplicou toda sua fortuna no resgate de cerca de trezentos cristãos. Nesta ação, mais do que um ato de caridade estava o desabrochar da nova Ordem, com a missão de conquistar a redenção dos cativos. Esta inspiração Pedro colheu do coração do Cristo crucificado.

Emitido os três votos: castidade, obediência e pobreza; em companhia, aprovado pelo rei e abençoado pelo Papa, o nome oficial foi: Ordem da Virgem Santíssima das Mercês para a Redenção dos Escravos. São Pedro Nolasco entrou no Céu em 1256, mas antes teve a alegria, mesmo à base de sofrimento, de juntamente com os mercedários, conseguir a libertação de milhares de cristãos.

São Pedro Nolasco, rogai por nós!

sulpicio-severoSulpício Severo

Na diocese de Bourges, há dois bispos considerados santos, com o mesmo nome: Sulpício Severo e Sulpício, o piedoso, em ordem cronológica. Sulpício Severo pertencia à nobreza da Aquitânia e ocupava uma alta posição na corte do rei Gontrano, quando morreu Remígio, bispo de Bourges. Naquele momento a cidade estava numa situação calamitosa por causa de um incêndio que a tinha devastado. Gontrano impôs aos habitantes a escolha ou eleição de Sulpício Severo para bispo, pois confiava nele e nas suas qualidades de administrador para o restabelecimento da ordem. Foi logo ordenado padre e abandonou os seus altos encargos civis. É provável que não fosse casado, ao contrário de muitos de seus contemporâneos, que tinham de deixar a família quando sagrados bispos. Feito bispo, dedicou-se totalmente à Igreja, e seu episcopado teve início por volta de 584, durando até a data de sua morte, em 591.

Os bispos galos romanos eram a única força que podia se opor aos reis e eram prestigiados por todos. Por isso, a atividade de Sulpício Severo foi muitas vezes política também, porque só assim se explica o título que lhe é atribuído de “defensor da cidade”. Era muito firme, prudente e vigoroso também nos negócios temporais. Várias vezes teve de resistir aos reis, principalmente por questões de elevações de impostos, e parece que sempre foi atendido por eles que voltaram atrás nas suas intenções. Certamente o seu prestígio pessoal era muito grande.

Historicamente está comprovada a sua presença, pela sua assinatura, em vários sínodos realizados na região. Era também bom orador e tinha veia poética, mas não temos registros de suas obras.

Não deve ser confundido com um escritor homônimo, que não é santo. Seu maior apologista foi S. Gregório de Tours, seu contemporâneo no episcopado e interlocutor epistolar.

28/01 – Tomás de Aquino

tomas-de-aquinoTomás de Aquino

Era, sem dúvida, a hora sazonada para as grandes sínteses: a síntese artística que é a catedral gótica; síntese poética da Divina Comédia; a síntese política do regime representativo – “Rex et regnum” – , que então nascia com as Cortes e os Parlamentos; e a síntese teológico-filosófica das grandes “summas”.

Na revolução intelectual, havia o precedente do “renascimento científico” do século XII – um dos muitos renascimentos que de século em século precederam ao denominado Renascimento, Isto não quer dizer que o ambiente para a grande obra de Tomás de Aquino fosse propício, nem sequer pacífico. As mais acerbas controvérsias acompanharam constantemente seu labor de magistério e de pesquisador. Podemos lembrar, como exemplo, a violenta polêmica entre regulares e seculares que marcou seus primeiros anos de professorado na universidade de Paris, e, sobretudo, a mortal oposição de averroístas e antiaverroístas.

A curta vida de Sto. Tomás (1225-1274) não foi, de modo algum, tranqüila, como poderia faze-nos pensar a magnitude de sua obra. Viajou continuamente e desempenhou variadas funções: professor universitário, consultor de sua ordem junto à corte pontifícia para assuntos de governo e disciplina, pregador oficial…

Em meio a essas viagens e ocupações, lia meditava e redigia suas obras: Comentários à Sagrada Escritura, Comentários ao Mestre das Sentenças, De Trinitate e De Veritate, Summa contra gentes, Quaestiones Disputatae etc. e, sobretudo, a Summa Theologica, uma das obras fundamentais do pensamento humano, que marcou o rumo da orientação filosófico-teológica da Igreja durante meio milênio.

Sto. Tomás aparece assim como um dos grandes elaboradores do pensamento cristão. O esforço realizado pelos padres, de incorporação de cultura clássica á mensagem cristã, foi completado por Sto. Tomás no campo filosófico enxertando a filosofia recional de Aristótoles (expressão até esse momento do paganismo irreconciliável com a fé) em seu sistema teológico. Este mesmo esforço de assimilação cristã de um pensamento alheio ou hostil é o que tentaria no século XX Teilhard de Chardin com o pensamento moderno, imbuído da ciência experimental.

Pra realizar a união tão perfeita de atividade e reflexão,     o caráter de Santo Tomás foi, como o qualificou seu primeiro biógrafo, “miro modo contemplativus”. A inteligência, uma afetividade profunda e a paz interior são as notas mais marcantes da vida e da obra de Tomás de Aquino.

É o padroeiro das faculdades católicas.

O estudo da sabedoria é o mais perfeito, sublime, proveitoso e alegre de todos os estudos humanos. Mais perfeito, realmente porque o homem possui já alguma parte da verdadeira bem-aventurança, na medida em que se entrega ao estudo da sabedoria. Por isso, diz o sábio: “Feliz o homem que medita na sabedoria”. Mais sublime, porque principalmente por ele o homem se assemelha a Deus, que “tudo fez sabiamente”; e porque a asemelhança é causa do amor, o estudo da sabedoria une especialmente a Deus por amizade, e assim se dis dela que é “para os homens tesouro inesgotável, e os que dele se aproveitam tornam-se participantes da amizade divina”. Mais útil, porque a sabedoria é o caminho para chegar à imortalidade: “O desejo da sabedoria conduz a reinar para sempre”. E mais alegre, finalmente, “porque não é amarga sua conversação nem dolorosa sua convivência, na alegria e gozo”.

Tomando, pois, confiança na piedade divina para prosseguir o ofício de sábio, embora exceda às minhas forças, é meu propósito manifestar, quanto seja possível, a verdade, que professa a fé católica, eliminando os erros contrários; porque servindo-me das palavras de Santo Hilário: “Considero como o principal dever de minha vida para com Deus esforçar-me para que minha língua e todos os meus sentidos falem dele”.

27/01 – Santa Ângela de Mérici

santa-angela-de-mericiSanta Ângela de Mérici

No caminho de integração da mulher na ação apostólica e no serviço da sociedade, Ângela de Mérici (1474-1540) deve ser considerada uma verdadeira inovadora. Em 1535 fundou em Brescia a congregação das Ursulinas, uma instituição completamente nova, dedicada ao ensino das moças. Pelas finalidades que a inspiravam, essa instituição vinha alargar radicalmente as concepções em vigor sobre a vida religiosa.

A congregação das Ursulinas tinha como objetivo a “formação cristã das futuras mães de família, abrindo-as para as necessidades de sua geração, concepção muito original em sua época, que apenas concebia a educação cristã da moça atrás das grades de um claustro”.

Igualmente criativa se manisfestava a instituição em sua organização interna. A vida religiosa para as mulheres era concebida até então como uma separação total do mundo, protegida pela clausura, sendo a oração e a panitência os meios específicos com que a religiosa deveria contribuir ao crescimento da Igreja (é bem verdade que desde o século anterior havia tentativas de harmonizar a vida religiosa feminina com o serviço aos doentes).

As Ursulinas, pelo contrário, segundo a concepção de sua fundadora, deviam ser uma associação de virgens que permaneciam em parte no seio de suas famílias e não pronunciavam votos especiais, embora se obrigassem a seguir uma regra de vida e obedecer a uma superiora. Era, na realidade, uma sociedade de vida de perfeição, mas não uma congregação religiosa.

Sob a direção de Ãngela, eleita superiora geral no capítulo de 1537, a associação desenvolvel uma natável atividade na instrução, visita aos enfermos e outras formas de caridade.

Mas a sucessora de Ângela introduziu uma modificação restritiva: adotou um hábito especial. Pouco depois, Carlos Borromeu e o papa Gregório XIII acrescentavam a vida comum e os votos simples; e Paulo V, finalmente, concedeu os votos solenes e a clausura.

Assim as Ursulinas, em sua tentativa de atualização da vida religiosa, tropeçaram nas mesmas dificuldades e resistênciais que encontraria pouco de pois S. Francisco de sales na fundação das Salesas. Pouco a pouco, contudo, ia-se abrindo um novo caminho, como o demonstrar, no mesmo século XVII a fundação das Filhas da Caridade, que adotaram definitiva ou transitoriamente várias das inovações queridas por Ângela para sua congregação.

26/01 – Timóteo e Tito

timoteo-e-titoTimóteo e Tito

Seus nomes estão associados aos primeiros passos da Igreja no mundo.

Paulo tinha predileção por eles, pois o serviram fielmente. A fim de que desempenhassem melhor os seus trabalhos, o Apóstolo lhes escreve três cartas, que hoje figuram no Novo Testamento.

Timóteo era natural de Listra de Licaônia. Seu pai era gentio e sua mâe, Judia. Timóteo foi educado na lei de Moisés e , provavelmente, Paulo o batizou durante sua primeira estada em Listra. A partir de então, timóteo acompanhará a Paulo em suas Viagens apostólicas pelo Oriente. Finalmente, o Apóstolo o chama a Roma, para que o assista em seus últimos momentos, pois já sente a proximidade do martírio. Quando vier, escreve Paulo a Timóteo, “traga a capa que deixei em Troâde, em casa de Carpo”. Apóstolo sente o frio da solidão: “todos em abandonaram!”, e entrega a Timóteo a missão da pregação e da evangelização.

Timóteo foi bispo de Éfeso, onde provavelmente morreu martirizado em 95 d.C.

Quando a Tito, Paulo o Chamava de meu verdadeiro filho segundo a fé comum. Ignoramos seu nascimento. Pode ter sido antioqueno ou grego. Porém, sabemos com certeza que estava junto ao Apóstolo em sua famosa viagem a Jerusalém. Ali, Paulo se nega a permitir que circuncidem a Tito, com símbolo da liberdade diante da lei de Moisés, já cumprida por Jesus Cristo em favor dos gentios. A tradição reza ter sido Tito o primeiro bispo de Creta.

O Novo Testamento conserva duas cartas de Paulo a Timóteo e uma a Tito, nas quais lhes transmite instruções sobre a evangelização dos judeus e pagãos e sobre como devem fazer para melhor pregar o Evangelho.

25/ 01 – Conversão de São Paulo

conversao-de-sao-pauloConversão de São Paulo

O apóstolo Paulo é talvez o personagem do Novo Testamento que melhor conhecemos, através de suas epístolas e dos Aos dos Apóstolos, que se confirmam e se completam, apesar de alguns pormenores divergentes. Assim é possível estabelecer uma cronologia da vida do apóstolo.

Nascido em Tarso, na Cilícia, pelo ano 10 de nossa era, de uma família judaica da tribo de Benjamin, mas ao mesmo tempo cidadão romano; recebeu, desde a infância, em Jerusalém, de Gamaliel, uma séria formação religiosa segundo as doutrinas dos fariseus. Foi perseguidor da jovem Igreja cristã e esteve presente na morte de Estevão. Teve uma conversão súbita no caminho de Damasco, devido à aparição de Jesus ressuscitado, que lhe indicou a sua missão especial de apóstolo dos gentios ou pagãos, ou seja dos não-judeus. Isso se deu exatamente esse o fato que se recorda no dia de hoje, dedicado à sua conversão (At 9,3-19;1,12.15ss.;Ef 3,2s.).

A partir desse momento ele dedica toda a sua vida ao serviço de Cristo. Depois de uma temporada na Arábia e do seu regresso a Damasco, começa a pregar. Sobe a Jerusalém pelo ano 39, depois retira-se para a Síria-Cilícia, de onde é reconduzido para Antioquia por Barnabé, com o qual realiza a sua primeira missão apostólica, entre os anos 45 e 49, em Chipre, Panfília, Pisídia e Licaônia. Foi então que começou a usar o nome grego de Paulo, preferentemente ao judaico Saulo. No ano 49, 14 anos após a sua conversão, vai a Jerusalém para participar do concílio apostólico, onde foi aceita a tese de que a lei judaica não obrigava aos cristãos convertidos ao paganismo. Sua morte se deu em Roma pelo ano 67.

24/01 – José Timóteo Giaccardo e Nossa Senhora da Paz

jose-timoteo-giaccardoJosé Timóteo Giaccardo

José Timóteo Giaccardo, sacerdote paulino, italiano, pertence à Congregação da Pia Sociedade de São Paulo. A originalidade de sua vida está em ter sido o primeiro sacerdote da Família Paulina e um fidelíssimo discípulo do Fundador, Padre Tiago Alberione. Nasceu em Narsole, norte da Itália. Sua família era pobre de bens materiais, mas rica de fé e virtudes cristãs. Em 1908 José encontrou-se pela primeira vez com o jovem padre Tiago Alberione que, em Narzole estava dando sua colaboração na paróquia. Padre Alberione, percebendo no pequeno José profunda piedade e grande vontade de ser padre; encaminhou-o para o seminário da diocese de Alba.

Tendo como guia espiritual padre Alberione, em 1917 José Timóteo entrou na “Obra de São Paulo” fundada em 1914 por seu mestre e cuja finalidade específica era a evangelização por meio da imprensa, a principal mídia da época. Desde cedo José Timóteo mostrou-se uma pessoa de profunda vida interior, desejosa de ser cada dia melhor e ajudar seus semelhantes no bem. Por isso com grande fé acatou as orientações de Padre Alberione que indicava uma nova forma de santidade e de evangelização.

José Timóteo, movido pela fé, foi fiel companheiro da “primeira hora”, seguidor incondicional e colaborador ativo do Fundador da então nascente Família Paulina. Acompanhou todas as obras e todas as pessoas com grande perspicácia e sensibilidade. Além de alguns livros, deixou como preciosa herança espiritual um “Diário”, rico da presença de Deus e desejos profundos de santidade para si mesmo e para todos. Sua fé em Deus e amor à missão fazia dele uma pessoa autêntica e radical. Lemos em seu “Diário”: “Ó Jesus, quero viver de tua vida, transforma-me. Quero ser “outro Jesus” na minha vida e com todas as pessoas”.

Diante das grandes dificuldades para a aprovação da Congregação das Discípulas do Divino Mestre (uma das congregações fundadas por Alberione) que se dedicam à missão eucarística, missão sacerdotal e missão litúrgica, padre Timóteo não mediu esforços nem súplicas. Diante das respostas negativas não hesitou em oferecer a própria vida para a garantir a existência na Igreja desta congregação, certamente querida por Deus.

E o importante é que Deus aceitou a oferta. Foi assim que ele, acometido por leucemia, veio a falecer alguns dias após a aprovação pontifícia das Discípulas do Divino Mestre, no dia 24 de janeiro de 1948. A aprovação chegara no dia 12 de janeiro de 1948.
Dele escreveu o Fundador: “De 1909 a 1914, quando a Divina Providência preparava a Família Paulina, ele, embora não entendendo tudo, teve clara intuição da obra. As luzes que recebeu da Eucaristia, sua fervorosa devoção Mariana, a reflexão sobre os documentos pontifícios o iluminaram sobre as necessidades da Igreja e sobre os meios modernos para anúncio do Evangelho”.

Desde 1917, ainda seminarista, orientava os mais novos; foi chamado e tornou-se para sempre: o senhor mestre: amado, ouvido, seguido e venerado por todos. Foi o mestre que a todos precedia com o exemplo, que ensinava, aconselhava e construía com suas orações iluminadas e fervorosas. Gravou, pode-se dizer, em cada pessoa sua marca, e imprimiu algo de si em cada coração dos Sacerdotes e Discípulos, das Paulinas, Discípulas e Pastorinhas e em todos aqueles que se aproximaram dele por motivos espirituais ou sociais e econômicos.

Foi mestre na oração: sabia falar com Deus. Vivia intensamente a devoção à eucaristia, a Nossa Senhora, à liturgia e nutria um grande amor à Igreja e ao Papa. Foi mestre na missão. Ele a sentia, a amava e a desenvolvia. Sabia suscitar energias, ser o sustento para os fracos e luz e sal, no sentido evangélico, para todos.

Foi o coração e a alma da Família Paulina. Quem quiser conhecer alguém que encarnou totalmente o ideal e o carisma da missão paulina em sua integralidade, deve olhar o “senhor mestre”. (Alberione) A aprovação e o reconhecimento de suas virtudes, por parte da Igreja, não se fizeram esperar. Em 1985 foi declarado venerável. E a 22 de outubro de 1989, o Papa João Paulo II o declarou solenemente bem-aventurado.

nossa-senhora-da-pazNossa Senhora da Paz

São inumeráveis as invocações com que a piedade cristã venera a Virgem Maria. Em cada momento histórico, e em cada lugar, se introduz aquela que está mais de acordo com as necessidades da humanidade e da Igreja. Depois de duas guerras mundiais, e de tantas lutas fratricidades, o desejo de paz se faz cada vez mais ardente.

Rainha da Paz, roga por nós. Roga para nós a fim de devolver a calma ao mundo em convulsão e roga por nós para que tomemos consciência de que a paz é um dom de Deus e uma tarefa humana, nossa de cada um. Felizes os que trabalham pela paz, disse teu Filho Jesus.

As forças do mal e do pecado são poderosas, assemelham-se a um mar agitado pela tempestade. Os apóstolos, no lago de Genesaré, haviam perdido a esperança de sobreviver e recorreram ao Mestre, que dormia. E Jesus mandou que o vento se detivesse e as ondas se apaziguassem. Nossa vã confiança, nosso temor ao Santo dos Santos nos retrai e impede de buscar o socorro de Deus em meio ás tormentas que revolvem o nosso mundo. Acorramos a Maria, Mãe de Deus e nossa:

Rainha da paz, leva consolo e esperança a tantos corações atribulados, a tantas famílias e comunidades que sofrem os horrores da guerra. Desperta teus filhos para que sejam voluntariamente samaritanos da dor de seus irmãos, de seus vizinhos e até de seus inimigos. Dá-nos um coração livre do pecado e consciente da responsabilidade que nos incumbe de extinguir os efeitos da desordem moral causada por tantas guerras, e faz que nossa vida seja mais santa e mais virtuosa.

22/01 – São Vicente

sao-vicenteSão Vicente

Nossa Igreja comemora hoje dois santos com o mesmo nome, São Vicente Zaragoza que, nasceu em Huesca, na Espanha, mais viveu desde menino em Zaragoza, na Espanha. Estudou com o bispo Valério e como era bom comunicador, foi destacado para ser orador, pregando o evangelho e o cristianismo.

São Vicente Zaragoza foi um mártir perseguido durante o império de Diocleciano que o mandou para sessões de torturas em Valência, também Espanha. Mas nenhum castigo conseguiu que ele negasse sua fé. Seu martírio aconteceu por volta do ano 305, depois de muitos suplícios.

São Vicente Palotti era natural de Roma e nasceu em 1795, era formado em Filosofia e Teologia na escola de São Pantaleão. Fundou escolas para que as pessoas pudessem aprender mais sobre agricultura, conseguindo instituir aulas noturnas para os operários que desejam estudar e cursos para carpinteiros, cordoeiros ou alfaiates. Ele também foi o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, uma comunidade de padres e leigos que ainda hoje existe e conta com adeptos espalhados por todo o mundo. São conhecidos como palotinos.

Entre seus grandes feitos, podemos salientar sua importante participação no combate à epidemia de cólera que quase dizimou a população de Roma em 1837.

São Vicente Palotti morreu no ano de 1850. Ele também foi o confessor do Papa Pio IX.

21/01 – Santa Inês

santa-inesSanta Inês

Santa Inês era considerada uma das mais belas jovens de Roma de sua epóca e vários rapazes desejam torná-la sua esposa. Porém ela já havia se consagrado virgem a Deus e recusava todos os pretendentes. Até mesmo o filho do governador Procópio, tentou conquistá-la mais recebendo a resposta de costume:”Jesus Cristo é o meu noivo”, decidiu denunciá-la ao imperador Diocleciano.

Ela sofreu o martírio em Roma, na segunda metade do século III, quando tinha apenas 12 anos de idade. O Papa Dâmaso ornou o seu túmulo com 16 versos sacros, narrando a sua vida e exaltando as suas virtudes e muitos sacerdotes da Igreja, seguindo o exemplo de Santo Ambrósio, falaram dela com grande admiração.

Santo Ambrosio afirma em seus escritos que nunca houve uma pessoa de tão pouca idade que demonstrasse tanta convicção em sua fé. Tão criança para se expor ao combate, mas pronta para receber a coroa da vitória, diz ele.