22/06 – S. Tomas More

by on jun.22, 2016, under Santos do dia

s-tomas-moreS. Tomas More

São Tomas More nasceu no ano de 1477, em Londres. Tinha um caráter extremamente simpático. Estudo na Universidade de Oxford. Era jurista, pai de família, teve duas filhas e um filho, tendo sido nomeado chanceler do Reino.

Sua obra mais conhecida intitula-se Utopia, mas deixou várias obras escritas, versando sobre negócios civis e liberdade religiosa.

Na ocasião do divórcio de Henrique VIII, que desejava anular seu primeiro casamento a fim de casar-se com Ana Bolena, opôs-se duramente, recusando-se a comparecer aos cerimoniais de coroação da nova rainha. Foi preso e lançado na Torre de Londres por ordem do rei. Neste período de prisão, escreveu Diálogo do conforto nas tribulações.

Foi condenado à forca, no dia 06 de junho do ano 1535, mas não perdeu seu bom humor cristão, nem sua simplicidade, dizendo ao povo: Morro leal a Deus e ao Rei, mas a Deus antes de tudo.

Deus nosso Pai, pela fé em Jesus Cristo, somos vossos filhos e irmãos uns dos outros.

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21/06 – S. Luís Gonzaga

by on jun.21, 2016, under Santos do dia

s-luis-gonzagaS. Luís Gonzaga

São Luís Gonzaga, nasceu no dia 09 de março de 1568, em Mântua, Itália. Seu pai, Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e irmão do duque de mântua, gostaria que seu primogênito, seguisse seus passos de soldado e comandante no exército imperial. Com apenas 5 anos de idade, ele já vestia uma couraça, com escudo, capacete, cinturão e espada e marchava atrás do exército do pai, aprendendo o uso das armas com os rudes soldados. Recebeu educação esmerada e freqüentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madri.

Mas aquele menino daria fama à família Gonzaga com armas totalmente diferentes e quando foi enviado a Florença na qualidade de pajem do grão-duque da Toscana, aos dez anos de idade, Luís imprimiu em sua própria vida uma direção bem definida, voltando-se à perpétua virgindade. Em sua viagem para a Espanha, onde ficou alguns anos como pajem do Infante Dom Diego, serviu-lhe para estudo da filosofia na universidade de Alcalá de Henares e a leitura de livros devotos. Após ter recebido a primeira comunhão das mãos de São Carlos Borromeu, decidiu para surpresa de todos, pela vida religiosa, entrando para a Companhia de Jesus, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo seu pai, que o despachou para as cortes de Ferrara, Parma e Turim. Mais tarde, São Luís Gonzaga escreveu: “Também os príncipes são pó como os pobres: talvez, cinzas mais fedidas”.

Renunciou ao título e à herança paternas e aos catorze anos entrou no noviciado romano da Companhia de Jesus, sob a direção de São Roberto Belarmino, esquecendo totalmente sua origem de nobreza, escolheu para si as incumbências mais humildes, dedicando-se ao serviço dos doentes, sobretudo na epidemia que atingiu Roma no ano de 1590.

São Luís Gonzaga, morreu no dia 21 de junho de 1591, tendo apenas 23 anos de idade, provavelmente tendo contraído a terrível doença.

São Luís Gonzaga é considerado “Patrono da Juventude”, e seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

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20/06 – Margarida Ebner

by on jun.20, 2016, under Santos do dia

margarida-ebnerMargarida Ebner

Margarida pertencia à família Ebner, muito rica e respeitada, da aristocracia alemã. Ela entrou no Mosteiro de Maria Santíssima em Medingen, da diocese de Augusta, e tinha apenas quinze anos de idade quando vestiu o hábito dominicano.

Depois, de 1314 até 1326, sofreu diversas e graves enfermidades, as quais quase a levaram ao fim da vida. Mais tarde, por causa da guerra, a comunidade monástica dispersou-se e Margarida voltou para a casa paterna, na qual continuou a viver totalmente reclusa, dedicada à oração e à penitência.

Quando tudo retornou ao normal, ela voltou para a clausura daquele mesmo mosteiro. Em 1332, conheceu o sacerdote Henrique Susso, hoje também santo, que logo se tornou o seu diretor espiritual. As duras provações físicas por que passou lhe proporcionaram adquirir os dons das revelações, das visões e das profecias. Tanto assim que ela escreveu em seu diário que no dia 1o de novembro de 1347 foi recebida em matrimonio espiritual por Jesus.
Margarida Ebner foi, sem dúvida, a figura central do movimento espiritual alemão dos “amigos de Deus”. A sua espiritualidade segue o ano litúrgico e concentra-se na pessoa de Jesus Cristo.

O seu diário espiritual, escrito de 1312 até 1348, que chegou até os nossos dias, revela a vida humilde, devotada, caritativa e confiante em Deus de uma religiosa provada por muitas penas e doenças. Ela que viveu e morreu no amor de Deus, fiel na certeza de encontrar-se em plena comunhão com seu Filho Jesus, como sempre dizia: “Eu não posso separar-me de ti em coisa alguma”. A beleza dessa alma inocente foi toda interior.

A santa humanidade de Jesus foi o divino objeto da sua constante e amorosa contemplação e nela reviveu os vários mistérios no exercício da virtude, no holocausto ininterrupto dela mesma, no sofrimento interno e externo, todo aceito e ofertado com Jesus, para Jesus e em Jesus. Margarida Ebner morreu no dia 20 de junho de 1351, no Mosteiro de Medingen, onde foi sepultada.

Sem dúvida, entre os grandes místicos dominicanos do século XIV, brilha a suave figura desta religiosa de clausura que conquistou o apelido de “Imitadora Fiel da Humanidade de Jesus”. Em 1979, o papa João Paulo II ratificou o seu culto com sua beatificação, cuja festa “ad imemorabili” o mundo católico reverencia no dia do seu trânsito.

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19/06 – Santa Juliana e São Romualdo

by on jun.19, 2016, under Santos do dia

santa-julianaSanta Juliana

Santa Juliana nasceu no ano de 1270, era filha de Caríssimo e Ricordata. Caríssimo era irmão de Santo Alexis Falconieri, um dos fundadores dos Servitas, por sua habilidade comercial tornou-se muito rico, já tinha idade avançada quando nasceu sua filha Juliana, ficando órfã de pai pouco tempo depois de seu nascimento.

Recebeu o hábito de terceira na Congregação dos Servitas, dado por São Felipe Benício, no ano de 1284, tendo sido objeto de admiração de sua mãe e toda a sua família. Fez sua profissão de fé, na presença de São Felipe, que faleceu pouco tempo depois, mais deixando a Congregação toda e particularmente as Irmãs sob seus cuidados.

Com sua devoção a Nossa Senhora, aos sábados comia apenas um pouco de pão e tomava água, passando o dia a contemplar as sete dores de Maria; as sextas-feiras ela consagrava aos mistérios da paixão do Senhor, em honra dos quais se flagelava até o sangue. Essa Congregação foi declarada verdadeira Ordem Religiosa pelo papa Bento XI no ano de 1304, tendo sido superiora. Dormia muito pouco e suas orações duravam quase o dia inteiro tendo obtido a graça e a força para resistir às mais abomináveis tentações. Pacificou discórdias civis, interessando-se pelos pobres e pelos doentes, que ela curava apenas ao contato de suas mãos.

Sua morte causada por uma doença do estômago não a permitia suportar mais alimento algum, nem mesmo a comunhão. Na hora de sua morte, pediu ao Padre Tiago de Campo Regio que lhe trouxesse ao menos o cibório em sua cela; ela se estendeu ao chão, e com os braços em cruz, quis que um corporal fosse estendido sobre o seu peito e que a santa hóstia fosse aí depositada; tão logo foi depositada, desapareceu misteriosamente, e Juliana morreu dizendo: “Meu doce Jesus” era o dia 19 de junho de 1341.

Quando foi feito a toalete fúnebre, encontrou-se sobre o coração da santa, a marca da hóstia como um selo, tendo a imagem de Jesus crucificado. O Senhor que ela tanto desejou receber, escutou-a para além de toda esperança.

As “Mantellate”, trazem sobre o lado esquerdo do escapulário a imagem de uma hóstia, em memória desse milagre.

sao-romualdoSão Romualdo

O abade São Romualdo, pai dos monges camaldulentes, nasceu na Toscana e viveu no final do século X e iníçio do século XI. Chegou a vida religiosa marcado por triste acontecimento: seu pai matara em duelo um parente. Era filho do duque de Ravena.

Após haver professado a regra cisterciense por três anos no mosteiro de Santo Apolinário, não satisfeito com aquela vida, aos vinte e três anos, obteve a licença de viver a vida eremítica, e foi para as colinas do Vêneto, em companhia do eremita Marino, lá teve notícia do cebório dos Pireneus de São Miguel de Cuixá e resolveu seguir esta aventura espiritual, acompanhado do veneziano Pedro Orseolo, que tornou-se santo. Passaram-se 10 anos, dando ao cenóbio espanhol orientação eremítica.

Fundou depois o mosteiro de Campo Maldoli, dando origem assim à Ordem Camaldulense, procurando conciliar vida de solidão absoluta e vida comunitária. Conseguiu convencer seu pai a fazer-se monge, São Severo. Em suas aventuras espirituais, reformando mosteiros e fundando outros novos em Verghereto, em Lemmo, Roma, Fontebuana, Vallombrosa e em Val de Castra, perto de Fabiano.

São Romualdo, ao pressentir a morte, no dia 19 de junho de 1027, despediu-se de cada um dos monges e quis morrer sozinho. No dia 7 de fevereiro de 1481, seus despojos foram transportados para Fabiano, sendo marcado essa data também para sua festa litúrgica.

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18/06 – São Gregório Barbarigo

by on jun.18, 2016, under Santos do dia

sao-gregorio-barbarigoSão Gregório Barbarigo

O Santo de hoje nasceu no ano de 1625 em Veneza, numa nobre família que lhe proporcionou ótima formação ao ponto possuir a profissão de diplomata europeu. São Gregório Barbarigo tinha toda uma próspera carreira diplomática, mas teve a graça e coragem de abandonar tudo por causa do chamado ao Sacerdócio. Com profunda ligação ao Papa Alexandre VII, São Gregório foi ecolhido pelo mesmo, como assessor, pois tinha muitas qualidades morais e intelectuais.

Nomeado bispo de Bérgamo fez um lindo trabalho pastoral na sua diocese, e da mesma forma se esforçou, para com Deus evangelizar em Pádua, onde foi transferido, a fim de reorganizar os estudos e reativar o seminário.

Na diocese de Pádua São Gregório Barbarigo primou pelo saber e formação do clero, já que, como ninguém, havia interiorizado as conclusões do Concílio de Trento. Promoveu a cultura científica e religiosa em todos os meio possíveis, a fim de ganhar não só Católicos, mas a todos para Cristo, até que fadigado pela missão morreu de tanto trabalho com 72 anos.

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16/06 – Santa Lutgarda, Santos Julita e Ciro e São Francisco Régis

by on jun.16, 2016, under Santos do dia

santa-lutgardaSanta Lutgarda

Nasceu em Tongres – Holanda no ano de 1182. Morreu aos 64 anos de idade, no dia 16 de junho de 1246, no convento de Aswieres.

Espiritualidade Uma das místicas mais notáveis dos séculos doze e treze. Aos doze anos foi recomendada às monjas beneditinas do convento de Santa Catarina. Teve a graça de compartilhar, misticamente, o sofrimento de Nosso Salvador, quando meditava sobre Sua Paixão; nessas ocasiões, apareciam sobre sua fronte pequenas gotas de sangue. Sentia como próprias as dores dos seres humanos. Fazia doze anos que Lutgarda vivia na convento de Santa Catarina, quando sentiu chamada a prosseguir as regras mais estritas dos cistercienses. Decidiu entrar à casa do Cister em Aywieres. Deus lhe concedeu poderes para curar enfermidades, para profetizar e conhecer, o significado das Sagradas Escrituras. Onze anos antes de morrer perdeu a visão, assumiu estê dor com a alegria, entendendo-a como uma graça de Deus para desprendê-la mais do mundo visível. A Beata Maria de Oignies assegurava que nada havia tão eficaz para conseguir a conversão dos pecadores e a libertação das almas do purgatório, como as orações de Santa Lutgarda. Faleceu a noite anterior à festa da Santíssima Trindade, precisamente quando começava o ofício noturno para no domingo.

Padroeiro: Intercessora das almas do purgatório e conversões.

santos-julita-e-ciroSantos Julita e Ciro

Julita vivia na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após de dado à luz a um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro, mas também atendia pelo diminutivo Ciriaco ou Quiriaco. Tinha três anos de idade, quando o sanguinário imperador Diocleciano, começou a perseguir, prender e matar cristãos.

Julita levando o filhinho Ciro e algumas servidoras, fugiu para a Selêucia e em seguida para Tarso, mas ali acabou presa. O governador local, um cruel romano chamado Alexandre, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usa-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intúito que renegasse a fé em Cristo.

Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: “Também sou cristão! Também sou cristão!”. Foi tamanha a ira do governador que ele com um pontapé empurrou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando-lhe assim o crânio.

Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.

Os corpos foram recolhidos por uma de suas fieis servidoras e sepultados num túmulo que foi mantido oculto até que as perseguições cessassem. Quando isto aconteceu, poucos anos depois, o Bispo de Icônio, Teodoro, resolveu com a ajuda de testemunhas da época e documentos legítimos reconstruir fielmente a dramática história de Julita e Ciro. E foi assim, pleno de autenticidade que este culto chegou aos nossos dias.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém . Por isto, é considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos. A festa de Santa Julita e São Ciro é celebrada pela Igreja no dia 16 de junho, em todo o mundo católico.

sao-francisco-regisSão Francisco Régis

São Francisco Régis, nasceu no dia 31 de janeiro de 1597, na vila de Francouverte, nas proximidades de Barbone, França. Iniciou sua vida cristã na Companhia de Jesus no ano de 1616. Foi ordenado sacerdote no ano de 1630 e partiu para Vivarais, Velay e Cevennes. Dedicou-se ardorosamente na catequese das crianças e na pregação do Evangelho ao povo. Estava sempre junto com as pessoas simples, mostrando para elas uma predileção especial. Não conseguindo viver sem elas.

Suas visitas sistemáticas as prisões e os hospitais, dando assistência aos necessitados. Foi para Viviers em 1633, conturbado centro calvinista. Pelo exemplo de vida e pela oração, levou muitos a abraçarem a fé. Foi para Velay no ano de 1635, e procurou organizar um certo tipo de pastoral de assistência aos necessitados e dos prisioneiros.

Morreu aos 43 anos de idade, em sua última missão em Louvesc, vítima de uma pleuresia.

Senhor Deus, nosso Pai, destes a São Francisco Régis a graça de servir o próximo com um zelo ardente e uma fé inabalável. Por sua intercessão, dai-nos um zelo ardente pela defesa de nossos valores culturais, morais e religiosos. Tornai-nos uma nação unida e fraterna. Amém.

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15/06 – Luis Palazzolo (fund.) e S. Vito

by on jun.15, 2016, under Santos do dia

luis-palazzolo-fundLuis Palazzolo (fund.)

Luís Palazzolo lembrado hoje, tornou-se para a Igreja um modelo de sacerdote, pois exerceu seu Ministério com heróica obediência, pobreza e humildade. Bem-Aventurado Luís Palazzolo nasceu em Bérgamo, Itália, em 1827; orfão de pai, muito cedo Luís foi educado somente pela mãe que no uso do amor e religião deu-lhe uma ótima formação. Devido suas condições sociais e capacidade humanas, poderia ter percorrido o caminho do profissionalismo, porém Jesus o chamou para ser um profissional só Dele, disto entrou para o Seminário e foi ordenado Sacerdote. Para se tornar um apóstolo moderno Luís teve uma grande consciência do papel do Sacerdote: “O padre deve amar e dar afeto especialmente aos pobres assim como fez Jesus”. Aconteceu que diversas regiões da Itália sofriam com guerras, calamidades públicas, pestes e outras desgraças, principalmente em Bérgamo onde estava o santo de hoje, sendo assim a Divina Providência pôde socorrer a muito através de Luís. Grande obras de caridade praticou em toda sua vida inclusive quando se desfez de uma herança familiar para ir ao encontro dos necessitados, isto por meio da fundação das Irmãs dos Pobres, amigos, escolas, orfanatos; até que aos 59 anos de idade entrou na Bem Aventuraça Eterna.

s-vitoS. Vito
São Vito nasceu na Sicília. Sua vida esta envolta em lendas e fatos extraordinários. Ele foi um dos santos mais populares da Idade Média. Testemunho disso é a sua inserção no limitado grupo dos Santos Auxiliadores (os catorze ou quinze, conforme os lugares).

De acordo com Atas do seu martírio, São Vito foi instruído secretamente na doutrina cristã por Modesto, seu preceptor, ao descobrir, seu pai, Hilas, tentou persuadir o filho a abandonar a fé, temendo que o fato viesse a público. O temor do pai acabou acontecendo: o garoto foi preso e levado perante o tribunal. Como continuou declarando-se cristão, foi açoitado e posto em liberdade. São Vito, Modesto e Crescência, sua ama-seca, fugiram de Sicília e alcançaram as costas de Nápoles, em Lucânia. Ficaram vagando as margens do rio Siluro, até que conseguiram chegar a Roma. Não demorou para novamente serem presos, açoitados e condenados às feras. Uma forte tempestade desabou sobre os espectadores, possibilitando a fuga dos prisioneiros para Lucânia.

A fama de São Vito chegou até aos ouvidos de Diocleciano, cujo filho estava doente epilético, doença então impressionante. São Vito foi a Roma, curou o moço e por recompensa foi torturado e jogado novamente no cárcere. Mas o anjo libertou-o novamente. Somente mais tarde sofreram o martírio sob o imperador romano Diocleciano.

São Vito é invocado contra a doença nervosa chamada coréia ou “dança de São Vito”, ou ainda “dança de são Guido”.

São Vito, talvez não tanto como menino nem como taumaturgo, continua estimulando a vivência cristã de tantos que leram seu nome.

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14/06 – Fernando de Portugal (virgem e márts.) e Iolanda da Polonia (Bem-aventurada)

by on jun.14, 2016, under Santos do dia

Fernando de Portugal (virgem e márts.)

Chamado também o “infante santo”, “o príncipe perfeito” e “o abanderado” (porta-estante), nasceu em Santarém em 29-9-1402, filho do rei de Portugal D. João I e Filipa de Lancaster que educou muito piamente. Muito austero consigo mesmo, teve um delicado senso da justiça social unido ao uma grande compaixão para com os escravos, os navegantes e os doentes, que socorria com abundantes esmolas. Conservou-se sempre casto, recusando casamentos. Foi obrigado pelos irmãos a aceitar o título de Grão-mestre da ordem monástica-militar de Avis, conferido a ele pelo papa Eugênio IV em 1434, mas recusou humildemente o cardinalato que lhe foi oferecido pelo mesmo papa. O fato mais famoso de sua vida deu-se no dia 22 de agosto de 1437. Em estado de febre, partiu juntamente com o irmão Henrique, o navegador, a frente de um exército de 7mil homens para conquistar Tânger, mas no mês de outubro foram obrigados a suspender o cerco da cidade e aceitar as condições impostas pelos mouros, entre as quais a promessa de restituição da cidade de Ceuta. Fernando e 12 homens ficaram como reféns. Fernando foi levado a Tânger para Arzila, onde ficou 7 meses.

Com a recusa das cortes portuguesas de restituir Ceuta em maio de 1438, foi transferido para Fez, onde foi reduzido à condição de escravo e como tal obrigado a trabalhar duramente. As tratativas para a sua libertação foram todas inúteis pelas exigências exorbitantes feitas pelo sultão de Fez. Debilitado pelas privações, foi acometido por violenta desinteria, devido as péssimas condições de higiene em que era obrigado a viver. Foi confortado pelos últimos sacramentos, que permitiram que lhe administrassem e morreu rapidamente no dia 15 de junho de 1443, em êxtase por visões celestes que teve. O seu corpo teve as entranhas extirpadas e foi dependurado nos muros da cidade de cabeça para baixo. Apenas o seu coração foi levado para Portugal. Anos depois permitiram que seu corpo fosse levado para Portugal e foi sepultado no mosteiro da Batalha.

iolanda-da-polonia-bem-aventuradaIolanda da Polonia (Bem-aventurada)

Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, era filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e irmã da bem-aventurada Cunegundes. Além disso, era sobrinha de Santa Isabel da Hungria, também da Ordem Terceira. Aliás, a tradição franciscana acompanhou a linhagem desde seus primórdios, pois a família descendia de Santa Edwiges, Santo Estêvão e São Ladislau.

Porém é claro que Iolanda não se tornou Santa só porque vinha de toda esta tradição extremamente católica e repleta de Santos. Não basta ter o caminho da fé apontado para se entrar nele. É preciso que todo o ser o aceite e o corpo se disponha a caminhar por uma trilha de entrega total e muito árdua, como ela o fez.

Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara então com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau, “o Casto”. Por tradição familiar e social da época, Iolanda deveria também se casar com alguém da terra e, anos depois, escolheu outro Boleslau, o Duque de Kalisz, conhecido como “o Pio”. Foi uma época de muita alegria para o povo polonês, que viu nas duas estrangeiras, pessoas profundamente bondosas, cristãs, justas e caridosas. Pena que tenha sido uma época não muito longa, pois alguns anos depois o quarteto foi desmanchado pela fatalidade.

Primeiro morreu o rei, ficando Cunegundes viúva. Logo o mesmo aconteceu com Iolanda. Ela já tinha então três filhas, das quais duas se casaram e uma terceira retirou-se para o convento das clarissas de Sandeck, onde já se encontrava Cunegundes. As duas logo seriam seguidas por Iolanda.

Muitos anos se passaram e as três damas cristãs continuavam naquele lugar, fazendo do silêncio do claustro o terreno para um fecundo período de meditação e oração. Quando morreu Cunegundes, em 1292, Iolanda deixou aquele mosteiro e foi mais para o ocidente, ao convento das clarissas de Gniezno, fundado por seu marido. Ali terminou seus dias como superiora, no dia 14 de junho de 1298.

Amada pela população, seu culto ganhou força entre os fiéis do Leste Europeu e se difundiu por todo o mundo católico, ao longo dos tempos. Seu túmulo tornou-se meta de romeiros, pelos milagres e graças atribuídos à sua intercessão. Em 1827, o Papa Urbano VIII autorizou a beatificação e marcou a festa litúrgica para o dia do seu trânsito.

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13/06 – Inácio Maloyan (Bem-aventurado), Santo Antônio de Pádua e Santo Ávito (Aventino)

by on jun.13, 2016, under Santos do dia

inacio-maloyan-bem-aventuradoInácio Maloyan (Bem-aventurado)

Choukrallah Maloyan nasceu em Mardin, atualmente, Turquia, no dia 19 de abril de 1869, filho de pais cristãos piedosos. Desde criança, dedicava-se a oração, a caridade e a penitência. Recebeu boa formação acadêmica e religiosa, sendo fluente nas línguas: árabe e turca. Descobrindo a sua inegável vocação para o sacerdócio, em 1883 o Arcebispo da Comunidade armênio-católica enviou-o para estudar a religião no Líbano.

Estudos estes interrompidos por cinco anos, quando voltou para cuidar da saúde na sua cidade natal. No ano de 1901 já curado retomou os estudos de filosofia e teologia no Líbano. Tornou-se membro do Instituto do Clero Patriarcal de Bzommar e, em 1896, recebeu a ordenação sacerdotal, tomando o nome de Inácio, a exemplo do seu Santo de devoção.

Logo foi nomeado pregador dos sacerdotes e seminaristas do convento de Bzommar e depois foi enviado para o apostolado no Egito. Em seguida, em Istambul, Turquia foi eleito secretário-geral do Patriarca, e agraciado com o título de arciprete. Depois de alguns anos no Egito, regressou a Mardin, onde continuou o seu abnegado trabalho e, por isso, foi nomeado administrador dos assuntos temporais e espirituais dessa Eparquia, uma vez que o Bispo tinha renunciado ao posto.

Em 1911 viajou para Roma como secretário-geral do Sínodo dos Bispos armênio-católicos. No mesmo ano, foi nomeado Bispo de Mardin, uma das Eparquias armênio-católicas mais importantes.

Nesta Sede desempenhou um ministério exemplar, melhorando o nível educativo, cultural e religioso das escolas da comunidade armênia e difundiu um espírito de grande piedade. Propagou em todas as paróquias de sua diocese o amor e devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração e à Santíssima Virgem Maria.

O seu patriotismo não passou despercebido ao sultão do Império otomano, que o condecorou com a Legião de Honra. Durante a guerra, os soldados turcos invadiram as igrejas, semearam o terror, aprisionaram e torturam pessoas inocentes, provocando o vigoroso protesto do bispo Maloyan, que exortava os seus sacerdotes à rezar pedindo a proteção de Deus.

Preso de maneira arbitrária quando o governo decidiu acabar com os cristãos na Turquia, foi induzido a professar a fé no Islã, mas respondeu energicamente: “Nunca renegarei Cristo, nem os ensinamentos da Igreja católica, à sombra da qual cresci e da qual, sem ser digno, fui um dos seus ardorosos discípulos”, provocando a fúria dos presentes.

Torturado cruelmente na prisão, foi morto no dia 13 de junho de 1915. Porém, antes de partir para a casa do Pai, tomou algumas migalhas de pão, consagrou-as e deu-as aos seus companheiros como Corpo de Cristo. O Papa João Paulo II beatificou Inácio Maloyan em 2001, e indicou o dia de sua morte para a sua veneração litúrgica.

santo-antonio-de-paduaSanto Antônio de Pádua
Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo em 15 de agosto de 1195. Foi batizado na Sé de Lisboa, uma semana após o seu nascimento. Era de família nobre e rica. O pai, senhor Martinho, ocupava o cargo de Prefeito de Lisboa. A mãe Dona Teresa, pertencia a alta nobreza. O menino cresceu cercado de todos os cuidados: boa instrução moral, científica, religiosa e muito conforto. Aos poucos percebeu que a vida de riqueza não lhe agradava e sentiu o chamado de Deus.

Estudou na Catedral (onde seria também menino do coro), os rudimentos – trivium, cômputo, saltério e música. Reza a lenda que fez lá o seu primeiro milagre, insculpindo na parede uma cruz, afastando assim o demônio que tentava atormentá-lo.

Aos quinze anos entrou, em S. Vicente de Fora, no Mosteiro de Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, onde fez o noviciado, mudou o nome para Antônio e de onde transitou – apesar do voto de stabilitas loci- para Coimbra, aos vinte anos. Em Santa Cruz ultimou sua formação e foi ordenado, sendo-lhe destinado o cargo de Porteiro, pelo que tem a oportunidade de conhecer os recém-chegados Frades menores de S. Francisco que habitavam o eremitério de Santo Antão, nos Olivais. É também em Santa Cruz que aprofunda os seus estudos teológico-filosóficos de raíz platônico-agostiniana e aí adquire a preparação necessária à escrita dos seus Sermões. Após a passagem por Coimbra das relíquias dos cinco mártires franciscanos mortos em Marrocos em tarefa missionária, transita dos Cônegos Crúzios para os Olivais, onde ingressou na Ordem Franciscana e obteve permissão para pregar em Marrocos.

Após uma breve experiência contemplativa em Montepaolo reconhecem-lhe, quando da ordenação conjunta de Frades Menores e de Pregadores de S. Domingos, em Forli, grandes capacidades oratórias e vasto conhecimento exegético. O quarto onde dormia era simples, teciam a própria roupa, faziam os serviços mais humildes. Foi um período de aproximadamente um ano.

Foi nomeado então pregador na região da Romanha e encarregado por S. Francisco de ensinar teologia aos frades. Enviado ao sul da França, numa tentativa de missionação dos cátarosalbigenses, por lá permaneceu dois anos pregrando e ensinando em Toulouse e Montpellier e desempenhando vários cargos na Ordem, como o de Custódio de Limoges e de Guardião em Le Puy. Regressou à Itália como Provincial da Emília Romanha. O navio em que volta para Lisboa se perdeu em uma tempestade e foi parar em Messina, na Sicília, onde foi enviado ao Capítulo Geral dos Frades Menores (Capítulo das Esteiras), aí conhecendo S. Francisco de Assis. . Lá então, onde Deus o esperava, começou sua vida de pregação. Multidões queriam ouvir o santo falar. Sua fala simples comovia a todos.

Já em Pádua, onde ensina Teologia, retoma o trabalho da escrita e reestrutura os seus Sermões material auxiliar a pregadores da Ordem. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade.

A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. Antônio estava muito doente. Tinha hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Após as pregações da Quaresma de 1231 sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Os frades fizeram para ele um quarto em cima de uma árvore, mas mesmo assim o povo o procurava. Decidiram então leva-lo a Pádua. Agasalharam o frei e colocaram em uma carro puxado por bois. A viagem era longa. Antônio foi piorando. Pararam em um povoado que havia um convento franciscano. Antônio piorava, precisava ficar sentado pois sofria de falta de ar. Recebeu os sacramentos e se despediu de todos e ainda cantou o bendito: “Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas…” Depois ergueu os olhos para o céu e disse. “Estou vendo o Senhor”. Pouco depois morreu. Era dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio tinha apenas 36 anos de idade.

Após um brevíssimo processo de canonização-o mais rápido da história da Igreja-é elevado aos altares em 13 de maio de 1232 pelo papa Gregório IX. Em 1946 é oficialmente proclamado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII, sendo-lhe atribuído o epíteto de Evangélico pelo vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus Sermões.

Homem de oração, Santo Antônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus.

Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção a Maria. Em sua pregação, em sua vida a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida.

O seu culto, que tem sido ao longo dos séculos objeto de grande devoção popular é difundido por todo o mundo através da missionação e miscigenado com outras culturas (nomeadamente Afro-Brasileiras e Indo-Portuguesas).

Santo Antônio torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projeção universal. De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo “milagreiro”, “casamenteiro”, do “responso” e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

OS MILAGRES:

Santo Antônio será sem dúvida o “Santo dos Milagres” e, de todos, aquele que mais merece esse epíteto no mundo cristão.

A sua taumaturgia iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.

De Santo “casadoiro” a “restituidor do desaparecido”, passando por “livrador” das tentações demoníacas, a Santo Antônio tudo se pede não como intercessor mas como autoridade celestial. No entanto, cingir-nos-emos a milagres operados em vida como paradigmáticos dessa taumaturgia: Santo António a pregar aos peixes, livrando o pai da forca e a aparição do Menino Jesus em casa do conde Tiso.

Quanto ao primeiro milagre -Santo Antônio prega aos peixes- reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo António vai até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e insta os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Dá-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges terão ficado tão impressionados que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diveros autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre Antônio Veira que considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.

No segundo milagre, Santo António livra o pai da forca. Conta a lenda que estando o Santo a pregar em Pádua, sentiu que a sua presença era necessária em Lisboa e recolheu-se, cobrindo a cabeça em silêncio reflexão. Simultaneamente (e mercê do dom de bilocação) encontra-se em Lisboa, onde seu pai tinha sido injustamente condenado pelo homicídio de um jovem. Este, ressuscitado e questionado pelo Santo, afirma a inocência do pai de Santo António e volta a descansar.

Liberta-se assim o inocente que por falso testemunho tinha sido acusado. Santo António põe-se então “a caminho” e, subitamente, “acorda” no púlpito em Pádua recomeçando a sua pregação. Representam-se assim aqui dois fatos miraculosos num só: a bilocação e poder de reanimar os mortos.O terceiro milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo António após sua morte. Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei Antônio; depara-se-lhe então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo Antônio. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, descobre o “espião”, fazendo-lhe jurar que só contaria o visto após a sua morte.

São estes os três mais famosos milagres de Santo Antônio, embora muitos mais pudessem ser referidos. Nas “Florinhas de Santo Antônio” ou no “Tratado dos Milagres” é relatado um milagre praticamente para cada dia do ano, o que reafirma o seu carácter taumaturgo.

santo-avito-aventinoSanto Ávito (Aventino)

O eremita Ávito, ou Aventino como também é conhecido, chegou a ser chamado de “o idiota” pelos seus detratores, por causa de sua humildade e simplicidade. Tinha o espírito tão serviçal e ingênuo que suas atitudes eram, muitas vezes, consideradas tolas. Ávito nasceu no final do século V. Era filho de lavradores da região de Órleans, na França. Cresceu cristão e tornou-se monge eremita do mosteiro localizado nos montes Pirineus, na região do vale de Larboust, que mais tarde recebeu o seu nome.

Ao contrário do que julgavam seus colegas, companheiros e parentes, foi considerado modelo de religioso e nomeado “Ecônomo da Comunidade”. Mas, Ávito desejava a solidão para meditar e rezar. E por isso, certo dia, fugiu para o interior misterioso e desconhecido de uma floresta, para viver na mais íntima união com Deus.

Quando o abade Maximino morreu, Ávito foi eleito seu sucessor. Os outros monges, entretanto, tiveram dificuldade e demoraram algum tempo para encontrá-lo. Ávito, a princípio, recusou o posto, por não se achar suficientemente capacitado. Só aceitou porque recebeu ordem direta do Bispo e por exclusivo senso de disciplina.

Governou o mosteiro por muitos anos e, mesmo assim, a cada oportunidade surgida refugiava-se em sua floresta, ficando ali por dias e noites seguidos, no mais rigoroso retiro. Nesta oportunidade aproveitava para ensinar o evangelho aos montanheses que ainda eram pagãos. Ávito morreu assassinado pelos bárbaros pagãos, em 530, os quais esconderam o seu corpo. Porém, alguns séculos depois suas relíquias foram milagrosamente recuperadas e colocadas numa igreja construída especialmente para acolhe-las.

O mais antigo documento que testemunha o culto litúrgico dedicado à São Ávito, no dia 13 de junho, foi encontrado no Breviário de Comminges. Ele é invocado especialmente pelas gestantes na hora do parto, porque segundo a tradição seu nascimento ocorreu durante um parto repleto de dificuldades. A Igreja autorizou a sua celebração e manteve a data da festa.

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12/06 – S. Gaspar de Búfalo, Santo Bernardo de Menton (de Aosta), Santo Onofre, São Gaspar Bertoni e São João de Sahagun

by on jun.12, 2016, under Santos do dia

s-gaspar-de-bufaloS. Gaspar de Búfalo

São Gaspar de Búfalo, nasceu em Roma no dia 06 de janeiro de 1786, filho de Antonio e Anunciata Quartieroni. Começou às ocultas sua obra de evangelização do povo da periferia, dedicando-se aos carroceiros e aos camponeses da lavoura romana. São estas as personagens retratadas por Pinelli, que dão uma imagem sugestiva da Roma das primeiras décadas do século XIX; os carroceiros tinham transformado o Foro Romano, aos pés do Palatino, em depósito e mercado de feno.

Vicente Strambi, que foi seu companheiro nas missões que havia nas regiões rurais do Lácio, o definiu como “terremoto espiritual”. O povo que escutava suas prédicas chamava-o “anjo da paz”. Com as armas pacíficas da palavra e da caridade conseguiu de fato conter o impressionante fenômeno do banditismo que proliferava nas periferias de Roma. Peregrinos e mercadores caíam nas emboscadas dos marginais. Nada adiantavam as expulsões, sanções e execuções capitais. O papa Leão XII recorreu então a Gaspar de Búfalo, que conseguiu amansar os bandidos mais temíveis. Porém, muitos outros méritos teve este santo, que o papa João XXIII definiu “glória toda resplandecente do clero romano, verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus no mundo”. São Gaspar de Búfalo recebeu de Pio VII a incumbência de se dedicar às missões populares pela restauração religiosa e moral do Estado Pontifício. Empreendeu essa nova cruzada em nome do Precioso Sangue de Jesus, tornando-se o ardoroso apóstolo desta devoção, fundando em 1815 a Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue e em 1834 ajudado pela B. Maria de Matias, o Instituto das Irmãs Adoradoras do Preciosíssimo Sangue.

São Gaspar de Búfalo morreu no dia 28 de Dezembro de 1837, e São Vicente Palloti, seu contemporâneo, teve a visão de sua alma que subia ao encontro de Cristo, como estrela luminosa. A fama de sua santidade logo atingiu o mundo todo. Foi beatificado em 1904 e canonizado por Pio XII em 1954.

santo-bernardo-de-menton-de-aostaSanto Bernardo de Menton (de Aosta)

Bernardo viveu no século IX, pouco se sabe sobre sua origem, não é certo, mas parece que pertencia à família dos barões de Menton, da corte francesa. Entretanto, documentos da época, confirmam que na Itália, Bernardo era o arcedecano da Catedral de Aosta, conhecido pela oratória nas pregações.

Ele será sempre lembrado como reconstrutor de um dos pontos mais destruídos da Europa: a passagem de Monte Giove, atualmente chamada de Grande São Bernardo, onde também havia um mosteiro. Essa região de vales era uma rota importante que ligava Londres, na Inglaterra e Perúgia, na Itália, permitindo o trânsito de mercadorias, pessoas e idéias.

Desde o final do século IX, esses vales e colinas passaram a viver um inferno. Os exércitos árabes dominaram a região achacando a população, provocando seqüestros, matanças, incendiando mosteiros, igrejas e aldeias inteiras.

Até que Guilherme da Provença colocou um ponto final nessa situação. Destruiu a base armada dos árabes, provocando a retirada de todos, mas, em conseqüência, a região ficou completamente destruída.

Foi nesse contexto que apareceu Bernardo. Ele recuperou o mosteiro alí existente, criando uma nova comunidade religiosa, que sob a sua direção, com determinação e competência, reorganizou a população e reconstruiu as aldeias e vales. Assim, o paraíso voltou a reinar, pouco a pouco, com os habitantes fixando-se na região.

Depois, os novos religiosos com o tempo se converteram em cônegos regulares e chegaram a formar uma congregação, a qual, se dedicou a evangelizar as regiões montanhosas da Ásia Central. Eles se tornaram também famosos por utilizarem cães auxiliadores, conhecidos pelo nome de “São Bernardo”, pois se originaram neste mosteiro, e que tanto serviços prestaram para resgatar os alpinistas perdidos.

Este foi o outro Bernardo atuando, aquele evangelizador. Talvez a parte menos comentada de sua vida. Em sintonia com a reforma interna da Igreja, Bernardo era contra a ignorância religiosa, os maus costumes do clero, o abandono dos fiéis e o comércio das coisas espirituais.

Pois foi trabalhando nessa causa que a morte o levou, em 12 de junho de 1081, no Convento de Novara. A Europa conseguiu se reerguer, após mil anos de invasões de árabes, normandos, eslavos e húngaros, graças à homens como Bernardo de Aosta. Seu corpo foi sepultado na Catedral Novarra, na Itália.

Inscrito no Martirológio Romano em 1681, São Bernardo de Aosta foi proclamado pelo Papa Pio XI, em 1923, padroeiro dos povos dos Alpes, dos alpinistas e dos esquiadores.

santo-onofreSanto Onofre

Onofre era um eremita que viveu no Egito no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas à alguns eremitas na região de Tebaida, este abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado à vivê-la.

Pafúncio perambulou no deserto durante vinte e um dias, quando totalmente exausto e sem forças caiu ao chão. Neste instante viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas.

Era comum os eremitas serem encontrados com este aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta.

Ao primeiro instante Pafúncio se pôs a correr, assustado com aquela figura. Porém minutos depois, essa figura o chamou dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus.

O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a Pafúncio o seu nome e lhe explicou a sua verdadeira história. Era um monge de um mosteiro, mas se sentira chamado à vida solitária. Resolveu seguir para o deserto e levar a vida de eremita a exemplo de São João Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento que encontrasse.

Onofre falou sobre a fome e sede que sentira e também sobre o conforto que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava próxima a gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à esta gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol, quando apareceu repentinamente diante dos dois, um pouco de pão e água que os revigorou.

Pafúncio falou à ele sobre seu desejo de se tornar um eremita. Mas, Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para assistir a sua morte. Depois deveria retornar e contar a todos sua vida e o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a Eucaristia à Onofre antes da morte, no dia 12 de junho.

Retornando à cidade escreveu a história de Santo Onofre e a divulgou por toda a Ásia. A devoção à este Santo era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das Cruzadas. O dia 12 de junho foi mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e escreveu o livro da vida de Santo Onofre, que buscou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus.

São Gaspar Bertoni

Fundador da Congregação dos Sagrados Estigmas

Nascido em Verona, cidade do norte da Itália, em 9 de outubro de 1777, viveu em uma época em que a cidade era palco de constantes conflitos entre os franceses e austríacos, que disputavam a sua posse.

Como conseqüência, a cidade curtia as amarguras da fome e dos desmandos da libertinagem; os feridos lotavam os hospitais, as crianças pobres não tinham escola, a juventude estava desorientada e esquecida, e até o próprio clero sofria as influências daquele ambiente nada salutar.

Nesse contexto o jovem Gaspar cresceu, enfrentando ainda alguns dramas familiares, como a morte de sua única irmã, mais nova, a incapacidade do pai de administrar os bens da família, e por fim a separação dos pais, decidida de comum acordo entre eles.

Por sugestão de seu pároco, da Paróquia de San Paolo, entrou para o Seminário e, em 20 de setembro de 1800, quando estava com quase 23 anos de idade, era ordenado sacerdote, ao som de tiros de canhão.

Ainda como seminarista ele já se dedicava aos doentes, e cedo também começou o seu trabalho com a juventude, resgatando-a daquele ambiente hostil da cidade. Esse trabalho foi tão frutuoso que ele chegou a ser reconhecido como “Apóstolo dos Jovens”.

Convocado por seu bispo para resgatar a dignidade do clero, aí também realizou um excelente trabalho, a ponto de o Seminário passar a ser notado como exemplo de ordem e disciplina, e os padres e seminaristas como modelos de dedicação e serviço.

Pe. Gaspar revelou-se, também, notável conselheiro. Pessoas dos lugares mais distantes, governantes e até seu próprio bispo procuravam-no para um aconselhamento.

Chamado a colaborar nas missões populares na Paróquia de San Fermo, ele também foi excelente pregador, tanto que chegou a receber da Santa Sé o título de “Missionário Apostólico”.

Mas havia ainda uma grande obra para a qual Deus iria chamá-lo a realizar, e que, aos poucos, foi se delineando para ele: a fundação de uma congregação religiosa.

Naquela época, as ordens religiosas eram perseguidas e até suprimidas. Eram proibidas reuniões ou quaisquer agrupamentos, tidos como possíveis indícios de rebeldia e oposição aos “patrões” da cidade, que se revezavam entre franceses e austríacos.

Mas Pe. Gaspar, inspirado por uma visão diante do altar de Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, ordem cuja supressão vigorava naquela época, passou a perceber, aos poucos, a vontade de Deus para a realização deste corajoso projeto.

Em 4 de novembro de 1.816 ele entrou com alguns companheiros em um prédio que lhe fora destinado inicialmente a servir de escola. Esse prédio era anexo à Igreja dos Estigmas, que tinha esse nome por ser dedicada às chagas, ou estigmas, de São Francisco de Assis.

Assim, além da escola, naquele ambiente de pobreza e penitência nascia, também, uma ordem religiosa que, após a morte de São Gaspar, recebeu o nome de “Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo”, popularmente conhecida como “Estigmatinos”.

Inspirado no título com que fora agraciado pela Santa Sé e no reconhecimento que tinha para com a autoridade dos bispos, que são os sucessores dos apóstolos, a quem Jesus deu a missão: “Ide e ensinai” (Cf. Mt 28,19), ele assim definiu a finalidade de sua congregação: “Missionários Apostólicos em auxílio aos Bispos”.

Pe. Gaspar dedicou toda a sua vida a fazer sempre a vontade de Deus. Apoiado na oração, ele sempre conseguia perceber e tudo realizar segundo a vontade de Deus.

Desde os seus 35 anos de idade enfrentou sérios problemas de saúde, que antes o levaram à beira da morte, e depois o mantiveram preso ao leito durante grande parte de sua vida, suportando terríveis dores e sofrimentos, mas sem que uma queixa saísse de seus lábios.

Fez de suas enfermidades instrumentos de redenção e louvor a Deus. Chamava-as de “Escola de Deus”: são ocasiões que nos dá a misericórdia de Deus para perdoar muitas faltas que cometemos e não fazemos penitência. Devemos vivê-las na perspectiva da fé, como uma luz religiosa, pois Deus quer a nossa salvação também através da doença e, como conseqüência, do sofrimento.

De seu leito de dor continuou suas atividades como mestre, pregador de exercícios espirituais e sobretudo como conselheiro dos que a ele acorriam. Todos os que o consultaram (bispos, magistrados, sacerdotes e fiéis) admiravam-se pela sua sabedoria, e de comum acordo o consideraram como “Anjo do Conselho”.

Muitos doentes que ele abençoou foram curados, e depois de sua morte ainda outros milagres já foram registrados por sua intercessão ou pelo contato com suas relíquias.

Pe. Gaspar morreu santamente no dia 12 de junho de 1.853, aos 76 anos incompletos, e foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 1 de novembro de 1.989, no dia da festa de “Todos os Santos”. Os milagres para o seu processo de beatificação e canonização foram realizados no Brasil, nas cidades de Rio Claro e Rio de Janeiro.

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de junho.

sao-joao-de-sahagun1São João de Sahagun

João Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na cidade de Sahagun, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal com os monges beneditinos da Abadia de São Facundo, recebendo a ordenação sacerdotal em 1453.

O Arcebispo de Burgos, o nomeou seu pajem e depois cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a Missa diariamente, ministrando o Sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Esta era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese deixou sua marca nesta cidade.

Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade se dividiu em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de “O Pacificador”.

O seu fervor ao celebrar o Santo Sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isto passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.

Em 1463 ele foi acometido de uma doença muito grave. Nesta ocasião decidiu que depois de curado entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho em Salamanca. Conhecido como João de Sahagun, logo foi o noviço sênior enquanto continuava a pregar em público, tornado seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.

Consta que durante uma de suas pregações condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente à ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.

Chamado de Apóstolo de Salamanca, foi eleito Prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora destes cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, a abandonou para voltar à vida familiar cristã.

João de Sahagun morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte, as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado Santo pela Igreja em 1690. A cidade de Salamanca considera São João de Sahagun um dos seus padroeiros.

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