28/04 – Joana (Gianna) Baretta Molla (Bem-aventurada),Santo Agapito I,São Luís Maria Grignion de Montfort e São Pedro Chanel

by on abr.28, 2016, under Santos do dia

joana-gianna-baretta-molla-bem-aventuradaJoana (Gianna) Baretta Molla (Bem-aventurada)

Na família italiana dos Baretta de Milão, os treze filhos foram reduzidos a oito pela epidemia da gripe espanhola e por duas mortes ocorridas na primeira infância. Desses oito, saíram uma pianista, dois engenheiros, quatro médicos e uma farmacêutica. Um dos engenheiros, José, depois se fez sacerdote, e dois médicos se fazem religiosos missionários: madre Virgínia e padre Alberto

Gianna Baretta, para nós Joana, a penúltima dos oito, nasceu no dia 04 de outubro de 1922 na cidade de Magenta, onde cresceu e se formou médica cirurgiã, com especialização em pediatria, concluída 1952. Porém, prefere exercer clínica geral, atendendo especialmente os velhos abandonados e carentes. Para ela, tudo é dever, tudo é sagrado: “Quem toca o corpo de um paciente, toca o corpo de Cristo”, dizia.

Em 1955 ela se casa com Pedro Molla. O casal vive na tradição religiosa familiar: missa, oração e eucaristia, inserida com harmonia à modernidade. Joana, ama esquiar na neve, pintar e a música também. Ela freqüenta o teatro e os concertos com o marido, importante diretor industrial, sempre muito ocupado.

Residem em Magenta mesmo, onde Joana participa ativamente também da vida local da Associação Católica Feminina. Os retiros espirituais são momentos de forte interiorização e ela é a verdadeira colaboradora dessas novidades felizes da comunidade católica. Vive essa atribuição como sua missão de médica.

Nascem os filhos: Pedro Luiz , Maria Rita e Laura . No mês de setembro de 1961, no início da quarta gravidez, é hospitalizada e então é descoberto um fibroma no útero. Diante da gravidade, sempre mais evidente do caso, a única perspectiva de sobreviver é renunciar a gravidez , para não deixar órfãos os três filhos. Mas Joana possui valores cristãos firmemente consolidados e coloca em primeiro lugar o direito à vida. E assim decide, com o preço da sua vida, ter o bebê.

Joana Emanuela nasce e sua mãe ainda a segura nos braços antes de morrer, no dia 28 de abril de 1962. Uma morte que é uma mensagem iluminada do amor em Cristo.

Após sua morte, o marido lê as anotações pessoais de Joana que antecediam os retiros espirituais e descobre sua conexão indissolúvel com o amor, o sacrifício e a fé inabalável.

Ao proclamar beata Joana Baretta Molla em 1994, o Papa João Paulo II quis exaltar, juntamente com seu heroísmo final, a sua existência inteira, os ensinamentos de toda uma vida no seguimento de Jesus, exemplo para os casais modernos.

Joana Emanuela, a filha nascida do seu sacrifício, em pronunciamento nessa ocasião disse: “Sinto em mim a força e a coragem de viver, sinto que a vida me sorri”. Ela ainda disse que rende homenagem à mãe “dedicando a minha vida à cura e assistência aos anciãos”.

santo-agapito-iSanto Agapito I

O bispo eleito para suceder o pontífice João II, na cidade de Roma, foi Agapito I, que se consagrou no dia 13 de maio de 535. O seu pontificado durou apenas onze meses e dezoito dias.
Neste tão curto período do seu governo, o Papa Agapito I elevou as finanças da Igreja; tomou decisões doutrinais importantes para a correta compreensão dos fundamentos do cristianismo e lutou com energia pela defesa da fé e dos bons costumes. Ele mandou queimar as bulas de Bonifácio II, condenatórias das doutrinas de Dióscoro; e negou aos hereges re-convertidos que conservassem seus cargos e benefícios, como pretendia o imperador Justiniano. Enfim, foi um Papa zeloso e defensor da tradição católica.

Também, proibiu que os bispos das Gálias, atuais França e Espanha, vendessem os bens de suas igrejas, inclusive em caso de extrema necessidade. Excomungou Antimo, o patriarca de Constantinopla, que havia alcançado o patriarcado graças as intrigas da imperatriz Teodora, e nomeou em seu lugar Mena, um bispo católico, homem de fé e saber. Como revelou o próprio Papa Agapito I, numa carta a Pedro, bispo de Jerusalém; era a primeira vez desde os tempos apostólicos, que uma igreja oriental recebia como patriarca um bispo consagrado pelo Papa.

Fundou em Roma uma academia de Belas Letras e várias escolas para adultos e crianças pobres, e se distinguiu por sua inesgotável caridade.

Por fim, o Papa Agapito I viajou para Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, na qualidade de embaixador do rei, na esperança, logo tornada desilusão, de fazer cessar a desastrosa guerra greco-gótica da Itália, estourada em 535. Porém, quase foi condenado ao exílio pelo imperador Justiniano, decidindo voltar para Roma.

Ocorreu, entretanto, que o Papa Agapito I foi acometido por uma grave enfermidade, morrendo logo em seguida, no dia 22 de abril de 536. Seu funeral foi tal como nunca tinham sido visto em Constantinopla, tanto para um bispo quanto para um imperador. O corpo de Santo Agapito I, Papa e confessor, foi transladado para o Vaticano e enterrado no dia 17 de setembro do mesmo ano, no pátio da catedral de São Pedro, em Roma.

A santidade do Papa Agapito I sempre foi muito lembrada pelos escritos de São Gregório Magno. Ele que é reverenciado pela Igreja, no dia 28 de abril, como consta do Martirológio Romano.

sao-luis-maria-grignion-de-montfortSão Luís Maria Grignion de Montfort

Luís Maria Grignion nasceu em Montfort, França, em 1673. Descendente de uma família cristã bem situada, recebeu uma excelente instrução e educação. Ainda menino decidiu seguir o caminho da fé e vestiu o hábito de sacerdote no ano 1700.

Seu maior desejo era ser um missionário no Canadá, mas acabou sendo enviado a Poitiers, alí mesmo na França. Logo ficou famoso devido à sua preparação doutrinal e o discurso fácil e atraente. Todos queriam ouvir suas palavras, mas sua caridade era outra: cuidar de pacientes com doenças repugnantes.

A idéia de ser missionário não o abandonava. Mesmo contrariando seu superior, foi pedir permissão diretamente ao Papa. Para tanto, fez uma viagem a pé, ida e volta, de Poitiers a Roma. Entretanto, o Papa Clemente XI lhe disse que havia urgência, naquele momento, em pregar aos franceses, que viviam sob o conflito entre Roma e a doutrina jansenista, uma nova heresia.

Luís Maria obedeceu e passou a pregar nas cidades e no meio rural, quando necessário, confrontava os doutores jansenistas com discurso igualmente douto, munido de sua autoridade teológica. Ainda assim, sua linguagem era extremamente acessível aos mais humildes, adaptado ao seu cotidiano, à sensibilidade popular, combinada com o exemplo de uma conduta coerente e cristã. Usava de um discurso fraterno, convidando o povo a adorar e confiar num Jesus amigo, ao invés de temê-lo como um rígido juiz. Outra característica muito importante de sua pregação era a devoção extremada à Maria Santíssima.

Embora a Igreja daquele tempo estivesse questionando certos aspectos do culto mariano, ele pregava a veneração sem excessos, firme e constante à Maria, a Mãe de Deus. Através dela é que Jesus fez o seu primeiro milagre nas Bodas de Caná. Esse argumento, de fato, sempre esteve muito presente em todos os seus escritos e exortações, como o Tratado da “Verdadeira Devoção à Santa Virgem”, e todos eles relacionados com a prática do Rosário.

Seus textos foram publicados em 1842, e se tornaram os fundamentos da piedade mariana. Em meados de 1712, Luís Maria de Montfort elaborou as Regras e fundou uma nova Ordem masculina: a dos Missionários da Companhia de Maria.

Estes religiosos, chamados habitualmente de montfortianos, estenderam aos poucos as suas atividades pela Europa, América e África. Contudo, seu fundador acompanhou apenas o seu início, porque morreu no dia 28 de abril de 1716, poucos anos depois de sua aprovação. Em 1947, o Papa Pio XII o proclamou Santo.

sao-pedro-chanelSão Pedro Chanel

Comemoramos o dia de São Pedro Chanel é o padroeiro da Oceania, este santo nasceu em Cuet, próximo a Belley, França no ano de 1803. Ingressou no seminário de Bourg do ano 1824, foi ordenado sacerdote no ano 1827 é considerado um os primeiros membros da Congregação dos Maristas.

No ano 1837 partiu em companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga. Sua pregação logo produziu frutos abundantes entre a geração jovem da ilha.

São Pedro Chanel foi preso por nativos que desaprovavam o governo de Niuliki que havia proibido a pratica de canibalismo e desejavam liberar essa prática. O ponto máximo para que os rebeldes chegassem ao ponto de prender o padre marista foi o batismo do filho de Niuliki realizado por ele.

O grupo o espancou até a morte com golpes de “tacape” no dia 28 de abril de 1841. São Pedro Chanel havia morrido por aquilo que acreditava e por amor em Cristo. As frases ditas pelos padres na hora da morte colaboraram para que muitos dos presentes também se convertessem ao cristianismo. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes acolheram o cristianismo.
Este santo foi canonizado apenas em 1954.

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27/04 – Nossa Senhora de Montserrat e Santa Zita

by on abr.27, 2016, under Santos do dia

nossa-senhora-de-montserratNossa Senhora de Montserrat

Vem do século IX a história escrita  que se refere a N. Sra. de Montserrat, ainda que provavelmente  seu culto e veneração  remontem muito mais no tempo. Conta-se que, naquela época, existia uma ermida dedicada a sua intercessão nas montanhas peculiares e agrestes de Montserrat. De tão precoce fervor popular se fez eco Wifredo Veloso, Pai da Pátria, que cedeu a ermida  junto com outras três ao mosteiro de Santa Maria de Ripoli.

Cento e cinquenta anos depois, o abade Oliva, expoente da Igreja de seu tempo, daria um grande impulso ao culto de N. Senhora, ao estabelecer na ermida uma pequena comunidade monástica.

Uma gravura romântica do século XII, dourada e policromada, hierática e magnificente, veio a dotar de traços definidos tão destacado mistério virginal. Desde então, a imagem começou a adquirir um tom cada vez mais escuro que lhe valeu o nome carinhoso de A Moreninha. Seu escurecimento era efeito da fumaça das numerosas velas acesas por seus numerosos fiéis.

Inumeráveis milagres e prodígios se atribuem desde os tempos medievais a N. Sra. de Montserrat. Isso provocou uma contínua  e poderosa peregrinação procedentes de todas as partes do mundo. Atualmente se estima  que quase um milhão de visitantes honram com sua presença, todos os anos, o sagrado mosteiro. O povo catalão, em particular, sente profundo afeto e singular devoção para com sua Padroeira, declarada como  tal pelo papa Leão XII, durante a entronização de sua imagem em 1881.

Deus te salve, Maria, filha de Deus Pai. Deus te salve, Maria, Mãe de Deus Filho; Deus te salve, Maria, Esposa do Espírito Santo.

santa-zitaSanta Zita

Santa Zita, nasceu no ano 1218, em Monsagrati, numa aldeia próximo a Lucca, na Itália. Filha de camponeses tementes a Deus. Sua mãe, apesar de ser uma mulher muito sofrida e totalmente analfabeta, fazia questão que Zita estudasse e para isso a incentivava dizendo que Deus teria muito orgulho dela se pusese afinco em seu estudo.

Era uma criança muito carinhosa e cada segundo livre que tinha corria para um canto isolado para rezar. Foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas cada sexta-feira. E dar do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía.

Como era muito pobre, foi trabalhar como domestica aos 12 anos de idade na casa de uma rica família. Perguntava-se sempre: “Isto agrada ao Senhor”? ou ” Isto desagrada a Jesus”? Seu nome era Fatinelli e ele morava ao lado da Igreja local. Para Zita seu emprego era um presente divino e ela agradecia a Deus todos os dias orando logo pela manhã, quando todos da casa ainda dormiam. Também aproveitava as manhãs para ir à missa e retornava apressada para servir aos seus amos sempre de forma discreta e muito amável.

Dizem que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento se converteu em flores. Foi domestica por 60 anos. Morreu no dia 27 de abril de 1278, tendo toda a família Fatinelli a quem serviu toda a vida ajoelhada a seus pés.

Foi proclamada padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro pelo papa Pio XII.

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26/04 – Nossa Senhora do Bom Conselho, Santo Anacleto, Santo Arcangelo Tadini e São Pascásio Radberto

by on abr.26, 2016, under Santos do dia

nossa-senhora-do-bom-conselhoNossa Senhora do Bom Conselho

A devoção que comemoramos hoje, remonta a Igreja Primitiva, de forma que não temos dados precisos sobre sua origem. Tão antiga é a devoção que a Mãe do Bom Conselho é invocada na Ladainha Lauretana.  Sabemos, contudo,  que entre os anos de 432 e 440,  o Papa Xisto III mandou construir uma Igreja dedicada a Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Genezzano, Itália, ao lado de um convento fundado por Santo Agostinho. Esta cidade havia sido doada à Igreja com o advento dos Imperadores cristãos, sucessores do Imperador Constantino que, convertido, decretara o fim da perseguição aos cristãos e da crucifixão (ano 312). Genezzano iria ser agraciada, cerca de mil anos depois,   com um presente milagroso de Nossa Senhora, como veremos a seguir:

Havia,  na idade média, também uma outra igreja,  na cidade de Scutari – Albânia, onde o povo venerava com ardor uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, a que eram atribuídos  muitos milagres.  A devoção crescia vertiginosamente, até que  no ano de 1467, maometanos turcos invadiram e dominaram a Albânia, culminando em sérias conseqüências aos cristãos.  A perseguição implacável, colocou a Igreja numa situação dificílima, de forma que muitos cristãos tiveram de abandonar o país e, os que ficaram, tiveram de permanecer na clandestinidade . Foi nessa ocasião,  que dois albaneses de nomes Solavis e Georgi, ao entrarem no santuário,  testemunharam um grande milagre, a princípio, muito intrigante. Uma nuvem divina rodeou a estampa de Nossa Senhora que foi como que retirada da parede e elevou-se ao céu, tomando a direção de Roma,  sobre o Mar Adriático.  Os peregrinos, impelidos a seguir  sua trajetória,  passaram a  acompanhar a estampa. Com  muita confiança entraram no mar e passaram a caminhar  sobre as ondas a pé enxuto e o atravessaram até chegar às vizinhanças de Roma. Ali, a  estampa rodeada de nuvens foi se afastando até que acabaram  perdendo-a de vista.

Ao mesmo tempo,  lá na cidade de Genezzano, na Itália,  a estrutura da Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho estava  seriamente comprometida.  A velha igreja construída pelo Papa Xisto III no século V,  havia ficado em ruínas não só pela ação do tempo, mas também pela falta de recursos.  Há muito tempo, porém,  uma irmã da Ordem Terceira de Santo Agostinho, chamada Pedrina,  havia tomado à frente do empreendimento, e cuja reconstrução confiou unicamente à Providência Divina,  à Santíssima Virgem e  ao  santo padre Agostinho,  fundador  da ordem a  que pertencia.  Aos que duvidavam, respondia com muita fé e confiança que seus esforços não eram vãos e que brevemente seriam postos a têrmo, com a força da graça divina.

Era dia  25 de abril,  nos festejos de São Marcos Evangelista, onde  também realizava-se uma feira pública  naquela cidade e que contava com grande multidão. Repentinamente surgiu no céu uma nuvem em forma de coluna milagrosamente suspensa no ar, chamando a  atenção de todos  os circunstantes.  Tal coluna vagarosamente baixou em direção a uma das paredes mais elevadas da igreja em  reconstrução e dissipou-se, imprimindo na parede, à vista de todos,  uma imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, pintada a fresco.  Os sinos, por si só,  passaram a  badaladar consecutivamente, causando estupefação pública, conseqüentemente a conversão de muito pagãos em Genezzano.  Surpresos, uns aos outros,  perguntavam sobre a origem da  estampa, quais os desígnios de Deus acerca de tão grandioso mistério.

A partir deste acontecimento, os padres agostinianos começaram a divulgar  o culto à Nossa Senhora do Bom Conselho, e não tardou que o número de  fiéis  de  toda  a  Itália e  países  circunvizinhos viessem em peregrinação para reverenciar Nossa Senhora.

Tomando conhecimento do grande milagre ocorrido em Genezzano, os dois peregrinos Solavis e Georgirs, foram também  reverenciar Nossa Senhora do Bom Conselho, a quem eram extremamente devotos.  Mas, não haviam relacionado o primeiro milagre ao segundo.  Chegando na cidade,  qual não foi a perplexidade deles ao constatarem que a estampa fixada na parede da igreja era a mesma estampa que haviam visto ser levada aos céus na sua cidade de origem, Scutari.  Ficou claro que a  estampa  havia sido trasladada de um país para o outro pelos  anjos de Deus.   Com  muito entusiasmo proclamaram o fato ao povo local.  Foram por isso interrogados por uma comissão e, sob juramento, contaram o que ocorrera na igreja da sua cidade de origem.  Detalhadamente narraram desde o momento em que testemunharam  ocularmente a estampa que sendo retirada  da Igreja de Scutari, a travessia do mar a pé enxuto, a chegada na Itália até o momento em que a perderam de vista.  Desvendaram-se assim os milagrosos acontecimentos, simultaneamente ocorridos desde a Albânia até a Itália, para  onde a imagem foi levada pelos anjos por desígnio de Nossa Senhora.

O fato foi levado ao Papa Paulo II (Pietro Barbbo – pontificado 1464 a 1471), que na ocasião foi quem iniciou o processo para apurar a veracidade dos fatos.

O Papa Leão XIII mandou construir um altar em seu oratório privado, pessoalmente visitou o santuário,  instituiu a Pia União, do qual se fez membro, redigiu poesias  e agraciou a igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho com o título de “Basílica Menor”.

No dia 25 de abril (data em que a imagem foi levada por anjos de Scutari para Genezzano em 1467),  João Paulo II pessoalmente dirigiu-se ao antigo templo e  doou uma  reprodução da imagem original, a qual lá foi entronizada,  marcando definitivamente a reconciliação do governo e da nação albaneza com a Igreja de Cristo.

O Vaticano, a partir daquele ano, financiou as  obras de reconstrução do Santuário,  depreciado por consequência da perseguição do regime comunista.

santo-anacletoSanto Anacleto

Eis uma curiosidade com relação ao Santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século.

Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele “fosse dois”: Papa Anacleto e Papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho.

O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista que teria visto abreviado em alguma lista dos Papas o nome de Anacleto por Cleto, julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 60, como conseqüência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada.

Ele foi o segundo sucessor de São Pedro e foi o terceiro Papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e durante o seu pontificado o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos.

Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro.

santo-arcangelo-tadini1Santo Arcangelo Tadini

ARCANGELO TADINI, sacerdote do interior de Brescia (Itália) que viveu de 1846 a 1912, é figura cristalina e fascinante. Homem de iniciativa, sacerdote autêntico, soube entrelaçar ousadia e fé, amor pelos homens e amor a Deus, austeridade e ternura.

Nasce em Verolanuova (BS) a 12 de outubro de 1846. Terminados os estudos primários na cidade natal, frequenta o ginásio em Lovere (BG).

Em 1864 entra no Seminário Diocesano de Brescia e em 1870 é ordenado sacerdote. De 1871 a 1873 é nomeado vigário paroquial em Lodrino (BS), pequeno vilarejo de montanha, e a partir de 1873 é capelão no Santuário de S. Maria della Noce, periferia de Brescia.

Em 1885 inicia seu serviço em Botticino Sera (BS) como vigário; dois anos depois é nomeado pároco, aí permanecendo até 1912, ano de sua morte. No dia da posse afirma com força do púlpito: “Estarei com vocês, viverei com vocês, morrerei com vocês”.

Os anos vividos em Botticino são os mais fecundos da vida do Tadini. Ele ama os seus paroquianos como filhos e a eles se doa sem medida. Organiza o coral, a banda musical, várias Confrarias, a Terceira Ordem Franciscana, as Filhas de S. Ângela Merici; reforma a igreja, oferece a cada categoria de pessoas a catequese mais apropriada, cuida da liturgia. Põe especial atenção na celebração dos Sacramentos. Prepara as homilias levando em consideração tanto a Palavra de Deus e da Igreja como a caminhada espiritual do seu povo. Quando fala do púlpito, todos ficam encantados pelo calor e a força que suas palavras transmitem.

Sua atenção pastoral dirige-se sobretudo às novas pobrezas: para os trabalhadores dá início à Associação Operária de Mútuo Socorro e constrói uma fiação (fábrica têxtil) para dar trabalho às jovens da cidade que mais sofrem com a insegurança e a exploração.

Em 1900 o Tadini funda a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré: mulheres consagradas, mas “operárias com as operárias” que educam as jovens trabalhadoras não subindo em cátedra, mas trabalhando lado a lado com elas; não proferindo grandes discursos, mas dando o exemplo de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Escândalo para aquela época na qual as fábricas eram tidas por lugares perigosos e desviantes.

Tadini oferece a suas Irmãs o exemplo de Jesus, Maria e José que na Casa de Nazaré, no silêncio e escondimento, trabalharam e viveram com humildade e simplicidade. Aponta o exemplo de Jesus que não só “sacrificou a si mesmo na cruz” mas durante trinta anos, em Nazaré, não se envergonhou de usar as ferramentas do carpinteiro e de “ter as mãos calejadas e o rosto lavado de suor”.

Por este seu espírito empreendedor, Tadini ganha calúnias e incompreensões, também por parte da Igreja. Na realidade ele antecipa os tempos: intui que a Irmã, operária entre as operárias, indica uma compreensão mais positiva do mundo do trabalho, não mais visto como lugar contrário à Igreja, mas sim ambiente necessitado de fermento evangélico, um mundo a ser encontrado mais que contrastado.

Ele mesmo tem consciência de que a sua Obra nasceu antes do tempo, mas está firmemente convicto que não é obra dele mas de Deus: “Deus a quis, a orienta, a aperfeiçoa, a conduz a bom termo”. A morte o colhe quando o sonho de sua vida ainda não se completou, mas, como semente jogada na terra, no tempo certo produzirá frutos abundantes.

Os Paroquianos de Botticino intuem a santidade de seu pároco e logo aprendem a conhecer e a descobrir que, debaixo de sua discrição e austeridade, existe um coração de pai atento e sensível à vida do povo feita de sacrifícios e duro trabalho. Aos seus dotes naturais ele une grande capacidade de entrar na vida e no cotidiano das pessoas e em breve se fala dele come de um sacerdote santo, um homem extraordinário… Mais tarde se dirá dele: “É um de nós”!

Um de nós quando, cedo pela manhã, percorre as ruas da cidade e o seu passo ressoa como despertador a quem se prepara para iniciar um novo dia de trabalho. Todos sabem que aquele sacerdote, apaixonado por Deus e pela humanidade, levará na oração a vida e as fadigas do seu povo.

Um de nós quando recolhe as lágrimas das mães preocupadas com a precariedade do trabalho dos filhos; quando sonha, projeta e constrói a fiação para as jovens da cidade a fim de que possam redescobrir sua dignidade de mulheres.

Um de nós quando inventa a família das Irmãs Operárias, mulheres consagradas que, nos lugares de trabalho, sejam testemunhas de um Amor maior no simples cotidiano da vida.

Um de nós porque ainda nos sorri, nos acompanha no nosso dia a dia e com suas palavras nos convida a seguir seus passos: “A santidade que nos leva ao céu está em nossas mãos. Se queremos possuí-la, uma coisa apenas precisamos fazer: amar a Deus”.

Com a canonização o Papa Bento XVI o oferece como exemplo para os sacerdotes, o aponta como intercessor para as famílias, o entrega como protetor aos trabalhadores.

sao-pascasio-radbertoSão Pascásio Radberto

Comemoramos hoje São Pascásio Radberto que viveu no século IX, nascido em Soissons na França. Foi abandonado quando criança na porta da Igreja de Nossa Senhora de Soissons. A abadessa Teodarda o recolheu e cuidou dele como a um filho. Aos 22 anos, ingressou no convento de Corbie.

Foi mestre dos noviços e professor de teologia no mesmo local.Em 822 acompanhou o abade do mosteiro onde vivia para uma região onde seria fundada a cidade de Nova Córbia. Em 844 foi eleito abade; e, sete anos mais tarde, deposto por uma rebelião dos monges, tendo que fugir para a abadia de São Riquieer. Por volta do ano 830, escreveu a Vida de Santo Adalardo, seu abade; posteriormente, escreveu o Tratado do Corpo e Sangue do Senhor sobre a eucaristia. Neste assunto, ele reporta a São Cipriano, Santo Ambrósio, Santo Hilário, Santo Agostinho, São João Crisóstomo, São Gregório, Santo Isidoro, Hesíquio e ao venerável Beda. Tem ainda a obra O Parto de Maria.
São Pascásio (ou Pascal) morreu no dia 26 de abril do ano de 863.

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25/04 – São Marcos

by on abr.25, 2016, under Santos do dia

sao-marcosSão Marcos

(evangelista)

Hoje a Igreja comemora São Marcos ou João Marcos, autor do Evangelho Segundo Marcos e amigo de São Pedro e São Paulo apóstolos, mencionado nas Epístolas do Novo Testamento, que recebeu também o nome de Evangelista, que fugiu nu quando Cristo foi preso em Getsêmani. Era filho de uma mulher de Jerusalém de nome Maria e primo de São Barnabé.

São Marcos participou da primeira viagem missionária realizada por São Paulo, mas não permaneceu até o fim dela, tendo voltado sozinho para Perga.

Santo Irineu, Tertuliano, Clemente de Alexandria atribuiem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. E segundo os críticos modernos, o evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70, e dirigido aos cristãos de Roma.

Também acredita-se que ele tenha sido o primeiro bispo de Alexandria, mas para este episódio existem poucas provas documentais. A popularidade de São Marcos em Veneza é muito grande onde tem uma igreja denominada São Marcos.

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24/04 – Beata Maria Isabel Hesselblad, Santa Maria Eufrásia Pelletier, São Bento Menni e São Fidelis de Sigmaringen

by on abr.24, 2016, under Santos do dia

beata-maria-isabel-hesselbladBeata Maria Isabel Hesselblad

Maria Isabel Hesselblad nasceu no dia 04 de junho de 1870, na cidade de Faglavik na Suécia. Era a quinta dos treze filhos do casal Augusto Roberto e Caisa, uma família luterana muito pobre. Desde a sua adolescência, ao ver que as suas amigas freqüentando diversas Igrejas, se questionava qual seria o único rebanho a que se referia o Evangelho de São João.

Para ajudar a manter a sua família, aos dezesseis anos de idade trabalhava como doméstica e, dois anos depois, emigrou para os Estados Unidos, onde adoeceu. Nessa ocasião fez uma promessa à Jesus, caso ficasse curada se tornaria enfermeira. E de fato assim aconteceu, passando a trabalhar como enfermeira num hospital de Nova Iorque. O contato com os doentes católicos e o grande desejo de encontrar a verdade mantiveram viva na sua alma a busca do rebanho de Cristo.

A oração, o estudo e a devoção filial para com a Virgem Maria, o exemplo visto no hospital católico e a influência decisiva do padre jesuíta João Hagen, do convento da Visitação de Washington que se tornou seu diretor espiritual, que fez estudar com paixão a doutrina cristã, levaram-na a abraçar o catolicismo. Assim, por opção foi batizada “sob condição”, nesse mesmo convento, no dia 15 de agosto de 1902. Dois anos mais depois foi para Roma, onde recebeu a Confirmação e alí com muita clareza compreendeu que sua missão seria trabalhar pela unidade dos cristãos. Sentiu que o caminho seria através Ordem de Santa Brígida da Suécia, casa que visitou e de onde saiu profundamente impressionada. Alí enquanto rezava, sentiu que Deus lhe dizia: “É aqui que desejo que te ponhas ao meu serviço”.

No dia 25 de março de 1904 estabeleceu-se definitivamente em Roma e com uma especial permissão do Papa Pio X, vestiu o hábito brigidino na casa de Santa Brígida, então ocupada pelas Carmelitas. No dia 09 de setembro de 1911, começando com três jovens postulantes inglesas, restabeleceu a Ordem do Santíssimo Salvador e de Santa Brígida, com a missão de orar e trabalhar de modo especial pela união dos cristãos na Escandinávia com a Igreja católica.

Desde o início, incutiu nas suas filhas espirituais a necessidade da união dos cristãos, o amor à Igreja e ao Papa Romano, a necessidade de orar para que haja um único rebanho e um só Pastor. Restabeleceu a casa de Santa Brígida na Suécia em 1923, na Itália em 1931 e a expandiu para a Índia em 1937.

Viveu como pioneira do diálogo ecumênico até o dia 24 de abril de 1957, quando morreu após uma longa vida, marcada pelo sofrimento e pela doença. O Papa João Paulo II a beatificou no ano 2000, em Roma.

santa-maria-eufrasia-pelletierSanta Maria Eufrásia Pelletier

Batizada com o nome de Rosa Virginia Pelletier, ela nasceu na ilha de Noirmontier, região da Vandea, França, o dia 31 de julho de 1796. Cresceu alí onde foi o centro da Revolução Francesa, sendo educada pelas ursulinas de Chavanhe e depois freqüentou o Instituto da Associação Cristã de Tours.

Aos dezesseis anos entrou no mosteiro de Tours na ordem de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, fundado em 1641, por São João Eudes, destinado à reabilitação das jovens e das mulheres em perigo moral e para a reeducação cristã de todas que lá pediam abrigo e proteção.

Em 1817 fez os votos de profissão de fé e tomou o nome de Maria de Santa Eufrásia e aos vinte e nove anos foi nomeada superiora desse mosteiro. Alí fundou a Obra das “Madalenas”, onde as moças que voltavam para o caminho correto podiam aderir à vida religiosa, nos moldes das carmelitas, seguindo relativamente o Regulamento, vestindo o hábito e tendo uma ala própria no mosteiro.

Em 1829, fundou em Angers um novo Refúgio, nome usado pelas carmelitas, para designar uma Casa da sua ordem, do qual se tornou superiora depois de dois anos. Dessa forma deu um grande impulso para a continuação do trabalho de redenção das moças no desvio da vida. Assim a Casa de Angers se tornou a Casa mãe de uma organização paralela à ordem de Nossa Senhora da Caridade, subjugada à essa ordem, mas com mosteiros com autonomia separada.

Estava fundada a ordem de Nossa Senhora do Bom Pastor do qual se tornou a superiora geral até o fim da vida. Ela encontrou muitas resistências, porém em 1835 o Papa Gregório XVI, que concordava com ela, aprovou a nova ordem.

A sua obra foi tão vigorosa que Maria Eufrásia, fundou mais Casas que todos os fundadores de ordens da Igreja. Foram 111 entre 1829 e 1868, ano em que morreu, vitimada por um tumor que lhe causou muito sofrimento, no dia 24 de abril.

Foi beatificada em 1933, e canonizada sete anos depois. Uma estátua de Santa Maria Eufrásia Pelletier foi colocada na basílica de São Pedro no Vaticano, com muita justiça entre os grandes fundadores de ordens da Igreja. Sua festa é realizada no dia de sua morte.

sao-bento-menniSão Bento Menni

Angelo Hércules Menni nasceu no dia 11 de março de 1841, em Milão, na Itália, sendo o quinto dos quinze irmãos. A família do casal de negociantes Luiz e Luiza era de cristãos fervorosos, onde se rezava o Rosário todas as noites, se praticava a caridade e todos os sacramentos.

Foi esse ambiente familiar, somado à quatro episódios, que fizeram o jovem Ângelo optar por se tornar um sacerdote. Foram eles: a oração diária diante de um quadro de Maria, a Santíssima Mãe de Jesus; alguns exercícios espirituais aos dezessete anos de idade; os conselhos de um eremita de sua cidade natal; e, o exemplo dos Irmãos de São João de Deus tratando os soldados que chegavam à estação de Milão, feridos na batalha de Magenta, serviço que ele próprio praticou.

Aos dezenove anos de idade entrou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus trocando o nome de batismo, pelo de Bento. Iniciou os estudos filosóficos e teológicos no Seminário de Lodi e depois foi concluí-los no Colégio Romano, atual Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote em 1866.

Nessa ocasião o Papa Pio IX confiou-lhe a difícil missão de restaurar a Ordem Hospitaleira na Espanha, aliás a escolha não poderia ter sido mais feliz. Este jovem religioso, que tinha apenas vinte e cinco anos, chegou em Barcelona no ano 1867. Ali começou a restauração da Ordem, que tinha sido suprimida pelo liberalismo, tanto em Espanha como em Portugal. Depois de dar nova vida à Ordem na Espanha, continuou com a sua restauração em Portugal e, no México, já no princípio do século XX.

Bento foi um homem de generosidade e caridade inesgotáveis e de excepcionais predicados de comando e administração. Em 31 de maio de 1881, juntamente com duas religiosas, fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, especializadas na assistência aos doentes psiquiátricos.

Estava em Paris quanto adoeceu, vindo a falecer no dia 24 de abril de 1914, na cidade de Dinan. As suas relíquias mortais, estão guardadas na capela da Casa-mãe de Ciempozuelos, em Madri, Espanha.

Em 1985, o Papa João Paulo II declarou-o beato, e, em 1999, esse mesmo pontífice canonizou São Bento Menni e o proclamou como “o profeta da Hospitalidade”.

sao-fidelis-de-sigmaringenSão Fidelis de Sigmaringen
(Mártir)

Hoje comemoramos São Fidelis, cujo nome verdadeiros era Marcos Reyd, nascido em Sigmaringen, na Alemanha, no ano de 1577. Estudou na Universidade de Friburgo, na Suiça, formando-se em Direito, tendo exercido seu ofício em Colmar, na Alsácia, por vários anos. E era chamado de “o advogado dos pobres”, pois prestava seus serviços gratuitamente a quem não podia pagar.

Ingressou no convento dos Capuchinhos de Friburgo e no ano 1612, tornou-se frade. Foi acusado de espionagem a serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu em Grusch. Dizem que ferido por um golpe de espada, pôs-se de joelhos e perdoou aos seus assassinos, rezando por eles esta oração: Senhor, perdoai meus inimigos.Cegos pela paixão, não sabem o que fazem. Senhor Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Jesus, assisti-me. Amém

Dizia sempre que, se o matassem, aceitaria com a legria morrer pelo amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

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23/04 – Santo Adalberto e São Jorge

by on abr.23, 2016, under Santos do dia

santo-adalbertoSanto Adalberto

Adalberto nasceu em 956, na Boêmia, atual República Checa e era descendente da nobre família dos príncipes de Slavnik. Seu nome de batismo era “Woytiech”, isto é, “socorro do exército”. Ainda bebê adoeceu gravemente, gerando uma promessa por parte dos pais: teria sua vida consagrada à Deus. Como recuperou a saúde, eles encaminharam seus estudos de forma que, mais tarde, se tornasse sacerdote. Foi educado pelo arcebispo Adalberto da cidade de Magdeburgo, do qual tomou o nome, em 983, durante sua ordenação.

Nesse mesmo ano assistiu a agonia do bispo de Praga, Diethmar I, que morreu pouco tempo depois. Seus contemporâneos o elegeram seu sucessor e em sinal de humildade e de penitência, entrou na cidade descalço. Assim que tomou posse, procurou reestruturar a diocese. Adalberto dedicou-se totalmente à proteção dos pobres e doentes.

Diz a tradição, que ele todos os dias tinha à mesa, nas refeições, a companhia de doze mendigos, em homenagem ao Santos apóstolos. Conta-se que, certa vez, uma mendiga lhe pediu esmola e, como não tinha, ele lhe deu o próprio manto. Apesar deste exemplo vivo, seu rebanho insistia em viver totalmente fora dos padrões cristãos. Desiludido, depois de seis anos ele resolveu abandonar a diocese, pedindo ao Papa João XV que o afastasse do cargo. Entrou no mosteiro de São Bonifácio onde passou cinco anos, para de novo voltar à Praga e retomar, a pedido do Papa, a direção da diocese. Contudo, novamente o povo o repudiou por causa da disciplina cristã correta que queria instaurar. Novamente decepcionado retomou angustiado à vida de monge.

Em obediência ao Papa Gregório V, Adalberto assumiu pela terceira vez a diocese de Praga. Seu regresso foi tempestuoso. Os fiéis se revoltaram e impediram que entrasse na cidade. Seus parentes sofreram atentados, os bens foram confiscados, os castelos incendiados.

Ele então se refugiou na Polônia, onde a pedido de seu amigo duque Boleslao, seguiu com alguns sacerdotes em missão evangelizadora na Prússia, que ainda era pagão. Adalberto se fixou na cidade de Danzig e converteu praticamente toda a população. Porém, os sacerdotes pagãos, vendo acabar seu poder e influência, arquitetaram e executaram o assassinato de Adalberto e de todos os religiosos que o acompanhavam.

Ele foi morto com sete golpes de lança e depois decapitado, na cidade de Tenkiten no dia 23 de abril de 997. Os inimigos entregaram seu corpo ao duque Boleslao, mediante pagamento em ouro. Adalberto foi enterrado no convento de Gniezno. Logo o seu túmulo se tornou meta de peregrinação com inúmeras graças acontecendo por sua intercessão. No ano 999 o Papa Silvestre II canonizou o primeiro bispo eslavo de Praga, Adalberto.

Em 1039 suas relíquias foram trasladadas definitivamente para a catedral de Praga, onde o primeiro pontífice eslavo da História da cristã, Carol Wojtyla, ou Papa João Paulo II, seguiu em peregrinação para as comemorações do milênio da festa de Santo Adalberto.

sao-jorgeSão Jorge

São Jorge já congregou milhares de devotos por todo o mundo, hoje vive um momento de maturidade e tranqüidade.

Como é o Padroeiro da Inglaterra, ele ainda é o santo protetor dos cavaleiros, escoteiros e militares, honra que divide também com Santo Expedito. Existem milhares de igrejas com seu nome, por ter sido um dos primeiros mártires cristãos a sofrer com as perseguições dos imperadores.

Sua notoriedade diminuiu no Brasil pelo fato de algumas religiões não cristãs ligarem sua imagem à de um orixá. Na realidade não passa de sincretismo.

Para nossa Igreja Católica, São Jorge será sempre uma figura estritamente católica, merecendo toda a nossa admiração e nosso respeito. Temos a imagem de São Jorge como um homem muito bondoso e corajoso. Em um livro Lenda Áurea, uma publicação da Idade Média, nos traz um São Jorge que teria sido paladino na Capadócia. Já em Silene, na Líbia, conta-se que ele teria salvo uma mulher que se encontrava em apuros nas garras de um dragão. O que poderemos dizer de mais certo nesta história é que ele teria sido vítima da perseguição aos cristãos feita por Diocleciano. Foi preso na Nicomedia, sendo torturado e morto por decepamento de sua cabeça.

São Jorge é muito prestigiado na Irlanda. Não sabemos ao certo porque São Jorge se tornou o padroeiro da Inglaterra, sabe-se apenas que seu nome já era muito conhecido nestes países antes mesmo da invasão sofrida por eles da Normandia, o que nos leva a acreditar que fora os cruzados que tanto divulgaram a devoção a este santo em toda a Europa.
Acredita-se que tenha sido martitizado na cidade de Dióspolis, na Palestina por volta do final do século II até o século VI.

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22/04 – São Caio e São Sotero

by on abr.22, 2016, under Santos do dia

sao-caioSão Caio

No Livro dos Papas, da Igreja, encontramos registrado que o Papa Caio, nasceu na Dalmácia, atual território da Bósnia, de família cristã da nobreza romana, ligada por parentesco ao imperador Diocleciano, irmão do padre Gabino e tio de Suzana, ambos canonizados.

Caio foi eleito no dia 17 de dezembro de 283. Governou a Igreja durante treze anos, num período de longa trégua nas perseguições anticristãs, que já vinham sendo bem atenuadas. Também, ocorria uma maior abertura na obtenção de concessões para as construções de novas igrejas, bem como para as ampliações dos cemitérios cristãos. Ele contou com a ajuda de seu irmão, padre Gabino e da sobrinha Suzana, que havia se consagrado à Cristo.

Antes de ser escolhido Papa, os dois irmãos sacerdotes tinham transformado em igreja, a casa em que residiam. Lá, ouviam os aflitos, pecadores; auxiliavam os pobres e doentes; celebravam as missas, distribuíam a eucaristia e ministrados os sacramentos do batismo e do casamento. Isto porque, a Igreja não tinha direito à propriedade, pois não era reconhecida pelo Império.

O grande contratempo enfrentado pelo Papa Caio se deu no âmbito interno do próprio clero, devido a crescente multiplicação de heresias, criando uma grande confusão aos devotos cristãos. A última pela ordem cronológica, na época, foi a de “Mitra”. Esta heresia era do tipo maniqueísta, de origem asiática, para a qual Deus assumia em si a contraposição celeste da luz e da treva. Esta e outras ele baniu por completo, criando harmonia entre os cristãos.

Através dos antigos escritos da Igreja, apesar do parentesco com o imperador, o Papa se recusou a ajudar Diocleciano, que pretendia receber a sobrinha dele como sua futura nora Segundo se verificou nos antigos escritos, este teria sido o motivo da ira do soberano, para o severo decreto que mandou matar todos os cristãos, começando pelos três parentes.

Papa Caio morreu decapitado em 22 de abril de 296. A Igreja confirmou a sua santificação e o seu martírio, até pelo fato de que Diocleciano encerrou por completo as perseguições somente no ano 303.

As suas relíquias foram depositadas primeiro no cemitério de São Calisto. Depois, em 631 foram trasladadas para a igreja que foi erguida no local da casa onde ele viveu, em Roma. A Igreja o reverencia com o culto litúrgico marcado para o dia de sua morte.

sao-soteroSão Sotero

Poucas são as informações biográficas de Sotero. Foi papa entre 166 e 175, período em que ser cristão era muito difícil e perigoso. Ele foi eleito o sucessor do papa Aniceto, que morreu em 165. Nasceu na cidade de Fondi, na Campânia, Itália, e seu pai se chamava Concórdio.

Durante o seu pontificado, a Igreja ampliou-se bastante. Ele mesmo ordenou inúmeros diáconos, sacerdotes e bispos; e seu pontificado foi exemplar. Disciplinou, por meio das leis canônicas, a participação das mulheres na Igreja, que até então não tinham seu caminho muito bem definido. Mas, sobretudo, o papa Sotero combateu com grande valentia e coragem as heresias que pairavam sobre a Igreja dos tempos iniciais do cristianismo.

No seu tempo, foi extinta a heresia de Montano, que propunha um exagerado rigor de costumes. Era uma doutrina de medo e de pessimismo, porque o fim do mundo sempre poderia acontecer a qualquer momento. Supondo isso, todos os cristãos deveriam viver numa santidade irreal, renunciando ao matrimônio e buscando o sofrimento da penitência constante, porque, segundo Montano, a Igreja não tinha faculdades para perdoar os pecados. Essa doutrina, que também era defendida por Tertuliano e, principalmente, Novaciano, foi condenada pela Igreja na época do papa Sotero.

Ele defendeu a doutrina ensinada por Jesus Cristo e que a Igreja sempre continuou praticando, ou seja, que para o pecador verdadeiramente arrependido não existe pecado, por maior que seja, a que não se possa conceder o perdão. Assim, desapareceu o clima de rigor e pessimismo que tanto atormentava os cristãos, tão contrário ao da doutrina do Evangelho, que prega o amor, o perdão, a alegria e a esperança.

Outra característica do papa Sotero foi sua ardente caridade para com os necessitados. Ele desejava que se vivesse como os primeiros cristãos, citados nos textos dos apóstolos, onde “tudo era comum entre eles” e onde “todos eram um só coração e uma só alma…” Papa Sotero pedia esmolas para as dioceses mais ricas, para que fossem distribuídas entre as mais pobres e esforçava-se “por tratar a todos com palavras e obras, como um pai trata os seus filhos”.

Ele foi um eloqüente defensor dos cristãos perseguidos e deixou isso registrado na carta que enviou especialmente para os de Corinto. Os vestígios dela foram encontrados quando Eusébio de Cesaréia entregou a ele a eufórica resposta de Dionísio, em agradecimento pelo conforto que o valoroso papa levou aos corações aflitos pela morte iminente.

Provavelmente, foi este corajoso apoio que levou ao martírio o papa Sotero, que morreu em 20 ou 22 de abril de 175, pela perseguição do imperador Marco Aurélio. Segundo uma antiga tradição, mantida pela Igreja, são Sotero é homenageado no dia 22 de abril.

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21/04 – Santo Anselmo, Santo Apolônio e

by on abr.21, 2016, under Santos do dia

santo-anselmoSanto Anselmo

Santo Anselmo nasceu no ano 1033, de uma família nobre de Aosta, no Piemonte. Educado pelos beneditinos Santo Anselmo decidiu seguir o exemplo de fé de um religioso muito admirado por todos, Lanfranco, aos 27 anos e ingressou na abadia de Bec, na Normandia, tendo sido eleito abade aos 30 anos e mais tarde arcebispo de Cantuária, era o ano 1090.

Desenvolveu importantes trabalhos teológicos que hoje o eleva a doutor da Igreja Católica. Uma das suas importantes obras esta: Cur Deus homo? Cuja tradução é Por que Deus criou o homem? Ele é também considerado o fundador da ciência teológica no Ocidente.

Santo Anselmo morreu no dia 21 de abril de 1109.

santo-apolonio1Santo Apolônio

Não foram muitos os senadores romanos que colocaram em risco não só o tipo de vida que levavam, luxo, poder e riqueza, mas também a própria vida por abraçarem a fé em Cristo, da qual o Império era inimigo ferrenho.
br> O senador Apolônio gozava de enorme prestígio entre os poderosos da cidade e do Império no ano 180. Era considerado um intelectual muito bem informado e formado, inteligente, além de ter reputação de grande orador, tudo isso aliado ao fino trato social que o distinguia dos demais. Pois foi justamente sua cultura e sabedoria que fizeram com que começasse a ler o Novo Testamento, vindo a mudar de opinião quanto ao cristianismo, e passasse a imitar a vida austera e exemplar dos cristãos. Acabou fazendo contato pessoal com o Papa Eleutério, que o catequizou e batizou pessoalmente.

O imperador da época era Cômodo, um indivíduo até indulgente para com os católicos, mas as leis que vigoravam ainda eram as editadas por Nero. Sabendo disso, seus inimigos que, segundo os registros escritos, tinham na verdade inveja do respeito com que ele era tratado na sociedade romana, denunciaram o senador Apolônio como cristão, e ele foi levado à presença do juiz Perenis.

Este, conhecedor dos talentos de Apolônio, propôs que ele apenas renunciasse à condição de cristão e pronto, estaria em liberdade. Mas o recém-batizado, em resposta, pregou com tanta seriedade e entusiasmo, que quase converteu ali mesmo outros membros do governo e do parlamento. Percebendo o perigo que o Império corria, o juiz rapidamente determinou a sentença de morte.

Mas não adiantou muito, mesmo depois de ter a cabeça decepada, a postura do mártir Apolônio levou durante muito tempo centenas de cidadãos romanos a se converterem ao cristianismo, entusiasmando os próprios integrantes do poder pagão dos idólatras.

Santo Apolônio morreu no ano 185 e o Martirológio Romano celebra sua veneração litúrgica no dia 21 de abril.

sao-conradoSão Conrado

João Birndorfer, era o penúltimo dos dez filhos de Bartolomeu e Gertrudes, um casal de alemães católicos de profunda fé, que nasceu na pequena aldeia de Parzhan, em 1818, na Baixa Baviera.

Iniciou sua vida de oração, humildade e caridade, quando ainda era menino e chamava a atenção pelos longos momentos em que permanecia em contemplação e penitência. Devemos ressaltar estes “longos momentos” que eram, na verdade, todo o tempo em que não estava na escola ou trabalhando com os pais nas propriedades rurais que a família possuía no vale do Rott, em Passavia.

João tinha quatorze anos quando perdeu a mãe. Dois anos depois ficou órfão também de pai e resolveu entregar-se de vez à religião. Até os trinta e um anos de idade permaneceu trabalhando com a família nos campos, mas sentindo-se chamado à vida religiosa entrou para o mosteiro-santuário dos capuchinhos de Santa Ana em Altoetting, onde vestiu o hábito de monge e assumiu o nome de Conrado, depois de dividir toda sua fortuna com os pobres. Os anos que restaram de sua vida foram vividos trabalhando na mais completa humildade como porteiro daquele mosteiro-santuário.

Foram quarenta e três anos de dedicação ao próximo, principalmente quando se tratava de desamparados, mendigos, doentes, viúvas, crianças órfãs, etc. Devoto de Maria e da Eucaristia, era dotado de muitos dons, dentre os quais o que mais se destacava era o da profecia. O mosteiro de Santa Ana recebia anualmente milhares de romeiros que procuravam o santuário ali existente e todos voltavam para suas terras louvando o conforto espiritual e a ajuda material que recebiam de Conrado.

Ele no seu ministério de evangelização quase silencioso provocou um despertar de fé na região, cooperando com a obra benéfica em favor da infância abandonada e perigosa, conhecida na época com o nome de Liebeswerk, ganhando em vida a fama de santidade.

Morreu em 1894, após longos anos de jejum e penitências numa vida à primeira vista rude mas que era pautada na simplicidade cristã, paciente e operosa voltada no amor ao próximo na figura de Jesus Crucificado, da Virgem Santíssima e da Santa Eucaristia.

Aprovados os milagres atribuídos à sua intercessão, depois de sua morte, o Papa Pio XI o beatificou em 1930 e depois de uma rapidez insólita no processo de canonização, em 1934, ele próprio o inscreveu no livro dos Santos. A sua festa litúrgica acontece no dia 21 de abril, dia que ocorreu sua morte.João Birndorfer, era o penúltimo dos dez filhos de Bartolomeu e Gertrudes, um casal de alemães católicos de profunda fé, que nasceu na pequena aldeia de Parzhan, em 1818, na Baixa Baviera.

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20/04 – Santa Inês de Montepulciano

by on abr.20, 2016, under Santos do dia

santa-ines-de-montepulcianoSanta Inês de Montepulciano

Inês, nasceu em 28 de janeiro de 1268, na aldeia de Graciano, próxima da cidade de Montepulciano, que depois lhe serviu de sobrenome. Era filha de pais riquíssimos, da família dos Segni. Mas sua vocação deve ter se manifestado quando era ainda criança, pois mal aprendeu a falar e já ficava pelos cantos recitando orações, procurando lugares silenciosos para conversar com Deus.

Não tinha ainda seis anos quando manifestou aos pais a vontade de se tornar religiosa e, com nove anos, já estava entregue aos cuidados das religiosas de São Domingos. Entretanto, não foi só isso. Ainda não completara dezesseis anos de idade, quando suas companheiras de convento a elegeram superiora e o Papa Nicolau VI referendou essa decisão incomum.

Contudo sua atuação no cristianismo fica bem demonstrada com uma vitória que ficou histórica e muito contribuiu para sua canonização. Existia em Montepulciano uma casa que várias mulheres utilizavam como prostíbulo. Inês passou a dizer às religiosas que um dia transformaria aquela casa em convento.

Partindo dela: prometer, lutar e conseguir, não era surpresa alguma para ninguém. A surpresa foi ter conseguido ir além do prometido, tanto influenciou as mulheres que as pecadoras se converteram, e a casa se transformou num convento exemplar na ordem e na virtude.

Como não poderia deixar de ser, numa vida tão explosiva quanto um raio, a morte também lhe veio precocemente. Não tinha completado cinqüenta anos de idade quando uma dolorosa doença a acometeu e ela morreu rapidamente, no dia 20 de abril de 1317, assim como tinham acontecido com as outras etapas de sua vida.

O local de sua sepultura se tornou alvo de peregrinações, com muitas graças ocorrendo por intercessão de Santa Inês de Pulciano, como passou a ser chamada. Ali se registrou curas de doentes, a conversão de grandes e famosos pecadores e outros fatos prodigiosos. Inês de Montepulciano foi canonizada pelo papa Bento XIII, em 1726.

São Teodoro

O significado de seu nome, “dom de Deus”, tem tudo a ver com os talentos especiais que Teodoro demonstrou durante toda a vida. O religioso, nascido na segunda metade do século VI na Galícia, hoje França, desde pequeno demonstrou ter realmente vindo ao mundo para a edificação da Igreja, terminando seus dias como instrumento dos prodígios e graças que brotavam à sua volta.

Diz a tradição que, já aos oito anos, procurava lugares escondidos e solitários para rezar. Depois, quando adolescente, chegou a cavar uma gruta na capela de São Jorge, especialmente para ali entregar-se à oração e a contemplação.

É preciso esclarecer que, além de tudo, seus pais pediram para o filho a proteção de são Jorge desde o instante do seu nascimento, pois sua mãe teve um parto muito difícil. Teodoro foi agradecido ao santo, que tinha como padrinho, pelo resto de seus dias.

Todavia seus pais também não esperavam que ele se dedicasse tanto assim à religião e se preocupavam, pois ele era muito diferente dos outros meninos da sua idade, principalmente por ter cavado “sua” caverna na capela.

Dizem os devotos que o próprio são Jorge apareceu num sonho a sua mãe, para que ficasse tranqüila quanto ao futuro de Teodoro. Logo depois alguns prodígios e graças começaram a acontecer na gruta, pois que, em pouco tempo, todos os dias, grande parte dos moradores locais eram atraídos para lá.

Teodoro ainda não tinha idade para isso, mas o bispo da cidade vizinha de Anastasiópolis assumiu a tutela do rapaz e o ordenou sacerdote. E mal voltou para sua cidade natal, o povo o elegeu bispo. No cargo ele permaneceu por dez anos, quando abandonou tudo e voltou à sua vida solitária de penitência e oração contemplativa.

Novamente as graças passaram a fazer parte do cotidiano da gruta de Teodoro, onde grandes multidões o procuravam. Teodoro ali ficou até o dia 20 de abril de 613, quando morreu. Sua festa é muito celebrada pelos católicos do mundo todo, especialmente na França, Alemanha e entre os cristãos de língua eslava.

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19/04 – Santa Ema da Saxônia, Santo Expedito e São Leão IX

by on abr.19, 2016, under Santos do dia

santa-ema-da-saxoniaSanta Ema da Saxônia

Ema da Saxônia morreu a 19 de abril de 1040. No mosteiro de São Ludgero, na Alemanha, inexplicavelmente longe da Saxônia, se conserva uma relíquia desta santa: uma mão prodigiosamente intacta.

Ela, de origem alemã, nasceu no berço de uma família muito religiosa e cristã. Era irmã de Meginverco, bispo da cidade de Paderborn, que também se tornou santo. Muito nova foi dada em matrimônio para Ludgero, conde da Saxônia, que a deixou viúva um ano depois do enlace. Muito devota, bonita, rica e sem filhos, não desejou se casar novamente. E se manteve constante em seu novo projeto de vida, que foi a total dedicação às obras de caridade.

“A mulher estéril, diz a Bíblia, será mãe de muitos filhos”. Assim foi com Ema. Generosa nas doações e no atendimento ao próximo, mas austera e intransigente consigo mesma, procurou a perfeição no difícil estado de viuvez, uma condição bastante incômoda para uma mulher que ficou só e muito rica.

Ela, entretanto, potenciou sua fecundidade espiritual e, administrou seu patrimônio, em benefício dos pobres e órfãos, através das instituições assistenciais. Quarenta anos depois, por ocasião de sua morte, ela já não possuía mais nada neste mundo, tendo transferido, através de sua caridade, seus bens ao tesouro do paraíso, onde, no dizer de Jesus, “As traças e a ferrugem não consomem, nem os ladrões roubam” (Mt 6,20).

A escolha de Ema não foi uma fuga perante as responsabilidades familiares, mas uma opção em favor de um serviço mais amplo aos necessitados, em nome de Jesus Cristo, que nos deixou o exemplo de dar sua vida pela salvação dos homens. Aliás, o apóstolo Paulo louva a opção das viúvas que se dedicam unicamente ao Senhor e ao serviço comunitário da diocese de tal modo que, nos primeiros séculos do Cristianismo, existia uma espécie de associação de viúvas que trabalhavam distribuindo as esmolas dadas aos pobres pela Igreja.

Ema havia escolhido esta maneira de servir a Deus, a mais difícil e rara. Sua mão se conservou intacta, nove séculos e meio após sua morte, sem dúvida como um sinal certo da sua mais característica virtude: a generosidade.

Esta verdadeira serva de Cristo, auxiliou o seu esposo celestial com a oração e a caridade, merecendo a devoção não de um marido, mas de milhões de cristãos. A Igreja a declarou Santa e oficializou o seu culto público, que já era celebrado a mais de nove séculos, no dia de sua morte. O corpo de Santa Ema da Saxônia, sem aquela mão de que se falou, repousa na catedral de Brema, Alemanha.

santo-expeditoSanto Expedito

(Patrono das Causas Urgentes)

Hoje nossa Igreja comemora o dia de Santo Expedito, Soldado Romano, traja uma capa vermelha e está com o pé em cima de um corvo, ave conhecida pelos atrasos intermináveis. O corvo grita sem fim Cras! Cras!, que significa amanhã e, Santo Expedito que apresenta em uma das mãos, a cruz com a inscrição Hodie, que significa hoje, consegue a pronta solução de algumas questões. Na outra ,mão Santo Expedito carrega uma palma, símbolo do martírio. É conhecido como padroeiro dos militares, dos estudantes, dos viajantes e patrono nas causas urgentes.

A utilização do nome Expedito e o seu significado não é tão certo como a época e local em que o santo morreu, tem várias explicações: A primeira delas é que existiam duas espécies de soldados: o “expeditus” e o “impeditus”. O expeditus” recebida essa designação porque carregava um armamento leve e era desembaraçado do encargo ao qual o “impeditus” recebia.

A parte formada pelos “expeditus” podia seguir a frente do exército formando um corpo inteiro na defesa do território. Coincidentemente, Santo Expedito fazia parte desse grupo e o nome “Expeditus” teria se tornado nome próprio. Outra explicação vem da característica frequente dos romanos em apelidar as pessoas, assim, o nome Expedito foi dado devido a um traço de caráter desse santo, que é a presteza e a prontidão no cumprimento de seu dever. Ele era chefe da 12 Legião Romana, sediada em uma das províncias romanas da Armênia. O fato de ter ocupado cargo tão elevado pode ser explicado pela preferência pelos cristãos, dada pelo imperador Dioclesiano para os postos importantes na administração e no exército.

Por ordem de César Galero, o imperador Diocleciano tinha obrigado os oficiais cristãos de seu exército a renunciarem a religião. Muitos oficiais já haviam pago com a vida pela recusa.

Santo Expedito, a exemplo de São Sebastião, que também participou de cargos importantes em outras legiões e que se recusou a renunciar a religião, foi flagelado até derramar sangue e então teve a cabeça decepada.

Acredita-se que Santo Expedito tenha nascido na cidade de Malatia, situada entre Armênia e Capadócia. Segundo a história, a Armêniua foi considerada uma terra de predileção. A Sagrada Escritura conta que foi nas montanhas armênicas do Ararat que a Arca de Noé parou quando as águas do diluvio começaram a baixar. Também foi essa mesma região que recebeu as pregações dos Apóstolos Judas Tadeu, Simão e Batolomeu.

A devoção a memória de Santo Expedito começou em sua pátria, tomando proporção maior e atingindo o Oriente, depois o Ocidente, especialmente a Alemanha. Seu nome espalhou-se pela Itália, Espanha e França. Em 1894, teve um altar dedicado a ele na capela das Religiosas Mínimas com sua estátua.

sao-leao-ixSão Leão IX

Bruno, nasceu no ano 1002 na nobre família dos Dagsburgo, ou Asburgo, como ficou sendo grafado depois, e veio ao mundo com algumas manchas no corpo como que predestinado, naquele início de segundo milênio. Sua mãe, Santa Heilwiges, era uma católica fervorosa, viu que a pele do menino apresentava, ao nascer, muitas manchas vermelhas, formando cruzes por todo o corpo.

Ficou na casa paterna, freqüentada pela nobreza da corte, até os cinco anos de idade, quando sua mãe o confiou ao bispo de Toul, Bertoldo, que com o passar dos anos o fez se doutorar em direito canônico. Ordenando-se sacerdote, foi atuar junto ao seu primo Conrado, que tinha posição de destaque no Império, ali trabalhando pela religião e pela comunidade, cuidando de complicadas tarefas administrativas. Seu trabalho o fez ser eleito bispo de Trèves em 1026, quando implantou e desenvolveu uma reforma profunda nos conventos e na própria forma de evangelização, na sua diocese.

Está registrado que, paralelamente ao trabalho desenvolvido em favor da Igreja nas altas rodas do governo e da sociedade, Bruno mantinha ao mesmo tempo uma atitude disciplinada e fervorosa quanto aos preceitos da caridade. Para dar exemplo de humildade, diariamente recebia pobres em seu palácio, alimentava-os e repetia a cerimônia do Lava-pés, tendo-os como seus discípulos. Liderava também, anualmente, uma peregrinação aos túmulos de São Pedro e São Paulo, em Roma.

Nada disso passou despercebido. Quando faleceu o Papa Damaso II, Bruno foi eleito por unanimidade para o trono de Pedro. Mas recusou. É que a eleição ocorreu em um concílio convocado pelo imperador da Alemanha, Henrique III, em Worns. Compareceu enorme número de bispos, prelados, embaixadores e príncipes, referendando o nome de Bruno, mas o bispo só aceitou o cargo depois que o mesmo ocorreu em Roma, quando seu nome foi de novo consagrado por unanimidade, em 1049, na própria basílica de São Pedro.

Ele assumiu e adotou o nome de Leão IX, passando para a História por sua atuação memorável como Papa. Citando alguns exemplos: reorganizou a disciplina eclesiástica, implantando nova disciplina e a volta dos preceitos originais do cristianismo nos sínodos de Latrão, Pavia, Reims e Mogúncia; acabou com os abusos da simonia, isto é, com a cobrança para as indulgências dos pecados, e o casamento dos clérigos; criou cardeais de outras nações e não só italianos, como se fazia então; levou a paz entre a da Hungria, e a Alemanha, evitando uma guerra iminente.

Há duas passagens mais na vida do Papa Leão IX, uma dolorosa e outra heróica. A dolorosa se refere ao cisma provocado por Miguel Cerulário, patriarca de Constantinopla, que rompeu com Roma e separou a Igreja em duas, e que este Papa não conseguiu evitar.

A heróica, também triunfal, foi quando os normandos buscavam dominar a Europa e invadiram a Itália. Já haviam capturado as províncias de Apulia e Calábria, quando o Papa conseguiu reforços do imperador, pegou em armas e liderou os soldados contra os invasores. Evitou a tomada de Roma, mas caiu prisioneiro dos inimigos. Embora tratado com muito respeito pelos adversários, a batalha minara sua saúde.

De volta a Roma, morreu em 19 de abril de 1054. Celebrado neste dia, daquela época até hoje, são milhares as graças e milagres ocorridos, por sua intercessão, aos pés de seu túmulo.

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