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01/06 – Aníbal Maria di Francia (Beato), João Batista Scalabrini (Beato) e

Aníbal Maria di Francia (Beato)

Filho de nobres da aristocracia siciliana, Aníbal Maria di Francia, nasceu na cidade italiana de Messina, no dia 05 de julho de 1851.

Terceiro de quatro filhos, aos quinze meses ficou órfão de pai. A dura experiência de não conviver com a figura paterna, lhe desenvolveu um especial amor e compreensão às necessidades das crianças órfãs, pobres e abandonadas. Para elas dedicou toda sua vida de apostolado e por elas nunca deixou de ser um simples padre, embora as oportunidades no clero não lhe faltassem.

Aos dezoito anos recebeu o forte chamado à vida religiosa e se ordenou sacerdote em 1878. O contato com o terrível mundo dos miseráveis e pobres se deu poucos meses antes de sua consagração quando conheceu a Casa de Avinhon, o pior e mais esquecido local da cidade. Local esse que depois se tornou o campo de atuação do seu ministério. Nele realizou o que definiu como o “espírito da dupla caridade: evangelização e socorro aos pobres”, iniciando a criação dos Orfanatos Antonianos, masculinos e femininos, colocados sob a guarda de Santo Antônio de Pádua. Para mantê-los, não teve dúvidas, se tornou mendicante, indo de porta em porta pedir subsídios. Depois desenvolveu a devoção do “pão de Santo Antônio”, responsável por muito tempo pela sustentação de suas obras.

Os milhões e milhões de pessoas ainda não evangelizadas eram um pensamento constante que o consumia. Pregando ao Espírito Santo encontrou a luz para essa inquietação no próprio Senhor Jesus que disse: “Rogai ao Senhor da Messe, para que envie trabalhadores para Sua Messe”. Assim inspirado fundou duas Congregações religiosas: as Filhas do Divino Zelo em 1887 e, dez anos depois, os Rogacionistas do Coração de Jesus.

Dizia freqüentemente que a Igreja, para realizar a sua missão, tem necessidade de sacerdotes, numerosos e santos, segundo o Coração de Jesus. Padre Aníbal viveu por esta grande causa, com fama de santidade, em meio aos mais necessitados e abandonados. Além disso, deu uma atenção concreta às necessidades espirituais e materiais dos sacerdotes.

Amado e respeitado por todos, foi reconhecido como o “Pai dos órfãos e pobres”, até morrer, no dia 01 de junho de 1927. O seu corpo foi sepultado no Templo da Rogação Evangélica do Coração de Jesus e Santuário de Santo Antonio de Pádua, fundado por ele em 1926, em Messina.

O Papa João Paulo II proclamou Beato o Padre Aníbal Maria di Francia, marcou sua celebração litúrgica para o dia de seu trânsito e o definiu como o “apóstolo da moderna pastoral vocacional”, em 1990.

João Batista Scalabrini (Beato)

João Batista Scalabrini, nasceu perto de Como, Itália, em 08 de julho de 1839. A sua família era humilde, honesta e cristã. Ele desejou se tornar padre e entrou no Seminário Diocesano, no qual se distinguiu pela inteligência e perseverança. Foi ordenado sacerdote em 1863. Iniciou o apostolado como professor do Seminário e colaborador em paróquias da região. Possuía alma de missionário, mas não conseguiu realizar sua vontade de ser um deles, na Índia.

Scalabrini foi designado pároco da paróquia urbana de São Bartolomeu, em 1871. Seu ministério foi marcante e priorizou a catequese da infância e da juventude. Atento aos inúmeros problemas sociais do seu tempo, escreveu vários livros e publicou inclusive um catecismo.

Ao ser nomeado Bispo de Piacenza, ficou surpreso.Tinha trinta e seis anos e lá permaneceu quase trinta como pastor sábio, prudente e zeloso. Reorganizou os seminários, cuidando da reforma dos estudos eclesiásticos. Foi incansável na pregação, administração dos sacramentos e na formação do povo.

Scalabrini como excelente observador da realidade de sua época, fundou um Instituto para surdos-mudos e uma Organização Assistencial para mulheres abandonadas das zonas rurais, pertencentes a sua diocese. Mas o trabalho que mais o instigou e para o qual não media esforços foi o que desenvolveu com os migrantes. Entre os anos de 1850 a 1900, eram milhões de europeus que deixaram seus lares e pátria em busca da sobrevivência. Para eles o bispo Scalabrini criou a Casa dos migrantes.

Um dia, ele estava na estação ferroviária e viu centenas de migrantes esperando, com suas trouxas, o trem que os levaria ao porto de embarque. A situação de pobreza e abandono destes irmãos infelizes marcaram para sempre seu coração. Em seguida, Scalabrini recebeu uma carta de um emigrante da América do Sul, suplicando que um padre fosse para aquele continente, porque, como dizia: “aqui se vive e se morre como os animais”.

A partir daquele momento, Scalabrini foi o apóstolo dos italianos que abandonaram a própria pátria. Em 1887, fundou a Congregação dos Missionários de São Carlos Borromeo, conhecidos atualmente como padres scalabrinianos, para a assistência religiosa, moral e social aos emigrantes em todo o mundo e criou a Sociedade São Rafael, um movimento leigo a serviço dos migrantes.

Ele próprio planejou e realizou viagens para visitar os missionários na América Latina, pois queria que estivessem estimulados e encorajados a dar a assistência religiosa e social aos emigrantes. Percebendo que sua obra não estava completa, em 1895, fundou a Congregação das Missionárias de São Carlos Borromeo, hoje das irmãs scalabrinianas, e concedeo reconhecimento diocesano às Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração, enviando-as para o trabalho com os emigrantes italianos do Brasil em 1900. Apesar de todo esse trabalho, jamais descuidou de sua diocese.

Scalabrini dizia que sua inspiração tinha origem na ilimitada fé em Jesus Cristo presente na Eucaristia e na oferta Dele na Cruz. Morreu no dia 01 de junho de 1905, na cidade de Piacenza, Itália, deixando esta mensagem aos seus filhos e filhas: “Levai onde quer que esteja um migrante o conforto da fé e o sorriso de sua pátria… Devemos sair do templo, se quisermos exercer uma ação salutar dentro do templo”. O Papa João Paulo II, o beatificou com o título de “Pai dos Migrantes” em 1997.

S. Justino

São Justino nasceu em Flávia Neápolis, na Samaria no início do século II, ano 103. A caminhada de sua conversão a Cristo incursionou pelas escolas estóica, pitagórica, aristotélica e neoplatônica. Aos 30 anos de idade teve um encontro com um velho sábio de Cesaréia que o convenceu que a verdade absoluta residia no cristianismo, tornando-se um propagador e proclamando ao mundo essa sua descoberta. Era definido como Filósofo cristão e cristão filósofo.

Escreveu três apologias, a mais célebre delas é o Diálogo com Trifão, em seus escritos porque abre caminhos à polêmica anti-judaica na literatura cristã. Seus escritos também nos oferecem importantes informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.

Em sua viagem a Roma, foi denunciado como cristão por Crescêncio e Trifão com quem havia disputado por muito tempo. Foi condenado à morte igual a seus seis companheiros, entre os quais uma mulher, todos foram decapitados pela sua fá em Cristo, durante a perseguição de Marco Aurélio, imperador romano.

Do martírio de São Justino e companheiros se conservam as Atas autênticas

31/05 Camila Batista da Varano (Beata) , São Raimundo Nonato e Visitação da Virgem Maria

Camila Batista da Varano (Beata)

O príncipe Julio César da Varano, senhor do ducado de Camerino, era um fidalgo guerreiro e alegre, muito generoso com o povo e sedutor com as damas. Tinha cinco filhos antes de se casar aos vinte anos com Joana, filha do duque de Rimini, que completara doze anos de idade. Tiveram três filhos. Criou todos juntos no seu palácio de Camerino, sem distinção entre os legítimos e os naturais.

Camila era sua filha primogênita, fruto de uma aventura amorosa com uma nobre dama da corte. Nasceu em 09 de abril de 1458. Cresceu bela, inteligente, caridosa e piedosa. Tinha uma personalidade sedutora e divertida, apreciava dançar e cantar. Tinha herdado o temperamento do pai, motivo de orgulho para ele, que a amava muito.

Ainda criança, depois de ouvir uma pregação sobre a Paixão de Jesus Cristo fez um voto particular: derramar pelo menos uma lágrima todas as Sextas-feiras, recordando todos os sofrimentos do Senhor. Porém, tinha dificuldade para conciliar o voto à vida divertida que levava, quando não conseguia verte-la sentia-se mal toda a semana. Mas esse exercício constante, a leitura sobre mística e o estudo da religião, amadureceram a espiritualidade de Camila, que durante as orações das Sextas-feiras ficava tão comovida que chorava muito.

Aos dezoito anos já sentia o chamado para a vida religiosa, mas continuava atraída pela vida e os divertimentos da corte. Quando conseguiu afastar todas as tentações, pediu a seu pai para ingressar num convento. Ele foi categórico e não permitiu. Camila ficou sete meses doente, por causa disso. Seu pai fez de tudo, mas ela não desistiu. Após dois anos, acabou consentindo. Assim aos vinte e três anos, em 1481, ingressou no mosteiro das Clarissas, em Urbino, tomou o nome de Irmã Batista e vestiu o hábito da Ordem.

O príncipe, entretanto, queria a filha próxima de si. Por isso, comprou um convento da região e entregou aos franciscanos, para que o transformassem num mosteiro de clarissas. O primeiro núcleo saiu de Urbino, trazendo nove religiosas, dentre as quais, Irmã Camila Batista, como a chamavam, que se tornou a abadessa do novo mosteiro de Camerino.

Os anos que se sucederam foram de grandes experiências místicas para Camila Batista, sempre centradas na Paixão e Morte de Jesus Cristo. Escreveu o famoso livro “As dores mentais de Jesus na sua Paixão”, que se tornou um guia de meditação para grandes Santos. Depois ela própria se tornou uma referência para as autoridades civis e religiosas que procuravam seus conselhos.

Morreu com fama de santidade, em 31 de maio de 1524, nesse mosteiro. A cerimônia do funeral se desenvolveu no pátio interno do palácio paterno. Foi declarada Beata Camila Batista da Varano pela Igreja, para ser celebrada no dia de sua morte.

São Raimundo Nonato

São Raimundo Nonato nasceu em Portel, Espanha. Quando São Pedro Nolasco, a 10 de agosto de 1218, dava início à Ordem das Mercês para a redenção dos escravos, com rito solene na Catedral de Barcelona, da qual era cônego o amigo e conselheiro Raimundo de Penafort, entre os fiéis estava também o moço de dezoito anos, Raimundo, chamado Nonato porque foi extraído do corpo da mãe morta no parto. Filho de família pobre, quando menino foi pastor de rebanhos. Vestiu o hábito dos mercedários aos vinte e quatro anos de idade, seguindo o exemplo do fundador, se dedicou à libertação dos escravos da Espanha ocupada pelos mouros e à pregação no meio deles. No ano de 1226 chegou até a Argélia e entregou-se como escravo, a fim de consolar e animar pela fé os prisioneiros e trabalhar pela sua libertação Este gesto parece natural a que chega a caridade heróica de um santo que vive o Evangelho integralmente.

São Raimundo ficou vários meses como refém e submetido a reiteradas e cruéis malvadezas, continuou pregando o Evangelho e seus perseguidores chegaram ao ponto de furarem a ferro quente os seus lábios e os trancaram com um cadeado, para impedir que ele continuasse denunciando as injustiças e proclamando o Evangelho. Foi finalmente resgatado e muito debilitado retornou à Espanha. O Papa Gregório IX quis render-lhe uma homenagem pública por tão grandes virtudes conferindo-lhe em 1239, apenas libertado, a dignidade cardinalícia, convocando-o como conselheiro. Pôs-se em viagem, para atender ao convite do Papa, mas pouco depois uma febre violentíssima o atingiu e morreu em 31 de agosto de 1240 em Cardona, perto de Barcelona. Foi sepultado na Igreja de São Nicolau, que a popular devoção do santo, inserido do Martirológio Romano em 1657 pelo Papa Alexandre VII.

Pela sua difícil vinda à luz do mundo, São Raimundo Nonato é invocado como o patrono e protetor das parturientes e das parteiras.

São Raimundo Nonato socorrei a todas as parturientes e os Recém-nascidos pela graça e amor de Deus.

Visitação da Virgem MariaMaio mês de Maria, por isso foi escolhido para ser das noivas e das mães, também. E concluímos o mês com a solenidade da Visitação que de maneira particular oferece-nos, um motivo de meditação bastante significativo: o reconhecimento de Maria o modelo da Igreja que, com as obras de misericórdia e de caridade, traz ao mundo a paz de Cristo Salvador.Este dia nos reporta ao que a Santa Virgem que, trazendo em si mesma o Verbo que se fez homem, vai ajudar a idosa prima, que está prestes a dar à luz. Dia este, que se passou há mais de dois milênios e que se perpetuou pelos séculos. Da Anunciação do Arcanjo Gabriel e da Visitação de Maria a sua prima Isabel, nasceu a oração mais popular entre os cristãos depois do Pai Nosso, a Ave Maria. Essa oração se tornou expressão de saudação e louvor nas horas de alegria, além de pedido de socorro e graça nas horas de aflição e angustia, para todos os católicos do mundo que são acolhidos indistintamente pela amada Mãe.Antigamente, a visita de Maria a sua prima Isabel era comemorada no dia 02 de julho. É uma data celebrada há séculos, pois é símbolo que os tempos se cumpriram. Isabel, mãe israelita e já anciã, recebera o dom divino de gerar João Batista, que batizaria o Senhor Jesus, nascido do ventre da Virgem Maria, a Mãe da Igreja, de todos os povos e de um novo tempo.Maria, que acabara de ser informada de forma extraordinária de que daria à luz o Filho de Deus, ficou sabendo também que a prima enfim engravidara, após muitos anos de pedidos e espera, e para sua casa se dirigiu, para contar-lhe a novidade. Ao chegar lá, foi homenageada por Isabel.Seguindo provavelmente uma caravana de peregrinos Maria saiu de Nazaré e andou cerca de cem quilômetros pela região rochosa do centro da Palestina, até chegar a Judá, a quinze quilômetros de Jerusalém, onde vivia Isabel. Lá chegando, a prima viu-se tomada pelo Espírito Santo depois que a criança estremeceu dentro de si, e pronunciou as conhecidas palavras: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre”.Maria ficou com a prima por três meses e o resto é uma história que faz parte da vida e do coração de cada um de nós. Na Visitação de Maria manifesta-se a paterna bondade de Deus, que não abandona o seu povo; pelo contrário, cuida dos mais pequeninos e dos excluídos. Na sua grande misericórdia, Deus visitou e redimiu o seu povo!

A festa da Visitação foi instituída em 1389 pelo Papa Urbano VI para propiciar com a intercessão de Maria a paz e a unidade dos cristãos divididos pelo grande cisma do Ocidente. O atual calendário litúrgico deixou de lado a seqüência cronológica dos acontecimentos bíblicos e escolheu o último dia do mês de Maio, justamente porque que ele foi especialmente consagrado pela devoção popular como o mês de Maria.

30/05 Santa Joana DArc , São Fernando III e São José Marello

Santa Joana DArc

Filha de Jaques DArc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. Ouvia as “vozes” do Arcanjo Miguel, das Santas: Catarina da Alexandria e Margarida da Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria se preparar para ela. Os pais, no início não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana.

A França vivia a guerra dos cem anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Órleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.

Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe então a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

E o que aconteceu com a batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. Carlos VII foi então coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.

A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas, foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julga-la por heresia. Num processo religioso, grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como “feiticeira, blasfema e herética”. Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência desta jovem mártir que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois o processo foi revisto pelo Papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana dArc foi canonizada em 1920 pelo Papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de Santa Joana DArc, mártir da pátria e da fé.

São Fernando III

Fernando nasceu na vila de Valparaíso, em Zamora, Espanha, no dia 01 de agosto de 1198. Era filho do famoso Afonso IX de Leão, que reinou no século XII. Um rei que brilhou pelo poder, mas cujo filho o suplantou pela glória e pela fé. A mãe era Barenguela de Castela, que o educou dentro dos preceitos cristãos de amor incondicional à Deus e obediência total aos mandamentos da Igreja. Assim ele cresceu respeitando o ser humano e preparando-se para defender sua terra e seu Deus.

Assumiu com dezoito anos o trono de Castela, quando já pertencia à Ordem Terceira dos Franciscanos. Casou-se com Beatriz da Suábia, filha do rei da Alemanha, uma das princesas mais virtuosas de sua época, em 1219. Viúvo, em 1235, contraiu segundo matrimônio com Maria de Ponthieu, bisneta do rei Luis VIII, da França. Ao todo teve treze filhos, o filho mais velho foi seu sucessor e passou para a história como rei Afonso X, o Sábio e sua filha Eleonor, do segundo casamento, foi esposa do rei Eduardo I da Inglaterra. Essas uniões serviram para estabilizar a Casa Real Leão e Castela com a realeza germânica, francesa e inglesa.

Condizente com sua fé, evitou os embates, inclusive os diplomáticos, e aplacou revoltas só com sua presença e palavra, preferindo ceder em alguns pontos a recorrer à guerra. Sob seu reinado foram mudados os códigos civis, ficando mais brandos sob a tutela do Supremo Conselho de Castela, instituiu o castelhano como língua oficial e única, fundou a famosa universidade de Salamanca e libertou sua nação do domínio dos árabes muçulmanos. Abrindo mão do tempo desperdiçado com novas conquistas, utilizava-o para fundar novas dioceses, erguer novas catedrais, igrejas, conventos e hospitais, sem recorrer a novos impostos, como dizem os registros e a história.

Em 1225 teve que pegar em armas contra os invasores árabes, mas levou em sua companhia o arcebispo de Toledo, para que o ajudasse a perseverar os soldados na fé. Queria, com a campanha militar, apenas reconquistar seus domínios e propagar o catolicismo. Vencida a batalha, com a expulsão dos muçulmanos, os despojos de guerra foram utilizados para a construção da belíssima catedral de Toledo. Durante seu reinado, cidades inteiras foram doadas às ordens religiosas, para que o povo não fosse oprimido pela ganância dos senhores feudais.

Com a morte do pai em 1230, foi coroado também rei de Leão. Em seguida, chefiou um pequeno exército, aos seus moldes, e reconquistou dos árabes ainda Córdoba e Sevilha, onde edificou a catedral de Burgos. Pretendia lutar na África da mesma forma, mas foi acometido de uma grave doença. Morreu aos cinqüenta e três anos, depois de despedir-se da família, dos amigos e companheiros, no dia 30 de maio de 1252, em Sevilha.

Imediatamente o seu culto surgiu e se propagou rapidamente por toda a Europa, com muitas graças atribuídas à sua intercessão. Foi canonizado pelo Papa Clemente X,em 1671, após a comprovação de que seu corpo permaneceu incorrupto. São Fernando III é venerado no dia de sua morte, como padroeiro da Espanha.

São José Marello

José Marello nasceu em 26 de dezembro de 1844, em Turim, Itália. Seus pais, Vincenzo e Ana Maria, eram da cidade de São Martino Alfieri. Quando sua mãe morreu, ele tinha quatro anos de idade e um irmão chamado Vitório. Seu pai então deixou seu comércio em Turim e retornou para sua cidade natal, onde os filhos receberiam melhor educação e carinho, com a ajuda dos avós.

Aos onze anos com o estudo básico concluído, quis estudar no seminário de Asti. O pai não aprovou, mas consentiu. José o freqüentou até o final da adolescência , quando sofreu uma séria crise de identidade e decidiu abandonar tudo para estudar matemática em Turim. Mas, em 1863, foi contaminado pelo tifo, ficando entre a vida e a morte. Quase desenganado, certo dia, acordou pensando ter sonhado com Nossa Senhora da Consolação, que lhe dizia para retornar ao seminário. Depois disso, sarou e voltou aos estudos no seminário de Asti, do qual saiu em 1868, ordenado sacerdote e nomeado secretário do Bispo daquela diocese.

José e o Bispo participaram do Concílio Vaticano I, entre 1869 e 1870. Posteriormente, acompanhou o Bispo por toda a arquidiocese astiniana. Com uma rotina incansável, ele atendia todos os problemas da paróquia, da comunidade e das famílias. Muitas vezes, pensou em se tornar um monge contemplativo, entretanto, sua forte vocação para as necessidades sociais o fez seguir o exemplo do carisma dos fundadores, mais tarde chamados de “Santos Sociais”, do Piemonte.

Corajosamente assumiu a responsabilidade dos problemas reais da época, sem se preocupar com o Estado que fechava conventos, seminários e confiscava os bens da Igreja, sempre convicto de que os mandamentos não lhe poderiam ser confiscados por ninguém. Muito precisava ser feito, pois cresciam: a miséria, o abandono, as doenças, a ignorância religiosa e a cultural. Mas, José também tinha que pensar nas outras pequenas paróquias da diocese, em condições precárias, e ainda, não podia deixar de estimular os padres, de cuidar da formação religiosa das crianças e jovens e de socorrer e amparar os velhos. Por isso decidiu criar uma “associação religiosa apostólica”, em 1878, em Asti.

O início foi muito difícil, contando apenas com quatro jovens leigos. Mas a partir deles, depois fundou a Congregação dos Oblatos de São José, integrada por sacerdotes e irmãos leigos, chamados a servir em todos os continentes. Os padres Josefinos pregam, confessam, educam, fundam escolas, orfanatos, asilos, constroem igrejas e seminários. Dedicando-se igualmente aos jovens, velhos, doentes, por isso seu fundador os chamou de “oblatos”, ou seja, “oferecidos” a servir em todas as circunstâncias.

Em 1888, o Papa Leão XIII consagrou José Marello, bispo de Acqui. Porém, já com o físico muito enfraquecido pelo ritmo do serviço que nunca conheceu descanso ou horário, quando foi para a cidade de Savona, acompanhar a festa de São Filipe Néri, passou mal e morreu, aos cinqüenta e um anos de idade, no dia 30 de maio de 1895.

O Papa João Paulo II o canonizou em 2001. A festa de São José Marello é celebrada no dia de sua morte e seu corpo repousa no Santuário que recebeu o seu nome, em Asti.

29/05 Santa Úrsula Ledochowska e São Fernando

Santa Úrsula Ledochowska

Júlia Ledochowska pertencia à uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no Livro dos Santos. O irmão, o padre Vladimiro foi o vigésimo sexto preposto geral dos Jesuítas . Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses, que residiam na Áustria.

Até o final da adolescência viveu neste país onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula, em 1899.

Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria, foi também superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas, nesta função teve de usar roupa civis para sua segurança. Em 1909 fundou também uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre, para moças doentes, seguindo o estilo inglês, ao mesmo tempo fundou na mesma Petersburgo uma casa das Ursulinas.

A sua cidadania e origem austríaca, a fez objeto de perseguição por parte da polícia russa, durante a Primeira Guerra Mundial , tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também alí, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal “Solglimstar”, editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando então regressou para o seu convento na Polônia.

Atendendo um antigo anseio interior, em 1920, separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças.

Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as “ursulinas cinzas” e na Itália, como as “irmãs polonesas”. A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, Madre Úrsula, morreu já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês.

Madre Úrsula Ledochowska, faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na casa mãe da ordem, que conserva as suas relíquias. O Papa João Paulo II em 1983 a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. O culto em sua homenagem foi designado para o dia de sua morte.

São Fernando

Hoje lembramos um herói da história da Espanha que marcou também a Igreja com sua santidade de vida. São Fernando era filho do rei de Leão, e nasceu em 1198.

Quando pequeno ficou muito doente, mas uma experiência com Nossa Senhora o curou e preparou para assumir com fé o trono, que aconteceu quando tinha apenas 18 anos, com o passar do tempo Fernando casou, teve treze filhos com Beatriz, que juntos educaram todos no santo temor de Deus. São Fernando sempre foi reconhecido como cristão de fé, esperança e caridade comprova e elevada.

Homem de Deus ,adorador, corajoso, amante da Igreja e da nação ; preocupado com seu povo, São Fernando travou com vitórias as cruzadas; promotor religioso e cultural, governou com prudência seu reino; foi ótimo esposo e um pai para todos. Ao ficar muito doente, São Fernando, que amava Nossa Senhora e acima de tudo Jesus Eucarístico, se pôs de joelhos para receber Jesus Eucarístico, segurou um crucifixo, fez confissão pública de seus pecados, e se despediu dos filhos com saudáveis conselhos, entrou no Céu com 54 anos.

28/05 Santo Bernardo de Menthon (Bem-aventurado) e São Germano de Paris

28/05
Santo Bernardo de Menthon (Bem-aventurado)Dois picos alpinos (Grande São Bernardo e Pequeno São Bernardo) e um cão de raça, guia na neve, conservam seu nome. É que Bernardo de Menthon (996-1081) dedicou sua vida a servir a Cristo na pessoa do peregrino, segundo a recomendação do Evangelho; e o lugar escolhidio por este jovem nobre para dedicar-se a este serviço humilde e desinteressado foi o das grandes neves, os desfiladeiros dos Alpes. O mosteiro de Joux, que fundou com esta finalidade, foi o primeiro de uma série já florescente durante sua vida. Os cônegos regrantes, por ele fundados, continuaram exercendo esta ação caritativa.Pio XI instituiu S. Bernardo padroeiro dos moradores dos Alpes e também (ele que tinha praticado na juventude o esporte da escalada na alta montanha) de todos os alpistas.A vida de S. Bernardo de Menthon nos introduz num dos mais belos aspectos da Igreja medieval: a vasta e ramificada obra de assistência aos peregrinos (que poderíamos estender aos desamparados e inválidos). “Na Itália, escreve Daniel Rops, os Hospitaleiros de Altopascio guiavam os viajantes na perigosa região dos pântanos de Lucas; na Espanha, os cavaleiros de Sto. Iago protegiam os peregrinos de Compostela; na Palestina, era uma das funções dos Templários… Assim, em toda as estradas da Cristandade erguiam-se hospícios, caravansarás da hospitalidade cristã, onde os viajantes e peregrinos encontravam alojamento, alimentação, reparação de vestuário e calçados…”

São Germano de Paris

São Germano de Paris, nasceu no ano 496, próximo à cidade de Autun, na França. O inicio de sua vida é marcado por situações bastante difíceis, pois sua mãe tentou abortá-lo e, mais tarde sua tia tentou envenená-lo, tendo sido os planos frustados, graças à criada que se descuidou e deu o copo de vinho envenenado ao Estratídio, filho da madame e seu primo.

Foi ordenado sacerdote no ano de 531, tornando-se depois, abade do Mosteiro de São Sinforiabno de Autun. Pelo fato dos monges o considerarem muito austero, o destituíram do cargo logo em seguida, mais no ano 555, foi eleito Bispo de Paris. Lutou muito contra as guerras civis e a depravação entre os reis francos, mas não teve sucesso. Ainda como bispo, fundou um mosteiro, em Paris.

São Germano de Paris freqüentemente, contentando-se com uma única túnica, cobria com o restante das vestes um pobre nu, assim que, enquanto o pobre se sentia quente, o bispo padecia de frio.Quando nada lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.

Morreu em Paris, no dia 28 de Maio de 576, tendo sido enterrado na Igreja do mosteiro que fundou, que mais tarde recebeu o nome de Saint-Germain-des-Prés.

27/05 – Santo Agostinho de Cantuária

Santo Agostinho de Cantuária

Hoje comemora-se Santo Agostinho de Cantuária que viveu no século VI, cujo início foi na Grã-Bretanha. Foi junto com 40 monges, que no ano 597, São Gregório Magno enviou-os como missionários à Inglaterra, porém ao chegar a Lerins, soube que a situação era bastante complicada e teve medo de avançar e pediram ao papa que mudassem os planos. Para incentivar Santo Agostinho, São Gregório nomeou-o abade e logo depois quando chegou a gália, foi sagrado bispo.

Diferente ao que imaginava, a viagem aconteceu sem problemas e quando os missionários chegaram foram bem recebidos pelo rei Etelberto que para surpresa de todos solicitou o batismo arrastando também muitos súditos para a religião cristã. Receberam como residência a cidade de Cantuária ou Canterbury de onde surgiria a célebre abadia de São Pedro e São Paulo, que mais tarde será de Santo Agostinho. Foi nomeado arcebispo primaz da Inglaterra.

Santo Agostinho de Cantuária morreu no dia 26 de maio de 1605, e seu corpo esta sepultado em uma igreja que carrega o seu nome em Canterbury.

26/05 – Santa Maria Ana de Paredes e São Filipe Néri

Santa Maria Ana de Paredes

Comemoramos hoje Santa Maria de Paredes, que nasceu no dia 31 de outubro do ano de 1618, em Quito, Equador. Ficou órfão de pai aos quatro anos de idade e de mãe aos seis anos, ficando apenas com uma tia mais velha que a educou.

Tentou várias vezes a vida religiosa, pois desde muito cedo foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola, desejando ser missionária em meio aos índios, ou como reclusa em algum convento. Seus tios resolveram então apoiá-la dando-lhe alguns cômodos da casa, os quais foram transformados em clausula por Santa Mariana, que passou ali a vida inteira recolhida nas suas penitências e orações, saindo apenas para participar das missas e ajudar os pobres, consolar os infelizes e os necessitados.

No ano de 1645, quando a epidemia assolava a cidade de Quito, ofereceu sua vida para ajudar as vítimas, ficando gravemente doente e morrendo neste mesmo ano.

Santa Mariana de Paredes é a primeira santa do Equador, tendo sido proclamada heroína nacional. Foi canonizada no ano de 1950 por Pio XII.

São Filipe Néri

Neste dia nós recordamos a santidade de vida do Santo da Alegria, que encantou a Igreja com seu jeito criativo e excêntrico de viver o Evangelho. Nascido em 1515, São Filipi Néri, foi morar com um tio negociante, que colocou diante de seus olhos a proposta de assumir os empreendimentos, mas acolheu as proposta do Senhor que eram bem outras.

Ao ir para Roma estudou Filosofia e Teologia, sem pensar no sacerdócio. Homem de caridade vendeu sua biblioteca e deu tudo aos pobres; visitava as catacumbas tinha devoção aos mártires e tudo fazia para ganhar os jovens para Deus, já que era afável, modesto e alegre, por isso fundou ainda como leigo, a irmandade da Santíssima Trindade.

São Filipe Néri que muito acolhia em Roma peregrinos, foi dócil em acolher o chamado ao sacerdócio que despertou-o para as missões nas Índias, porém seu Bispo lhe esclareceu que sua Índia era Roma. Como Santo da Jovialidade, simplicidade infantil e confiança na Divina Providência, Filipi fundou a Congregação do Oratório; foi vítima de calúnias; esquivou-se de ser cardeal, mas não da Salvação das Almas e do seu lema: Pecados e melancolia estejam longe de minha casa.

25/05 – Santa Madalena Sofia Barat , Santa Maria Madalena de Pazzi , São Beda, São Cristóbal Magallanes Jara e São Gregório VII

 

Santa Madalena Sofia Barat

Madalena Sofia nasceu prematura em Ivigny, na Borgonha, França, devido a um incêndio assustador que arrasou a casa vizinha a que moravam seus pais, na madrugada de 13 de dezembro de 1779. Se um incêndio marcou seu nascimento, o fogo da fé, presente em sua alma, contagiou muitas outras durante toda sua existência, que abrangeu o período da sangrenta e anticristã Revolução Francesa.

Com o imprevisto do nascimento prematuro sua mãe quase perdeu a vida, e Madalena, devido ao risco de morte que corria, foi batizada no mesmo dia, tendo como padrinho o irmão Luis, de doze anos, profundamente ligado aos ensinamentos cristãos. Madalena Sofia cresceu fraca fisicamente, mas com uma força interior marcante desde a infância.

Desde pequena aprendia as orações com facilidade e era sempre a primeira nas aulas de catecismo. Seu irmão e padrinho, estudante de teologia, foi promovido a subdiácono e nomeado professor do ginásio de Ivigny, levando consigo sua irmã e afilhada, para melhor prepara-la para a vida. Percebendo que Madalena aprendia com rapidez as matérias próprias do ginásio, Luis passou a lhe ensinar também latim, grego, italiano e espanhol.

Porém, chegou a Revolução Francesa. Igrejas e conventos eram fechados. Os cárceres ficaram lotados de sacerdotes e religiosos, incluindo Luis. Quando foi libertado, em 1795, ele se ordenou sacerdote e foi para Paris, acompanhado da irmã.

Trabalhando na reconstrução da Igreja aniquilada pela revolução, Madalena confiou sua orientação religiosa ao sábio e famoso padre Varin. Percebendo as necessidades da época e seguindo sua forte inspiração, Madalena fundou com a ajuda do padre, a Congregação do Sagrado Coração de Jesus, para o ensino gratuito de meninas pobres, em 1800. Junto com outras companheiras religiosas vestiu o hábito da ordem e, embora fosse a mais jovem da nova congregação, foi nomeada superiora.

A ordem passou a ter cada vez mais seguidoras e enfrentou muitas dificuldades até obter a aprovação canônica. Para manter as escolas gratuitas, Madalena as criava aos pares: uma para as meninas pobres e outra para as de classe rica, que custeava a primeira. Assim espalhou o carisma da congregação com suas missionárias enviadas pelo mundo.

Durante sessenta e três anos ela fundou cento e vinte e duas escolas, em dezesseis países. Até que pressentiu, três dias antes, sua própria morte. Pediu então exoneração do cargo para esperá-la, despediu-se das religiosas e nomeou sua substituta. Morreu no dia 25 de maio de 1865, em Paris.

Imediatamente vários milagres aconteceram e muitas conversões se sucederam, conforme constam dos registros que regeram sua canonização, proclamada em 1925. Santa Madalena Sofia Barat é festejada no dia de seu transito nos cinco continentes onde a congregação atua em quarenta e quatro países, inclusive no Brasil.

Santa Maria Madalena de PazziBatizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 02 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália. Tinha origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governava o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades, que a nobreza proporcionava.Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças. Alí por causa de uma grave doença teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena.A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas. Para que essas revelações não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que dizia nessas ocasiões.Um volumoso livro foi escrito com essas mensagens, que depois foi publicado com o nome de “Contemplações”, um verdadeiro tratado de teologia mística. Também ela, de próprio punho, escreveu muitas cartas dirigidas a Papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações para a inteira renovação da comunidade eclesiástica.Durante cinco anos foi provada na fé, experimentando a escuridão e a aridez espiritual. Até que no dia de Pentecostes do ano 1690 a luz do êxtase voltou, para a provação final: a da dor física. Seu corpo ficou coberto de úlceras que provocavam dores terríveis. A tudo suportou sem uma queixa sequer, entregando-se exclusivamente ao amor à Paixão de Jesus.Morreu com apenas quarenta e um anos, em 25 de maio de 1607, no convento Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome, em Florença. Apenas dois anos mais tarde, foi canonizada, pelo Papa Clemente IX. O corpo incorrupto de Santa Maria Madalena de Pazzi, repousa na igreja do convento onde faleceu. Sua festa é celebrada no dia de seu transito.
São BedaTodas as informações que temos sobre o extraordinário Beda, foram escritas por ele mesmo no livro “História da Inglaterra”, um dos raros e mais completo registro da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim:” Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, minha maior alegria foi poder me dedicar a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezenove anos recebi o diaconato e aos trinta o sacerdócio. Todos os momentos livres eu os dediquei a buscar explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos Santos Padres”.Além desses dados podemos acrescentar ainda, com segurança, que Beda nasceu no ano 672, tendo sido educado e orientado espiritualmente pelo próprio São Bento Biscop, abade do mosteiro, que impressionado com seus dons e inteligência o tratava como próprio filho, na cidade de Wearmouth.Cedo, Beda percebeu que um sermão podia ser ouvido por apenas algumas pessoas, mas podia ser lido por milhares delas e por muitos séculos. Por isso ele desejou escrever, e escreveu muito, sem se cansar, com cuidado e esmero no conteúdo e estilo, resultando em livros agradáveis de ler, verdadeiras obras literárias, sobre os mais variados temas indo do teológico ao intelectual.Ao todo foram sessenta obras sobre: teologia, filosofia, cronologia, aritmética, gramática, astronomia, música e até medicina. Mas Beda gostava de aprender, por isso pesquisava e estudava; e também de ensinar, por isso escrevia e dava aulas. Ajudou a formar várias gerações de monges, que atraídos pela linguagem simples, encantadora e acessível eram dirigidos, por meio dessas matérias para os ensinamentos de Deus.O Papa Gregório II o chamou à Roma, para tê-lo como seu auxiliar, mas Beda implorou permanecer na solidão do mosteiro, onde ficou até seus últimos momentos de vida. Só saiu por poucos dias para estabelecer as bases da Escola de York, na qual depois estudou e se formou o famoso mestre Alcuíno, fundador da primeira universidade de Paris.

Ainda em vida era chamado de “Venerável Beda”, ou “Beda o Venerável”. Morreu com sessenta e três anos, na paz do seu mosteiro, no dia 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. Muitos séculos depois, pelo imensurável serviço prestado à Igreja, o Papa Leão XIII, em 1899, o proclamou Santo e Doutor da Igreja. São Beda, único Santo inglês que possui o título de Doutor da Igreja, é celebrado no dia 25 de maio.

São Cristóbal Magallanes Jara
Cristóbal nasceu em um pequeno rancho do município de Totaltiche, Jalisco, arquidiocese de Guadalajara, México, em 30 de julho de 1869. Até os dezenove anos de idade alí permaneceu estudando e trabalhando nos mais diversos serviços. Em 1888, matriculou-se no Seminário em Guadalajara, realizando o seu sonho de ser sacerdote ao ser designado para a paróquia de sua cidade natal.De temperamento sereno, tranqüilo e persistente, Cristóbal se tornou um sacerdote de fé ardente, prudente diretor de seus irmãos sacerdotes e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. Missionário entre os indígenas huicholes e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria. Mas, os acontecimentos políticos de 1917, alteraram o curso do país. Nesse ano foi promulgada a Constituição anticlerical do México, assinada pelo então presidente Venusiano Carranza, dando início às perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população no país.Apesar da Igreja, através do seu Episcopado, expressar seu desagravo às novas leis, nada pode fazer, ao contrário, foi vitimada pelo endurecimento nas perseguições. Isso gerou a reação da sociedade e os leigos se organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa, entrando em confronto, inclusive armado, com os integrantes do governo. Dez anos depois, em 1926, a situação só tinha piorado. O então presidente Plutarco Elias Calles, tornou a perseguição ainda mais violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas privadas e obras assistências de organizações religiosas. Os integrantes da Liga reagiram com vigor.Como esse movimento da Liga não foi coordenado pela Igreja, muitos sacerdotes preferiam não aderir, deixando o país ou mesmo abandonando suas atividades por um tempo. Porém, outros decidiram ficar firmes em seus postos, para atender os fiéis, mesmo arriscando as próprias vidas. E assim fez Cristóbal, que tinha para as vocações sacerdotais um cuidado extremado e um lugar especial no seu ministério. Quando os perseguidores da Igreja fecharam o Seminário de Guadalajara, ele se ofereceu para fundar em sua paróquia um Seminário com a finalidade de proteger, orientar e formar os futuros sacerdotes .Perseguido, em 25 de maio de 1927 foi fuzilado em Colotlán, Jalisco, diocese de Zacatecas. Antes, ainda confortou seu companheiro de martírio, padre Agustín Caloca, que tremia em frente ao carrasco, dizendo-lhe: “Fique tranqüilo filho, é apenas um momento e depois virá o céu”. À sua hora, dirigindo-se a tropa, exclamou: “Eu morro inocente, e peço a Deus que meu sangue sirva para a união de meus irmãos mexicanos”. O Papa João Paulo II, canonizou vários mártires mexicanos desse período, em 2000, inclusive Santo Cristóbal Magallanes Jara, que é celebrado neste dia.
 
São Gregório VII

Hoje comemoramos São Gregório, cujo verdadeiro nome era Hidelbrando de Soana, nascido em Toscana, Itália, no ano 1028. Era de família humilde e sua vocação teve início em Cluny. Por sua colaboração com os Papas Leão IX e Alexandre II foi nomeado abade de São Paulo, e foi proclamado papa pelo povo no ano de 1703, logo depois confirmado pelos cardeais.

São Gregório VII enquanto esteve como papa, lutou muito por algumas reformas, dentre elas, contra a simonia, que é a venda ou compra de um bem espiritual ou cargo; contra a nomeação do poder civil na nomeação dos bispos, dos abades e dos papas. essas reformas ganharam o nome de gregorianas, e sofreram muitas desaprovações, inclusive do clero.

São Gregório VII se exilou em Salerno, onde morreu e foi sepultado na Catedral, deixando uma frase famosa: “Amei a justiça e odiei a iniqüidade, por isso morro no exílio”. Foi canonizado no ano 1606.

24/05 – Nossa Senhora Auxiliadora e São Vicente de Lérins

Nossa Senhora Auxiliadora

Comemoramos hoje, Nossa Senhora Auxiliadora, cuja devoção remonta à vitória da armada cristã em 5/10/1571, comandada por D. João da Áustria que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, Pio V, incluiu na ladainha o título de Auxiliadora dos cristãos.

A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, tão logo foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte.

Oração; Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.

Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém.

São Vicente de Lérins

As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu do mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V. Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica.

Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o Bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exercito para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida para se dedicar somente à Deus na humildade cristã”. Vicente então optou pela vida monástica e nesta se despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.

Ingressou nesse mosteiro, fundado por Santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte à Cannes, já em idade avançada. Alí se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa. Transformou o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de Bispos e Santos para a Igreja. Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o “Commnitorium”, também conhecido como “manual de advertência aos hereges”. Mais tarde, Santo Roberto Belarmino definiu essa obra como “um livro de ouro”, porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica.

Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento. As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários. Sua obra, em especial a “Advertência aos hereges” teve uma grande difusão e repercussão atingindo os nossos dias.
Enaltecido pelos católicos e protestantes, porque traz toda a doutrina dos Padres analisadas nas fontes da fé cristã e todos os critérios da doutrina ortodoxa. Vicente era um grande polemista, respeitado inclusive pelo grande futuro doutor da Igreja, Santo Jerônimo, seu contemporâneo. Os dois travaram grandes debates através de uma rica corresponderia, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais.

Esse abade humilde e douto Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de inclui-lo num capítulo da sua famosa obra “Homens Ilustres”. Morreu no mosteiro no ano 450. A Igreja Católica dedica o dia 24 de maio a Santo Vicente de Lérins, celebrado na mesma data também no Oriente.

23/05 – São João Batista de Rossi

São João Batista de Rossi

São João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro do ano 1698 em Voltaggio, província de Gênova. Quando tinha 13 anos de idade, mudou-se para Roma, para morar com seu primo que já era sacerdote. Freqüentando com os jesuítas do Colégio Romano, mais terminou o curso de teologia em Minerva com os dominicanos.

No dia 8 de março de 1721, foi ordenado sacerdote e permanaceu por alguns anos dirigindo grupos de estudantes, criando em seguida a Pia União de Sacerdotes Seculares, a Casa de São Luiz Gonzaga (para moças carentes), Casa de Santa Galla (para rapazes). Seu povo eram os presos, os marginalizados, os desvalidos e os pobres. Era tão admirado pelos fiéis, que seu confessionário sempre tinha filas. Foi eleito cônego de Santa Maria, em Cosmedin.

Morreu no dia 23 de maio de 1764, muito pobre, tendo seu enterro sido custeado pela caridade alheia. Foi beatificado por Pio IX e canonizado no dia 8 de dezembro de 1881.