13/06 – Inácio Maloyan (Bem-aventurado), Santo Antônio de Pádua e Santo Ávito (Aventino)

by on jun.13, 2016, under Santos do dia

inacio-maloyan-bem-aventuradoInácio Maloyan (Bem-aventurado)

Choukrallah Maloyan nasceu em Mardin, atualmente, Turquia, no dia 19 de abril de 1869, filho de pais cristãos piedosos. Desde criança, dedicava-se a oração, a caridade e a penitência. Recebeu boa formação acadêmica e religiosa, sendo fluente nas línguas: árabe e turca. Descobrindo a sua inegável vocação para o sacerdócio, em 1883 o Arcebispo da Comunidade armênio-católica enviou-o para estudar a religião no Líbano.

Estudos estes interrompidos por cinco anos, quando voltou para cuidar da saúde na sua cidade natal. No ano de 1901 já curado retomou os estudos de filosofia e teologia no Líbano. Tornou-se membro do Instituto do Clero Patriarcal de Bzommar e, em 1896, recebeu a ordenação sacerdotal, tomando o nome de Inácio, a exemplo do seu Santo de devoção.

Logo foi nomeado pregador dos sacerdotes e seminaristas do convento de Bzommar e depois foi enviado para o apostolado no Egito. Em seguida, em Istambul, Turquia foi eleito secretário-geral do Patriarca, e agraciado com o título de arciprete. Depois de alguns anos no Egito, regressou a Mardin, onde continuou o seu abnegado trabalho e, por isso, foi nomeado administrador dos assuntos temporais e espirituais dessa Eparquia, uma vez que o Bispo tinha renunciado ao posto.

Em 1911 viajou para Roma como secretário-geral do Sínodo dos Bispos armênio-católicos. No mesmo ano, foi nomeado Bispo de Mardin, uma das Eparquias armênio-católicas mais importantes.

Nesta Sede desempenhou um ministério exemplar, melhorando o nível educativo, cultural e religioso das escolas da comunidade armênia e difundiu um espírito de grande piedade. Propagou em todas as paróquias de sua diocese o amor e devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração e à Santíssima Virgem Maria.

O seu patriotismo não passou despercebido ao sultão do Império otomano, que o condecorou com a Legião de Honra. Durante a guerra, os soldados turcos invadiram as igrejas, semearam o terror, aprisionaram e torturam pessoas inocentes, provocando o vigoroso protesto do bispo Maloyan, que exortava os seus sacerdotes à rezar pedindo a proteção de Deus.

Preso de maneira arbitrária quando o governo decidiu acabar com os cristãos na Turquia, foi induzido a professar a fé no Islã, mas respondeu energicamente: “Nunca renegarei Cristo, nem os ensinamentos da Igreja católica, à sombra da qual cresci e da qual, sem ser digno, fui um dos seus ardorosos discípulos”, provocando a fúria dos presentes.

Torturado cruelmente na prisão, foi morto no dia 13 de junho de 1915. Porém, antes de partir para a casa do Pai, tomou algumas migalhas de pão, consagrou-as e deu-as aos seus companheiros como Corpo de Cristo. O Papa João Paulo II beatificou Inácio Maloyan em 2001, e indicou o dia de sua morte para a sua veneração litúrgica.

santo-antonio-de-paduaSanto Antônio de Pádua
Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo em 15 de agosto de 1195. Foi batizado na Sé de Lisboa, uma semana após o seu nascimento. Era de família nobre e rica. O pai, senhor Martinho, ocupava o cargo de Prefeito de Lisboa. A mãe Dona Teresa, pertencia a alta nobreza. O menino cresceu cercado de todos os cuidados: boa instrução moral, científica, religiosa e muito conforto. Aos poucos percebeu que a vida de riqueza não lhe agradava e sentiu o chamado de Deus.

Estudou na Catedral (onde seria também menino do coro), os rudimentos – trivium, cômputo, saltério e música. Reza a lenda que fez lá o seu primeiro milagre, insculpindo na parede uma cruz, afastando assim o demônio que tentava atormentá-lo.

Aos quinze anos entrou, em S. Vicente de Fora, no Mosteiro de Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, onde fez o noviciado, mudou o nome para Antônio e de onde transitou – apesar do voto de stabilitas loci- para Coimbra, aos vinte anos. Em Santa Cruz ultimou sua formação e foi ordenado, sendo-lhe destinado o cargo de Porteiro, pelo que tem a oportunidade de conhecer os recém-chegados Frades menores de S. Francisco que habitavam o eremitério de Santo Antão, nos Olivais. É também em Santa Cruz que aprofunda os seus estudos teológico-filosóficos de raíz platônico-agostiniana e aí adquire a preparação necessária à escrita dos seus Sermões. Após a passagem por Coimbra das relíquias dos cinco mártires franciscanos mortos em Marrocos em tarefa missionária, transita dos Cônegos Crúzios para os Olivais, onde ingressou na Ordem Franciscana e obteve permissão para pregar em Marrocos.

Após uma breve experiência contemplativa em Montepaolo reconhecem-lhe, quando da ordenação conjunta de Frades Menores e de Pregadores de S. Domingos, em Forli, grandes capacidades oratórias e vasto conhecimento exegético. O quarto onde dormia era simples, teciam a própria roupa, faziam os serviços mais humildes. Foi um período de aproximadamente um ano.

Foi nomeado então pregador na região da Romanha e encarregado por S. Francisco de ensinar teologia aos frades. Enviado ao sul da França, numa tentativa de missionação dos cátarosalbigenses, por lá permaneceu dois anos pregrando e ensinando em Toulouse e Montpellier e desempenhando vários cargos na Ordem, como o de Custódio de Limoges e de Guardião em Le Puy. Regressou à Itália como Provincial da Emília Romanha. O navio em que volta para Lisboa se perdeu em uma tempestade e foi parar em Messina, na Sicília, onde foi enviado ao Capítulo Geral dos Frades Menores (Capítulo das Esteiras), aí conhecendo S. Francisco de Assis. . Lá então, onde Deus o esperava, começou sua vida de pregação. Multidões queriam ouvir o santo falar. Sua fala simples comovia a todos.

Já em Pádua, onde ensina Teologia, retoma o trabalho da escrita e reestrutura os seus Sermões material auxiliar a pregadores da Ordem. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade.

A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. Antônio estava muito doente. Tinha hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Após as pregações da Quaresma de 1231 sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Os frades fizeram para ele um quarto em cima de uma árvore, mas mesmo assim o povo o procurava. Decidiram então leva-lo a Pádua. Agasalharam o frei e colocaram em uma carro puxado por bois. A viagem era longa. Antônio foi piorando. Pararam em um povoado que havia um convento franciscano. Antônio piorava, precisava ficar sentado pois sofria de falta de ar. Recebeu os sacramentos e se despediu de todos e ainda cantou o bendito: “Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas…” Depois ergueu os olhos para o céu e disse. “Estou vendo o Senhor”. Pouco depois morreu. Era dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio tinha apenas 36 anos de idade.

Após um brevíssimo processo de canonização-o mais rápido da história da Igreja-é elevado aos altares em 13 de maio de 1232 pelo papa Gregório IX. Em 1946 é oficialmente proclamado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII, sendo-lhe atribuído o epíteto de Evangélico pelo vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus Sermões.

Homem de oração, Santo Antônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus.

Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção a Maria. Em sua pregação, em sua vida a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida.

O seu culto, que tem sido ao longo dos séculos objeto de grande devoção popular é difundido por todo o mundo através da missionação e miscigenado com outras culturas (nomeadamente Afro-Brasileiras e Indo-Portuguesas).

Santo Antônio torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projeção universal. De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo “milagreiro”, “casamenteiro”, do “responso” e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

OS MILAGRES:

Santo Antônio será sem dúvida o “Santo dos Milagres” e, de todos, aquele que mais merece esse epíteto no mundo cristão.

A sua taumaturgia iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.

De Santo “casadoiro” a “restituidor do desaparecido”, passando por “livrador” das tentações demoníacas, a Santo Antônio tudo se pede não como intercessor mas como autoridade celestial. No entanto, cingir-nos-emos a milagres operados em vida como paradigmáticos dessa taumaturgia: Santo António a pregar aos peixes, livrando o pai da forca e a aparição do Menino Jesus em casa do conde Tiso.

Quanto ao primeiro milagre -Santo Antônio prega aos peixes- reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo António vai até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e insta os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Dá-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges terão ficado tão impressionados que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diveros autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre Antônio Veira que considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.

No segundo milagre, Santo António livra o pai da forca. Conta a lenda que estando o Santo a pregar em Pádua, sentiu que a sua presença era necessária em Lisboa e recolheu-se, cobrindo a cabeça em silêncio reflexão. Simultaneamente (e mercê do dom de bilocação) encontra-se em Lisboa, onde seu pai tinha sido injustamente condenado pelo homicídio de um jovem. Este, ressuscitado e questionado pelo Santo, afirma a inocência do pai de Santo António e volta a descansar.

Liberta-se assim o inocente que por falso testemunho tinha sido acusado. Santo António põe-se então “a caminho” e, subitamente, “acorda” no púlpito em Pádua recomeçando a sua pregação. Representam-se assim aqui dois fatos miraculosos num só: a bilocação e poder de reanimar os mortos.O terceiro milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo António após sua morte. Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei Antônio; depara-se-lhe então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo Antônio. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, descobre o “espião”, fazendo-lhe jurar que só contaria o visto após a sua morte.

São estes os três mais famosos milagres de Santo Antônio, embora muitos mais pudessem ser referidos. Nas “Florinhas de Santo Antônio” ou no “Tratado dos Milagres” é relatado um milagre praticamente para cada dia do ano, o que reafirma o seu carácter taumaturgo.

santo-avito-aventinoSanto Ávito (Aventino)

O eremita Ávito, ou Aventino como também é conhecido, chegou a ser chamado de “o idiota” pelos seus detratores, por causa de sua humildade e simplicidade. Tinha o espírito tão serviçal e ingênuo que suas atitudes eram, muitas vezes, consideradas tolas. Ávito nasceu no final do século V. Era filho de lavradores da região de Órleans, na França. Cresceu cristão e tornou-se monge eremita do mosteiro localizado nos montes Pirineus, na região do vale de Larboust, que mais tarde recebeu o seu nome.

Ao contrário do que julgavam seus colegas, companheiros e parentes, foi considerado modelo de religioso e nomeado “Ecônomo da Comunidade”. Mas, Ávito desejava a solidão para meditar e rezar. E por isso, certo dia, fugiu para o interior misterioso e desconhecido de uma floresta, para viver na mais íntima união com Deus.

Quando o abade Maximino morreu, Ávito foi eleito seu sucessor. Os outros monges, entretanto, tiveram dificuldade e demoraram algum tempo para encontrá-lo. Ávito, a princípio, recusou o posto, por não se achar suficientemente capacitado. Só aceitou porque recebeu ordem direta do Bispo e por exclusivo senso de disciplina.

Governou o mosteiro por muitos anos e, mesmo assim, a cada oportunidade surgida refugiava-se em sua floresta, ficando ali por dias e noites seguidos, no mais rigoroso retiro. Nesta oportunidade aproveitava para ensinar o evangelho aos montanheses que ainda eram pagãos. Ávito morreu assassinado pelos bárbaros pagãos, em 530, os quais esconderam o seu corpo. Porém, alguns séculos depois suas relíquias foram milagrosamente recuperadas e colocadas numa igreja construída especialmente para acolhe-las.

O mais antigo documento que testemunha o culto litúrgico dedicado à São Ávito, no dia 13 de junho, foi encontrado no Breviário de Comminges. Ele é invocado especialmente pelas gestantes na hora do parto, porque segundo a tradição seu nascimento ocorreu durante um parto repleto de dificuldades. A Igreja autorizou a sua celebração e manteve a data da festa.

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12/06 – S. Gaspar de Búfalo, Santo Bernardo de Menton (de Aosta), Santo Onofre, São Gaspar Bertoni e São João de Sahagun

by on jun.12, 2016, under Santos do dia

s-gaspar-de-bufaloS. Gaspar de Búfalo

São Gaspar de Búfalo, nasceu em Roma no dia 06 de janeiro de 1786, filho de Antonio e Anunciata Quartieroni. Começou às ocultas sua obra de evangelização do povo da periferia, dedicando-se aos carroceiros e aos camponeses da lavoura romana. São estas as personagens retratadas por Pinelli, que dão uma imagem sugestiva da Roma das primeiras décadas do século XIX; os carroceiros tinham transformado o Foro Romano, aos pés do Palatino, em depósito e mercado de feno.

Vicente Strambi, que foi seu companheiro nas missões que havia nas regiões rurais do Lácio, o definiu como “terremoto espiritual”. O povo que escutava suas prédicas chamava-o “anjo da paz”. Com as armas pacíficas da palavra e da caridade conseguiu de fato conter o impressionante fenômeno do banditismo que proliferava nas periferias de Roma. Peregrinos e mercadores caíam nas emboscadas dos marginais. Nada adiantavam as expulsões, sanções e execuções capitais. O papa Leão XII recorreu então a Gaspar de Búfalo, que conseguiu amansar os bandidos mais temíveis. Porém, muitos outros méritos teve este santo, que o papa João XXIII definiu “glória toda resplandecente do clero romano, verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus no mundo”. São Gaspar de Búfalo recebeu de Pio VII a incumbência de se dedicar às missões populares pela restauração religiosa e moral do Estado Pontifício. Empreendeu essa nova cruzada em nome do Precioso Sangue de Jesus, tornando-se o ardoroso apóstolo desta devoção, fundando em 1815 a Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue e em 1834 ajudado pela B. Maria de Matias, o Instituto das Irmãs Adoradoras do Preciosíssimo Sangue.

São Gaspar de Búfalo morreu no dia 28 de Dezembro de 1837, e São Vicente Palloti, seu contemporâneo, teve a visão de sua alma que subia ao encontro de Cristo, como estrela luminosa. A fama de sua santidade logo atingiu o mundo todo. Foi beatificado em 1904 e canonizado por Pio XII em 1954.

santo-bernardo-de-menton-de-aostaSanto Bernardo de Menton (de Aosta)

Bernardo viveu no século IX, pouco se sabe sobre sua origem, não é certo, mas parece que pertencia à família dos barões de Menton, da corte francesa. Entretanto, documentos da época, confirmam que na Itália, Bernardo era o arcedecano da Catedral de Aosta, conhecido pela oratória nas pregações.

Ele será sempre lembrado como reconstrutor de um dos pontos mais destruídos da Europa: a passagem de Monte Giove, atualmente chamada de Grande São Bernardo, onde também havia um mosteiro. Essa região de vales era uma rota importante que ligava Londres, na Inglaterra e Perúgia, na Itália, permitindo o trânsito de mercadorias, pessoas e idéias.

Desde o final do século IX, esses vales e colinas passaram a viver um inferno. Os exércitos árabes dominaram a região achacando a população, provocando seqüestros, matanças, incendiando mosteiros, igrejas e aldeias inteiras.

Até que Guilherme da Provença colocou um ponto final nessa situação. Destruiu a base armada dos árabes, provocando a retirada de todos, mas, em conseqüência, a região ficou completamente destruída.

Foi nesse contexto que apareceu Bernardo. Ele recuperou o mosteiro alí existente, criando uma nova comunidade religiosa, que sob a sua direção, com determinação e competência, reorganizou a população e reconstruiu as aldeias e vales. Assim, o paraíso voltou a reinar, pouco a pouco, com os habitantes fixando-se na região.

Depois, os novos religiosos com o tempo se converteram em cônegos regulares e chegaram a formar uma congregação, a qual, se dedicou a evangelizar as regiões montanhosas da Ásia Central. Eles se tornaram também famosos por utilizarem cães auxiliadores, conhecidos pelo nome de “São Bernardo”, pois se originaram neste mosteiro, e que tanto serviços prestaram para resgatar os alpinistas perdidos.

Este foi o outro Bernardo atuando, aquele evangelizador. Talvez a parte menos comentada de sua vida. Em sintonia com a reforma interna da Igreja, Bernardo era contra a ignorância religiosa, os maus costumes do clero, o abandono dos fiéis e o comércio das coisas espirituais.

Pois foi trabalhando nessa causa que a morte o levou, em 12 de junho de 1081, no Convento de Novara. A Europa conseguiu se reerguer, após mil anos de invasões de árabes, normandos, eslavos e húngaros, graças à homens como Bernardo de Aosta. Seu corpo foi sepultado na Catedral Novarra, na Itália.

Inscrito no Martirológio Romano em 1681, São Bernardo de Aosta foi proclamado pelo Papa Pio XI, em 1923, padroeiro dos povos dos Alpes, dos alpinistas e dos esquiadores.

santo-onofreSanto Onofre

Onofre era um eremita que viveu no Egito no final do século IV e início do século V. Ele foi encontrado por um abade chamado Pafúncio. Acostumado a fazer visitas à alguns eremitas na região de Tebaida, este abade empreendeu sua peregrinação a fim de descobrir se também seria chamado à vivê-la.

Pafúncio perambulou no deserto durante vinte e um dias, quando totalmente exausto e sem forças caiu ao chão. Neste instante viu aparecer uma figura que o fez estremecer: era um homem idoso, de cabelos e barbas que desciam até o chão, recoberto de pêlos tal qual um animal, usando uma tanga de folhas.

Era comum os eremitas serem encontrados com este aspecto, pois viviam sozinhos no isolamento do deserto e eram vistos apenas pelos anjos. No final ficavam despidos porque qualquer vestimenta era difícil de ser encontrada e reposta.

Ao primeiro instante Pafúncio se pôs a correr, assustado com aquela figura. Porém minutos depois, essa figura o chamou dizendo que nada temesse, pois também era um ser humano e servo de Deus.

O abade retornou ao local e os dois passaram a conversar. Onofre disse a Pafúncio o seu nome e lhe explicou a sua verdadeira história. Era um monge de um mosteiro, mas se sentira chamado à vida solitária. Resolveu seguir para o deserto e levar a vida de eremita a exemplo de São João Batista e do profeta Elias, vivendo apenas de ervas e do pouco alimento que encontrasse.

Onofre falou sobre a fome e sede que sentira e também sobre o conforto que Deus lhe dera alimentando-o com os frutos de uma tamareira que ficava próxima a gruta que era sua moradia. Em seguida, conduziu Pafúncio à esta gruta, onde conversaram sobre as coisas celestes até o pôr-do-sol, quando apareceu repentinamente diante dos dois, um pouco de pão e água que os revigorou.

Pafúncio falou à ele sobre seu desejo de se tornar um eremita. Mas, Onofre disse que não era essa a vontade de Deus, que o tinha enviado para assistir a sua morte. Depois deveria retornar e contar a todos sua vida e o que presenciara. Pafúncio ficou, e assistiu quando um anjo deu a Eucaristia à Onofre antes da morte, no dia 12 de junho.

Retornando à cidade escreveu a história de Santo Onofre e a divulgou por toda a Ásia. A devoção à este Santo era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das Cruzadas. O dia 12 de junho foi mantido pela Igreja, tendo em vista a época em que Pafúncio viveu e escreveu o livro da vida de Santo Onofre, que buscou de todas as maneiras os ensinamentos de Deus.

São Gaspar Bertoni

Fundador da Congregação dos Sagrados Estigmas

Nascido em Verona, cidade do norte da Itália, em 9 de outubro de 1777, viveu em uma época em que a cidade era palco de constantes conflitos entre os franceses e austríacos, que disputavam a sua posse.

Como conseqüência, a cidade curtia as amarguras da fome e dos desmandos da libertinagem; os feridos lotavam os hospitais, as crianças pobres não tinham escola, a juventude estava desorientada e esquecida, e até o próprio clero sofria as influências daquele ambiente nada salutar.

Nesse contexto o jovem Gaspar cresceu, enfrentando ainda alguns dramas familiares, como a morte de sua única irmã, mais nova, a incapacidade do pai de administrar os bens da família, e por fim a separação dos pais, decidida de comum acordo entre eles.

Por sugestão de seu pároco, da Paróquia de San Paolo, entrou para o Seminário e, em 20 de setembro de 1800, quando estava com quase 23 anos de idade, era ordenado sacerdote, ao som de tiros de canhão.

Ainda como seminarista ele já se dedicava aos doentes, e cedo também começou o seu trabalho com a juventude, resgatando-a daquele ambiente hostil da cidade. Esse trabalho foi tão frutuoso que ele chegou a ser reconhecido como “Apóstolo dos Jovens”.

Convocado por seu bispo para resgatar a dignidade do clero, aí também realizou um excelente trabalho, a ponto de o Seminário passar a ser notado como exemplo de ordem e disciplina, e os padres e seminaristas como modelos de dedicação e serviço.

Pe. Gaspar revelou-se, também, notável conselheiro. Pessoas dos lugares mais distantes, governantes e até seu próprio bispo procuravam-no para um aconselhamento.

Chamado a colaborar nas missões populares na Paróquia de San Fermo, ele também foi excelente pregador, tanto que chegou a receber da Santa Sé o título de “Missionário Apostólico”.

Mas havia ainda uma grande obra para a qual Deus iria chamá-lo a realizar, e que, aos poucos, foi se delineando para ele: a fundação de uma congregação religiosa.

Naquela época, as ordens religiosas eram perseguidas e até suprimidas. Eram proibidas reuniões ou quaisquer agrupamentos, tidos como possíveis indícios de rebeldia e oposição aos “patrões” da cidade, que se revezavam entre franceses e austríacos.

Mas Pe. Gaspar, inspirado por uma visão diante do altar de Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, ordem cuja supressão vigorava naquela época, passou a perceber, aos poucos, a vontade de Deus para a realização deste corajoso projeto.

Em 4 de novembro de 1.816 ele entrou com alguns companheiros em um prédio que lhe fora destinado inicialmente a servir de escola. Esse prédio era anexo à Igreja dos Estigmas, que tinha esse nome por ser dedicada às chagas, ou estigmas, de São Francisco de Assis.

Assim, além da escola, naquele ambiente de pobreza e penitência nascia, também, uma ordem religiosa que, após a morte de São Gaspar, recebeu o nome de “Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo”, popularmente conhecida como “Estigmatinos”.

Inspirado no título com que fora agraciado pela Santa Sé e no reconhecimento que tinha para com a autoridade dos bispos, que são os sucessores dos apóstolos, a quem Jesus deu a missão: “Ide e ensinai” (Cf. Mt 28,19), ele assim definiu a finalidade de sua congregação: “Missionários Apostólicos em auxílio aos Bispos”.

Pe. Gaspar dedicou toda a sua vida a fazer sempre a vontade de Deus. Apoiado na oração, ele sempre conseguia perceber e tudo realizar segundo a vontade de Deus.

Desde os seus 35 anos de idade enfrentou sérios problemas de saúde, que antes o levaram à beira da morte, e depois o mantiveram preso ao leito durante grande parte de sua vida, suportando terríveis dores e sofrimentos, mas sem que uma queixa saísse de seus lábios.

Fez de suas enfermidades instrumentos de redenção e louvor a Deus. Chamava-as de “Escola de Deus”: são ocasiões que nos dá a misericórdia de Deus para perdoar muitas faltas que cometemos e não fazemos penitência. Devemos vivê-las na perspectiva da fé, como uma luz religiosa, pois Deus quer a nossa salvação também através da doença e, como conseqüência, do sofrimento.

De seu leito de dor continuou suas atividades como mestre, pregador de exercícios espirituais e sobretudo como conselheiro dos que a ele acorriam. Todos os que o consultaram (bispos, magistrados, sacerdotes e fiéis) admiravam-se pela sua sabedoria, e de comum acordo o consideraram como “Anjo do Conselho”.

Muitos doentes que ele abençoou foram curados, e depois de sua morte ainda outros milagres já foram registrados por sua intercessão ou pelo contato com suas relíquias.

Pe. Gaspar morreu santamente no dia 12 de junho de 1.853, aos 76 anos incompletos, e foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 1 de novembro de 1.989, no dia da festa de “Todos os Santos”. Os milagres para o seu processo de beatificação e canonização foram realizados no Brasil, nas cidades de Rio Claro e Rio de Janeiro.

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de junho.

sao-joao-de-sahagun1São João de Sahagun

João Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na cidade de Sahagun, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal com os monges beneditinos da Abadia de São Facundo, recebendo a ordenação sacerdotal em 1453.

O Arcebispo de Burgos, o nomeou seu pajem e depois cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a Missa diariamente, ministrando o Sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Esta era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese deixou sua marca nesta cidade.

Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade se dividiu em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de “O Pacificador”.

O seu fervor ao celebrar o Santo Sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isto passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.

Em 1463 ele foi acometido de uma doença muito grave. Nesta ocasião decidiu que depois de curado entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho em Salamanca. Conhecido como João de Sahagun, logo foi o noviço sênior enquanto continuava a pregar em público, tornado seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.

Consta que durante uma de suas pregações condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente à ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.

Chamado de Apóstolo de Salamanca, foi eleito Prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora destes cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, a abandonou para voltar à vida familiar cristã.

João de Sahagun morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte, as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado Santo pela Igreja em 1690. A cidade de Salamanca considera São João de Sahagun um dos seus padroeiros.

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11/06 – S. Barnabé e Santa Paula Frassinetti

by on jun.11, 2016, under Santos do dia

S. Barnabé

São Barnabé segundo fontes antigas nos referem que Barnabé, chamado apóstolo pelos próprios Atos, embora não pertencesse aos Doze, teria sido um dos setenta discípulos de que fala o Evangelho. Como São Paulo Apóstolo, foi discípulo de Gamaliel: “José a quem os apóstolos haviam dado o cognome de Barnabé, que quer dizer “filho da consolação”, era um levita originário de Chipre. Sendo proprietário de um campo, vendeu-o e trouxe o dinheiro, depositando-o aos pés dos apóstolos” (atos dos Apóstolos 4.36-37).

Foi a figura de primeira grandeza na fervorosa comunidade cristã, que floreceu em Jerusalém após o dia de Pentecostes. Barnabé era muito considerado entre os Apóstolos, que o escolheram para a evangelização de Antioquia. É o homem das felizes intuições. Em Antioquia percebeu que aquele era o terreno preparado para receber a palavra de Deus. Foi a Jerusalém relatar isso e pedir para levar consigo o recém-convertido Saulo. Começou assim a extraordinária dupla.

Saulo que desde então preferia ser chamado com o nome romano de Paulo e Barnabé, contentes por terem aberto o caminho para o anúncio do Evangelho entre os pagãos, partiram para outras incumbências. Começaram por Chipre, pátria de Barnabé, que havia levado consigo o jovem primo João Marcos, o futuro evangelista. Depois continuaram seguindo a mais arriscada viagem missionária, Paulo achou melhor separar-se de Barnabé, que ficou em Chipre. Paulo e Barnabé, duas personalidades diferentes, que se completavam reciprocamente.

Não temos notícias dele depois da separação de Paulo. Escritos apócrifos falam de uma viagem sua a Roma e do seu martírio acontecido mais ou menos no ano 70, em Salamina, pelas mãos dos judeus da diáspora, que o teriam apedrejado

Santa Paula Frassinetti

Paula Ângela Maria Frassinetti nasceu em 03 de março de 1809 na cidade de Gênova, Itália. Com a morte da sua mãe, seu pai e seus quatro irmãos assumem sua educação. Seu pai incutiu nos filhos um forte sentido cristão e todos seguiram a vida sacerdotal. O mais velho foi, inclusive, o fundador da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada.

Paula tinha uma inteligência aguçada e uma preferência para o estudo da Filosofia e da Teologia. Em 1827, ela foi residir com seu irmão José, que era o pároco da aldeia de Quinto, perto de Gênova. Junto com ele, Paula se apressou em fundar uma escola paroquial iniciando uma ação fecunda de apostolado, com um pequeno grupo de fiéis seguidoras. Depois, em 1834, com elas Paula fundou uma congregação religiosa com o nome de Filhas da Santa Fé, com o propósito de “Estar plenamente disponíveis nas mãos de Deus para evangelizar através da educação, com preferência pelos jovens e pelos mais pobres”.

Em visita a Gênova o sacerdote Luca de Passi, que criava na Itália comunidades apostólicas de Santa Dorotéia, convidou a congregação recém-fundada para executar os trabalhos de sua instituição. Paula aceitou e o antigo Instituto das Filhas da Santa Fé passou a ser chamado de Irmãs de Santa Dorotéia. Sucessivamente foram abertos novos colégios pelas religiosas. Primeiro em Gênova, depois em Roma, sendo que o de Santo Onofre, instituído em 1844, em Roma, foi mais tarde escolhido para a Casa mãe da instituição.

Inspirada nas regras de Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus, dos célebres padres jesuítas, Paula elaborou os estatutos das Irmãs de Santa Dorotéia, à semelhança das religiosas francesas do Sagrado Coração. Estabelecida em Roma, com seu Instituto, Madre Paula foi recebida pela primeira vez pelo Papa Gregório XVI, por quem foi abençoada, recebendo novo estímulo para sua obra.

Muito cedo a força de sua ação evangelizadora foi reconhecida e se difundiu com a criação de novas casas por toda a Itália. Em 1866, chegou ao Brasil e logo depois a Portugal. Daí por diante se propagou por todos os continentes. Com suas missionárias animadas por suas palavras que ainda ecoam entre elas: “O Senhor as encha do Seu Espírito e as converta em outras tantas chamas ardentes que, onde tocarem, acendam o fogo do Amor de Deus”.

No dia 11 de junho de 1882, aos setenta e três anos de idade, Madre Paula morreu em Roma e foi alí enterrada no cemitério de São Lourenço. Em 1903, quando da exumação do seu corpo, este foi encontrado intacto. Três anos depois foi transferido, para a Capela da Casa mãe do Instituto de Santo Onofre, em Roma.

Muitas foram as graças e milagres atribuídos à intercessão de Madre Paula e sua veneração se tornou vigorosa entre os fiéis. Em 1930, foi beatificada pelo Papa Pio XI. Depois em 1984, Paula Frassinetti foi declara Santa pelo Papa João Paulo II, durante uma comovente cerimônia solene em Roma.

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10/06 – Columba (fund.), Eduardo Poppe (Bem-aventurado), J6o6ão Dominici (Bem-aventurado) e Santa Alice

by on jun.10, 2016, under Santos do dia

Columba (fund.)

Columbia é o nome latino que em português significa pomba. Mas o santo de hoje é do sexo masculino, e o seu nome irlandês (Columcille) foi adaptado para a forma latina. Nasceu em 521 em Gartan (Donegal, Irlanda) na estirpe dos soberanos irlandeses. Desde cedo dedicou-se a vida monástica. Em 563, era abade quando o rei Diarmaid prendeu e matou um príncipe que Columba tinha hospedado dentro dos muros da abadia, não respeitando o direito de asilo. A pomba mostrou as garras de águia e moveu guerra ao rei, mobilizando monges e povo e vencendo o rei.

A sua sublevação custou a vida de 3.000 pessoas. Foi por isso excomungado, e para expiar o seu pecado resolveu exilar-se. Mas parece que sua responsabilidade na batalha de Cuil-Dremne é lendária. Seu biógrafo atribuiu o seu exílio ao desejo comum dos monges irlandeses de se tornarem peregrinos de Cristo. O certo é que Columba, com 12 companheiros, foi para a ilha de Iona, diante da costa ocidental centro monástico, de onde partiram inúmeras falanges de missionários irlandeses. Ali permaneceu até a data de sua morte.

A figura de Columba é importante também nas lendas irlandesas. Muitos poemas da ilha lhe foram atribuídos, e essas atribuições não são mais do que um artifício literário, mas servem de testemunho do afeto e da devoção dos poetas de língua irlandesa que o veneram como seu patrono. O mosteiro por ele fundado teve grande influência na Irlanda.Morreu a meia-noite do dia 3 de junho de 597. Trabalhou enquanto pôde copiando códices antigos. Quando não mais conseguiu fazê-lo pediu aos seus monges que o levassem para a Igreja, e lá o encontraram moribundo quando chegaram para cantar as matinas.

Eduardo Poppe (Bem-aventurado)

Eduardo João Maria Poppe, nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico.

Aos quinze anos entrou no seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa.

Aos vinte e dois anos ele ingressou no Seminário filosófico Leão XIII de Lovanio. Durante a Primeira Guerra Mundial foi convocado à servir as armas, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos.

Em 1915 foi transferido para Gand e no ano seguinte era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, nesta diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria.

Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística. Logo este trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu “O manual do catequista eucarístico”, em 1917, idealizado segundo os decretos de Papa São Pio X. Mas não criou apenas o “manual”, ele instituiu a “Liga da Comunhão freqüente”, estendida aos operários também.

O seu apostolado foi interrompido em 1918, quando foi nomeado diretor do convento das Irmãs de São Vicente de Paulo em Moerzeke-lez-Termonde. Alí continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Por isto, publicou um semanário intitulado “Zonneland”, que significa “País do Sol”, direcionado à “Cruzada eucarística Pio X” de toda a Bélgica.

Mais tarde os problemas de sua saúde se agravaram. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo foi obrigado a viver numa poltrona. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia. Dela se destacaram as obras: “Direção espiritual dos jovens” de 1920; “Salvemos os operários” de 1923, “Apostolado eucarístico paroquial” de 1923, “O amigo dos jovens” e “O método educativo eucarístico”, ambos de 1924. Inclusive outras publicadas depois de sua morte.

Em 1921 o Cardeal o nomeou diretor espiritual do CIBI de Leopoldsburgo, reservado aos noviços que se destinavam ao serviço do altar, alí também seu ministério floresceu. Porém, aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente, no dia 10 de junho de 1924, no convento de Moerzeke-lez-Termonde, durante o período das férias.

A sua morte causou forte comoção popular e no meio do clero, sendo imediatamente venerado por sua santidade. Ele foi beatificado em 1999, pelo Papa João Paulo II, que o nomeou de o “Pedagogo da Eucaristia”.

João Dominici (Bem-aventurado)

João Dominici nasceu no ano 1355, em Florença, na Itália. De origem muito humilde ele teve sérias dificuldades para estudar, além disso gaguejava. Com forte vocação religiosa, tentou ingressar no convento dos dominicanos, mas foi recusado pela falta de qualificação intelectual e o fato de ser gago também pesou.

Apesar destas desvantagens, João não desistiu, na segunda tentativa, aos dezessete anos, ingressou na Ordem Dominicana no convento de Santa Maria Novella. Surpreendeu a todos pelo caráter afável e generoso, pela inteligência e dedicação nos estudos, pelo destacado zêlo às regras, às orações e pela austeridade de vida e duras penitências.

A única coisa que o entristecia era a dificuldade encontrada na pregação dos vigorosos sermões que escrevia, mas que ao serem pronunciados pareciam ridículos. Em 1381 sua cura aconteceu, quando prostrado e chorando orou à Santa Catarina de Siena, para que intercedesse por ele. E a Santa de sua devoção o atendeu. Foi completar os estudos em Pisa e Paris tornando-se um excelente teólogo e um eloqüente pregador.

Ao destacado ministério da Palavra uniu sua talentosa eficácia de escritor, cujas obras alcançaram um alto valor catequético e pedagógico. Tornou-se estreito colaborador de Raimundo da Cápua, agora Beato, Provincial daquela região, que à época se dedicava a restaurar as regras da estrita observância, tanto assim que foi considerado um segundo fundador da Ordem Dominicana. Este Provincial enviou João à Veneza, em 1394, para promover a Reforma em todos os conventos e mosteiros.

Alí foi eleito prior do convento de Santa Maria Novella e em seguida começou a obra da restauração da estrita observância, pelo Convento de São Domingos de Veneza. Depois foi de convento em convento preparando o grande reflorescimento da santidade e do apostolado, como o fundador da Ordem dos pregadores, São Domingos, havia projetado.

Fundou um convento feminino chamado de Corpus Christi e o Convento masculino de São Domingos de Fiesole, que foi celeiro de Santos e de apóstolos, entre os quais se destacaram Antonino e Frà Angélico, ambos discípulos de João Dominici. Em 1406 ele foi nomeado pelo Papa Gregório XII, seu Embaixador em Florença. E dois anos depois, animado pelas virtudes de João, o consagrou Arcebispo de Ragusa e Cardeal do título de São Xisto.

Participou entre 1414 e 1418, do Concílio de Constança conseguindo com sua influência e autoridade de confessor particular e conselheiro pessoal do Papa Gregório XII, que este renunciasse, colocando um fim no cisma que iniciara na Igreja do Ocidente.

O novo Papa, Martinho V, em 1418, o nomeou Delegado do seu governo, para a Boêmia, Polônia e Hungria, onde novas heresias começavam a proliferar. Porém seu zeloso trabalho apostólico foi interrompido, quando uma febre fulminante lhe tolheu a vida, em 10 de junho de 1419, na cidade de Budapeste, na Hungria.

O Papa Gregório XVI beatificou João Dominici em 1832, confirmando para o dia de sua morte o culto litúrgico.

Santa Alice

A Santa que hoje comemoramos, além de Adelaide e Alice, é também chamada Aleida ou Alida, e é talvez a mais comovente das três fdiguras femininas que trazem este nome. A sua santidade foi de fato, paga a preço de longa e terrível doença e uma das mais temidas e temíveis da Idade Média, que condenava todos os que eram atacados por ela a verdadeira morte civil, além da lenta morte física: a lepra.

Nasceu perto de Bruxelas. no início do século XIII e demonstrou desde pequena que era dotada de inteligência e espírito precoces. Com 7 anos de idade foi acolhida na abadia beneditina feminina de Cambre, na Bélgica, onde encantou as religiosas por sua memória excepicional e por sua ardente piedade. Ainda muito jovem contraiu a inexorável lepra. Estando já segregada num mosteiro, Alice foi rigorosamente isolada do resto da comunidade, enclausurada para sempre num sotão. Esse foi o purgatório terreno da monja leprosa, cujas dores foram consoladas por companhias celestes e aliviadas por sua profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que ela amou ternamente muito antes da devoção ser aprovada e adotada pela Igreja. Os seus membros se escamavam sob a ação da lepra, perdendo a visão. Foi dada a unção dos enfermos em 1249 por suas condições extremas. Mesmo assim ela agonizou por um ano inteiro, completando seu purgatório na terra.

O nome Alice, segundo alguns linguistas, é de origem grega e significa “marinha”; assim chamados também certos peixinhos. Mas na hagiografia cristã, Alice é conhecida com o nome germânico de Adelaide.

Santa Alice morreu em 11 de Junho de 1250.

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09/06 – Ana Maria Taigi (Bem-aventurada), Bem-Aventurado José de Anchieta e Santo Efrém

by on jun.09, 2016, under Santos do dia

Ana Maria Taigi (Bem-aventurada)

Ana Maria Antonia Gesualda nasceu na bela cidade toscana de Siena, em 29 de maio 1769, na Itália. Era filha única de um conceituado farmacêutico de Siena. A família foi obrigada a emigrar para Roma em busca de melhores condições de vida, quando os negócios pioraram. Ali, viveram na pobreza, com Ana Maria abandonando seus estudos para trabalhar e ajudar no sustento da casa.

Mas a vida mundana de luxo fácil que a cidade eterna proporcionava chegou a tentar esta jovem que sonhou com tudo isto. Conseguiu passar ilesa porque se casou, aos vinte e um anos, com Domingos Taigi, servidor do palácio Chigi. Ele era um homem piedoso, mas de caráter difícil e grosseiro, que nunca compreendeu exatamente os dons especiais da esposa. Vivendo no ambiente da corte o casal acabou buscando a felicidade fútil das festas, vaidades, diversões e fortuna. Depois de três anos ela viu o vazio de sua vida familiar e o quanto estava necessitada de Jesus.

Foi à uma igreja e fez uma confissão profunda com um sacerdote que se tornou seu orientador espiritual. Foi neste instante que ocorreu sua conversão. A partir de então iniciou uma nova vida, dedicada aos deveres cristãos, e a procura da santificação. Ana Maria quis se entregar a duras penitências, mas o padre a fez compreender que seu sacrifício consistia no amor e fidelidade ao sacramento do casamento e no papel de mãe.

A sua família foi crescendo com a chegada dos sete filhos, três dos quais morreram ainda pequenos, e dos seus velhos pais. Mas encontrava tempo para ajudar nas despesas da casa costurando sob encomenda. O pouco que tinha era sempre dividido com os pobres e doentes que nunca deixou de ajudar. Mais tarde, quando a filha Sofia ficou viúva com seis filhos, foi Ana Maria que os acolheu e criou dando-lhes a formação reta no seguimento de Jesus e na devoção à Maria.

Em 1808 recebeu autorização e ingressou na Ordem Terceira secular da Santíssima Trindade. Favorecida com dons especiais da profecia, tornou-se conhecida por seus conselhos no meio do clero. Ana Maria se tornou muito respeitada durante todos os quarenta e sete anos em que “um sol luminoso aparecia diante dos olhos, onde via os acontecimentos do mundo, os pensamentos e as almas das pessoas”, como ela mesma descrevia. Foi conselheira espiritual de vários sacerdotes, hoje todos Santos, como Vincente Pallotti, Gaspar Del Búfalo, Vicente Maria Strambi, de nobres e outras personalidades eclesiásticas ilustres.

Ela faleceu em 09 de junho de 1837. O Papa Bento XV a beatificou em 1920, designou sua celebração para o dia de sua morte e a declarou padroeira das mães de família. O corpo da Beata Ana Maria Taigi, que prodigiosamente se conservou incorrupto, está guardado na igreja de São Crisógono, em Roma, numa Capela à ela dedicada.

Bem-Aventurado José de Anchieta

Com grande alegria celebramos Memória do apóstolo do Brasil que nasceu em 1534 em Tenerife, ilhas Canárias. O bem-aventurado José de Anchieta nasceu no dia de São José, por isso o nome, uma vez que sua família era muito religiosa, foram eles que enviaram seu filhos maiores para estudarem em Portugal, um deles o nosso santo.

Aconteceu que José entrou para a Companhia de Jesus, onde com sua inteligência e memória incomuns se somaram as virtudes e dons de Deus, que fizeram dele um noviço exemplar. Ao ficar debilitado na saúde foi-lhe providencialmente oferecido um viagem para o nosso Brasil.

Mas do que buscar saúde José de Anchieta descobriu que aqui era terra de quem busca Almas para o Senhor, e isto ele encontrou principalmente na pessoa dos indígenas.

Chegou no Brasil em 1553, e pode participar de grandes acontecimento como a primeira missa celebrada pelo Padre Manuel da Nóbrega ocorrida na festa da conversão de São Paulo, e que lançou a pedra da atual Megalópolis.

Deu aula; aprendeu a lingua indígena Tupi; enfrentou ser refém da feroz tribo dos Tamoios; escreveu o maior poema em louvor a Nossa Senhora na areia e depois com a pena; isto tudo depois de ter sido ordenado Sacerdote em Salvador , Bahia. Anchieta passou seu últimos anos de vida no Estado do Espírito Santo , onde adoeceu e morreu em 1597 com a certeza de ir para o Céu juntamente com muitos outros brasileiros evangelizados por ele.

Santo Efrém

Santo Efrém nasceu em Nisibi na Mesopotânia setentrional, no início do século IV, provavelmente no ano 306. Parece que Efrém não tinha muita liberdade de culto no âmbito da própria família, pois o seu para era sacerdote pagão e pouco propenso a aceitar a formação cristã que a piedosa mãe procurava dar ao filho. Tendo sido expulso de casa com 18 anos de idade recebeu o batismo.

Nisibi caiu sob o domínio dos persas, e Efrém, feito diácono, se estabeleceu definitivamente em Edessa, onde dirigiu uma escola. O meio usado por Santo Efrém para a divulgação da verdade cristã é provavelmente a poesia, razão porque foi chamado “a harpa do Espírito Santo”. Na sua época organizava-se o canto religioso alternado nas Igrejas, os iniciadores foram Santo Ambrósio em Milão e Diodoro em Antioquia. O diácono de Nisibi, nas fronteiras da cristandade e do mundo romano, compôs na língua nativa poesias de conteúdo didático ou exortativo, de natureza lírica e própria para o canto coletivo.

Efrém não escrevia pela glória literária: servia-se da poesia como excelente meioi pastoral, mesmo nas homilias e nos sermões. O profundo conhecimento da Sagrada Escritura oferecia a sua rica veia poética o elemento propício para imergir nos mistérios da verdade e tirar ensinamentosa para o povo de Deus. Ele é também o poeta de Nossa Senhora, à qual dirigiu 20 hinos e também teve expressões de terna devoção. Invocada Maria como a mais resplandecente que o sol, conciliadora do céu e da terra, paz, alegria e salvação do mundo, honra das virgens, toda pura, imaculada, santíssima. venerável, honorífica …”

Santo Efrém morreu no dia 09 de junho do ano 373. Bento XV no ano 1920 o declarou doutor da Igreja.

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08/06 – Imaculado coração de Maria , Pacífico de Cerano (Bem-aventurado) e São Medardo

by on jun.08, 2016, under Santos do dia

Imaculado coração de Maria

Esta memória ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto na Tradição Viva da Igreja encontramos confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como o nosso João Paulo II.

“Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração”. Estes relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, uni-se ao do canto de Louvor – Magnificat – a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, para assim nos revelar a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus.

Dentre os santos se destacou como apóstolo desta devoção São João Eudes, e dentre os Papas que propagaram esta devoção de se destaca Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria.

As aparições de Nossa Senhora em Fátima – Portugal- no ano de 1917, de tal forma espalhou a devoção ao Coração de Maria que o Cardeal local disse: “Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar”. Desta forma pudemos conhecer do Céu que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção do Imaculado Coração que encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que no final Triunfará.

Pacífico de Cerano (Bem-aventurado)

Pacífico de Cerano Pacífico Ramati nasceu no ano de 1424 em Cerano, na cidade de Novara, Itália. Muito cedo ficou órfão dos pais, sendo educado e formado pelo Superior dos beneditinos do Mosteiro de São Lorenzo de Novara.

Após a morte do seu benfeitor beneditino ele decidiu seguir a vida religiosa, mas preferiu ingressar para a Ordem dos Irmãos Menores franciscanos, no convento de São Nazário, dos ilustres João Capristano e Bernardino de Siena, hoje ambos Santos da Igreja. Em 1444, com vinte e um anos de idade e no ano da morte de São Bernardino, tomou o hábito franciscano. Em seguida foi enviado para completar os estudos à Universidade de Sorbone em Paris, regressando para a Itália com o título de Doutor.

Desde então se dedicou à pregação e percorreu inúmeras regiões da Itália entre os anos de 1445 e 1471, com tal êxito que era considerado “um novo São Bernardino”. O seu apostolado era combater a ignorância religiosa, tanto entre os leigos como no meio do clero, especialmente em relação ao Sacramento da Penitência. E não se contentou apenas com as pregações verbais. Escreveu com competência e clareza a “Suma Pacífica da Consciência”, publicada em 1474 na linguagem popular, para que todos tivessem acesso, fato raro e uma ousadia para a época.

Pacífico amava a sua cidade natal, visitando-a sempre que podia, por isto mandou construir uma igreja em homenagem à Virgem para aumentar a devoção à Mãe de Deus. Entretanto, a sua principal ocupação foi com a pregação do Evangelho através de uma retórica veemente e clara, na qual se tornou famoso.

Este foi um período de maravilhosa florescência, para a Ordem franciscana com os conventos se multiplicando, não somente na península italiana, mas também nas ilhas da Sicília e Sardenha. Como visitador e comissário geral da Ordem, Pacífico teve a tarefa de peregrinar por todos eles, como pregador da paz e do Evangelho de Cristo. Em 1471 o Papa Xisto IV o enviou em missão à Sardenha e depois, outra vez em 1480, durante a invasão dos árabes muçulmanos, a fim de organizar uma Cruzada especial para expulsá-los.

Nesta ocasião, Pacífico sentiu que não tinha muito tempo de vida. De fato, logo no início da Cruzada caiu gravemente enfermo. Não resistindo, morreu, aos cinqüenta e oito anos, no 04 de junho de 1482, em Sassari, na Sardenha, longe de sua querida cidade natal. Porém, foi sepultado na igreja franciscana de Cerano, atendendo o desejo que expressara em vida.

O Papa Bento XIV, o beatificou em 1746, indicando o dia 08 de junho para sua festa litúrgica. Beato Pacífico de Cerano é considerado pelos teólogos “insigne por sua doutrina e santidade, consolo e protetor de sua pátria”.

São Medardo

Medardo nasceu no ano 457 em Salency, norte da França. Sua mãe era descendente de uma antiga e tradicional família romana, seu pai era um nobre da corte francesa e seu irmão Gildardo, foi Bispo de Rouen, mais tarde canonizado pela Igreja. Esta posição social lhe garantiu uma educação de primeiro nível. Desde criança foi colocado sob a tutela do Bispo de Vermand, para receber uma aprimorada formação intelectual e religiosa.

Piedoso e inteligente, logo se evidenciaram seus dons de caridade e humildade, com atitudes que depois eram comentadas por toda a cidade. Ele chegava a ficar sem comer para alimentar os famintos e, certa feita, tirou a roupa do corpo para dá-la a um velhinho cego e quase despido que lhe pediu uma esmola.

Medardo ordenou-se sacerdote aos trinta e três anos e imediatamente começou uma carreira de pregador que ficaria famosa pelos séculos seguintes. No ano 530 sucedeu o Bispo de Noyon, sendo consagrado pelas mãos do Bispo de Reims, Remígio, hoje Santo, o qual era também conselheiro do rei Clotário, embora este ainda não tivesse se convertido e tolerava o cristianismo.

Foi pelas mãos do bispo Medardo que a rainha Radegunda, tomou o hábito beneditino. Ela que abandonara o próprio rei Clotário, acusado de fratricídio. Aquela situação delicada não intimidou Medardo que colocou sua vida em jogo para amparar a rainha cristã, que por motivos políticos fora obrigada a coabitar com um rei pagão. A História conta que Radegunda fundou um mosteiro beneditino, aliás o primeiro a cuidar de doentes, no caso os leprosos.

Mais tarde, quando Medardo já era conhecido como eficiente e contagiante pregador, recebeu do rei Clotário, então convertido, e do conselheiro o bispo Remígio, o pedido de socorrer uma comunidade vizinha, ainda impregnada de paganismo, a diocese de Tournay. Dirigiu as duas ao mesmo tempo de forma perfeita e converteu tanta gente de Tournay, que pelos quinhentos anos seguintes elas seguiram sendo uma só diocese.

Mas não parou por aí. A província de Flandres, altamente influenciada pela filosofia dos gregos, tinha um índice de pagãos maior ainda. Novamente Medardo foi solicitado. Quando morreu em Noyon, no dia 08 de junho em 545, toda aquela província também era católica.

A sua morte foi muito sentida e imediatamente seu culto foi difundido por toda a França, espalhando-se por todo o mundo católico. O rei Clotário mandou trasladar suas relíquias de Noyon para a capital Soisson, onde sobre sua sepultura o sucessor mandou erguer uma abadia, que existe até hoje na França

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07/06 – Bem-Aventurada Ana de São Bartolomeu, Optato de Mileve (Bispo), Santo Antônio Maria Gianelli e

by on jun.07, 2016, under Santos do dia

 

07/06
Bem-Aventurada Ana de São Bartolomeu07 de Junho – Bem-Aventurada Ana de São Bartolomeu nasceu no ano de 1549 em Almendral, na província de Toledo. Era filha de agricultores e ficou orfã quando tinha apenas 10 anos. Ficou então no trabalho de pastora de rebanhos, a fim de ganhar a vida. Ingressou no Convento das Carmelitas Descalças que Santa Teresa havia fundado em Ávila, no ano de 1570.Secretária de Teresa de Ávila, Ana de São Bartolomeu acompanhou-a em suas viagens, muitas vezes o dia inteiro sobre chuvas e neves sem encontrar aldeia alguma por muitas léguas, não fazendo outra coisa senão tremer até os ossos. Quando encontrava alguma hospedagem, não havia fogo, nem meios de o entreter, nem coisa alguma para comer. Os alojamentos eram tais que, das camas, podia-se perceber o céu e a chuva caía cômodo adentro. No ano de 1582, Santa Teresa falecia em seus braços, tornando-se então, a herdeira da espiritualidade da santa fundadora. Foi a fundadora do mosteiro de Tous e priora em Paris. Na Bélgica foi Priora em Anvers, onde exerceu grande influência espiritual.Morreu em 1626 e foi sepultada no convento de Anvers.
Optato de Mileve (Bispo)A cidadezinha de Mila, na Argélia, ainda recorda no nome a antiga Mileve, na cidade dos númidas que depois se tornou cidade romana. Em Mileve, no tempo de Sto. agostinho, deram-se alguns concílios episcopais, mas a maior glória do local é S. Optato, que nasceu, viveu e morreu em Mileve, e lá foi bispo. Pouco se sabe de sua vida. É provável que tenha sido filho de militar e quando nasceu, no início do século IV, era pagão. Abandonou a carreira militar pela eclesiástica e tornou-se bispo de Mileve e em tal cargo morreu por volta do ano 385. Mais ainda não se sabe. Mas a sua importância está na obra que escreveu pelo ano 365, contra as invectivas de Parmeniano, bispo donatista de Cartago, em 6 livros, aos quais, no fim da vida, acrescentou um 7º.O cisma donatista, na igreja africana, recusava o reingresso na Igreja dos “traidores”, isto é, dos que nas últimas perseguições tinham entregado aos pagãos os livros e objetos sagrados. Eles não podiam voltar para a Igreja, não podiam ser ordenados padres nem bispos e todos os sacramentos administrados por eles eram considerandos inválidos.Nas terras africanas, antes que se levantasse a palavra de Sto. Agostinho de Tagaste, S. Optato usou seus argumentos polêmicos e doutrinários contra os donatistas. Eis uma de suas afirmações que fizeram escola:”Os  sacramentos são santos por si mesmos, e não pelos homens que os administram”. Como os donatistas se julgavam os únicos capazes de orar devidamente, ele prosseguia: “Se vós sois os únicos a louvar a Deus, então o mundo se cala, do oriente ao ocidente”.

Santo Antônio Maria Gianelli

Antônio Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na Itália, no dia 12 de abril de 1789, ano da Revolução Francesa. A seu modo, foi também um revolucionário, pois sacudiu as instituições da Igreja no período posterior ao “furacão” Napoleão Bonaparte.
Sua família era de camponeses pobres e neste ambiente humilde aprendeu a caridade, o espírito de sacrifício, a capacidade de dividir com o próximo. Desde pequeno era muito assíduo à sua paróquia e foi educado no Seminário de Genova, onde ingressou em 1807.

Aos vinte e três anos estava formado e ordenado sacerdote. Lecionou letras e retórica e sua primeira obra a impressionar o clero foi um recital organizado para recepcionar o novo Bispo de Genova, Monsenhor Lambruschini. Intitulou o recital de “Reforma do Seminário”, assim tranqüilo, direto e com poucos rodeios, defendia a nova postura na formação de futuros sacerdotes. A repercussão foi imediata e frutificou durante todo o período da restauração pós-napoleônica.

Entre os anos de 1826 e 1838 foi o pároco da igreja de Chiavari, onde continuou intervindo com inovações pastorais e a fundação de várias instituições, entre elas seu próprio Seminário. Em 1827 criou uma pequena congregação missionária para sacerdotes, que colocou sob a proteção de São Alfonso Maria de Ligório, destinada à aprimorar o apostolado da pregação ao povo e à organização do clero.

Depois fundou uma feminina, de caráter beneficente, cultural e assistencial, para a qual um nome pouco comum de “Sociedade Econômica”, e entregou-a às Damas da Caridade, destinada a educação gratuita das meninas carentes. Era na verdade o embrião da Congregação religiosa que seria fundada em 1829, as “Filhas de Maria Santíssima do Horto”, depois chamadas de “Irmãs Gianellinas”.

Em 1838 foi nomeado Bispo de Bóbbio. Com a ajuda dos “Padres Ligorianos” reorganizou sua própria diocese, punindo padres pouco zelosos e até mesmo expulsando os indignos. E também reconstituiu a pequena congregação com o nome de “Oblatos de Santo Alfonso Maria de Ligório”.

Aos cinqüenta e sete anos, morreu no dia 07 de junho de 1846, em Piaceza. Na obra escrita que deixou expõem seu pensamento “revolucionário”: a moralidade do clero na vida simples e reta de trabalho no seguimento de Cristo. Reacionária para aqueles tempos tão corrompidos pelo fausto napoleônico das cortes que oprimiam o povo cada vez mais miserável. Portanto um tema atual que deve ser lembrado sempre nas sociedades de qualquer tempo.

Antonio Maria Gianelli, foi canonizado por Pio XII em 1951 e suas instituições femininas ainda hoje florescem, principalmente na América Latina. Por este motivo é chamado de o “Santo das Irmãs”.

Solenidade do Sagrado Coração de JesusNós celebramos esta grande Festa Litúrgica na Igreja, que nos leva a uma profunda culto a Deus pois nos esclarece Santo Afonso de Ligório: “A devoção ao Coração de Jesus é a mais bela e a mais sólida do Cristianismo”.Esta devoção consiste no reconhecimento, entrega e dedicação ao amor de Jesus, manifestado no símbolo mais simples do amor, isto é coração.Podemos afirmar que esta devoção ao Coração Sagrado de Jesus fundamenta-se no Evangelho, neste encontramos a ação amorosa misericordiosa do Cristo, e nasceu na Cruz, do lado aberto de Jesus.Tornou-se popular a partir das manifestações visíveis do Senhor a Santa Margarida Alacoque, que inicialmente lhe disse:”Eis o Coração que tanto tem amado os homens e os cumulou de benefícios, e em resposta ao seu amor infinito, em vez de gratidão, encontra esquecimento, frieza e desprezo”.

Santa Margarida em meio as incompreensões e sofrimentos tornou-se a primeira mensageira do Sagrado Coração de Jesus, num tempo em que o Jansenismo do século XVII afastava o povo da recepção dos Sacramentos e desta forma, das experiência concretas do povo com o Amor de Deus.

Vários Sumos Pontífices, como Leão XIII que consagrou no ano de Mundo ao Sagrado Coração de Jesus, manifestaram-se a favor desta devoção que se resume na Consagração e Reparação; desta forma compreendemos o testemunho do nosso Papa João Paulo II em 1980:

“Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno ao mistério do Coração de Cristo. Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o mistério desse Coração.

Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja”.

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06/06 – São Gerardo Tintori, São Marcelino Champagnat e São Norberto (Padroeiro da Boêmia)

by on jun.06, 2016, under Santos do dia

São Gerardo Tintori

Até o ano do seu nascimento 1135, os hospitais que surgiram na Europa foram a maioria por obra de religiosos. Mas o de Monza, sua cidade natal, em 1174, quem o fez nascer foi ele, Gerardo Tintori. Ele investiu toda a fortuna que herdou do seu pai, um nobre muito rico, nos doentes abandonados. Colocou a Obra sob o controle da Prefeitura e dos religiosos da igreja de São João Baptista, e reservou para si o trabalho mais exaustivo: carregar nas costas os doentes recolhidos nas ruas, banha-los, alimentá-los e serví-los.

Alguns voluntários se juntaram a ele, que os organizou como um grupo de leigos, unidos entretanto por uma disciplina de vida celibatária. Gerardo era considerado Santo ainda em vida por todos os habitantes da cidade. A tradição diz que ele conseguiu impedir uma enchente do rio Lambro, salvando o hospital da inundação; que também enchia as despensas prodigiosamente com alimentos, e a cantina com vinho.

A ele eram atribuídos outros pequenos prodígios, envoltos de delicadeza e poesia: consta que Gerardo pediu aos sacristãos da igreja que o deixassem fazer penitência rezando toda a noite dentro dela, prometendo para eles cestas de cerejas frescas e maduras. E no dia seguinte, de fato, entregou as cerejas maduras para todos. Todavia era o mês de dezembro, nevava e não era a época das cerejas maduras.

Quando ele morreu, no dia 06 de junho de 1207, começaram as peregrinações à sua sepultura, na igreja de Santo Ambrósio, mais tarde incorporada à paróquia da igreja com seu nome. Correu a voz popular contando outros milagres atribuídos à sua intercessão e seu culto se propagou entre os fiéis.

O reconhecimento canônico de sua santidade só foi obtido por iniciativa do Bispo de Milão, Carlos Borromeu, hoje Santo, que encaminhou o pedido à Roma. Em 1583, foi proclamada sua canonização pelo Papa Gregório XIII.

São Gerardo Tintori é um dos padroeiros da cidade de Monza, e seus compatriotas lhe dedicaram, no século XVII, um monumento; e até hoje o chamam de “Pai da cidade”. Na igreja de São João Batista em que ele fazia orações e penitências, pode ser visto seu retrato pintado, onde está representado vestindo roupas surradas, descalço e com uma cesta de cerejas maduras, como as que distribuiu naquela noite de inverno europeu.

São Marcelino Champagnat

Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.

Na infância, logo que ingressou na escola Marcelino, sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não freqüentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até os catorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa.

Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no Seminário de Verrièrres. Porém, a partir daí se dedicou aos estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816, recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no Seminário de Lion.

Talvez por influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passava os jovens de sua época, no campo da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou em busca de uma resposta a esses problemas que antecederam e anunciavam a Revolução Francesa.

Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este além de analfabeto nada sabia sobre Deus e sobre religião. Sua alma estava angustiada com tantas vidas sem sentido e sem guia vagando sem rumo. Foi então que liderou um grupo de jovens para a educação da juventude. Nascia aí a futura Congregação dos Irmãos Maristas, também chamada de Família Marista, uma Ordem Terceira que leva o nome de Maria e sua proteção.

Sua obra tomou tanto vulto que Marcelino acabou por se desligar de suas atividades paroquiais, para se dedicar completamente a essa missão apostólica. Determinou que os membros desta Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas simples Irmãos leigos, a fim de assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos, nas escolas paroquiais.

Ainda vivo, Marcelino teve a graça de ver sua Família Marista crescendo, dando frutos e sendo bem aceita em todos os paises aonde chegaram. Ainda hoje temos como referência a criteriosa e moderna educação marista presente nas melhores escolas do mundo.

Marcelino Champagnat morreu aos cinqüenta e um anos, em 06 de junho de 1840. Foi beatificado em 1955 e proclamado Santo pelo Papa João Paulo II em 1999. Ele é considerado o “Santo da Escola” e um grande precursor dos modernos métodos pedagógicos, que excluem todo tipo de castigo no educando

São Norberto (Padroeiro da Boêmia)

São Norberto nasceu no ano de 1080, em Xanten, Alemanha, da nobre família dos Gennep. Como era destino de todo cadete da nobreza, teria de seguir a carreira militar ou eclesiástica. Escolheu a eclesiástica não por vocação, mas por simples oportunidade. Quando já ordenado subdiácono pôde gozar muitos privilégios na corte do grande príncipe de Colônia e do imperador Henrique V, que o designou à importante sede episcopal. Como os desígnios de Deus eram outros, durante uma cavalgada no bosque, surpreendido por violente furacão, Norberto ficou aterrado com um relâmpago brilhante e como Saulo no caminho de Damasco repetiu a pergunta: “Senhor que queres que eu faça”. Eis a resposta que determinou mudança radical em sua vida.

Aquele episódio foi o inicio de sua conversão. Desertou dos encontros mundanos e se pôs na escola do abade beneditino de Siegburgo e dos cônegos de Klosterrath passando três anos em penitência e oração. Foi ordenado sacerdote no ano de 1115 pelo arcebispo de Colônia e iniciou sua atividade missionária itinerante. Despojou-se de tudo, doando aos pobres, ficando apenas com uma mula e dez moedas de prata, deixando em seguida para continuar suas peregrinações a pé e descalço.

Morreu em Magdeburgo quando retornava de uma missão de paz na Itália no dia 06 de junho de 1134. Foi canonizado no ano de 1582.

São Norberto é padroeiro da Boêmia.

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05/06 – São Bonifácio

by on jun.05, 2016, under Santos do dia

São Bonifácio

São Bonifácio nasceu por volta do ano 673 ou 680, no Wessex, no Kirton, na Inglaterra. Seu nome de batismo era Winfrid, e parece que pertencia a nobre família inglesa do Devonshire. Professou a regra monástica na abadia de Exeter e de Nurshig. Aos 20 anos de idade, já era mestre de ensino religioso e profano. Sua primeira tentativa de atingir a Frísia foi em vão por causa da hostilidade entre o duque alemão Radbod e Carlos Martelo. Resolveu então fazer uma peregrinação a Roma e rezar nos túmulos dos mártires e obter as bênçãos do papa. São Gregório II concordou com o impulso missionário e Winfrid retornou a Alemanha.Foi em sua parada na Turíngia e em seguida na Frísia que operou as primeiras conversões e em três anos, percorreu grande parte do território germânico.

Chamado a Roma, recebeu do Papa a consagração episcopal e o novo nome de Bonifácio. Em viagem de volta a Alemanha, num bosque de Hessen mandou derrubar um gigantesco carvalho ao qual as populações pagãs atribuíam poderes mágicos porque era considerado morada de um deus. Aquele gesto foi considerado verdadeiro desafio ao deus, e os pagãos se aglomeraram para assistirem à vingança do deus ofendido. São Bonifácio aproveitou para pregar o Evangelho. Aos pés da árvore derrubada edificou a primeira Igreja dedicada a São Pedro.

Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha e é o fundador da célebre abadia de Fulda, centro propulsor da espiritualidade e cultura religiosa alemã. Presidiu a vários concílios, promulgou numerosas leis e tinha em Mogúncia a sua sede episcopal.

No dia 05 de junho de 754, havia marcado encontro com um grupo de catecúmenos em Dokkun. Era o dia de Pentecostes. No início da celebração de Missa os missionários foram assaltados por um grupo de frisões armados de espadas e um dos infiéis atingiu seu corpo e cortou-lhe a cabeça. Foi sepultado na abadia de Fulda.

São Bonifácio é chamado o Apóstolo da Alemanha.

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04/06 – São Crispim e São Francisco Caracciolo

by on jun.04, 2016, under Santos do dia

São Crispim

Neste dia especial lembramos a pessoa que foi o primeiro Santo Canonizado pelo Papa João Paulo II. São Crispim nasceu em Viterbo na Itália em 1668 , filho de pais que perdeu muito cedo.

Ao ir morar com famíliares teve a oportunidade de estudar com os Jesuítas, porém entrou para o nociado Franciscano depois que foi despertado pela piedade dos jovens noviços. Na sua família Relegiosa serviu na cozinha, horta, enfermaria e principalmente pediando esmolas e dando Jesus pois tinha se feito pobre para enriquecer com Deus as Almas.

João Paulo II enfocou a santidade da alegria, deste Santo que falava o que vivia: “Quem ama a Deus com pureza de coração, vive feliz e depois morre contente”. Disponível , irmão dos pobres e inimigo do pecado, São Crispim que entrou no Céu em 1748 era um irmão franciscano que amou de todo coração a Virgem Maria, confiou-se inteiramente aos cuidados da Divina Providência, por isto alcançou esta graça que Deus têm para todos nós, seus filhos: SANTIDADE

São Francisco Caracciolo

São Francisco Caracciolo, nasceu no dia 13 de outubro de 1563, em Vila Santa Maria de Chieti. Seu nome de batismo era Ascânio Caracciolo e morava junto a Congregação dos Brancos da Justiça, que se dedicavam à assistência aos condenados à morte, exercendo a mesma obra humanitária, outro sacerdote com idêntico nome, Ascânio Caracciolo. Uma carta escrita pelo genovês Agostinho Adorno, venerável, e por Fabrício Caracciolo, abade de Santa Maria Maior de Nápoles. Ambos se dirigiram a Ascânio Caraciollo para pedir colaboração para a fundação de uma nova Ordem, a dos Clérigos Regulares Menores. Mas a qual dos dois Caracciolos seria?

A São Francisco Caracciolo se deve a introdução de mais um voto, além dos comuns de pobreza, castidade e obediência: o de não aceitar dignidade alguma eclesiástica. A pequena congregação estava numa pequena moradia perto da Igreja da Misericórdia. Depois de ter que aceitar por obediência o cargo de prepósito geral a jovem congregação se estabelecia em Roma, na Igreja de Santa Inês, na prática Navona. Quando términou seu mandato, retornou para Espanha, onde havia estado em 1593 e lá fundara uma casa religiosa em Valladolid e um colégio em Alcalá. Foi mestre de noviços em Madri e novamente Prepósito da casa de Santa Maria Maior de Napóles.

Morreu aos 45 anos de idade, no dia 4 de junho de 1608, tendo sido sepultado na Igreja de Santa Maria Maior. Entre seus numerosos milagres, temos a cura de um aleijado precisamente durante seus funerais, acendendo totalmente a devoção dos napolitanos para com este grande santo.

Foi canonizado em 24 de maio de 1807 pelo Papa Pio VII e eleito co-padroeiro da cidade de Nápoles no ano de 1840.

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