23/11 – São Clemente I e São Columbano

by on nov.23, 2016, under Santos do dia

sao-clemente-iSão Clemente I

Clemente foi o quarto Papa da Igreja de Roma, ainda no primeiro século. Vivia em Roma e foi contemporâneo de São João Evangelista, São Felipe e São Paulo, do segundo era um de seus colaboradores e do último, um discípulo. Depois, inclusive, Paulo o citou em seus escritos. A antiga tradição cristã o apresenta como filho do senador Faustino da família Flavia, parente do imperador Domiciano. Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história, ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida. Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.

Governou a Igreja por longo período, do ano 88 ao 97, no qual levou avante a evangelização com firmemente centrada nos princípios da doutrina. Enfrentou as divisões internas que ocorriam. Foi considerado o autor da célebre Carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam se desligar do comando único da Igreja. Através da Carta, Clemente I os animou a perseverarem na fé, na caridade ensinada por Cristo e participarem da união com a Igreja.

Restabeleceu o uso da Crisma, seguindo a tradição de São Pedro e instituiu o uso da expressão “Amém” nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente. Fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos. Graças a Domitila muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.

Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia. A essa altura assumiu como Papa, Evaristo. Enquanto nas terras do exílio Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra. Passou a encoraja-los de perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.

A notícia chegou ao novo imperador Trajano que irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses. Depois, como recebeu a recusa, mandou joga-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço. Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirologio Romano.

O corpo do Santo Papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao Papa Adriano II. Em seguida numa comovente solenidade conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada à ele. Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada à São Clemente I. A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

sao-columbanoSão Columbano

São Comumba nasceu em 528, fez a sua preparação humanística e religiosa em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, sob a direção de São Comgall. É o período em que a Irlanda, chamada “a ilha dos santos”, conta com riquíssima proliferação de santos missionários. Com São Colombano partiram para a Europa um grupo de seis discípulos para aí difundir a vida monástica irlandesa: São Quiliano em Arras, São Gallo no lago de Constância, onde a célebre abadia por ele fundada perpetua o seu nome, São Fursy em Peronne, São Romualdo em Malines, São Livino em Gand, São Virgílio em Salisburgo.

São Columbano teve o apelido de “gigante da estatra européia”. Foi missionário movido por autêntico espírito apostólico e por grande caridade, embora seu temperamento fosse julgado extremamente duro. Foi expulso de Luxeuil, por causa da sua inflexibilidade, pela avó do jovem rei Thierri, que sucedeu ao magnânimo Contramo. Antes de embarcar de Nantes escreveu uma bela carta aos seus monges com frases ardentes como esta: “Se tirarem a liberdade de alguém, tiram-lhe a dignidade”. Na Itália, onde o rei longobardo Agilulfo e a rainha Teodolinda permitiram-lhe fundar o mosteiro de Bobbio, em 614. Morreu no ano 615.

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22/11 – Santa Cecília

by on nov.22, 2016, under Santos do dia

santa-ceciliaSanta Cecília

Certa vez o cardeal brasileiro D, Paulo Evaristo Arns assim definiu a arte musical: “a música, que eleva a palavra e o sentimento até a sua última expressão humana, interpreta o nosso coração e nos une ao Deus de toda beleza e bondade”. Podemos dizer que na verdade, com suas palavras ele nos traduziu a vida da mártir Santa Cecília.

A sua vida foi música pura, cuja letra se tornou uma tradição cristã e cujos mistérios até hoje elevam os sentimentos de nossa alma à Deus. Era de família romana pagã, nobre, rica e influente. Estudiosa, adorava estudar música, principalmente a sacra, filosofia e o Evangelho. Desde a infância era muito religiosa e, por decisão própria, afastou-se dos prazeres da vida da corte, para ser esposa de Cristo, pelo voto secreto de virgindade. Os pais acreditando que ela mudaria de idéia, acertaram seu casamento com Valeriano, também da nobreza romana. Ao receber a triste notícia, Cecília rezou pedindo proteção do seu anjo da guarda, de Maria e de Deus, para não romper com o voto.

Após as núpcias, Cecília contou ao marido, que era cristã e do seu compromisso de castidade. Disse ainda que para isso estava sob a guarda de um anjo.Valeriano ficou comovido com a sinceridade da esposa e prometeu também proteger sua pureza. Mas para isso queira ver esse anjo. Ela o aconselhou a visitar o Papa Urbano, que devido à perseguição estava refugiado nas catacumbas. O jovem esposo foi acompanhado de seu irmão Tibúrcio, ficou sabendo que antes era preciso acreditar na Palavra. Os dois ouviram a longa pregação e no final se converteram e foram batizados. Valeriano cumpriu a promessa. Depois, um dia, ao chegar em casa, viu Cecília rezando e ao seu lado estava o anjo de guarda.

Entretanto a denúncia de que Cecília era cristã e da conversão do marido e do cunhado, chegou as autoridades romanas. Os três foram presos, ela em sua casa, os dois, quando ajudavam a sepultar os corpos dos mártires nas catacumbas. Julgados, se recusaram a renegar a fé, foram decapitados. Primeiro, Valeriano e Turíbio, por último, Cecília.

O prefeito de Roma falou com ela em consideração à família ilustres que pertencia, e exigiu que abandonassem a religião, sob pena de morte. Como Cecília se negou, foi colocada no próprio balneário do seu palacete, para morrer asfixiada pelos vapores. Mas saiu ilesa. Então foi tentada a decapitação. O carrasco a golpeou três vezes e, mesmo assim, sua cabeça permaneceu ligada ao corpo. Mortalmente ferida ficou no chão, três dias. Durante os quais, animou os cristãos que foram vê-la a não renegarem a fé. Os soldados pagãos que presenciaram tudo se converteram.

O seu corpo foi enterrado nas catacumbas romanas. Mais tarde, devido às sucessivas invasões ocorridas em Roma, as relíquias de vários mártires sepultadas alí foram trasladadas para as inúmeras igrejas. As suas, entretanto, permaneceram perdidas naquelas ruínas por muitos séculos. Mas no terreno do seu antigo palácio foi construída a igreja de Santa Cecília, onde era celebrada a sua memória no dia 22 de novembro, já no século VI.

Entre os anos 817 e 824, o Papa Pascoal I teve uma visão de Santa Cecília e o seu caixão encontrado e aberto. Quando então se constatou que seu corpo permanecera intacto. Depois, fechado e colocado numa urna de mármore sob o altar daquela igreja dedicada à ela. Outros séculos se passaram. Em 1559, o cardeal Sfondrati ordenou nova abertura do esquife e viu-se o corpo permanecia da mesma forma.

A devoção à sua santidade avançou pelos séculos sempre acompanhada de incontáveis milagres. Santa Cecília é uma das mais veneradas pelos fieis cristãos, do Ocidente e do Oriente, na sua tradicional festa do dia 22 de novembro. O seu nome vem citado no cânon da missa e desde o século XV é celebrada como padroeira da música e do canto sacro.

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21/11 – Apresentação de Nossa Senhora no Templo e Santo Gelásio I

by on nov.21, 2016, under Santos do dia

apresentacao-de-nossa-senhora-no-temploApresentação de Nossa Senhora no Templo

A Memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado Proto-evangelho de Tiago, Livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 534, perto do templo de Jerusalém.

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livrimente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

” Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente “.

santo-gelasio-iSanto Gelásio I

Nascido em Roma, Gelásio era de origem africana, culto, inteligente e dotado de personalidade forte. Cristão fervoroso, era conselheiro do Papa Félix III, que vinha tentando conciliar as Igrejas do Ocidente e a do Oriente. Em 492, com a morte do Papa, ele foi eleito sucessor e dar continuidade à essa política. Mas não conseguiu devido a oposição do imperador Anastácio I.

Papa Gelásio I muito fez para a manutenção da doutrina recebida dos apóstolos, combatendo e tentando eliminar as heresias dos sacerdotes Mane e Pelágio. Foi o primeiro pontífice a expressar a máxima autoridade do Bispo de Roma sobre toda a Igreja. Deixou isso claro em uma carta escrita por ele a Anastácio I, na qual se faz uma nítida distinção entre poder político e poder religioso.

Também desenvolveu um grande trabalho de renovação litúrgica. Organizou e presidiu o sínodo de 494, no qual saiu aprovada a grande renovação litúrgica da Igreja. Assim, ele instituiu o Sacramentário Gelasiano para uniformizar as funções e ritos das várias Igrejas. Trata-se do decreto que levou o seu nome, contendo cerca de cinqüenta prefácios litúrgicos, uma coletânea de orações para recitar durante a missa. Atualmente, esse e os outros decretos que assinou, fazem parte do acervo do Museu Britânico.

Papa Gelásio I viveu em oração e insistia que seus clérigos fizessem o mesmo. Segundo Dionísio, o Pequeno, ele procurou, mais servir do que dominar e morreu pobre depois de enriquecer os necessitados. Por sua caridade, foi chamado “Papa dos pobres”. Morreu em 21 de novembro de 496, em Roma.

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20/11 – Santos Otávio, Solutor e Aventor e São Felix de Valois

by on nov.20, 2016, under Santos do dia

santos-otavio-solutor-e-aventorSantos Otávio, Solutor e Aventor

Conforme o Martirológio Romano, na data de 20 de novembro é festajados em Turim os Santos mártires Otávio, Solutor e Aventor, soldados da legião tebana, os quais sob o imperador Maximiano, combatendo valorosamente, foram coroados pelo martírio.” O inciso “combatendo valorosamene” refere-se evidentemente à sua declaração de serem cristãos, e portanto à sua vontade de permanecerem fiéis à profissão de fé cristã, não obstante o clima de perseguição instaurado por Maximiano, o feroz colega do imperador Diocleciano.

Os nossos três santos, a paixão do século V narrava que tinham conseguido escapar do massacre geral de Agaunum, porém, a fuga teria sido descoberta e foram imediatamente seguidos. A caçada terminou nas proximidades de Turim: Aventor e Otávio, alcançados, foram trucidados no local. Solutor, talvez porque mais jovem e ferido levemente, conseguiu prosseguir na fuga. Chegando às margens de Dora Riparia, encontrou refúgio numa gruta de areia. Uma vez descoberto também foi decapitado bem no meio de um pântano.

Uma piedosa cristã e matrona romana, Juliana , conseguiu recuperar o seu corpo, como já havia recuperado os corpos de Aventor e Otávio. Sepultados nas vizinhanças de Turim, construiu sobre os sepulcros uma das células oratórias, isto é, uma capelinha que mais tarde foi ampliada em basílica pelo bispo Vítor, no fim do século V. Mais tarde o Bispo Gesão renovou a Basílica e incorporou-a ao Mosteiro Beneditino dedicado a São Solutor. Quando os franceses ordenaram a demolição do mosteiro em 1536, os corpos dos três mártires foram transferidos para a Consolata e finalmente em 1575 foi levantada a Igreja dos Mártires, que ainda hoje hospeda suas relíquias.

sao-felix-de-valoisSão Felix de Valois

Nasceu em Amiens , França em 1127 e morreu em 1212 sendo o seu culto aprovado pelo Papa Alexandre VII em 1666. Foi co-fundador da Ordem da Santíssima Trindade (os Trinitários) para o Resgate de Escravos.

No começo do século 12, o distrito de Somme e Aisle na França era governado pelo Conde Raul de Vermandois e de Valois , príncipe da Casa dos Capet e Carlosmagno. Sua esposa Alienor de Champagne era também da casa de Carlosmagno. Em 19 de abril de 1127 ela deu a luz a um filho que foi batizado com o nome de Hugo em homenagem ao seu avô, o filho de Henry I, Rei de França.

O jovem Hugo foi enviado para a Abadia de Clairaux para ser educado .Ele foi também apresentado ao Papa Inocêncio II. Com 20 anos ele saiu numa cruzada ,mais foi incógnito para não ser tratado de modo diferente. Três anos mais tarde ele retornou viajou pela Itália e foi ser um eremita no norte da Itália ou perto de Clermont d’Oise. Para evitar ser reconhecido ele mudou o nome para Felix e se tornou um sacerdote.

Em 1193 ele estava vivendo em extrema solidão perto de Motigny quando recebeu a visita de São João de Matha que havia acabado de se diplomar na Universidade de Paris. Eles se tornaram amigos e João ficou com Felix e eles formaram uma pequena comunidade junto com outros discípulos.

Um dia em 1197, uma corsa branca, que vinha com freqüência beber água em um fonte onde os eremitas tiravam sua água, apareceu com uma cruz vermelha e azul entre os chifres. João lembrou da visão que havia tido durante a sua primeira missa, quando ele viu um anjo vestido de branco com uma cruz vermelha e azul em seu peito. Ambos ele e Felix sabiam que a corsa era um sinal de Deus e que eles deveriam seguir em frente com os planos que haviam discutidos. Este plano era fundar um Ordem Religiosa dedicada a resgatar os escravos cristãos que eram capturados pelos Mouros durante as cruzadas.

Juntos, eles apresentaram seu plano em Roma ao Papa Inocencio III, o qual não só deu sua aprovação mas deu aos fundadores o hábito da Ordem: branco com uma cruz vermelha e azul. João e Felix retornaram a França e a sua comunidade foi renomeada de Cerfroid em homenagem a corsa.

Em 3 de fevereiro de 1198 o Papa Inocencio III enviou uma carta ao Irmão João, ministro da casa da “Santa Trindade de Cerfroid ” e a todos os irmãos trinitários presentes e futuros. A carta dizia chamava ainda a “Jovem Ordem da Santíssima Trindade para o Resgate de Cativos”.

A carta ainda mencionava que a propriedade tinha sido dada a Ordem por Roger de Catillon e Margarite de Bourgogne, uma nobre dama de Paris.

Em 16 de maio de 1198 o Papa enviou outra carta a respeito da propriedade. Em 17 de dezembro de 1198, outra carta chegou aprovando o texto da Constituição da nova Ordem e as Regras da Ordem Enquanto isso o Rei de França também dava a sua aprovação a nova Ordem.

João deixou Cerfroid para começar o trabalho de resgatar os cativos, estabelecendo um monastério em Roma. Felix ficou como Supervisor Geral em Cerfroid, mas mais tarde foi para Paris para estabelecer o hospital da Ordem em Saint Mathum o qual havia sido doado a eles. Como resultado , membros da ordem eram popularmente chamados de Mathurinos ou de “frades dos jumentos” viso que eles sempre usavam esse meio de transporte.

Na noite de 8 de setembro de 1212, embora o sacristão de Cerfroid ter esquecido de bater o sino da manhã (geralmente as 3 da madrugada) Felix desceu para a Igreja como de costume e encontrou a Virgem Maria e anjos, todos eles usando o habito da Ordem. Diz a tradição que houve outros milagres mas somente este está registrado pelo Padre Calisto, trinitário de Cerfroid.

Alguns dias mais tarde João de Matha retornou a Cerfroid para ver seu velho amigo mas ficou apenas alguns dias e em 4 de Novembro de 1212 Felix morreu com a idade de 85 anos.

Ele teria sido enterrado em Cefroid. A grande reputação de sua santidade e de milagres reportados em sua tumba fez com que o Papa Urbano IV o canonizasse em 1 de maio de 1262.

Mas em 1631 os trinitários tentaram receber a permissão para celebrar as festas dos santos Felix e João liturgicamente na França e na Espanha (como seus irmãos na Inglaterra haviam conseguido desde 1308), mas como o Concilio de Trent havia estabelecido controles restritivos dessas celebrações eles não receberam permissão. A Bula papal de canonização de Felix do Papa Urbano IV também havia se perdido, assim os trinitários começaram a colher novos dados.

Eles encontraram os “canons “de Meaux invocando São Felix desde 1219, em 1291 Capelão Geral fixou o dia de sua festa e em 1308 o provincial da Inglaterra recebeu os ofícios da missa do Papa João XXII. Havia bastante documentos para convencer ao Papa Alexandre VII a confirmar o culto em 21 de outubro de 1666. Mas, 5 anos mais tarde o Sagrado Colégio dos Ritos ainda não havia adicionado Felix e João na Martirologia Romana, e apenas com a intercessão do Rei Louis XIV da França e Philip V da Espanha a favor de Felix de Valois, fez com que o Papa Inocencio XII estendesse as festas de São Feliz e São João da Matha a toda Igreja católica em 1694.

Os resto mortais de São Felix foram perdidos. Em 1705 foram feitas pesquisas em Cerfroid para se encontrar ossos e nenhuma relíquia de qualquer tipo foi encontrada.

Devido a estas inconsistências, em 1969/70 o culto a São Felix ficou restrito a um culto local.

São Felix é mostrado na arte litúrgica da Igreja como um velho com o habito trinitários com correntes ou cativos ao seu lado, ou 2) perto de uma fonte onde uma corça bebe água ou 3) com um corsa com uma cruz nos chifres. Ele é venerado em Meaux e Valois.

Sua festa é celebrada no dia 20 de novembro.

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19/11 – Santo Rafael de São José e São Roque Gonzales, Santo Afonso Rodrigues e São João del Castilho

by on nov.19, 2016, under Santos do dia

santo-rafael-de-sao-jose1Santo Rafael de São José

Nascido no dia primeiro de setembro de 1835, em Vilna, antiga Lituânia, atual Polônia. Era filho do casal André e Josefina, ambos de famílias nobres. Foi batizado com o nome de José e educado pelos pais dentro da religião cristã. Aos oito anos ingressou no Instituto para os Nobres, da sua cidade natal, onde seu pai era professor e diretor.

Na juventude pensava em cursar estudos superiores, o pai lhe sugeriu que freqüentasse a universidade de agronomia, mas ele preferiu estudar engenharia civil. Em 1852 foi para a Russia, ficou durante dois anos, mas não conseguiu vaga na unversidade de Petersburgo, Então, matriculou-se na Escola Militar de Engenharia.

A sua fé durante a vida juvenil decorreu à sombra do Santuário de Nossa Senhora do Carmo. Era um aluno brilhante, mas estudando perdeu a fé. Em 1855, terminado o curso básico, foi admitido para a Academia Militar Superior. Seus dotes morais e sua inteligência realmente eram muito evidenciados Atingiu altos postos na carreia militar, apesar de que não era essa vida que pretendia, mas a Providência Divina o guiava nessa direção.

Em janeiro de 1863 apesar de ter renunciado, foi convidado para o cargo de Ministro da Guerra da Lituânia. Assumiu, porque havia estourado a guerra contra a Polônia, para lutar pela liberdade do seu povo e nação. Mas ao mesmo tempo também se reconciliou com a fé. Nesse mesmo ano se confessou, comungou e iniciou uma vida de intensa espiritualidade e devoção a Jesus, José e Maria.

Os lituanos foram os perdedores e ele acabou prisioneiro. Foi deportado para a Sibéria, levando consigo apenas o Evangelho, o livro “Imitação de Cristo” e um crucifixo bento, presente de uma de suas irmãs. Foram dez anos no campo de concentração passados nos trabalhos forçados e rezando com seus companheiros.

Libertado e repatriado entrou na Ordem dos Carmelitas Descalços de Graz, aos quarenta e dois anos de idade, em 1877. Vestiu o hábito dos carmelitas e tomou o nome de Rafael de São José, em 1882, quando recebeu a ordenação sacerdotal.

Distinguiu-se no zelo pela unidade da Igreja e no apostolado infatigável do sacramento da reconciliação. Foi trabalhar no convento de Cezerna, na Polônia, país em que fundou diversas comunidades.

O grande restaurou da Ordem dos Carmelitas na Polônia, morreu no dia 15 de novembro de 1907, em Vadovice, cidade natal do Papa João Paulo II, que o canonizou em 1991. A festa em memória a Santo Rafael de São José foi indicada para o dia 19 de novembro.

sao-roque-gonzales-santo-afonso-rodrigues-e-sao-joao-del-castilho1São Roque Gonzales, Santo Afonso Rodrigues e São João del Castilho

Missionários martirizados no sul do Brasil em novembro de 1628

Os Santos Mártires Roque, Afonso e João foram os primeiros evangelizadores nas terras do Sul do Brasil. O povo daquelas terras, que hoje fazem parte do estado do Rio Grande do Sul, e portanto do Brasil, nunca esqueceu a memória destes seus primeiros mártires, que semearam o evangelho com seu próprio sangue.

Estes três sacerdotes eram membros da ordem dos Jesuítas, exerceram o seu trabalho missionário junto aos índios Guaranis, no noroeste daquele estado brasileiro.

Pe. Roque Gonzales era filho de uma família de alta posição social de Assunção, Paraguai. Os padres Afonso Rodrigues e João de Castilho vieram como missionários da Espanha.

Depois de fundar numerosas comunidades cristãs, chamadas Reduções, entre os índios no Paraguai e região missioneira da Argentina, entraram em terras do atual Rio Grande do Sul, onde a 3 de maio de 1626 celebraram a primeira missa em terras gaúchas, na localidade de São Nicolau. Depois de dois anos e meio de intenso trabalho missionário, fundando cinco comunidades, ou reduções, foram mortos por um grupo de índios rebeldes à evangelização, liderados pelo cacique-pagé Nheçu. Pe. Roque Gonzales e Pe. Afonso Rodrigues foram mortos na recém fundada redução de Caaró, no dia 15 de novembro de 1628, e o Pe. João del Castilho dois dias mais tarde, em Assunção do Ijuí.

Um índio ainda catecúmeno que se opôs aos assassinos também foi trucidado junto aos missionários em Caaró: é Cacique Adauto, que um dia talvez poderá ter seu nome acrescentado aos dos nossos mártires canonizados.
Em Caaró, município de Caibaté, se encontra o principal Santuário de veneração dos Santos Mártires, visitado permanentemente por caravanas de romeiros. Ali se realiza cada ano uma grande romaria, no 3º domingo de novembro.
Aos 28 de janeiro de 1934 o Papa Pio XI beatificou os Missionários Mártires, e aos 16 de maio de 1988, em visita ao Paraguai, em Assunção, o Papa João Paulo II os canonizou, isto é, declarou Santos!

Oração

“Santos Mártires das Missões: Roque, Afonso e João, anunciastes o Evangelho com espírito profundamente apostólico. Defendestes os Povos Guaranis contra a ganância dos colonizadores. Tombastes como heróicos mártires da Fé e da Justiça.Inspirai-nos também a nós, por intercessão da Virgem Conquistadora, para que animados por vosso testemunho, assumamos conscientemente nossa urgente missão, promovendo a nova evangelização e a ajuda solidária, entre todos, cultivando sólidas vocações missionárias: sacerdotais, consagradas e leigas. Assim seja.”

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18/11 – Santo Frediano

by on nov.18, 2016, under Santos do dia

santo-fredianoSanto Frediano

Frigianu ou Frigdianus, assim os registros antigos indicam seu nome, teria nascido na Irlanda, numa data desconhecida do século IV. Cristão e monge, teria saído de sua terra natal como peregrino e estudante, com destino à Roma. Mais tarde existe a notícia de sua permanência na Itália, nos arredores da cidade Luca, na Toscana, vivendo como ermitão.

A presença do monge foi notada pela população tipicamente rural, sempre castigada pelas enchentes do rio Serchio que ladeava a cidade. A sua vida austera, de trabalho, oração e penitência, somada à sabedoria e cultura, logo se fizeram evidentes. Também sobressaia sua energia e liderança.

O clero local e o povo decidiram que Frediano era o cidadão mais indicado para seu Bispo. Possuía os dotes naturalmente sempre valorizados, e que, especialmente nesse período histórico tão tumultuado do país, eram essenciais. Foi eleito e consagrado Bispo de Luca, em 560. Certamente um fato inusitado.

Utilizou toda a ciência que possuía sobre matemática, engenharia, agricultura e hidrografia, para ajudar a população. A sua ação logo ganhavam fama de prodígio. O mais divulgado, e que o celebrizou, foi o que cita do desvio do curso do rio Serchio e do conseqüente beneficio causado à toda a zona rural de Luca. Segundo a tradição, Frediano traçou com um restelo o novo curso do rio, no qual, por meio de um prodígio, as águas se canalizaram imediatamente.

Conduziu o rebanho de sua diocese com muito zelo e caridade. Sempre cuidando dos pobres, era incansável, na busca de esmolas para construir asilos, creches, hospitais, igrejas e mosteiros. O Bispo Frediano morreu no dia 18 de março de 588.

A partir de então a fama de santidade de Frediano e, o célebre episódio do rio Serchio, se expandiu e a sua devoção se fez ainda mais intensa, após sua morte. Inclusive foi citada no livro “Diálogos”, escrito pelo Papa São Gregório Magno, seu contemporâneo. Também as congregações que se estabeleceram na sua basílica em Luca, difundiram muito seu culto.

Depois o impulso veio do fato que, em pleno período medieval, para evitar saques por parte dos piratas e invasores, o corpo de Santo Frediano, fora sepultado num lugar escondido, no cemitério da igreja. E ele só foi localizado por acaso, muitos meses depois, durante o sepultamento de uma jovem, que quase foi colocada onde era o seu túmulo.

Mas tempos depois, sua obra floresceu da bem antiga e pequena comunidade monástica, dos conhecidos “cônegos de São Frediano”, os quais o Bispo Anselmo de Baggio, quando se tornou Papa Alexandre II indicou para dirigir o mosteiro de São João de Luterano, em Roma.

A sua festa ocorre no dia 18 de novembro, data que recorda o traslado das suas relíquias no século XI, para a atual basílica de São Frediano, em Luca.

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17/11 – Santa Isabel da Hungria

by on nov.17, 2016, under Santos do dia

santa-isabel-da-hungriaSanta Isabel da Hungria

Isabel da Hungria era princesa, foi rainha e se fez santa. Era a filha do rei André II da Hungria e da rainha Gertrudes de Merano, atual território da Itália. Nasceu no ano de 1207, e naquele momento foi dada como esposa a Luís, príncipe da Turíngia, atual Alemanha. Desde os quatro anos viveu no castelo do futuro marido, onde foram educados juntos.

O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava cada dia mais bonita, amável e modesta. Ambos eram católicos fervorosos. Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era generosa em caridade com pobres e doentes.

A mãe de Luís, não gostava da devoção da sua futura nora, assim tentou convencer o filho de desistir do casamento, alegando que Isabel seria uma rainha inadequada politicamente. A própria corte a perseguia, devido a seu desapego e simplicidade cristã. Mas Luís foi categórico dizendo preferir abdicar do trono a desistir de Isabel. Certamente a amava muito.

No castelo de Wartenburgo, quando atingiu a maioridade ele foi corado rei e se casou com Isabel, que se tornou rainha aos catorze anos de idade. Ela foi a única soberana que se recusou a usar a coroa, símbolo da realeza, durante a cerimônia realizada na Igreja. Alegou que diante do nosso Rei coroado de espinhos, não poderia usar uma coroa tão preciosa. Foi assim, que o então rei Luís IV acompanhou a seu desejo e se tornou rei sem colocar a sua coroa também, diante de Cristo.

Foi um casamento feliz. Ele era sincero, paciente, inspirava confiança e era amado pelo povo. Nunca colocou obstáculos à vida de oração, penitência e caridade da rainha, ao contrário era seu incentivador. Em Marburgo, Isabel construiu, o Hospital de São Francisco de Assis para os pobres e doentes leprosos. Além de ajudar com seu dinheiro muitos asilos e orfanatos, os quais visitava com freqüência.

Depois de seis anos a rainha Isabel ficou viúva, com três filhos pequenos. O rei Luís IV, participando de uma Cruzada morreu antes de voltar para a Alemanha. A partir de então as perseguições da corte contra ela aumentaram. A tolerância quanto à sua caridade e dedicação religiosa, acabou de vez. E o cunhado para assumir o poder, a expulsou do palácio junto com os três reais herdeiros ainda crianças.

Isabel ingressou então na Ordem Terceira de São Francisco e se dedicou à vida de religião e à assistência aos leprosos no hospital ela própria havia construído. Algum tempo depois, entretanto, os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque da Turíngia à cruzada voltaram, trazendo seu corpo. Corajosamente enfrentaram os Príncipes, irmãos do duque falecido e exprobaram-lhes a crueldade praticada contra a viúva de seu próprio irmão e contra seus sobrinhos. Os príncipes não resistiram às palavras dos cavaleiros e pediram perdão a Santa Isabel e a restauraram em seus bens e propriedades.

Henrique ficou como Regente de ducado durante a menoridade do sobrinho mais velho, o novo Duque soberano, porém Isabel preferiu viver na pobreza absoluta, o que muito desejava, retirou-se para o Hospital de Marburgo onde prestou assistência direta aos pobres e doentes e onde veio a falecer poucos anos depois, em 1231, com apenas 24 anos e onde foi sepultada com grandes honras. Na Alemanha, também seu marido Ludwig e sua filha Gertrudes são honrados como santos.

Isabel da Hungria faleceu no dia 17 de novembro de 1231, com apenas vinte e quatro anos de idade, em Marburgo, Alemanha. Quatro anos depois, em 1235, foi canonizada pelo Papa Gregório IX. A Ordem Franciscana Secular a venera como sua padroeira na festa celebrada no dia de sua morte.

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16/11 – Santa Gertrudes e Santa Margarida da Escócia

by on nov.16, 2016, under Santos do dia

santa-gertrudesSanta Gertrudes

A vida contemplativa foi a forma escolhida por Santa Gertrudes para dedicar-se a Deus. Nascida em Eisleben, na Saxônia, em 1256, ao contrário do que alguns historiadores dizem, ela não pertencia à nobreza, mas seus pais eram bem estabelecidos e cristãos fervorosos.

Aos cinco anos de idade foi entregue do mosteiro cisterciense de Helfa, onde cresceu adquirindo grande cultura profana e cristã. Possuidora de grande carisma místico tornou-se religiosa consagrada. Conviveu no mosteiro com a grande mística Matilde de Magdeburgo, mestra de espiritualidade, que escreveu em forma de poesia todas a sua preciosa vivência mística, depois encerrada num livro.

Matilde foi o personagem decisivo na vida interior de muitas jovens que dela se aproximavam. Era uma mestra de uma espiritualidade fortemente ligada ao chamamento místico. Com ela Gertrudes desenvolveu a sua de modo muito semelhante, recebendo, em seguida, através de suas orações contemplativas muitas revelações de Deus.

A partir dos vinte e cinco anos de idade teve a primeira das visões que, como ela mesma narrou, transformaram sua vida. Toda a sua rica experiência transcreveu e reuniu no livro “Mensageiro do Divino amor”, talvez a mais importante obra cristã tendo como temática a teologia mística. Nele ela também conta que constantemente era tomada por arrebatamentos sublimes e tristezas profundas advindas do estudo da Palavra.

Essa notável mística cristã do período medieval foi uma das grandes incentivadoras da devoção ao Coração de Jesus. Culto que alcançaria enorme expansão no futuro, com Santa Margarida Maria Alaquoque, no século XVII. Mais tarde foi eleita abadessa, cargo que exerceu até o fim de seus dias. Adoeceu e sofreu muitas dores físicas por mais de dez anos até ir comungar com seu amado esposo, Jesus, na casa do Pai, em 1302.

A tradicional festa em sua memória, no dia 16 de novembro, foi autorizada e mantida nessa data pelo Papa Clemente XII, em 1738.

santa-margarida-da-escociaSanta Margarida da Escócia

Uma rainha tão boa para os súditos que, embora estrangeira, foi profundamente amada por eles. Uma mulher tão cheia de fé que soube mostrar como uma coroa real pode unir-se à coroa da fé. Através do exemplo de sua vida pessoal levou um país inteiro ao cristianismo, desde a sua época até hoje. Assim foi a rainha Margarida, a Santa protetora do povo escocês.

Nascida em 1046, na Hungria, era uma mulher da nobreza, de grande devoção cristã, culta, inteligente, e possuidora de uma sutil e fina diplomacia. As questões políticas a levaram a se asilar na Escócia, onde conheceria seu futuro marido. Sua mãe Águeda, irmã da rainha da Hungria, descendia de Santo Estevão e de Eduardo, pretendente ao trono da Inglaterra, expulso pelo usurpador rei Canuto. Numa época tão conturbada, mesmo depois da morte desse último, somente a Escócia conseguiu dar abrigo seguro à essa família real, para escapar de atentados fatais.

Não demorou muito para que o rei Malcom III se encantasse com a sua delicada e nobre figura, de personalidade forte e frágil ao mesmo tempo, e a pediu em casamento. Margarida tinha então vinte e três anos e aceitou, porque assim agindo compreendeu que poderia melhor levar a mensagem de Cristo ao povo escocês, ainda pagão.

Seu marido não era uma pessoa má, nem violenta, mas sim um pouco rude e ignorante. Não sabia ler, por isso tinha grande respeito por sua mulher instruída. Beijava o livro de orações que ela lia junto dele com devoção e sempre pedia seus conselhos. A rainha pacientemente e pouco a pouco o alfabetizou, sem nunca se sobrepor à sua autoridade. Ela era discreta, modesta e humildemente respeitosa à sua condição de chefe de um povo e uma nação. Quando o rei Malcom III foi tocado pela fé, se converteu e foi batizado.

Essa atitude do rei mudou completamente os destinos do país, pois o povo também se converteu. O casal teve oito filhos, seis homens e duas mulheres, que receberam instrução e educação cristã necessária aos nobres. O rei, também passou a ter uma visão cristã na compreensão dos problemas de seus súditos, e os tratou com total consideração, respeito, bondade e justiça.

No palácio, a rainha continuou a partilhar diariamente em sua própria mesa com órfãos, viúvas, vinte e velhos desamparados. O rei compartilhava dessa alegria e das obras beneficentes em socorro e amparo aos excluídos. Fundaram muitas igrejas, mosteiros e conventos. Segundo a história da Escócia, foi um período de reinado, justo, próspero e feliz para o povo e para a nação.

A rainha Margarida tinha apenas quarenta e seis anos quando foi acometida de grave doença. E resistiu pouco tempo depois que recebeu notícia de morte do seu marido e do filho mais velho, que caíram combatendo no castelo de Aluwick. Morreu no dia 16 de novembro de 1093, na cidade de Edimburgo, e foi sepultada em Dunferline, Escócia.

Venerada ainda em vida pela santidade, foi canonizada em 1251 pelo Papa Inocêncio IV. O culto que celebra Santa Margarida da Escócia com grande festa ocorre no dia de sua morte, em todo o mundo católico.

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15/11 – Santo Alberto Magno

by on nov.15, 2016, under Santos do dia

santo-alberto-magnoSanto Alberto Magno

Poucos sabem em Paris que a praça Maubert traz o nome do grande santo dominicano, festejado hoje. Maubert deriva de Magnus Albert. Alberto, o Grande, nasceu em Lauingen, Baviera (Alemanha) por volta do ano 1206. Aos 16 anos um tio o trouxe a Pádua para que completasse seus estudos universitários. Aqui encontrou o superior geral dos dominicanos, o bem-aventurado: Jordão de Saxônia, que o encaminhou à vida religiosa.

No ano de 1229 Alberto vestiu o hábito dos frades pregadores e foi mandado para Colônia, onde havia a escola mais importante da Ordem. Eram milhares os estudantes que passavam pelas universidades (de Nápoles, Bolonha, Paris, Oxford, Colônia), onde os grandes mestres desfilavam, procurando conciliar ciências e santidades, fé e razão. Entre os mais ilustres, destacou-se Santo Tomás de Aquino. “Senhor Jesus – rezava -. imploramos a tua ajuda para não nos deixar seduzir pelas vós palavras tentadoras sobre a nobreza da família, sobre o prestígio da Ordem, sobre a que a ciência tem de atrativo”

Eleito Superior Provincial da Alemanha, abandonou a Cátedra de Paris e quis estar constantemente presente à comunidade confiada aos seus cuidados. Percorreu a pé as regiões germânicas, pedindo esmola durante a viagem para comer e para dormir. Convocado por Roma, teve de aceitar a nomeação para Bispo de Ratisbona. e muito trabalhou pela restauração da paz entre grupos e nações. Deixou muitas obras escritas, versando sobre a doutrina cristã e sobre as ciências naturais.

São Alberto Magno morreu em Colônia no dia 15 de Novembro de 1280. Canonizado em 1931, Pio XII o proclamou patrono dos cultores das ciências naturais. Mereceu o apelido de Grande e de doutor universal.

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14/11 – São José Pignatelli e São Serapião de Alexandria

by on nov.14, 2016, under Santos do dia

sao-jose-pignatelliSão José Pignatelli

Nascimento No ano 1737

Local nascimento Saragoça – Itália

Ordem Jesuíta – Confessor

Local vida Nápoles

Espiritualidade De família napolitana, pertencia a nobreza mais antiga. Quando estava com 4 anos de idade sua mãe faleceu e ele passou a morar com sua irmã, a condessa de Acerra. Com 16 anos de idade decidiu entrar na Companhia de Jesus. Seu caráter, santidade, elegância e distinção, mesmo na humildade e na caridade e confiança plena em Deus, fez dele um dos santos mais representativos do século XVIII. São José Pignatalli foi um dos que mais contribuiu para a restauração da Companhia de Jesus Preso e expulso da Espanha juntamente com outros jesuítas em 1767, refugiou-se em Ferrara nos Estados Pontifícios, até que, em 1773, Clemente XIV extinguia a ordem. Anos difíceis, cheio de temores e perseguições. Porém a ordem dos Jesuítas fora preservada na Rússia e Pignatelli esperou pacientemente pelo retorno da ordem dos jesuítas em Nápoles assim como em todo o Ocidente: em Nápoles viu esse ideal acontecer em 1808, mas morreu antes da restauração definitiva no mundo, realizada pelo Papa Pio VII em 1814.

Local morte Nápoles

Morte 14 de Novembro de 1811, com 74 anos

Oração São José Pignatelli que ficastes órfão ainda criança, passastes por provações tão dolorosas, momentos indefinidos e inseguros, vendo-vos perseguido por desejardes servir a Deus sobre todas as coisas, velai por vossos irmãos jesuítas, tornando-os cada vez mais unidos dentro do verdadeiro amor fraterno. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Devoção A luta pela Verdade

Padroeiro Dos órfãos

sao-serapiao-de-alexandriaSão Serapião de Alexandria

Procedente de família cristã da nobreza inglesa, Serapião, nasceu em Londres no ano 1179 no século XII. Seu pai era Rotlando Scoth capitão da esquadra do rei Henrique III. Muito jovem já estava atuando ao lado do pai na Cruzada comandada pelo lendário Ricardo Coração de Leão. Porém, no retorno, o navio naufragou próximo de Veneza e a viagem continuou por terra. Nesse percurso, acabaram prisioneiros do duque da Áustria, Leopoldo, o Glorioso, que libertou o rei e seu pai. Mas, Serapião e os demais tiveram de ficar.

Logo, o duque percebeu que o jovem militar além de bom militar era bom cristão, muito bondoso e caridoso. Por isso, o manteve consigo na corte. Mais tarde quando recebeu a notícia da morte dos pais, Serapião decidiu ficar na Áustria. Com os soldados do duque seguiu para a Espanha, para auxiliar o exército cristão do rei Afonso III, que lutava contra os invasores muçulmanos. Quando chegaram, eles já tinham sido expulsos.

Serapião decidiu ficar e servir ao exército do rei Afonso III, para continuar defendendo os cristãos. Participou de algumas cruzadas bem sucedidas, até que em 1214 o rei Afonso III morreu em combate. Ele então, voltou para a Áustria aliou-se à quinta cruzada do duque Leopoldo, que partiu em 1217 com destino à Jerusalém e depois o Egito.

O vai e vem da vida militar em defesa dos cristãos, levou novamente Serapião para a corte espanhola, em 1220. Desta feita acompanhando Beatriz da Suécia, que ia se casar com Fernando, rei de Castilha. Foi quando conheceu o sacerdote Pedro Nolasco, santo fundador da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, os chamados frades mercedários. Estes se dedicavam em defesa da mesma fé, mas não guerreando contra os muçulmanos, e sim buscando libertar do seu poder os cristãos cativos, mesmo que para isso tivessem que empenhar suas próprias vidas.

Serapião ingressou na Ordem e recebeu o hábito mercedário em 1222. Junto com Pedro Nolasco e Raimundo Nonato, santo co-fundador, realizou várias redenções. Na última, que ocorreu em Argel, na África, teve de ficar refém para libertar os cristãos que estavam quase renegando a fé, enquanto o outro padre mercedário viajou rapidamente para Barcelona para buscar o dinheiro. Mas o superior, Pedro Nolasco, estava na França, quando foi informado, escreveu uma carta ao seu substituto na direção para arrecadar esmolas em todos os conventos da Ordem e enviar o dinheiro para libertar Serapião, o mais rápido possível.

Como o regate não chegou na data marcada, os muçulmanos, disseram a Serapião que poderia ser libertado se renegasse a fé cristã. Ele recusou. Enlouquecidos, lhe deram uma morte terrível. Colocado numa cruz em forma de X, como o apóstolo André, teve todas as juntas dos seus ossos quebradas, e assim foi deixado até morre. Tudo aconteceu no dia 14 de novembro de 1240, em Argel, atual capital da Argélia.

O culto que sempre foi atribuído à Santo Serapião, protetor contra as dores de artrose, foi confirmado em1625, pelo Papa Urbano VIII. A festa religiosa ao santo mártir mercedário ocorre no dia de sua morte.

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