17/05 – Júlia Salzano (Bem-aventurada) e São Pascoal Baylon

by on mai.17, 2016, under Santos do dia

Júlia Salzano (Bem-aventurada)

Júlia era italiana, nasceu em Santa Maria Capua Vetere, na província de Caserta, dia 13 de outubro de 1846, tendo como pai Diego Salzano, capitão dos lanceiros de Fernando I, rei de Nápolis, e como mãe Adelaide Valentino. Órfã de pai aos quatro anos, foi confiada para a sua formação às Irmãs da Caridade no Orfanato real de São Nicolau “La Strada”, onde permaneceu até aos quinze anos de idade. Diplomada professora, recebeu o encargo de ensinar na Escola Municipal de Casória, em Nápolis, onde se transferiu com a família em 1865.
Junto ao ensino, manifestou um notável interesse pelo catecismo para educar na fé as crianças, os jovens e os adultos, cultivando, ao mesmo tempo, a devoção à Virgem Maria.

Propagou, o amor e o culto ao Sagrado Coração. Pela sua constante preocupação de fazer passar através do ensino e do testemunho a doutrina e a vida de Jesus Cristo, em 1905, fundou a Congregação das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração, ocasião em que vestiu o hábito e se consagrou definitivamente à Cristo.

Eleita a Superiora, dedicou sua vida no carisma da catequese e, por isso, afirmava: “Ensinarei sempre o Catecismo, até o meu último sopro de vida. E vos asseguro que morreria contentíssima lecionando o Catecismo”. Exortava também às suas filhas: “Em qualquer hora, a irmã catequista deve-se sentir disposta a instruir os pequeninos e os ignorantes; não deve medir os sacrifícios requeridos por este ministério, antes, deveria desejar morrer no cumprimento do próprio dever, se assim fosse do agrado de Deus”.

Um outro Beato, Ludovico de Casória, lhe predisse quase profeticamente: “Cuida de não cair na tentação de abandonar as crianças da nossa querida Casória, porque a vontade de Deus é que vivas e morras entre elas”. E assim foi. “Dona Julieta”, como era chamada pelos cidadãos de Casória, morreu com fama de santidade, no dia 17 de maio de 1929, nessa cidade napolitana, aos oitenta e três anos de idade. A sua Congregação se expandiu não somente pelas cidades italianas como também em outras na Europa, Canadá, Brasil, Filipinas, Peru e Índia, para difundir a evangelização e a promoção humana.

Em 2002, o Papa João Paulo II a beatificou, designando a festa da Beata Júlia Salzano para o dia de seu transito. Além disto, pelo seu carisma ele a designou como “Mulher Profeta da Nova Evangelização”.

São Pascoal Baylon

Neste dia, comemoramos São Pascoal Baylon, nascido na cidade de Torre Hermosa no reino espanhol de Aragona, no dia 16 de maio de 1540, dia de Pentecostes.

Depois de ter tentado ser admitido sem muito êxito no convento de Santa Maria de Loreto, no dia 2 de fevereiro de 1564, conseguiu ingressar no convento dos franciscanos descalços, em Valença. Como era chamado “irmão leigo” , foi porteiro, cozinheiro, responsável pelos bens da comunidade e pela distribuição de esmolas. Foi enviado a Franá para tratar de assuntos da Ordem, e fez a viagem descalço e com hábito de franciscano e sob a ameaça dos calvinistas. Sendo iletrado e tendo recebido a sabedoria e os dons do Espírito Santo, é considerado um dos primeiros teólogos da Eucaristia.

São Pascal Baylon, teve outro centro de atenção, foi a eucatistia e por isto foi proclamado pelo Papa Leão XIII, patrono das obras e congressos eucarísticos internacionais.

Morreu em Villareal no dia 17 de maio de 1592, aos 52 anos de idade. Vinte seis anos após a sua morte, no dia 29 de outubro de 1618 foi proclamado bem-aventurado e no ano de 1690, Santo.

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16/05 – Sto Andre Bobola – Sto Ubaldo – S. João Nepomuceno e S. Simeão Stock

by on mai.16, 2016, under Santos do dia

Santo André Bobola

Filho de pais nobres, cristãos e poloneses, André nasceu no dia 30 de novembro de 1591, na cidade de Sandomir. Aos vinte anos, ingressou no seminário dos jesuítas de Vilna, atual Vilnius, Lituânia. Lá se ordenou sacerdote em 1622, com o desejo único de evangelizar, mas acabou se tornando enfermeiro durante uma epidemia de cólera, dando prioridade à esse trabalho.

Depois foi eleito superior em Bobruik, percorrendo a região por vinte anos, com seu apostolado de pregação e evangelização. O sacerdócio era um risco contínuo nesse território devastado pelas freqüentes guerras entre poloneses, lituanos, russos “brancos” e “moscovis”, suecos e cossacos. Esses nômades foram também para a Polônia, que tentava controlar o ingresso com normas rígidas de permissão, sem interromper, contudo, os confrontos sangrentos.

Além do conflito político, havia o religioso entre: os católicos romanos; os cristãos orientais, divididos entre si; e os grupos da Reforma. É nesse cenário que padre Bobola marcou sua presença de fé tranqüila e pacífica, alicerçada pelo estudo e pelo gosto pessoal dos diálogos e debates vigorosos com as demais pessoas.

Ele não vivia sem a pregação. Todos, católicos ou não, admiravam sua coragem. Os inimigos o chamavam de “caçador de almas” com uma aversão que era mais um reconhecimento ao seu valor e a sua coragem frente a tudo e todos.

Uma revolta dos cossacos, a serviço do Império Russo, inimigo da Polônia, desencadeou uma perseguição político-religiosa sem precedentes. As igrejas, conventos e seminários foram incendiados e os católicos torturados e martirizados. Todavia, padre André Bobola não desistiu do apostolado nem diminuiu sua pregação. No dia 16 de maio de 1657, os cossacos o capturaram e após muito suplício e tortura, foi cruelmente assassinado.

Os católicos levaram seu corpo para Pinsk, onde todos foram venerá-lo, mesmo os ortodoxos e os dissidentes. Alí suas relíquias repousaram até o ano de 1808, quando foi trasladado para Polock, na Rússia Branca, antiga União Soviética.

Em 1922, depois da revolução bolchevista seu corpo foi levado para um museu médico em Moscou. Mas no ano seguinte o entregaram à uma comissão de jesuítas, depois de acertos oficiais entre o Papa Pio XI e as autoridades do governo russo.

Assim, a urna do jesuíta mártir foi conduzida a Roma, em 1924, e depositada na Igreja de Jesus. Em 1938, o Papa Pio XI o proclamou santo e suas relíquias seguiram, numa última viagem, à Varsóvia, Polônia. Santo André Bobola viveu apenas sessenta e seis anos, mas seu corpo viajou por toda a Europa ao longo de três séculos. Ele foi declarado: padroeiro da Polônia, junto com Nossa Senhora de Czestochowa, e apóstolo da Lituânia.

Santo Ubaldo

Ubaldo nasceu de nobre família alemã em 1085, na cidade de Gúbio, Itália. Entretanto foi criado por um tio, porque ficou órfão ainda muito criança. Aos quinze anos de idade, resolveu que seria monge ermitão, para estar longe do burburinho e das ilusões da cidade. Seu tio não permitiu, preferindo que ele fosse conviver com os cônegos de São Segundo, para completar os estudos. Com eles Ubaldo ficou até ser chamado pelo bispo João, que o ordenou sacerdote em 1114 e o manteve como auxiliar incansável na reforma eclesiástica que promovia naquela diocese.

Mas neste mesmo ano foi eleito prior da comunidade religiosa de São Mariano, nos arredores de Gúbio, e titular da catedral. À pequena comunidade ele deu um novo desenvolvimento ascético, nos moldes de São Pedro Damião, que tinha transformado o mosteiro de Fonte Avelana em um centro exemplar de vida religiosa. E para lá se dirigiu também Ubaldo, depois do incêndio de 1126 que destruiu a catedral e a comunidade, com os religiosos tendo que se dispersarem.

Acontece que Ubaldo teve atuação tão exemplar, nesse período, que em 1129 foi nomeado bispo de Gúbio, pelo Papa Honório II, que o consagrou pessoalmente. Assim ele voltou para sua cidade, agora também sua sede episcopal. Além de ganhar a confiança do povo quase de imediato, por causa da defesa intransigente dos fracos e oprimidos pelos senhores feudais, Ubaldo passou a ser considerado herói por ter evitado a invasão da cidade pelo terrível Frederico Barba-Roxa, em 1155. Para isso usou suas armas mais eficazes: persuasão, caridade e doçura.

Ubaldo era um pacificador. Diz a tradição que certa vez, ele se colocou literalmente entre dois grupos adversários que brigavam no centro de Gúbio. Somente ao ver seu amado bispo no chão, ferido pelos participantes de ambos os lados, é que o povo percebeu a violência descabida praticada, a luta cessou e a paz passou a reinar na cidade.

Ele morreu no dia 16 de maio de 1160, tendo sido proclamado padroeiro de Gúbio imediatamente após o falecimento. Com isso a sua canonização foi rápida, ocorrida pouco mais de trinta anos depois. Em 1192, foi proclamado Santo Ubaldo, sendo celebrado no dia de sua morte.

São João Nepomuceno

São João Nepomucenonasceu em Pomuk, vilarejo nas proximidades de Praga, na Boêmia no ano 1330. Nascido de familia pobre e que quando o tiveram já eram de idade avançada, este santo recebeu o nome de João, numa alusão ao nascimento de João Batista que também nascera quando sua mãe, Santa Isabel era bastante idosa.

Seus pais o enviaram a Staaze para estudar a língua latina e mais tarde foi mandado à Praga, onde estudou e se formou em Direito Canônico e doutorou-se em teologia. Sua vocação sacerdotal foi percebida desde o início de seus estudos na Universidade, preparou-se durante algum tempo e foi ordenado sacerdote.

Em sua função sacerdotal sua eloqüência levou-o à corte, onde tornou-se o capelão e confessor. A rainha e imperatriz Joana tomou-o para diretor espiritual.

Não sabemos muito sobre os acontecimentos que levaram para o martírio, tendo alguns que afirmam que São João tornou-se obstáculo às pretensões do rei, desejoso de controlar a Igreja , negando a violação do segredo da confissão de sua mulher o rei mandou torturá-lo, queimando suas partes íntimas em fogo lento, como não mudou sua decisão de manter o segredo da confissão, foi lançado nas águas do rio Moldava sem que ninguém visse, mas seu corpo foi descoberto pelo milagre de ficar totalmente iluminado.

Seu martírio aconteceu no ano 1383, foi sepultado na Igreja de Santa Cruz.

São João Nepomuceno foi canonizado no ano 1719.

São Simeão Stock

Simão nasceu em 1165, no castelo da família em Kent, Inglaterra. O seu pai era governador local, e tinha parentesco com a casa real do seu país. A família cristã e pia, lhe proporcionou uma formação intelectual e religiosa aprimorada. Aluno aplicado e inteligente freqüentou o colégio de Oxford, desde os sete anos de idade. Mesmo sendo conduzido para uma carreira que trouxesse glórias terrenas, o que Simão desejava era poder seguir a vida religiosa: para servir a Deus, para a glória de Deus.

Aos doze anos deixou o castelo paterno para viver como eremita. Retirou-se para o interior da floresta perto de Oxford, e nela viveu sua existência consagrada ao Senhor. A morada escolhida era um velho tronco oco de um carvalho. Logo essa notícia se empalhou e o estranho monge passou a ser chamado de Simão “Stock”. Assim ele viveu por vinte anos, empenhado na contemplação, na oração e penitência.

Certa noite sonhou com Nossa Senhora que lhe dizia para se juntar aos monges vindos do mosteiro de Monte Carmelo. A Ordem dos Carmelitas é uma das mais antigas e a primeira criada em homenagem à Maria, naquele mosteiro, na Palestina. Mesmo não entendendo direito o sonho, Simão obedeceu a Maria. Voltou para o castelo e aos estudos, formou-se em teologia e recebeu as sagradas ordens. Enquanto aguardava a chegada dos monges, percorria as aldeias visitando pobres e doentes, e evangelizando. Em 1213, os carmelitas chegaram a Inglaterra. Simão pôde finalmente receber o hábito da Ordem.

Após dois anos por seu mérito e virtudes, foi nomeado coadjutor na direção da Ordem. E finalmente em 1216, ocupou o cargo de Vigário-Geral de todas as províncias européias. Era o período dos mais delicados para esses monges, pois eram perseguidos por outras Ordens, e a dos Carmelitas quase foi extinta. Diante das circunstâncias Simão Stock, então Prior-Geral enviou delegados ao Papa Honório III, para informá-lo da situação crucial, e pedir sua proteção. Ao mesmo tempo, convidou todos os carmelitas a rezarem pedindo ajuda à Maria para a Ordem que lhe foi dedicada, até que viesse a resposta de Roma.

Primeiro veio a resposta da Santíssima Virgem. Simão estava em profunda oração contemplativa quando viu aparecer a Mãe de Deus, cercada de anjos, e lhe mostrou o Santo Escapulário da Ordem, dizendo-lhe: “Este será o privilégio para ti e todos os carmelitas; quem morrer vestindo-o, se salvará”. Mandou distribui-lo aos monges da Ordem para tranqüiliza-los. Segundo a tradição, a aparição ocorreu no dia 16 de julho de 1251.

Depois chegou a decisão do Papa Inocente, através de uma mensagem datada de 13 de janeiro de 1252, entregue à ele pelos representantes que voltaram Nela o Sumo Pontífice informava, que declarava a existência legal da Ordem dos Carmelitas e autorizava a continuar a criação dos seus mosteiros na Europa. Foi assim que Simão agiu, inclusive promovendo a mudança estrutural da Ordem, que passou da vida monástica eremítica Oriental, para aquela seguida no Ocidente, dos mendicantes ou apostólicos.

A devoção ao Escapulário se difundiu rapidamente à cristandade toda, do Ocidente ao Oriente, como um sinal da proteção maternal de Maria e do próprio empenho de seguir Jesus como sua Santíssima Mãe. Simão morreu com quase cem anos a 16 de maio de 1265, no mosteiro de Bordeaux, na França, onde foi enterrado. A festa à Santo Simão Stock é celebrada no dia 16 de maio, desde 1524, culto que a Igreja depois confirmou e incluiu no seu Calendário Litúrgico.

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15/05 – Santo Isidoro

by on mai.15, 2016, under Santos do dia

Santo Isidoro – Lavrador

Santo Isidoro nasceu no ano 181, em Madri. Era filho de camponeses. Foi casado e teve um filho, trabalhava como rendeiro no árduo trabalho do campo, para sustentar sua família. Contam que seu patrão quis surpreende-no pelo que ouvia falar que Isidoro ficava rezando ao invés de trabalhar, indo ao campo indagou: Isidoro, de onde eram as duas juntas de bois que trabalhavam a seu lado e desapareceram quando cheguei? E ele respondeu: Não sei patrão, pois meu único socorro é Deus. Eu invoco-o no começo do meu trabalho e não o perco de vista do resto do meu dia.

Morreu no dia 15 de maio do ano 1170 e foi sepultado no cemitério de Santo André de Madri. Foi canonizado no dia 22 de março de 1622, juntamente com Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, Santa Teresa de Ávila e São Felipe Neri.

Torquato (Bispo)O distintivo dos altos funcionários etruscos era uma pesada cadeia de ouro ao redor do pescoço chamada “torques”, certamente porque retorcida, do verbo latino torques (torcer) daí deriva o nome de Torquato, que foi usado no tempo dos romanos. Entre os santos existe um Torquato muito antigo, que viveu exatamente no século I. Seu culto é bastante popular na Espanha, onde é considerado um dos antigos evangelizadores da península ibérica.Conforme a antiguíssima tradição espanhola, os apóstolos Pedro e Paulo, em Roma, ordenaram sacerdote Torquato e mais 6 companheiros, enviando-os à Espanha, ainda pagã, para convertê-la a fé. Desembarcando em Cádiz, os 7 apóstolos começaram a pregar e sobretudo a operar milagres, que lhes valeram a admiração e o respeito. As conversões se multiplicaram e Torquato ficou na cidade de Cádiz, da qual tornou-se e primeiro bispo. Os outros se dirigiram para outras cidades da Espanha meridional: Vergium, Ávila, Portillo, Elvira, Gibraltar e Andújar.Não se sabe de que maneira os sete missionários, e em particular Torquato, encerraram a sua vida. Sabe-se, porém, que o seu culto é muito antigo e vivo na Espanha, nas diversas cidades já mencionadas, que se orgulham de tê-los como fundadores de suas igrejas e padroeiros. Em Cádiz, uma antiga igreja é dedicada a S. Torquato. O seu corpo se encontra no mosteiro de São Bento, perto de Orense, na Galícia. Há quase 20 séculos ele é honrado como o primeiro da imensa fileira de cristãos que levaram a luz do Evangelho à Espanha, fato que não tem confirmações documentais, mas só o peso de sua tradição.
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14/05 – São Matias e São Miguel Garicoits

by on mai.14, 2016, under Santos do dia

São MatiasSão Matias era um dos numerosos discípulos que seguiram Jesus, desde o começo de sua vida pública. Foi testemunha de Jesus e viveu todo o drama da paixão, morte e ressurrreição de Jesus. Ele foi o escolhido para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, O Traidor, para ocupar o décimo segundo apóstolo, que completou o grupo após a morte de Judas é justamente São Matias, o santo que hoje comemoramos.Sua Eleição foi descrita nos Atos dos Apóstolos, assim: “É necesário, pois, que, dentre estes homens que nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu em nosso meio, a começar do batismo de João até o dia em que dentre nós foi arrebatado, um destes se torne conosco testemunha da sua ressurreição” Apresentaram então dois: José, chamado Barsabás e Matias. E fizeram esta oração: “Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, mostra-nos qual destes dois escolheste para ocupar o lugar que Judas abandonou, no ministério do apostolado, para dirigir-se ao lugar que era o seu” lançaram sortes sobre eles, e a sorte veio a cair em Matias, que foi então contado entre os doze apóstolos (atos dos Apóstolos 1,21-26).Poucos relatos existem sobre sua vida, Sabe-se apenas que ele também morreu sob martírio em Colchis e, muitas vezes, teve seu nome confundido com o de São Mateus, que em muito se assemelha na grafia.São Matias é agora testemunha do Senhor, como apóstolo chamado em lugar do traidor. Amém.

 

São Miguel GaricoitsMiguel Garicoits nasceu aos 15 de abril de 1797 em Ibarre, França. Seus pais, apesar de humildes, socorriam padres fugitivos do terror da Revolução Francesa. O pároco da vizinhança se encarregou da educação de Miguel e depois o recomendou ao bispo de Baiona. Dedicado e inteligente, foi estudar no Seminário de Dax, ordenando-se sacerdote em 1823 e dois anos depois se tornou professor de filosofia no Seminário Maior de Bétharram, nos Baixos Pirineus.Miguel se tornou formador de novos padres. Preocupava-se com o clero que se mostrava despreparado e desorientado. Para mudar este quadro, teve a idéia de fundar um Instituto de sacerdotes que atuariam como colaboradores nas paróquias, nos colégios e nos seminários, dando suporte intelectual. O bispo não ficou muito animado com essa idéia, porém o autorizou a tentar. Assim, Miguel iniciou o seu projeto, procurando padres que estivessem dispostos à missão. Ele os educou e preparou, o que encorajou o novo bispo de Baiona a dar o seu apoio. Em 1841 o Instituto, que passou a se chamar Padres do Sagrado Coração de Jesus, recebia a aprovação diocesana.Porém, uma doença seria o novo desafio que Miguel teria de enfrentar. Em 1853 adquiriu uma paralisia que o prenderia à cama. Foram nove anos de sofrimento. Padre Miguel morreu aos 14 de maio de 1863. Treze anos depois teve inicio o seu processo de canonização que terminou em 1947, quando foi proclamado Santo pelo Papa Pio XII. Hoje, os Padres do Sagrado Coração de Jesus, ou Padres de Bétharram, como também eram chamados, estão presentes na Itália, Espanha, Inglaterra, Uruguai, Argentina e Brasil.
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13/05 – N. S. de Fátima, Santa Maria Domenica Mazzarello e São João, o Silencioso (Bispo e eremita)

by on mai.13, 2016, under Santos do dia

Nossa Senhora de Fátima

A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora.

As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a “Senhora do Rosário” e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13/14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de Julho de 1917, na parte já revelada do chamado “Segredo de Fátima”.

Anos mais tarde, a Ir. Lúcia conta ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões.

Santa Maria Domenica MazzarelloMaria Domenica Mazzarello nasceu em 09 de maio de 1837, em Mornese, Itália. Filha de camponeses, era a primogênita de dez filhos e aprendera a trabalhar duro, ajudando a mãe Maria nos trabalhos de casa e o pai José nos vinhedo, até que a irmã Felicina pôde substituí-la em casa.Os pais eram cristãos fervorosos, muito preocupados com a educação dos filhos, e se dedicaram especialmente à primogênita. Para isso, contaram com a ajuda de padre Domingos Pestarino que teve forte influência na formação espiritual de Maria Domenica.No dia 09 de dezembro de 1855, nasceu em Mornese a Pia das Filhas da Imaculada, composta por moças escolhidas a dedo por Dom Pestarino. Maria Domenica, então com dezoito anos, era uma delas. Esse grupo se distinguiu pela dedicação às meninas mais desprotegidas, pela preocupação com a catequese e com o acompanhamento às mães cristãs. Entre elas, Maria Domenica sobressaía, pela alegria e pela liderança que exercia.Em 1857, durante uma epidemia de tifo, Maria Domenica foi cuidar de parentes que haviam contraído a moléstia. Mas o esforço a debilitou e ela também ficou doente. Com muito custo conseguiu se recuperar, mas a antiga energia nunca mais voltou. Assim, impossibilitada de trabalhar nos campos, convidou Petronila, sua grande amiga e Filha da Imaculada, para freqüentarem aulas de corte e costura com o alfaiate do lugar, para aprenderem a profissão.Quando estavam aptas, abriram uma salinha de costura no povoado, para ensinar às meninas do povo não apenas a costurar, mas a amar muito Jesus e Nossa Senhora e viver sempre na presença deles: “Cada ponto da agulha seja um ato de amor a Deus”.

Desta salinha de costura nasceu o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. O número de meninas aumentava e algumas, não tendo para onde ir, permaneciam ali. Vendo o trabalho que faziam, outras moças quiseram juntar-se a elas e, logo, constituíram um grupo de moças, unidas por um mesmo ideal, fortalecidas por uma mesma espiritualidade, vivendo vida comum. Quando Dom João Bosco, hoje Santo, as conheceu, no início de outubro de 1864, percebeu que ali estava a resposta de Deus ao seu desejo de fazer pelas meninas o mesmo que ele já vinha fazendo pelos meninos. E assim, depois de longa preparação, em 1872 nasceu o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, as Irmãs Salesianas.

Maria Domenica foi logo eleita Superiora e confirmada por Dom Bosco. E sob sua direção, o Instituto cresce e se expande pela Itália, pela Europa e chega até à América. Quando ela morre, aos quarenta e quatro anos de idade, aos 13 de maio de 1881, suas Irmãs já eram realidade na Igreja e em dois continentes. Hoje, sua congregação espalha-se por todo o mundo a serviço da juventude pobre e desamparada.

Maria Domenica Mazzarello foi canonizada pelo Papa Pio XII em 1951 e sua veneração ocorre no festivo dia da celebração de Nossa Senhora de Fátima, data em que a fundadora foi ao encontro do Pai Eterno.

São João, o Silencioso (Bispo e eremita)São João, o Silencioso (Bispo e eremita), nasceu em 454, em Nicópolis, na Armênia. Era de família influente. Antes de se recolher à vida solitária, em 482, foi aclamado bispo de Colônia e por nove anos governou sua diocese.Descontente com o governador da Armênia, parente seu, renunciou ao bispado e retirou-se secretamente para a Palestina. Ali foi acolhido pelo abade São Sebas. Após desempenhar os trabalhos mais simples, São João recolheu-se por seis anos num eremitério, de onde não saía senão aos sábados e domingos … Foi nomeado, então, ecônomo do convento. São Sebas achou-o digno de receber o sacerdócio. São João revelou então seu segredo a Elias, patriarca de Jerusalém: “Meu pai, fui feito bispo. Mas a multidão de meus pecados fizeram-me retirar para este deserto, a fim de esperar a visita do Senhor …” São Sebas ficou surpreso por ter junto a si, por tantos anos, um bispo e não sabê-lo. O segredo foi mantido.Em 503, em conseqüencia das intrigas dos monges que expulsaram São Sebas do mosteiro, São João retirou-se para o deserto. Ali viveu no mais absoluto silêncio. Em 510, São Sebas retornou e quis ter São João junto de si. Morreu em 558.
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12/05 – Santa Joana e São Pancrácio

by on mai.12, 2016, under Santos do dia

Santa Joana

Santa Joana era a primeira filha de Dom Afonso V, e a ela cabia por herança, o reino de Portugal, nasceu no dia 6 de fevereiro do ano 1462. Órfã de mãe aos 15 anos, tomou os encargos do governo da casa real. Passava suas noites em oração. Jejuava freqüentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos e também só dormia no chão.

Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protetora e amparo. Tinha um livro onde anotava nomes de todos os necessitados, grau de pobreza de cada um e o dia que tinha que dar a esmola. Por ocasião da semana santa, ela lavava os pés de doze mulheres, dando-lhes roupas, alimento e dinheiro.

Durante todo seu reinado o assédio de príncipes desejando casar-se com Joana era freqüente, dispensado a todos delicadamente, explicando que somente Jesus era dono de seu coração. No ano de 1471, recolheu-se para o mosteiro de Odívelos, posteriormente indo para o mosteiro de Aveiro onde viveu despojada de tudo.

Santa Joana morreu vítima de uma dolorosa doença no dia 12 de maio do ano 1490.

São Pancrácio

As catacumbas romanas atraem devotos e turistas de todo o mundo. Ali estão enterrados os santos dos primeiros anos do catolicismo. Entre eles, do adolescente Pancrácio, com as inscrições confirmando o seu martírio.

Pancrácio nasceu em Roma, filho de pais cristãos, nobres, ricos e amigos do imperador Diocleciano. Órfão, ainda muito criança, foi morar com um tio chamado Dionísio. Com o seu apoio conseguiu estudar em Roma, indo morar na mesma casa onde fazia seu retiro o Papa Marcelino, que respeitava Pancrácio por sua modéstia, doçura, piedade e profunda fé.

Mas, como a perseguição de Diocleciano não dava tréguas a cristão nenhum, Pancrácio, então com catorze anos de idade, e seu tio Dionísio foram denunciados e levados a júri.

O tio foi imediatamente morto. Pancrácio ainda mereceu uma certa consideração do imperador. Afinal, estava na flor da idade e era filho de alguém que havia sido seu amigo. Diocleciano tentou envolver Pancrácio com promessas, astúcias e, finalmente, ameaças. Nada deu resultado. Como o adolescente respondia a tudo afirmando que não temia a morte, pois o levaria direto a Deus, o imperador perdeu a paciência e mandou logo decapita-lo. Era o dia 12 de maio de 304.

O seu túmulo se encontra numa das estradas mais famosas de Roma, a via Aurélia, no cemitério de Ottavilla, onde no século VI o Papa Símaco mandou erguer uma igreja em sua homenagem, existente até hoje. Há muitas outras igrejas em louvor a São Pancrácio na Itália, França, Inglaterra e Espanha, onde seu culto se difundiu. À ele também foram dedicados os mosteiros de Roma, fundado por São Gregório Magno e o de Londres fundado por Santo Agostinho de Canterbury.

A fama de santidade de São Pancrácio, se espalhou e sua devoção é muito intensa até hoje. Ele é o padroeiro dos enfermos, na Itália; padroeiro dos trabalhadores, na Espanha e padroeiro da Juventude da Ação Católica, na América Latina.

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11/05 – Santo Afonso Navarro Oviedo e Santo Inácio de Lácomi

by on mai.11, 2016, under Santos do dia

Santo Afonso Navarro Oviedo

Santo Afonso Navarro, era um sacerdote diocesano que teve sua vida comprometida com o Reino, com os pobres de Deus explorados, injustiçados e crucificados pelo poder constituído em El Salvador. Sofreu um atentado no dia 13 de janeiro de 1977. Uma bomba explodira na garagem, destruindo completamente seu carro, tendo continuado a repressão, culminando com o assassinado de Pe. Rutilo Grande, no dia 12 de março. Mesmo com todos esses acontecimentos, Afonso Navarro continuou a denunciar.

No dia de seu assassinato, havia sido intimado a depor por causa de uma gravação feita por uma aluna, filha de militar graduado, não tendo sido nada comprovado, a não ser a sua luta sincera e evangélica pela justiça em favor do povo oprimido.

Santo Afonso Navarro Oviedo, foi assassinado por quatro homens armados, que invadiram sorrateiramente a casa paroquial e o crivaram de balas, juntamente com Luisito Torres, um jovem de 14 anos, testemunha do crime, no dia 11 de maio de 1977.

Santo Inácio de Lácomi

Francisco Inácio Vincenzo Peis, era o segundo de nove irmãos, nasceu na cidade de Láconi, Itália, no dia 17 de novembro de 1701. Seus pais eram muito pobres, mas ricos de virtudes humanas e cristãs, educando os filhos no fiel seguimento de Jesus Cristo.

Inácio, desde a infância, sentiu um forte chamado para a vida religiosa. Possuía dons especiais da profecia, da cura e um forte carisma. Costumava praticar severas penitências, mantendo seu espírito sereno e alegre, em estreita comunhão com Cristo.

Antes de completar os vinte anos de idade, ele adoeceu gravemente e por duas vezes quase morreu. Nesta ocasião decidiu que seguiria os passos de São Francisco de Assis e se dedicaria aos pobres e doentes, se ficasse curado. E assim o fez. Foi para a cidade de Calhiari para viver entre os frades capuchinhos do Convento do Bom Caminho. Mas não pôde ser aceito, devido a sua frágil saúde. Depois de totalmente recuperado, em 1721, vestiu o hábito dos franciscanos.

Frei Inácio de Láconi, como era chamado, foi enviado para vários conventos e após quinze anos retornou ao Convento do Bom Caminho em Calhiari, onde permaneceu em definitivo. Alí, ficou encarregado da portaria, função que desempenhou até a morte. Tinha o verdadeiro espírito franciscano: exemplo vivo da pobreza, entretanto, de absoluta disponibilidade aos pobres, aos desamparados, aos doentes físicos e aos doentes espirituais, ou seja, aos pecadores, muitos dos quais conseguiu recolocar no caminho cristão.

Durante seus últimos cinco anos de vida, Inácio ficou completamente cego. Mesmo assim continuou cumprindo com rigor a vida comum com todos os regulamentos do convento. Morreu no dia 11 de maio de 1781. Depois da morte a fama de sua santidade se fortaleceu com a relação dos milagres alcançados pela sua intercessão.

Frei Inácio de Láconi foi beatificado pelo papa Pio XII em 1940 e depois canonizado por este mesmo Santo Padre em 1951. O dia designado para sua celebração litúrgica foi o de sua morte: 11 de maio.

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10/05 – Damião de Molokai (Bem-aventurtado) e Santo Antônio de Florença

by on mai.10, 2016, under Santos do dia

Damião de Molokai (Bem-aventurado)

Josef de Veuster-Wouters, nasceu no dia 03 de janeiro de 1840 numa pequena cidade ao norte de Bruxelas, na Bélgica. Aos dezenove anos de idade entra para a Ordem dos Padres do Sagrado Coração e toma o nome de Damião. Em seguida, é enviado para terminar seus estudos num colégio teológico em Paris.

A vida de Damião começou a mudar quando completou vinte e um anos de idade. Um bispo do Havaí, arquipélago do Pacífico, estava em Paris onde ministrava algumas palestras e pretendia conseguir missionários para o local. Ele expunha os problemas daquela região e, especialmente dos doentes de lepra que eram exilados e abandonados numa ilha chamada Molokai, por determinação do governo.

Damião logo se interessou e se colocou à disposição para ir como missionário à ilha. Alguns fatos antecederam a sua ida. Uma epidemia de febre tifóide atingiu o colégio e seu irmão caiu doente. Damião ainda não era sacerdote, mas estava disposto a insistir que o aceitassem na missão rumo a Molokai. Escreveu uma carta ao superior da Ordem do Sagrado Coração que, inspirado por Deus, permitiu a sua partida. Assim, em de 1863, Damião embarcava para o Havaí, após ser ordenado sacerdote.

Chegando ao arquipélago, Damião logo se colocou a par da situação. A região recebera imigrantes chineses e com eles a lepra. Em 1865, temendo a disseminação da doença, o governo local decidiu isolar os doentes na ilha de Molokai. Nesta ilha existia uma península cujo acesso era impossível, exceto pelo mar. Assim, aquela península chamada Kalauapa tornou-se a prisão dos leprosos.

Para lá se dirigiu Damião, junto de três missionários que iriam revezar os cuidados com os leprosos. Os leprosos não tinham como trabalhar, roubavam-se entre si e se matavam por um punhado de arroz. Damião sabia que ficaria ali para sempre, pois grande era o seu coração. Naquele local abandonado, o padre começou a trabalhar. O primeiro passo foi recuperar o cemitério e enterrar os mortos. Com freqüencia ia à capital, comprar faixas, remédios, lençóis e roupas para todos. Neste meio tempo, escrevia para o jornal local, contando os terrores da ilha de Molokai. Essas notícias se espalharam e abalaram o mundo, todo tipo de ajuda humanitária começou a surgir. Um médico que contraíra a lepra ao cuidar dos doentes ouvira falar de Damião e viajou para a ilha a fim de ajudar.

No tempo que passou na ilha, Damião construiu uma igrejinha de alvenaria onde passou a celebrar as missas.Também construiu um pequeno hospital onde, ele e o médico, cuidavam dos doentes mais graves. Dois aquedutos completavam a estrutura sanitária tão necessária à vida daquele povoado. Porém, a obra de Damião abrangeu algo mais do que a melhoria física do local, ele trouxe nova esperança e alívio para os doentes. Já era chamado apóstolo dos leprosos.

Numa noite de 1885, Damião colocou o pé esquerdo numa bacia com água muito quente. Percebeu que tinha contraído a lepra pois não sentiu dor alguma. Tinha se passado cerca de dez anos desde que ele chegou à ilha e, milagrosamente, não havia contraído a doença até então. Com o passar do tempo a doença o tomou por inteiro

O doutor já havia morrido, assim como muitos dos amigos quando, aos 15 de abril de 1889, padre Damião de Veuster morreu. Em 1936, seu corpo foi transladado para a Bélgica onde recebeu os solenes funerais de Estado. Em 1995, padre Damião de Molokai foi beatificado pelo Papa João Paulo II e sua festa designada para o dia 10 de maio.

Santo Antonino de Florença

Antonino Pierozzi nasceu em Florença, na Itália, em 1389. Seu pai era tabelião e sua mãe dona de casa, ambos muito religiosos. Sendo filho único e obedecendo ao desejo dos pais, fez o curso de direito e se tornou um perito na matéria. Mas, seu sonho era entregar-se à vida religiosa e, para tanto, Antonino procurou ingressar na Ordem Dominicana. Foi recusado, pois o superior não confiou em seu corpo pequeno e magro, aparentemente fraco. Disse à Antonino que só seria aceito se ele decorasse completamente todo o código de direito canônico, coisa julgada impossível e que ninguém fizera até então. Mas Antonino não se deu por vencido e, poucos meses depois, procurou novamente o superior e provou que cumprira a tarefa.

Foi admitido de imediato e se fez um modelo de religioso, apesar de poucos acreditarem que ele pudesse resistir à disciplina e aos rígidos deveres físicos que a Ordem exigia. Ordenado sacerdote ocupou cargos muito importantes. Foi superior em várias casas, provincial e vigário-geral da Ordem. Deixou escritos teológicos de grande valor. Entretanto, mais que seus discursos, seu exemplo diário é que angariava o respeito de todos, que acabavam por naturalmente imitá-lo numa dedicada obediência às regras da Ordem.

Quando ficou vaga a Sé Episcopal de Florença, o Papa Eugênio IV decidiu nomear Antonino para o cargo. Entretanto ele fugiu para não ter que assumir o posto, mas afinal foi encontrado pelo amigo beato Frà Angélico e teve por força que aceitá-lo. A Igreja, até hoje, comemora o quanto a fé ganhou com isso. Antonino de Florença, em todos os registros, é descrito como pastor sábio, prudente, enérgico e, sobretudo, santo.

Combateu o neopaganismo renascentista e defendeu o Papado no Concílio de Basiléia. Conseguiu tanto apoio popular que acabou com o jogo de azar na diocese. No palácio episcopal todos os que o procuravam encontravam as portas abertas, principalmente os pobres e necessitados. Havia ordem expressa sua para que nenhum mendigo fosse afastado dali antes de ser atendido.

A fama de sua santidade era tanta que, certa vez, o Papa Nicolau V declarou em público que o julgava tão digno de ser canonizado ainda em vida quanto Bernardino de Sena, que acabava de ser inscrito no livro dos Santos da Igreja.

Antonino resistiu até aos setenta anos, quando o trabalho ininterrupto o derrotou. Morreu no dia 02 de maio de 1459. O Papa Adriano VI canonizou Santo Antonino de Florença em 1523 Seu corpo incorrupto é venerado na Basílica Dominicana de São Marco em Florença. A Ordem Dominicana o celebra no dia 10 de maio.

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09/05 – Maria Teresa de Jesus (Bem-aventurada) e São Pacômio

by on mai.09, 2016, under Santos do dia

maria teresa de jesusMaria Teresa de Jesus (Bem-aventurada)

Carolina Francisca Gerhardinger nasceu em 20 de junho de 1797 no subúrbio da cidade de Regensburg-Stadtamhof, na Alemanha. Pertencia a uma família de classe média, muito religiosa e com ela aprendeu desde cedo os valores humanos e cristãos.

Carolina estudou na escola das Irmãs de Notre Dame, mas durante o governo napoleônico as instituições religiosas foram suspensas, inclusive essa na Alemanha. Por isso o bispo decidiu escolher as três melhores alunas e formá-las professoras, para dar continuidade ao ensino das crianças daquela comunidade. Carolina foi escolhida por ser muito aplicada e responsável nos seus deveres de filha e aluna.

Ainda muito jovem recebeu o diploma de professora primária começando o trabalho de educadora de crianças e jovens, função que exerceu até 1833. Nessa época a restrição napoleônica foi suspensa e as instituições religiosas puderam retomar a tarefa do ensino.

A jovem Carolina acolheu o chamado de Deus e se tornou uma religiosa. Sua grande preocupação era que seus alunos se tornassem pessoas felizes e preparadas para a vida. E essa inquietação lhe deu a idéia de criar uma congregação religiosa organizada de maneira que pudesse enviar, duas a duas, professoras para atender as escolas rurais.

Com a orientação do bispo em 1833 fundou a congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, em Neunburg vorm Wald, na Baviera, Alemanha, sendo eleita a superiora.

Um de seus grandes desafios era oferecer uma boa educação às crianças e jovens, principalmente às mais pobres e abandonadas. Acreditava que uma boa educação humana e cristã era fundamental para a mudança da sociedade.

Em 1835, fez sua profissão pelas mãos do bispo de Regensburg, trocando o nome para Maria Teresa de Jesus. Com a ajuda do imperador Ludovico I da Baviera, transferiu a Casa mãe de Neunberg para Mônaco. Ela administrou e desenvolveu a congregação, de modo efervescente apesar das inúmeras dificuldades, durante quarenta anos.

Em 1847, Maria Teresa de Jesus, aceitando o pedido dos missionários americanos, partiu junto com mais cinco religiosas para os Estados Unidos. Alí com a ajuda do beato João Neumann, fundou um orfanato em Baltimore, abriu escolas em Pittsburg e Philadelphia, destinadas a atender os filhos dos emigrantes alemães. Três anos mais tarde a congregação já se expandira por toda a Alemanha, ultrapassando as fronteiras para a Hungria e Inglaterra. No ano 1859 a fundadora foi nomeada superiora geral vitalícia.

Durante uma grave enfermidade ela morreu no dia 09 de maio de 1879 em Mônaco, na Casa mãe da sua congregação. Em 1985 o Papa João Paulo II a proclamou beata Maria Teresa de Jesus, instituindo sua festa litúrgica para o dia de sua morte.

São Pacômio

Pacômio nasceu no Egito no ano de 287, na Tebaida. Filho de pais pagãos, cheios de superstições e idolatrias, desde a infância mostrou grande aversão a tudo isso. Aos vinte anos de idade foi convocado para o exército imperial e acabou ficando prisioneiro em Tebes. Foi quando fez o seu primeiro contato com os cristãos, cuja religião até então lhe era desconhecida.

À noite, na prisão recebeu um pouco de alimento de alguns cristãos, que escondidos conseguiram entrar. Comovido com esse gesto de pessoas desconhecidas, perguntou quem havia mandado que fizessem aquilo e eles responderam: “Deus que está no céu”. Nesta noite Pacômio rezou com eles para esse Deus, sentindo já nas primeiras palavras ouvidas que esta seria a sua doutrina. O Evangelho o tocou de tal forma que ele se converteu e voltou para o Egito, onde recebeu o batismo.

Depois, compartilhou durante sete anos a companhia de um ancião eremita de nome Palemon, que vivia dedicado à oração. A princípio o ancião não quis aceitá-lo a seu lado, porque sabia que a vida de solidão e orações não era nada fácil. Mas Pacômio estava determinado e convenceu-o de que deveria ficar.

Um dia, durante suas caminhadas, Pacômio ouviu uma voz que lhe dizia para inaugurar ali, exatamente naquele lugar, um mosteiro onde receberia e acolheria muitos religiosos. Depois, apareceu-lhe um anjo que o ensinou como deveria organizar o mosteiro.

Pacômio pôs-se a trabalhar arduamente e o deixou pronto. As profecias que ele ouviu se concretizaram e muitas pessoas se juntaram a ele. Monges, eremitas e religiosos de todos os lugares pediram admissão no mosteiro de Pacômio, que obteve a aprovação do bispo Atanásio, santo e doutor da Igreja. Inclusive seu irmão João, que distribuiu toda sua riqueza entre os pobres e uniu-se a ele.

Com Pacômio nasceu a vida monástica, ou cenobítica no Egito, não mais com um chefe carismático que agregava ermitãos reunidos em pequenos grupos em torno de si, mas uma comunidade de religiosos, com regras precisas de vida em comum na oração, contemplação e trabalho, à exemplo dos primeiros apóstolos de Jesus.

Pacômio abriu ainda mais oito mosteiros masculinos, um deles feminino. Sua fama de santidade espalhou-se pelo Egito e na Ásia Menor. Foi agraciado por Deus com o dom da profecia e morreu no ano de 347, vítima de uma peste que assolava o Egito, na época. Até o século XII havia ainda cerca de quinhentos monges da Ordem de São Pacômio.

São Pacômio, o eremita, até hoje é considerado um dos representantes de Deus que mais prestaram serviço à Igreja Católica. Sua festa litúrgica ocorre no dia 09 de maio.

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08/05 – Santo Acácio e São Vitor

by on mai.08, 2016, under Santos do dia

Santo Acácio

Acácio era um centurião da Capadócia, atual Turquia, do exército romano da cidade de Tracia, foi acusado pelo tribuno Firmo e pelo proconsul Bibiano de ser cristão e, depois de ásperas torturas e cruéis tormentos foi decapitado em Bizâncio sob as ordens dos imperadores Diocleciano e Maximiano, no ano 304.

O imperador Constantino, o Grande, construiu uma igreja-santuário em sua honra em Karía de Constantinopla, de cuja cidade Santo Acácio se tornou o padroeiro. Isso há pelo menos treze séculos. Ele é também o padroeiro da diocese de Squillace, atualmente Catanzaro-Squillace, Itália.

O corpo do mártir é guardado e venerado em uma monumental capela da Catedral de Squillace, onde um braço foi trazido pelo Bispo em 1584, Guadavalle, sua cidade natal, da qual também foi eleito padroeiro. Suas relíquias foram levadas também para Cuenca de Ávila na Espanha, procedente de Squillace. É venerado entre os Santos Auxiliadores em diversas cidades da Europa Setentrional. Sua festa é celebrada no dia 08 de maio pela Igreja Ocidental.

São Vitor

Hoje comemoramos o dia de São Vitor que era um soldado africano, proveniente da Mauritânia, e encontrava-se em Milão junto com seus dois companheiros e também soldados, Nabor e Félix, tendo sido preso e levado ao tribunal, como continuava declarando-se cristão, foi colocado em uma prisão e deixado como castigo seis dias sem comer ou beber.

São Vítor foi levado ao imperador Maximiliano Hérculo para ser interrogado e persistindo em confessar-se cristão, foi flagelado e enviado para um cárcere. Foi ali torturado com chumbo derretido derramado sobre suas feridas. Um dia aproveitando-se da distração dos outros, conseguiu fugir e se esconder. Sua liberdade descoberta dias depois, foi decapitado.

O corpo de São Vítor ficou durante uma semana sem sepultura e vigiado por duas feras, foi quando São Materno o encontrou e lhe deu digna sepultura. Foi Santo Ambrósio que descobriu a história do soldado africano. São Vitor é um dos Santos mais populares de Milão. É o patrono dos exilados.

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