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	<title>PEDROALTINO.COM.BR &#187; Lamentações</title>
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	<description>Temas católicos, Liturgia diária, Salmos, Santos do dia, Mandamentos...</description>
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		<title>Lamentações</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 20:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Altino de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lamentações]]></category>

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		<description><![CDATA[Lamentações
Capítulo 1
1. Alef. Como está abandonada a cidade tão povoada! Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações. Rainha entre as províncias, ficou sujeita ao tributo.
2. Bet. Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Lamentações</strong></p>
<p><span><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Alef. Como está abandonada a cidade tão povoada! Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações. Rainha entre as províncias, ficou sujeita ao tributo.<br />
<strong>2.</strong> Bet. Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus inimigos.<br />
<strong>3.</strong> Guimel. Judá partiu para o exílio em miséria e dura servidão. Habita entre as nações sem achar repouso. Atingiram-no seus perseguidores entre as suas fronteiras.<br />
<strong>4.</strong> Dalet. Estão de luto os caminhos de Sião, e ninguém mais vem às suas festas. Suas portas todas estão desertas, gemem seus sacerdotes, afligem-se as virgens, e ela mesma vive na amargura.<br />
<strong>5.</strong> He. Apossaram-se dela seus opressores, e tranqüilos vivem seus inimigos, pois o Senhor a aflige por causa do número de seus crimes. Partiram cativos os seus filhos diante do opressor.<br />
<strong>6.</strong> Vau. Desapareceu da filha de Sião toda a sua glória. Seus príncipes se tornaram como cervos que não encontraram pastagens e que fogem, esgotados, diante dos que os perseguem.<br />
<strong>7.</strong> Zain. Nestes dias de males e vida errante, recorda-se Jerusalém das delícias dos tempos idos. Agora que seu povo sucumbiu sob os golpes do inimigo e ninguém vem socorrê-la! Olham-na seus inimigos, e zombam de sua devastação.<br />
<strong>8.</strong> Het. Graves foram os pecados de Jerusalém: ela ficou uma imundície. Quem a honrava, agora a despreza porque lhe viram a nudez. E ela geme e esconde o rosto.<br />
<strong>9.</strong> Tet. Vê-se sua mancha sobre suas vestes. Ela não previra esse fim. É imensa a sua decadência, e ninguém vem consolá-la. Olhai, Senhor, para a minha miséria, porque o inimigo se ensoberbece.<br />
<strong>10.</strong> Iod. O adversário lançou a mão sobre todos os seus tesouros. E ela viu os pagãos penetrarem em seu santuário, aqueles dos quais dissestes que não entrariam em vossa assembléia.<br />
<strong>11.</strong> Caf. Geme todo o seu povo à procura de pão. Por víveres troca suas jóias a fim de recuperar as forças. Vede, Senhor, e considerai o aviltamento a que cheguei!<br />
<strong>12.</strong> Lamed. Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta, a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera.<br />
<strong>13.</strong> Mem. Até aos meus ossos lançou ele do alto um fogo que os devora. Sob meus passos estendeu redes e me fez cair violentamente, enchendo-me de pavor. Eu ando amargurado o dia inteiro!<br />
<strong>14.</strong> Nun. O jugo dos meus crimes está ligado pelas suas mãos. Pesa-me ao pescoço um feixe que faz vacilar minha força. O Senhor me entregou em mãos das quais não posso libertar-me.<br />
<strong>15.</strong> Samec. Rejeitou o Senhor todos os bravos que viviam em meus muros. Enviou contra mim um exército a fim de abater minha jovem elite. O Senhor esmagou no lagar a virgem, filha de Judá.<br />
<strong>16.</strong> Ain. Eis o motivo por que choro; fundem-se em lágrimas os meus olhos, porque ninguém a meu lado me consola, nem me alenta. Vivem consternados os meus filhos, porque triunfa o inimigo.<br />
<strong>17.</strong> Pe. Sião estende as suas mãos sem que ninguém a console. Mandou o Senhor contra Jacó inimigos sem conta. Jerusalém se tornou entre eles objeto de aversão.<br />
<strong>18.</strong> Sade. O Senhor é justo, porque fui rebelde à sua voz. Escutai todos vós, ó povos, e vede a minha dor. Minhas virgens e meus jovens foram conduzidos para o exílio.<br />
<strong>19.</strong> Cof. Implorei a meus amigos e eles me iludiram. Meus sacerdotes e os anciãos pereceram na cidade enquanto buscavam alimento para revigorar as forças.<br />
<strong>20.</strong> Res. Vede, Senhor, a minha angústia! Tremem minhas entranhas, e meu coração está perturbado por causa de minhas revoltas. De fora mata a espada, de dentro alastra a morte.<br />
<strong>21.</strong> Sin. Meus suspiros são ouvidos sem que ninguém me console. Meus inimigos, vendo minha ruína, sentem-se felizes com a vossa intervenção. Fazei vir o dia por vós predito! Que a mesma sorte lhes advenha!<br />
<strong>22.</strong> Tau. Que todos os seus crimes vos estejam presentes! Tratai-os como a mim me tratastes por todos os meus crimes! Porque não cessam meus gemidos, e está doente meu coração.</p>
<p><a name="2"> </a><br />
<strong>Capítulo 2</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Alef. Como cobriu irritado o Senhor com uma nuvem a filha de Sião? Precipitou do céu à terra a gloria de Israel, e na sua cólera desinteressou-se do escabelo dos seus pés.<br />
<strong>2.</strong> Bet. O Senhor destruiu sem piedade todas as moradias de Jacó. E em seu furor arruinou as fortificações da filha de Judá. Lançou por terra e conspurcou o reino e seus príncipes.<br />
<strong>3.</strong> Guimel. Na violência do seu furor, quebrou todo o poder de Israel. Ao aproximar-se o inimigo, retirou o apoio de sua mão, e provocou um incêndio em Jacó que devora tudo que o cerca.<br />
<strong>4.</strong> Dalet. Retesou o arco, qual inimigo; firmou o braço, qual adversário; e tudo quanto encantava os olhos ele degolou. Na tenda da filha de Sião lançou o fogo do seu furor.<br />
<strong>5.</strong> He. Semelhante a um inimigo o Senhor destruiu Israel. Demoliu seus edifícios, abateu suas fortalezas; sobre a filha de Sião acumulou dores sobre dores.<br />
<strong>6.</strong> Vau. Arrombou-lhe a tenda, como um jardim, e devastou seu santuário. O Senhor aboliu em Sião festas e sábados. E no ardor de sua cólera repeliu rei e sacerdote.<br />
<strong>7.</strong> Zaim. Desgostou-se do altar e rejeitou seu santuário. Entregou nas mãos dos inimigos as muralhas de seus fortes; elevaram-se gritos no templo, como nos dias de festas.<br />
<strong>8.</strong> Het. Resolveu o Senhor demolir os muros da filha de Sião. Estendeu o cordel, sem deter-se antes que tudo destruísse, e derrubou o muro e o antemuro que, juntos, desabaram.<br />
<strong>9.</strong> Tet. Jazem sob escombros as suas portas que ele quebrou, partindo as traves. Acham-se no estrangeiro seu rei e príncipes. Não há mais oráculos. Mesmo os profetas não mais recebem as visões do Senhor.<br />
<strong>10.</strong> Iod. Sentados no chão, taciturnos, jazem os anciãos da filha de Sião. Jogaram poeira sobre os cabelos; vestiram-se com sacos; e as virgens de Jerusalém pendem a fronte para a terra.<br />
<strong>11.</strong> Caf. Ardiam-me os olhos, de tantas lágrimas; fremiam minhas entranhas. Minha bílis se espalhou por terra, ante a ruína da filha de meu povo, quando nas ruas da cidade desfaleciam os meninos e as crianças de peito.<br />
<strong>12.</strong> Lamed. Onde há pão (e onde há vinho)?!, diziam eles às mães, desfalecendo, quais feridos, nas ruas da cidade, e entregando a alma no regaço materno.<br />
<strong>13.</strong> Mem. Que dizer? A quem te comparar, filha de Jerusalém? Quem irá salvar-te e consolar-te, ó virgem, filha de Sião? É imensa como o mar tua ruína: quem poderá curar-te?<br />
<strong>14.</strong> Nun. Os teus profetas tinham visões apenas extravagantes e balofas. Não manifestaram tua malícia, o que teria poupado teu exílio. Os oráculos que te davam eram apenas mentiras e enganos.<br />
<strong>15.</strong> Samec. Todos os transeuntes, ao te verem, batem palmas, e assobiando meneiam a cabeça sobre a filha de Jerusalém. Eis a cidade da qual diziam ser a beleza perfeita, a alegria do universo.<br />
<strong>16.</strong> Pe. Abrem a boca contra ti todos os teus inimigos. Escarnecem e rangem os dentes. Nós destruímos, dizem eles, eis o dia esperado, estamos nele, estamos vendo!<br />
<strong>17.</strong> Ain. Realizou o Senhor o seu desígnio, executando as ameaças que outrora proferira. E destruiu sem piedade. À tua custa contentou o inimigo, exaltando o poder de teus adversários.<br />
<strong>18.</strong> Sade. Seu coração clama ao Senhor. Ó muralha da filha de Sião, transborda dia e noite a torrente de tuas lágrimas! Não te dês descanso, e teus olhos não cessem de chorar!<br />
<strong>19.</strong> Cof. Levanta-te à noite; grita ao início de cada vigília; que se derrame teu coração ante a face do Senhor. Ergue para ele as mãos, pela vida de teus filhos que caem de inanição, em todos os cantos das ruas.<br />
<strong>20.</strong> Res. Olhai, Senhor, e considerai! A quem jamais tratastes assim? Como! Mães a devorar os seus frutos, suas criancinhas de colo! Foram massacrados sacerdotes e profetas no santuário do Senhor!<br />
<strong>21.</strong> Sin. Jazem pelo chão nas ruas o menino e o velho. Virgens e jovens pereceram pelo gládio. Matastes, no dia de vossa cólera, imolastes sem piedade.<br />
<strong>22.</strong> Tau. Convocastes como para uma festa a multidão de terrores. No dia do furor divino ninguém fugiu, nenhum escapou. E aqueles que criei e eduquei meu inimigo os exterminou!</p>
<p><a name="3"> </a><br />
<strong>Capítulo 3</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Eu sou o homem que conheceu a dor, sob a vara de seu furor.<br />
<strong>2.</strong> Conduziu-me e me fez caminhar nas trevas e não na claridade.<br />
<strong>3.</strong> Ele não cessa de voltar a mão todos os dias contra mim.<br />
<strong>4.</strong> Consumiu minha carne e minha pele, partiu meus ossos.<br />
<strong>5.</strong> Em torno de mim acumulou veneno e dor.<br />
<strong>6.</strong> Fez-me morar nas trevas como os mortos do tempo antigo.<br />
<strong>7.</strong> Cercou-me com muralhas sem saída, carregou-me de pesados grilhões.<br />
<strong>8.</strong> Não obstante meus gritos e apelos sufocou a minha prece!<br />
<strong>9.</strong> Fechou-me a vereda com pedras e obstruiu o meu caminho.<br />
<strong>10.</strong> Foi ele para mim qual urso de emboscada, qual leão traiçoeiro.<br />
<strong>11.</strong> Desviou-me para me dilacerar, deixando-me no abandono.<br />
<strong>12.</strong> Retesou o arco e me tomou para alvo de suas setas.<br />
<strong>13.</strong> Cravou em meus rins as flechas de sua aljava.<br />
<strong>14.</strong> Tornei-me escárnio do meu povo, objeto constante de suas canções.<br />
<strong>15.</strong> Saturou-me de amarguras, saciou-me de absinto.<br />
<strong>16.</strong> Quebrou-me os dentes com cascalhos, mergulhou-me em cinzas.<br />
<strong>17.</strong> A paz foi roubada de minha alma, nem sei mais o que é felicidade.<br />
<strong>18.</strong> E eu penso: perdi minha força e minha esperança no Senhor.<br />
<strong>19.</strong> A lembrança de meus tormentos e minhas misérias é para mim absinto e veneno.<br />
<strong>20.</strong> A pensar nisso sem cessar, minha alma desfalece dentro de mim.<br />
<strong>21.</strong> Eis, porém, o que vou tomar a peito para recuperar a esperança.<br />
<strong>22.</strong> É graças ao Senhor que não fomos aniquilados, porque não se esgotou sua piedade.<br />
<strong>23.</strong> Cada manhã ele se manifesta e grande é sua fidelidade.<br />
<strong>24.</strong> Disse-me a alma: o Senhor é minha partilha, e assim nele confio.<br />
<strong>25.</strong> O Senhor é bom para quem nele confia, para a alma que o procura.<br />
<strong>26.</strong> Bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor.<br />
<strong>27.</strong> É bom para o homem carregar seu jugo na mocidade.<br />
<strong>28.</strong> Permaneça só e em silêncio, quando Deus lho determinar!<br />
<strong>29.</strong> Leve sua boca ao pó; haverá, talvez, esperança?<br />
<strong>30.</strong> Estenda a face a quem o fere, e se farte de opróbrios!<br />
<strong>31.</strong> Porque o Senhor não repele para sempre.<br />
<strong>32.</strong> Após haver afligido, ele tem piedade, porque é grande sua misericórdia.<br />
<strong>33.</strong> Não lhe alegra o coração humilhar e afligir os homens.<br />
<strong>34.</strong> Calcar aos pés todos os cativos da terra;<br />
<strong>35.</strong> violar o direito de um homem à face do Altíssimo;<br />
<strong>36.</strong> lesar os direitos de outros&#8230; Não vê tudo isso o Senhor?<br />
<strong>37.</strong> De quem se executa a ordem, sem que Deus a ordene?<br />
<strong>38.</strong> Não é da boca do Altíssimo que procedem males e bens?<br />
<strong>39.</strong> De que pode o homem em vida queixar-se? Que cada um se queixe de seus pecados.<br />
<strong>40.</strong> Examinemos, escrutemos o nosso proceder, e voltemos para o Senhor.<br />
<strong>41.</strong> Elevemos os corações, tanto quanto as mãos, para Deus lá nos céus.<br />
<strong>42.</strong> Pecamos, recalcitramos, e não nos perdoastes.<br />
<strong>43.</strong> Cobristes-vos de cólera para nos perseguir. Matastes sem piedade.<br />
<strong>44.</strong> Numa nuvem vos envolvestes para impedir que a prece a atravessasse.<br />
<strong>45.</strong> E de nós fizestes raspas, refugo das nações.<br />
<strong>46.</strong> Contra nós abrem a boca todos os nossos inimigos.<br />
<strong>47.</strong> Fosso e terror &#8211; é o nosso quinhão, com ruínas e desolação.<br />
<strong>48.</strong> Rios de lágrimas correm-me dos olhos, por causa da ruína da filha de meu povo.<br />
<strong>49.</strong> Não cessam meus olhos de chorar, porque não cessa (a desgraça),<br />
<strong>50.</strong> até que do alto dos céus o Senhor desça seu olhar.<br />
<strong>51.</strong> Minha alma se amargura, ao ver todas as filhas da minha cidade.<br />
<strong>52.</strong> Caçaram-me como a um pardal os que, sem razão, me odeiam.<br />
<strong>53.</strong> Quiseram precipitar-me no fosso rolando uma pedra sobre mim.<br />
<strong>54.</strong> Acima de mim subiam as águas: Estou perdido!, exclamei.<br />
<strong>55.</strong> Invoquei, Senhor, o vosso nome do profundo fosso.<br />
<strong>56.</strong> Ouvistes-me gritar: Não aparteis do meu chamado o vosso ouvido.<br />
<strong>57.</strong> E vós viestes no dia em que vos invoquei e dissestes: Não tenhas medo!<br />
<strong>58.</strong> Defendestes, Senhor, a minha causa, e minha vida resgatastes.<br />
<strong>59.</strong> Vistes, Senhor, o mal que me fizeram: fazei-me justiça.<br />
<strong>60.</strong> Vós vedes seus projetos vingativos e suas tramas contra mim.<br />
<strong>61.</strong> Senhor, ouvistes suas injúrias e todos os seus conluios contra mim;<br />
<strong>62.</strong> As palavras de meus inimigos e o que sem cessar estão tramando contra mim.<br />
<strong>63.</strong> Observai-os: sentados ou de pé, fazem de mim objeto de suas canções.<br />
<strong>64.</strong> Dai-lhes, Senhor, a paga, o que merece o seu proceder.<br />
<strong>65.</strong> Cegai-lhes o coração; feri-os com a vossa maldição;<br />
<strong>66.</strong> persegui-os com vossa cólera, e exterminai-os do nosso universo, Senhor!</p>
<p><a name="4"> </a><br />
<strong>Capítulo 4</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Alef. Como escureceu o ouro, como se alterou o ouro fino! Foram dispersadas as pedras sagradas por todos os cantos da rua?<br />
<strong>2.</strong> Bet. Os nobres filhos de Sião, tão estimados quanto o ouro fino, ei-los contados como vasos, obra de um oleiro!<br />
<strong>3.</strong> Guimel. Mesmo chacais dão a mama a fim de aleitar suas crias; mas a filha do meu povo é cruel, qual avestruz do deserto.<br />
<strong>4.</strong> Dalet. A língua dos bebês, de tanta sede, se lhes prega ao palato! As crianças reclamam pão. E ninguém lho dá.<br />
<strong>5.</strong> He. Aqueles que em comidas finas se compraziam definham pelas ruas. E os que foram educados no fausto têm por leito o esterco.<br />
<strong>6.</strong> Vau. O castigo da filha do meu povo é maior que o pecado de Sodoma, num momento destruída sem que ninguém lhe lançasse a mão.<br />
<strong>7.</strong> Zain. Os príncipes brilhavam mais que a neve, mais brancos do que o leite. Seus corpos eram mais vermelhos que o coral, e era de safira o seu aspecto.<br />
<strong>8.</strong> Het. Agora, seus rostos ficaram mais sombrios do que a fuligem; pelas ruas, são irreconhecíveis. A pele se lhes colou aos ossos, e qual madeira ressecou-se.<br />
<strong>9.</strong> Tet. As vítimas do gládio são mais felizes do que as da fome, que lentamente se esgotam pela falta dos produtos da terra.<br />
<strong>10.</strong> Iod. Mãos de mulheres, cheias de ternura, cozinharam os filhos, a fim de servirem de alimento, quando da ruína da filha de meu povo.<br />
<strong>11.</strong> Caf. O Senhor saciou o seu furor, e derramou o ardor de sua cólera, acendendo um fogo em Sião que a devorou até os alicerces.<br />
<strong>12.</strong> Lamed. Não podiam acreditar os reis da terra, e todos os habitantes do mundo, que o inimigo opressor transporia as portas de Jerusalém.<br />
<strong>13.</strong> Mem. Foi por causa dos pecados de seus profetas e das iniqüidades dos sacerdotes, que derramavam em seus muros o sangue dos justos.<br />
<strong>14.</strong> Nun. Quais cegos erravam pelas ruas, vertendo sangue a tal ponto que ninguém ousava tocar em suas vestes.<br />
<strong>15.</strong> Samec. Para trás! É um impuro! &#8211; lhes gritavam. Para trás! Para trás! Não toqueis! E quando fugiam, errantes entre os pagãos, todos diziam: Aqui não ficarão.<br />
<strong>16.</strong> Pe. A face do Senhor dispersou-os e para eles não olha mais: nenhuma deferência aos sacerdotes, nem piedade com os anciãos.<br />
<strong>17.</strong> Ain. Nossos olhos se consumiam, na esperança de um vão socorro. Espreitávamos do alto das torres a vinda de um povo incapaz de nos livrar.<br />
<strong>18.</strong> Sade. Espreitavam os nossos passos; nem mais podíamos andar pela rua. Nosso fim se aproxima. Terminam nossos dias. Sim! Chegou o nosso termo.<br />
<strong>19.</strong> Cof. Os que nos perseguiam eram mais velozes que as águias do céu. Seguiram-nos pelos montes e nos armaram ciladas no deserto.<br />
<strong>20.</strong> Res. O sopro de nossa vida o ungido do Senhor, caiu em suas ciladas. De quem dizíamos: À sua sombra viveremos entre as nações.<br />
<strong>21.</strong> Sin. Exulta, alegra-te, filha de Edom, habitante da terra de Hus! A ti também será passado o cálice, e embriagada descobrirás tua nudez.<br />
<strong>22.</strong> Tau. Findou teu castigo, filha de Sião (Deus) não mais te exilará. É a teus crimes que ele vai castigar, filha de Edom, e descobrir os teus pecados.</p>
<p><a name="5"> </a><br />
<strong>Capítulo 5</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Lembrai-vos, Senhor, do que nos aconteceu. Olhai, considerai nossa humilhação.<br />
<strong>2.</strong> Nossa herança passou a mãos estranhas, e nossas casas foram entregues a desconhecidos.<br />
<strong>3.</strong> Órfãos, fomos privados de nossos pais, e nossas mães são como viúvas.<br />
<strong>4.</strong> Somente a preço de dinheiro nos é dado beber; a nossa lenha, devemos pagá-la.<br />
<strong>5.</strong> Carregando o jugo ao pescoço, somo perseguidos, extenuamo-nos, não há trégua para nós!<br />
<strong>6.</strong> Estendemos a mão ao Egito e à Assíria para obtermos o pão para comer.<br />
<strong>7.</strong> Pecaram nossos pais, e já não existem, e sobre nós caíram os castigos de suas iniqüidades.<br />
<strong>8.</strong> Um povo de escravos domina sobre nós. Ninguém nos arrebata de suas mãos.<br />
<strong>9.</strong> Se comemos o pão, é com perigo de nossa vida, por causa da espada que ataca no deserto.<br />
<strong>10.</strong> Nossa pele esbraseou-se como ao forno, sob os ardores da fome.<br />
<strong>11.</strong> Foram violadas as mulheres de Sião e as jovens nas cidades de Judá;<br />
<strong>12.</strong> chefes foram executados pelas mãos (dos inimigos) que nenhum respeito tiveram pelos anciãos.<br />
<strong>13.</strong> Jovens tiveram que girar a mó, e adolescentes vergaram sob o peso dos fardos de lenha.<br />
<strong>14.</strong> Não se assentam mais às portas os anciãos, deixaram os jovens de dedilhar as cordas da lira.<br />
<strong>15.</strong> Fugiu-nos a alegria dos corações; nossas danças se converteram em luto.<br />
<strong>16.</strong> Caiu-nos da cabeça a coroa; desgraçados de nós, porque pecamos.<br />
<strong>17.</strong> Amargurou-se-nos o coração, e nossos olhos toldaram-se (de lágrimas),<br />
<strong>18.</strong> porque o monte Sião foi assolado, e nele andam à solta os chacais.<br />
<strong>19.</strong> Vós, porém, Senhor, sois eterno, e vosso trono subsistirá através dos tempos.<br />
<strong>20.</strong> Por que persistir em esquecer-nos? Por que abandonar-nos para sempre?<br />
<strong>21.</strong> Reconduzi-nos a vós, Senhor; e voltaremos. Fazei-nos reviver os dias de outrora.<br />
<strong>22.</strong> A menos que nos tenhais abandonado, e que contra nós demasiadamente vos tenhais irritado.<br />
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