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	<title>PEDROALTINO.COM.BR &#187; Êxodo</title>
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	<description>Temas católicos, Liturgia diária, Salmos, Santos do dia, Mandamentos...</description>
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		<title>Êxodo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 18:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Altino de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Êxodo]]></category>

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		<description><![CDATA[Êxodo
 Capítulo 1
1. Eis os nomes dos filhos de Israel que vieram para o Egito com Jacó, cada um com sua família:
2. Rubem, Simeão, Levi, Judá,
3. Issacar, Zabulon, Benjamim,
4. Dã, Neftali, Gad e Aser.
5. Todas as pessoas saídas de Jacó eram em número de setenta. José estava já no Egito.
6. E, morto José, assim como todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Êxodo</strong></p>
<p><span><a name="1"> </a><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Eis os nomes dos filhos de Israel que vieram para o Egito com Jacó, cada um com sua família:<br />
<strong>2.</strong> Rubem, Simeão, Levi, Judá,<br />
<strong>3.</strong> Issacar, Zabulon, Benjamim,<br />
<strong>4.</strong> Dã, Neftali, Gad e Aser.<br />
<strong>5.</strong> Todas as pessoas saídas de Jacó eram em número de setenta. José estava já no Egito.<br />
<strong>6.</strong> E, morto José, assim como todos os seus irmãos e toda aquela geração,<br />
<strong>7.</strong> os israelitas foram fecundos e multiplicaram-se; tornaram-se tão numerosos e tão fortes, que a terra ficou cheia deles.<br />
<strong>8.</strong> Entretanto, subiu ao trono do Egito um novo rei, que não tinha conhecido José.<br />
<strong>9.</strong> Ele disse ao seu povo: Vede: os israelitas tornaram-se numerosos e fortes demais para nós.<br />
<strong>10.</strong> Vamos! É preciso tomar precaução contra eles e impedir que se multipliquem, para não acontecer que, sobrevindo uma guerra, se unam com os nossos inimigos e combatam contra nós, e se retirem do país.<br />
<strong>11.</strong> Estabeleceu, pois, sobre eles, feitores para acabrunhá-los com trabalhos penosos: eles construíram para o faraó as cidades de Pitom e Ramsés, que deviam servir de entreposto.<br />
<strong>12.</strong> Quanto mais os acabrunhavam, porém, tanto mais eles se multiplicavam e se espalhavam, a ponto de os egípcios os aborrecerem.<br />
<strong>13.</strong> Impunham-lhes a mais dura servidão,<br />
<strong>14.</strong> e amarguravam-lhes a vida com duros trabalhos na argamassa e na fabricação de tijolos, bem como com toda sorte de trabalhos nos campos e todas as tarefas que se lhes impunham tiranicamente.<br />
<strong>15.</strong> O rei do Egito dirigiu-se, igualmente, às parteiras dos hebreus uma se chamava Séfora e a outra, Fua),<br />
<strong>16.</strong> e disse-lhes: Quando assistirdes às mulheres dos hebreus, e as virdes sobre o leito, se for um filho, atá-lo-eis; mas se for uma filha, deixá-la-eis viver.<br />
<strong>17.</strong> Mas as parteiras temiam a Deus, e não executaram as ordens do rei do Egito, deixando viver os meninos.<br />
<strong>18.</strong> O rei mandou-as chamar então e disse-lhes: Por que agistes assim, e deixastes viver os meninos?<br />
<strong>19.</strong> Porque, responderam elas ao faraó, as mulheres dos hebreus não são como as dos egípcios: elas são vigorosas, e já dão à luz antes que chegue a parteira.<br />
<strong>20.</strong> Deus beneficiou as parteiras: o povo continuou a multiplicar-se e a espalhar-se.<br />
<strong>21.</strong> Porque elas haviam temido a Deus, ele fez prosperar suas famílias.<br />
<strong>22.</strong> Então o faraó deu esta ordem a todo o seu povo: Todo menino que nascer, atirá-lo-eis ao Nilo. Deixareis, porém, viver todas as meninas.</p>
<p><a name="2"> </a><br />
<strong>Capítulo 2</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Um homem da casa de Levi tinha tomado por mulher uma filha de Levi,<br />
<strong>2.</strong> que ficou em breve grávida, e deu à luz um filho. Vendo que era formoso, escondeu-o durante três meses.<br />
<strong>3.</strong> Mas, não podendo guardá-lo oculto por mais tempo, tomou uma cesta de junco, untou-a de betume e pez, colocou dentro o menino e depô-la à beira do rio, no meio dos caniços.<br />
<strong>4.</strong> A irmã do menino colocara-se a alguma distância para ver o que lhe havia de acontecer.<br />
<strong>5.</strong> Ora, a filha do faraó desceu ao rio para se banhar, enquanto suas criadas passeavam à beira do rio. Ela viu a cesta no meio dos juncos e mandou uma de suas criadas buscá-la.<br />
<strong>6.</strong> Abriu-a e viu dentro o menino que chorava. E compadeceu-se: “É um filho dos hebreus”, disse ela.<br />
<strong>7.</strong> Veio então a irmã do menino e disse à filha do faraó: “Queres que vá procurar entre as mulheres dos hebreus uma ama de leite para amamentar o menino?”<br />
<strong>8.</strong> “Sim”, disse a filha do faraó. E a moça correu a buscar a mãe do menino.<br />
<strong>9.</strong> “Toma este menino, disse-lhe a filha do faraó, amamenta-o; dar-te-ei o teu salário”. A mulher tomou o menino e o amamentou.<br />
<strong>10.</strong> Quando o menino cresceu, ela o conduziu à filha do faraó, que o adotou como seu filho e deu-lhe o nome de Moisés, “porque, disse ela, eu o salvei das águas”.<br />
<strong>11.</strong> Moisés cresceu. Um dia em que saíra por acaso para ir ter com os seus irmãos, foi testemunha de seus duros trabalhos, e viu um egípcio ferindo um hebreu dentre seus irmãos.<br />
<strong>12.</strong> Moisés, voltando-se para um e outro lado e vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio e ocultou-o na areia.<br />
<strong>13.</strong> Saindo de novo no dia seguinte, viu dois hebreus que estavam brigando. E disse ao culpado: “Por que feres o teu companheiro?”<br />
<strong>14.</strong> Mas o homem respondeu-lhe: “Quem te constituiu chefe e juiz sobre nós? Queres, por ventura, matar-me como mataste o egípcio?” Moisés teve medo e pensou: “Certamente a coisa já é conhecida.”<br />
<strong>15.</strong> O faraó, sabendo do ocorrido, procurou matar Moisés, mas este fugiu para longe do faraó. Retirou-se para a terra de Madiã, e sentou-se junto de um poço.<br />
<strong>16.</strong> Ora, as sete filhas do sacerdote de Madiã vieram tirar água do poço e encher as gamelas para dar de beber às ovelhas de seu pai.<br />
<strong>17.</strong> Sobrevindo então alguns pastores, as expulsavam. Moisés, porém, tomou sua defesa e deu de beber ao seu rebanho.<br />
<strong>18.</strong> E, voltando elas para junto de Raguel, seu pai, este disse-lhes: “Por que voltais hoje tão cedo?”<br />
<strong>19.</strong> Elas responderam: “Um egípcio nos protegeu contra alguns pastores e, além disso, tirou água ele mesmo e deu de beber aos animais”.<br />
<strong>20.</strong> “Onde está ele? perguntou às suas filhas. Porque o deixastes partir? Chamai-o para que coma alguma coisa”.<br />
<strong>21.</strong> Moisés aceitou ficar em casa desse homem, o qual lhe deu por mulher sua filha Séfora.<br />
<strong>22.</strong> Ela teve um filho, que Moisés chamou de Gérson, “porque, disse ele, sou apenas um hóspede em terra estrangeira”.<br />
<strong>23.</strong> Muito tempo depois morreu o rei do Egito. Os israelitas, que gemiam ainda sob o peso da servidão, clamaram, e, do fundo de sua escravidão, subiu o seu clamor até Deus.<br />
<strong>24.</strong> Deus ouviu seus gemidos e lembrou-se de sua aliança com Abraão, Isaac e Jacó.<br />
<strong>25.</strong> Olhou para os israelitas e reconheceu-os.</p>
<p><a name="3"> </a><br />
<strong>Capítulo 3</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb.<br />
<strong>2.</strong> O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama (que saía) do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia.<br />
<strong>3.</strong> “Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome.”<br />
<strong>4.</strong> Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui!” respondeu ele.<br />
<strong>5.</strong> E Deus: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.<br />
<strong>6.</strong> Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus.<br />
<strong>7.</strong> O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos.<br />
<strong>8.</strong> E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel, lá onde habitam os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.<br />
<strong>9.</strong> Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios.<br />
<strong>10.</strong> Vai, eu te envio ao faraó para tirar do Egito os israelitas, meu povo”.<br />
<strong>11.</strong> Moisés disse a Deus: “Quem sou eu para ir ter com o faraó e tirar do Egito os israelitas?”<br />
<strong>12.</strong> “Eu estarei contigo, respondeu Deus; e eis aqui um sinal de que sou eu que te envio: quando tiveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus sobre esta montanha”.<br />
<strong>13.</strong> Moisés disse a Deus: “Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome?”<br />
<strong>14.</strong> Deus respondeu a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE SOU”. E ajuntou: “Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) EU SOU envia-me junto de vós.”<br />
<strong>15.</strong> Deus disse ainda a Moisés: “Assim falarás aos israelitas: É JAVÉ, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, quem me envia junto de vós. Este é o meu nome para sempre, e é assim que me chamarão de geração em geração”.<br />
<strong>16.</strong> “Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: o Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó apareceu-me. E disse-me: eu vos visitei, e vi o que se vos faz no Egito,<br />
<strong>17.</strong> e disse: tirar-vos-ei do Egito onde sois oprimidos, para fazer-vos subir para a terra dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra que mana leite e mel.<br />
<strong>18.</strong> Eles ouvirão a tua voz. Irás então com os anciãos de Israel à presença do rei do Egito e lhe direis: o Senhor, o Deus dos hebreus, nos apareceu. Deixa-nos, pois, ir para o deserto, a três dias de caminho, para oferecer sacrifícios ao Senhor, nosso Deus.<br />
<strong>19.</strong> Eu sei que o rei do Egito não vos deixará partir, se ele não for obrigado pela força.<br />
<strong>20.</strong> Mas estenderei a mão e ferirei o Egito com toda sorte de prodígios que farei no meio deles. Depois disso, o faraó vos deixará partir.<br />
<strong>21.</strong> Farei com que esse povo ganhe as boas graças dos egípcios, e, quando partirdes, não ireis com as mãos vazias:<br />
<strong>22.</strong> cada mulher pedirá à sua vizinha e àquela que mora em sua casa objetos de prata e de ouro, e vestidos que poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas. Assim despojareis os egípcios.”</p>
<p><a name="4"> </a><br />
<strong>Capítulo 4</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Moisés respondeu: “Eles não me crerão, nem me ouvirão, e vão dizer que o Senhor não me apareceu”.<br />
<strong>2.</strong> O Senhor disse-lhe: “O que tens na mão?” “Uma vara.”<br />
<strong>3.</strong> “Joga-a por terra”. Ele jogou-a por terra; e a vara transformou-se numa serpente, de modo que Moisés recuou.<br />
<strong>4.</strong> O Senhor disse-lhe: “Estende tua mão e toma-a pela cauda – ele estendeu a mão e tomou-a, e a serpente tornou-se de novo uma vara em sua mão–;<br />
<strong>5.</strong> é para que creiam que o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, realmente te apareceu”.<br />
<strong>6.</strong> O Senhor continuou: “Mete a tua mão no teu seio”. Ele meteu a mão em seu seio e, quando a retirou, sua mão estava leprosa, tão branca como a neve.<br />
<strong>7.</strong> O Senhor disse-lhe: “Mete de novo a mão em teu seio”. Ele meteu de novo a mão em seu seio e, retirando-a, eis que ela se tornara como o restante de sua carne.<br />
<strong>8.</strong> “Se não te crerem, nem obedecerem à voz do primeiro prodígio, crerão à voz do segundo.<br />
<strong>9.</strong> Se ainda permanecerem incrédulos diante desses dois prodígios, nem te ouvirem, tomarás da água do Nilo e derramá-la-ás por terra; a água tirada do rio tornar-se-á sangue sobre a terra”.<br />
<strong>10.</strong> Moisés disse ao Senhor: “Ah, Senhor! Eu não tenho o dom da palavra; nunca o tive, nem mesmo depois que falastes ao vosso servo; tenho a boca e a língua pesadas”.<br />
<strong>11.</strong> O Senhor disse-lhe: “Quem deu uma boca ao homem? Quem o faz mudo ou surdo, o faz ver ou cego? Não sou eu o Senhor?<br />
<strong>12.</strong> Vai, pois, eu estarei contigo quando falares, e ensinar-te-ei o que terás de dizer.”<br />
<strong>13.</strong> “Ah, Senhor! disse Moisés, mandai quem quiserdes!”<br />
<strong>14.</strong> Então o Senhor irritou-se contra Moisés: “Não tens Aarão, disse ele, teu irmão, o levita? Eu sei que ele fala bem. Ei-lo justamente que vem ao teu encontro e, vendo-te, alegrar-se-á o seu coração.<br />
<strong>15.</strong> Tu lhe falarás, pôr-lhe-ás as palavras na boca. E, quando falardes, eu estarei contigo e com ele, e vos ensinarei o que tereis a fazer.<br />
<strong>16.</strong> É ele quem falará ao povo em teu lugar: ele te servirá de boca e tu lhe servirás de Deus.<br />
<strong>17.</strong> Toma em tua mão esta vara, com a qual operarás prodígios”.<br />
<strong>18.</strong> Moisés partiu. De volta para junto de Jetro, seu sogro, disse-lhe: “Rogo-te que me deixes partir, e voltar para junto de meus irmãos no Egito; vou ver se ainda vivem.” Jetro disse a Moisés: “Vai em paz”. Volta de Moisés ao Egito<br />
<strong>19.</strong> O Senhor disse a Moisés em Madiã: “Vai, volta ao Egito, porque todos aqueles que atentavam contra a tua vida estão mortos”.<br />
<strong>20.</strong> Moisés tomou consigo sua mulher e seus filhos, fê-los montar em jumentos e voltou para o Egito. Levava na mão a vara de Deus.<br />
<strong>21.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Agora que voltas ao Egito, cuida para que todos os prodígios, que te concedi o poder de operar, tu os faças na presença do faraó. Mas endurecerei o seu coração e ele não deixará partir o povo.<br />
<strong>22.</strong> Tu lhe dirás: assim fala o Senhor: Israel é meu filho primogênito.<br />
<strong>23.</strong> Eu te digo: deixa ir o meu filho, para que ele me preste um culto. Se te recusas a deixá-lo partir, farei perecer teu filho primogênito”.<br />
<strong>24.</strong> Estando Moisés a caminho, numa estalagem, atacou o Senhor Moisés procurando matá-lo.<br />
<strong>25.</strong> Séfora tomou então uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e atirou-o aos pés de Moisés, dizendo: “Tu me és um esposo de sangue!”<br />
<strong>26.</strong> Assim o Senhor o deixou. Séfora havia dito: “esposo de sangue”, por causa da circuncisão.<br />
<strong>27.</strong> O Senhor disse a Aarão: “Vai ao encontro de Moisés no deserto.” Aarão foi e, encontrando seu irmão na montanha de Deus, beijou-o.<br />
<strong>28.</strong> Moisés contou-lhe tudo o que lhe tinha dito o Senhor ao enviá-lo, e todos os prodígios que lhe tinha ordenado fazer.<br />
<strong>29.</strong> Moisés e Aarão continuaram seu caminho e reuniram todos os anciãos de Israel.<br />
<strong>30.</strong> Aarão repetiu todas as palavras que o Senhor tinha dito a Moisés, e este fez os prodígios em presença do povo.<br />
<strong>31.</strong> O povo acreditou. E, tendo ouvido que o Senhor viera visitar os filhos de Israel, e que vira sua aflição, inclinaram-se e prostraram-se.</p>
<p><a name="5"> </a><br />
<strong>Capítulo 5</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Depois disso, Moisés e Aarão dirigiram-se ao faraó e disseram-lhe: “Assim fala o Senhor, o Deus de Israel: deixa ir o meu povo, para que me faça uma festa no deserto”.<br />
<strong>2.</strong> O faraó respondeu: “Quem é esse Senhor, para que eu lhe deva obedecer, deixando partir Israel? Não conheço o Senhor, e não deixarei partir Israel”.<br />
<strong>3.</strong> Eles prosseguiram: “O Deus dos hebreus nos apareceu. Deixa-nos ir ao deserto, a três dias de caminho, para oferecer sacrifícios ao Senhor, para que não nos fira ele pela peste ou pela espada”.<br />
<strong>4.</strong> O rei do Egito disse-lhes: “Moisés e Aarão, por que quereis desviar o povo do seu trabalho? Ide às vossas ocupações”.<br />
<strong>5.</strong> E ajuntou: “O povo é, atualmente, numeroso, e vós o faríeis interromper seus trabalhos!”<br />
<strong>6.</strong> Naquele mesmo dia, deu o faraó ao inspetor do povo e aos vigias esta ordem:<br />
<strong>7.</strong> “Não fornecereis mais, como dantes, a palha ao povo para fazer os tijolos: irão eles mesmos procurá-la.<br />
<strong>8.</strong> Entretanto, exigi deles a mesma quantidade de tijolos que antes, sem nada diminuir. São uns preguiçosos. É por isso que clamam: queremos ir oferecer sacrifícios ao nosso Deus.<br />
<strong>9.</strong> Que sejam sobrecarregados de trabalhos ocupem-se eles de suas tarefas e não dêem ouvidos às mentiras que se lhes contam!”<br />
<strong>10.</strong> Os inspetores e os vigias do povo foram dizer-lhes:<br />
<strong>11.</strong> “o faraó manda-vos dizer que já não vos fornecerá palha; e que vós mesmos devereis procurá-la onde houver, mas nada se diminuirá de vosso trabalho”.<br />
<strong>12.</strong> Espalhou-se, pois, o povo por todo o Egito para ajuntar restolhos em lugar de palha.<br />
<strong>13.</strong> Os inspetores instavam com eles, dizendo: “Aprontai vossa tarefa diária, como quando se vos fornecia palha.”<br />
<strong>14.</strong> Açoitavam até os vigias israelitas que os inspetores do faraó tinham estabelecido sobre eles. Diziam-lhes: “Por que não terminastes, ontem e hoje, como antes, o que se vos havia fixado de tijolos a fazer?”<br />
<strong>15.</strong> Os vigias israelitas foram queixar-se ao faraó: “Por que, perguntaram eles, procedes desse modo com os teus servos?<br />
<strong>16.</strong> Não se nos fornece mais a palha e se nos diz: fazei tijolos. E chegam até a nos açoitar (como se) teu povo estivesse em falta”.<br />
<strong>17.</strong> O faraó respondeu: “Vós sois uns preguiçosos, sim, uns preguiçosos! É por isso que dizeis: queremos ir oferecer sacrifícios ao Senhor.<br />
<strong>18.</strong> E agora, ao trabalho! Não se vos fornecerá a palha, mas deveis entregar a mesma quantidade de tijolos.”<br />
<strong>19.</strong> Os vigias israelitas aos quais diziam: “Nada diminuireis da entrega diária de tijolos”, viram-se em um cruel embaraço.<br />
<strong>20.</strong> Saindo da casa do faraó, encontraram Moisés e Aarão que os esperavam.<br />
<strong>21.</strong> Disseram-lhes: “Que o Senhor vos veja e vos julgue, vós, que atraístes sobre nós a aversão do faraó e de sua gente, e pusestes em suas mãos a espada para nos matar”.<br />
<strong>22.</strong> Moisés voltou-se de novo para o Senhor: “Ó Senhor, disse-lhe ele, por que fizestes mal a este povo? Por que me enviastes?<br />
<strong>23.</strong> Desde que fui falar ao faraó em vosso nome, ele maltrata o povo, e vós não o livrastes de maneira alguma.”</p>
<p><a name="6"> </a><br />
<strong>Capítulo 6</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor respondeu: “Verás o que vou fazer ao faraó: forçado por uma mão poderosa, ele os deixará partir; forçado por uma mão poderosa, ele os expulsará de sua terra”.<br />
<strong>2.</strong> Deus disse a Moisés: “Eu sou o Senhor.<br />
<strong>3.</strong> Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó como o Deus todo-poderoso, mas não me dei a conhecer a eles pelo meu nome de Javé.<br />
<strong>4.</strong> Eu me comprometi com eles a lhes dar a terra de Canaã, a terra onde levaram uma vida errante e habitaram como estrangeiros.<br />
<strong>5.</strong> Ouvi o clamor dos israelitas oprimidos pêlos egípcios, e lembrei-me de minha aliança.<br />
<strong>6.</strong> Por isso, dize aos israelitas: eu sou o Senhor; vou libertar-vos do jugo dos egípcios e livrar-vos de sua servidão. Estenderei o braço para essa libertação e manifestarei uma terrível justiça.<br />
<strong>7.</strong> Tomar-vos-ei para meu povo e serei o vosso Deus, e sabereis que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos terei libertado do jugo dos egípcios.<br />
<strong>8.</strong> Introduzir-vos-ei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaac e a Jacó: e vos darei a possessão dessa terra, eu, o Senhor”.<br />
<strong>9.</strong> Moisés repetiu essas palavras aos israelitas, mas estes não o ouviram, tão grande era o abatimento de sua alma e penosa a sua servidão.<br />
<strong>10.</strong> O Senhor disse então a Moisés:<br />
<strong>11.</strong> “Vai pedir ao faraó, ao rei do Egito, que deixe sair de sua terra os israelitas”.<br />
<strong>12.</strong> Moisés respondeu ao Senhor: “Os israelitas não me ouviram; como me ouvirá o faraó, a mim que não tenho o dom da palavra?”<br />
<strong>13.</strong> O Senhor falou a Moisés e a Aarão, e deu-lhes a ordem de irem ter com o faraó, o rei do Egito, a fim de tirarem da terra do Egito os filhos de Israel.<br />
<strong>14.</strong> Eis os chefes das famílias dos israelitas: filhos de Rubem, primogênito de Israel: Henoc, Falu, Hesron e Carmi. Estas são as famílias de Rubem.<br />
<strong>15.</strong> Filhos de Simeão: Jamuel, Jamim, Aod, Jaquim, Soar e Saul, filho da cananéia. Estas são as famílias de Simeão.<br />
<strong>16.</strong> Eis os nomes dos filhos de Levi, por ordem de gerações: Gerson, Caat e Merari. A duração da vida de Levi foi de cento e trinta e sete anos.<br />
<strong>17.</strong> Filhos de Gerson: Lobni e Semei, e suas famílias.<br />
<strong>18.</strong> Filhos de Caat: Amrão, Isaar, Hebron e Oziel. A duração da vida de Caat foi de cento e trinta e três anos.<br />
<strong>19.</strong> Filhos de Merari: Mooli e Musi. Tais são as famílias de Levi por ordem de gerações.<br />
<strong>20.</strong> Amrão desposou Jocabed, sua tia, que lhe deu Aarão e Moisés. A duração da vida de Amrão foi de cento e trinta e sete anos.<br />
<strong>21.</strong> Filhos de Isaar: Coré, Nefeg e Zecri.<br />
<strong>22.</strong> Filhos de Oziel: Misael, Elisafã e Setri.<br />
<strong>23.</strong> Aarão desposou Elisabet, filha de Aminadab, irmã de Naasson; ela lhe deu Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar.<br />
<strong>24.</strong> Filhos de Coré: Aser, Elcana e Abiasaf; estas são as famílias dos coreítas.<br />
<strong>25.</strong> Eleazar, filho de Aarão, desposou uma das filhas de Futiel, que lhe deu Finéas. Tais são os chefes das famílias dos levitas, com suas famílias.<br />
<strong>26.</strong> Estes são Aarão e Moisés, a quem o Senhor disse: “Fazei sair do Egito os israelitas, segundo os seus exércitos”.<br />
<strong>27.</strong> Foram eles que falaram ao faraó, rei do Egito, para tirar do Egito os israelitas. São estes Moisés e Aarão.<br />
<strong>28.</strong> Quando o Senhor falou a Moisés no Egito,<br />
<strong>29.</strong> ele o fez nestes termos: “Eu sou o Senhor. Repete ao faraó, o rei do Egito, tudo o que te digo”.<br />
<strong>30.</strong> E Moisés respondeu-lhe: “Eu não tenho o dom da palavra; como me ouvirá o faraó?”</p>
<p><a name="7"> </a><br />
<strong>Capítulo 7</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vê: vou fazer de ti um deus para o faraó, e teu irmão Aarão será teu profeta.<br />
<strong>2.</strong> Dirás tudo o que eu te mandar, e teu irmão Aarão falará ao rei para que ele deixe sair de sua terra os israelitas.<br />
<strong>3.</strong> Mas eu endurecerei o coração do faraó, e multiplicarei meus sinais e meus prodígios no Egito.<br />
<strong>4.</strong> Ele não vos ouvirá. Então estenderei minha mão sobre o Egito e farei sair dele os meus exércitos, meu povo, os israelitas, com uma grandiosa manifestação de justiça.<br />
<strong>5.</strong> Os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender a mão sobre o Egito e fizer sair dele os israelitas.”<br />
<strong>6.</strong> Moisés e Aarão fizeram o que o Senhor tinha ordenado, e obedeceram.<br />
<strong>7.</strong> Moisés tinha oitenta anos e Aarão oitenta e três, quando falaram ao faraó.<br />
<strong>8.</strong> O Senhor disse a Moisés e a Aarão:<br />
<strong>9.</strong> “Se o faraó vos pedir um prodígio, tu dirás a Aarão: toma tua vara e joga-a diante do faraó; ela se tornará uma serpente”.<br />
<strong>10.</strong> Tendo Moisés e Aarão chegado à presença do faraó, fizeram o que o Senhor tinha ordenado. Aarão jogou sua vara diante do rei e de sua gente, e ela se tornou uma serpente.<br />
<strong>11.</strong> Mas o faraó, mandando vir os sábios, os encantadores e os mágicos, estes fizeram o mesmo com os seus encantamentos:<br />
<strong>12.</strong> jogaram cada um suas varas, que se transformaram em serpentes. Mas a vara de Aarão engoliu as deles.<br />
<strong>13.</strong> Entretanto, como o Senhor o havia anunciado, endureceu-se o coração do faraó e ele não quis ouvi-los.<br />
<strong>14.</strong> O Senhor disse a Moisés: “O faraó endureceu o coração: ele se obstina em não querer deixar partir o povo.<br />
<strong>15.</strong> Vai procurá-lo amanhã cedo, no momento em que ele sair para ir à margem do rio; esperá-lo-ás à beira do Nilo, tomarás na mão a vara que se mudou em serpente,<br />
<strong>16.</strong> e dir-lhe-ás: o Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me a ti para dizer-te: deixa ir o meu povo, para que me preste culto no deserto. Até agora não me escutaste.<br />
<strong>17.</strong> Eis o que diz o Senhor: nisto reconhecerás que eu sou o Senhor: vou ferir as águas do Nilo com a vara que tenho na mão e elas se mudarão em sangue.<br />
<strong>18.</strong> Os peixes do Nilo morrerão, o rio tornar-se-á infecto e os egípcios terão nojo insuportável de beber suas águas.”<br />
<strong>19.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão: toma a tua vara e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios e seus canais, sobre seus lagos e seus reservatórios, para que essas águas se tornem sangue. Haverá sangue em todo o Egito, assim nos recipientes de madeira como nos de pedra”.<br />
<strong>20.</strong> Moisés e Aarão obedeceram à ordem do Senhor. Sob os olhos do faraó e de sua gente, Aarão levantou sua vara e feriu a água do Nilo, que se mudou toda em sangue.<br />
<strong>21.</strong> Morreram os peixes do Nilo, e o rio tornou-se tão infecto que os egípcios não podiam beber de suas águas. Houve sangue em todo o Egito.<br />
<strong>22.</strong> Mas os mágicos do Egito, fizeram outro tanto com seus encantamentos; o coração do faraó permaneceu endurecido e, como o Senhor havia predito, ele não ouviu Moisés e Aarão.<br />
<strong>23.</strong> Voltou e entrou em sua casa sem mais se cuidar do acontecido.<br />
<strong>24.</strong> Todos os egípcios cavaram o solo nas proximidades do Nilo procurando água potável, porque não se podia beber a água do rio.<br />
<strong>25.</strong> Sete dias se passaram depois que o Senhor feriu o Nilo.</p>
<p><a name="8"> </a><br />
<strong>Capítulo 8</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vai procurar o faraó e dize-lhe: eis o que diz o Senhor: deixa ir o meu povo, para que ele me preste um culto.<br />
<strong>2.</strong> Se recusas, infestarei de rãs todo o teu território.<br />
<strong>3.</strong> O Nilo ferverá de rãs que subirão para invadir tua habitação, teu quarto, teu leito, as casas de teu povo, os teus fornos e tuas amassadeiras.<br />
<strong>4.</strong> As rãs subirão sobre ti, sobre teu povo e sobre todos os teus servos”.<br />
<strong>5.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão: estende a tua mão com a tua vara sobre os rios, os canais e os lagos, e faze subir as rãs sobre a terra do Egito.”<br />
<strong>6.</strong> Aarão levantou a mão sobre as águas do Egito, e as rãs subiram e cobriram a terra.<br />
<strong>7.</strong> Os mágicos, porém, fizeram outro tanto com seus encantamentos: fizeram subir as rãs sobre a terra do Egito.<br />
<strong>8.</strong> O faraó mandou chamar Moisés e Aarão: “Intercedei, disse-lhes ele, junto do Senhor, a fim de que afaste as rãs de mim e de meu povo, e deixarei partir o vosso povo para que ofereça sacrifícios ao Senhor”.<br />
<strong>9.</strong> Moisés respondeu-lhe: “Digna-te dizer-me quando é que devo interceder por ti, por teus servos e por teu povo, a fim de que o Senhor afaste as rãs de tua pessoa e de tuas casas, de sorte que fiquem somente no rio”.<br />
<strong>10.</strong> “Seja amanhã”, disse ele. Moisés replicou: “Será feito segundo o teu desejo, para que saibas que não há ninguém como o Senhor, nosso Deus.<br />
<strong>11.</strong> As rãs afastar-se-ão de tua pessoa, de tuas habitações, de teus servos e de teu povo; e ficarão somente no Nilo”.<br />
<strong>12.</strong> Moisés e Aarão saíram da casa do rei e Moisés invocou o Senhor a respeito das rãs que enviara contra o faraó.<br />
<strong>13.</strong> Fez o Senhor o que pedia Moisés: morreram as rãs nas casas, nas praças e nos campos.<br />
<strong>14.</strong> Ajuntaram-nas em montões e o país ficou infeccionado com isso.<br />
<strong>15.</strong> Mas, vendo o faraó que havia descanso, endureceu o coração; e, como o Senhor havia predito, não ouviu Moisés e Aarão.<br />
<strong>16.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Dize a Aarão: levanta a tua vara e fere o pó da terra: ele se converterá em mosquitos em todo o Egito.”<br />
<strong>17.</strong> Fizeram assim: Aarão estendeu a mão com sua vara, e feriu o p da terra: houve mosquitos sobre os homens e os animais. Toda a poeira da terra se transformou em mosquitos em todo o Egito.<br />
<strong>18.</strong> Os mágicos, usando de seus encantamentos, tentaram produzir mosquitos, mas não o puderam. Os mosquitos ficavam sobre os homens e os animais.<br />
<strong>19.</strong> Então os mágicos disseram ao fara: “Isso é o dedo de Deus”. Mas o coração do fara permaneceu endurecido e, como o Senhor havia predito, não ouviu Moisés e Aarão.<br />
<strong>20.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Irás amanhã de manhã apresentar-te diante do fara, quando ele sair para ir à margem do rio, e dir-lhe-ás: eis o que diz o Senhor: deixa partir o meu povo, para me prestar culto.<br />
<strong>21.</strong> Se recusares, mandarei moscas sobre tua pessoa, tua gente, teu povo, tuas casas: as casas dos egípcios serão todas invadidas por elas, bem como a terra em que moram.<br />
<strong>22.</strong> Farei, porém uma exceção naquele dia para a terra a de Gessém, onde habita o meu povo. Ali não haverá moscas, para que saibas que eu, o Senhor, estou no meio da terra.<br />
<strong>23.</strong> Farei, pois, uma distinção entre o meu povo e o teu. Amanhã terá lugar esse prodígio.”<br />
<strong>24.</strong> Assim fez o Senhor: surgiu na casa do fara, e na de sua gente, uma multidão de moscas, e todo o Egito foi devastado pelas moscas.<br />
<strong>25.</strong> Mandou então o fara chamar Moisés e Aarão: “Ide, disse-lhes ele, oferecer sacrifícios ao vosso Deus, (mas) no país.”<br />
<strong>26.</strong> Moisés respondeu: “Não convém que seja assim: os sacrifícios que oferecemos ao Senhor, nosso Deus, seriam uma abominação para os egípcios. Se oferecermos, sob os seus olhos, sacrifícios que lhes são abomináveis, não nos apedrejerão eles?<br />
<strong>27.</strong> Havemos de ir ao deserto, a três dias de caminho, e ofereceremos (lá) sacrifícios ao Senhor, nosso Deus, conforme ele nos ordenou.”<br />
<strong>28.</strong> “Consinto, replicou o fara, em vos deixar partir: oferecereis sacrifícios ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente não ireis muito longe. Rogai por mim”.<br />
<strong>29.</strong> Moisés respondeu: “Logo que eu sair de tua casa, intercederei junto ao Senhor, e amanhã as moscas se afastarão do fara, de seus servos e de seu povo. Somente não continue o fara a nos enganar, recusando-se deixar ir o povo para oferecer sacrifícios ao Senhor”.<br />
<strong>30.</strong> Moisés saiu da casa do fara. Rogou ao Senhor,<br />
<strong>31.</strong> e fez o Senhor o que lhe era pedido: as moscas afastaram-se do fara, de sua gente, de seu povo e não restou uma sequer.<br />
<strong>32.</strong> Mas ainda esta vez endureceu o fara o seu coração, e não deixou ir o povo.</p>
<p><a name="9"> </a><br />
<strong>Capítulo 9</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vai procurar o faraó e dize-lhe: eis o que diz o Senhor, Deus dos hebreus: deixa ir o meu povo, para que ele me preste um culto.<br />
<strong>2.</strong> Se recusas, se persistes em retê-lo,<br />
<strong>3.</strong> a mão do Senhor vai pesar sobre os teus animais que estão nos campos, sobre os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas: haverá uma peste terrível.<br />
<strong>4.</strong> Entretanto, o Senhor fará uma distinção entre os animais dos israelitas e os dos egípcios, e nada perecerá de tudo o que pertence aos israelitas.”<br />
<strong>5.</strong> O Senhor fixou o prazo nestes termos: “Amanhã, o Senhor fará isso na terra”.<br />
<strong>6.</strong> No dia seguinte, o Senhor cumpriu sua palavra: todos os animais dos egípcios pereceram, mas não morreu um animal sequer dos rebanhos dos israelistas.<br />
<strong>7.</strong> Tendo o faraó mandado examinar, verificou que não morrera nem um só animal dos rebanhos dos israelistas. Mas o coração do faraó ficou endurecido, e ele não deixou ir o povo.<br />
<strong>8.</strong> O Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Tomai vossas duas mãos cheias de cinza do forno, e Moisés a lance para o céu diante dos olhos do faraó.<br />
<strong>9.</strong> Ela tornar-se-á uma poeira que se espalhará por todo o Egito, e haverá em todo o Egito, sobre os homens e sobre os animais, tumores que se arrebatarão em úlceras”.<br />
<strong>10.</strong> Tomaram, pois, da cinza do forno e apresentaram-se diante do faraó. Moisés atirou-a para o céu e produziram-se, sobre os homens e sobre os animais, tumores que se arrebataram em úlceras.<br />
<strong>11.</strong> Os mágicos não puderam aparecer diante de Moisés por causa das úlceras, porque foram atingidos como todos os egípcios.<br />
<strong>12.</strong> O Senhor endureceu o coração do faraó, que, como o Senhor havia predito, não ouviu Moisés e Aarão.<br />
<strong>13.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Tu te apresentarás amanhã cedo diante do faraó, e dir-lhe-ás: eis o que diz o Senhor, Deus dos hebreus: deixa partir meu povo para que me preste um culto,<br />
<strong>14.</strong> porque desta vez vou descarregar todos os meus flagelos sobre tua pessoa, tua gente e teu povo, a fim de que saibas que não há ninguém semelhante a mim em toda a terra.<br />
<strong>15.</strong> Eu poderia, num instante, estendendo a minha mão, ferir-te de peste, tu e o teu povo; e tu já terias desaparecido da terra.<br />
<strong>16.</strong> Mas, se te deixo incólume, é para que vejas o meu poder, e que o meu nome seja glorificado por toda a terra.<br />
<strong>17.</strong> Se te obstinas em impedir a partida de meu povo,<br />
<strong>18.</strong> amanhã, a esta mesma hora, farei cair uma chuva de pedras tão violenta como nunca houve outra igual no Egito, desde sua origem até o dia de hoje.<br />
<strong>19.</strong> Mete, pois, ao abrigo, teus animais e tudo o que tens nos campos, porque todos os homens e todos os animais, que se encontrarem fora de casa nos campos, serão atingidos pela saraiva e morrerão.<br />
<strong>20.</strong> Aqueles dentre a gente do faraó, que temem a palavra do Senhor, porão seus servos e seus rebanhos ao abrigo nas casas.<br />
<strong>21.</strong> Mas os que não fazem caso da palavra do Senhor, deixarão nos campos seus escravos e seus rebanhos.<br />
<strong>22.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão para o céu, para que caia uma chuva de granizo em todo o Egito sobre os homens, os animais e sobre toda a erva dos campos.”<br />
<strong>23.</strong> Moisés estendeu sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e chuva de pedras, e o fogo do céu caiu sobre a terra. O Senhor fez chover granizo sobre o Egito.<br />
<strong>24.</strong> Caiu granizo misturado com fogo; e caiu com tanta violência como nunca houve semelhante em todo o Egito, desde que veio a ser uma nação.<br />
<strong>25.</strong> Em todo o Egito a chuva de pedras feriu tudo o que estava nos campos, homens e animais, e feriu toda a erva dos campos e quebrou todas as árvores dos campos.<br />
<strong>26.</strong> Só a terra de Gessém, onde se encontravam os israelitas, foi poupada.<br />
<strong>27.</strong> O rei mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: “Desta vez eu pequei. O Senhor é justo; eu e meu povo fomos culpados.<br />
<strong>28.</strong> Rogai ao Senhor para que cessem os trovões e o granizo. Eu vos deixarei ir, e não vos reterei mais.”<br />
<strong>29.</strong> Moisés disse-lhe: “Logo que eu tiver saído da cidade, levantarei minhas mãos para o Senhor: os trovões cessarão e não haverá mais granizo, para que saibas que a terra pertence ao Senhor.<br />
<strong>30.</strong> Mas sei que tu e tua gente não temeis ainda o Senhor Deus.”<br />
<strong>31.</strong> (O linho e a cevada foram destruídos, porque a cevada estava espigando e o linho estava em flor;<br />
<strong>32.</strong> o trigo, porém, e a espelta se salvaram, porque são tardios.)<br />
<strong>33.</strong> Moisés partiu da casa do faraó e deixou a cidade. E levantou as mãos para o Senhor: cessaram os trovões e o granizo, e a chuva cessou de cair sobre a terra.<br />
<strong>34.</strong> Vendo o faraó que cessara a chuva, assim como o granizo e os trovões, continuou a pecar e endureceu seu coração, ele e sua gente.<br />
<strong>35.</strong> E, tendo-se obstinado o coração do faraó, não deixou partir os israelitas, assim como o Senhor havia predito pela voz de Moisés.</p>
<p><a name="10"> </a><br />
<strong>Capítulo 10</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vai procurar o faraó, porque lhe endureci o coração e o de sua gente para manifestar os meus prodígios no meio deles,<br />
<strong>2.</strong> para que contes aos teus filhos e aos teus netos as maravilhas que fiz no Egito e os prodígios que operei no meio deles, e para que saibais que eu sou o Senhor.”<br />
<strong>3.</strong> Moisés e Aarão foram procurar o rei e disseram-lhe: “Eis o que diz o Senhor, Deus dos hebreus: até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que ele me preste o seu culto.<br />
<strong>4.</strong> Se recusares, farei vir amanhã gafanhotos sobre o teu território.<br />
<strong>5.</strong> Cobrirão a superfície da terra de tal modo que se não poderá mais ver o solo. Devorarão o resto das colheitas que escapou ao granizo, e devorarão todas as árvores de vossos campos.<br />
<strong>6.</strong> Encherão tuas casas, as casas de todos os teus servos e a de todos os egípcios. Será uma calamidade tão grande como nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde sua chegada ao país até o dia de hoje.” Voltou-se, pois, Moisés e retirou-se da casa do faraó.<br />
<strong>7.</strong> Os servos do faraó disseram-lhe: “Até quando nos servirá de laço este homem? Deixa partir essa gente para que preste seu culto ao Senhor seu Deus. Não compreendeste ainda que o Egito vai ser arruinado?”<br />
<strong>8.</strong> Mandaram então vir Moisés e Aarão à presença do rei que lhes disse: “Ide fazer vossas devoções ao Senhor, vosso Deus. Quem são os que hão de partir?”<br />
<strong>9.</strong> “Iremos, respondeu Moisés, com nossos jovens e nossos velhos, nossos filhos e nossas filhas. Iremos com nossas ovelhas e nossos bois, porque temos de celebrar uma festa em honra do Senhor.”<br />
<strong>10.</strong> O faraó replicou: “O Senhor esteja convosco, do mesmo modo como vos deixarei partir com vossos filhos! Tomai cuidado, porque tendes más intenções.<br />
<strong>11.</strong> Não há de ser assim. Ide vós, os homens, e prestai o vosso culto ao Senhor, pois é isso o que desejais.” E foram expulsos da presença do faraó.<br />
<strong>12.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o Egito para que venham gafanhotos sobre ele, e invadam o Egito, e devorem toda a erva da terra, tudo o que o granizo deixou.”<br />
<strong>13.</strong> Moisés estendeu sua vara sobre o Egito, e o Senhor fez soprar sobre o país, todo aquele dia e toda aquela noite, um vento do oriente. E, chegando a manhã, o vento do oriente tinha trazido os gafanhotos.<br />
<strong>14.</strong> Espalharam-se eles sobre todo o Egito, e invadiram todo o território egípcio em tão grande quantidade como nunca houve nem haverá jamais invasão semelhante:<br />
<strong>15.</strong> eles cobriram toda a superfície do solo em todo o país, de modo que a terra se escureceu. Devoraram toda a verdura da terra e todos os frutos das árvores que tinha poupado o granizo. Nada de verde ficou nas árvores, nem nas plantas do campo, em toda a extensão do Egito.<br />
<strong>16.</strong> O rei mandou imediatamente chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: “Pequei contra o Senhor, vosso Deus, e contra vós.<br />
<strong>17.</strong> Mas perdoa ainda esta vez o meu pecado, e roga ao Senhor, vosso Deus, que afaste ao menos de mim este flagelo mortal.”<br />
<strong>18.</strong> Moisés saiu da casa do faraó e intercedeu junto ao Senhor.<br />
<strong>19.</strong> O Senhor fez soprar do ocidente um vento fortíssimo que levou os gafanhotos e os precipitou no mar Vermelho, sem que ficasse um só em todo o território do Egito.<br />
<strong>20.</strong> Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não deixou partir os israelitas.<br />
<strong>21.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão para o céu, e que se formem sobre todo o Egito trevas (tão espessas) que se possam apalpar.”<br />
<strong>22.</strong> Moisés estendeu a mão para o céu, e durante três dias espessas trevas cobriram todo o Egito.<br />
<strong>23.</strong> Durante esses três dias, não se via um ao outro, e ninguém se levantou do lugar onde estava. Ao passo que todos os israelitas tinham luz nos lugares onde habitavam.<br />
<strong>24.</strong> O faraó mandou chamar Moisés e disse-lhe: “Ide fazer vossas devoções ao Senhor. Somente vossas ovelhas e vossos bois ficarão neste lugar; podeis levar convosco vossos filhinhos.”<br />
<strong>25.</strong> Moisés respondeu: “Tu mesmo nos porás nas mãos o que precisamos para oferecermos sacrifícios e holocaustos ao Senhor, nosso Deus.<br />
<strong>26.</strong> Além disso, nossos animais virão conosco; nem uma unha ficará, porque é deles que devemos tomar o que precisamos para fazer nosso culto ao Senhor, nosso Deus. Enquanto não tivermos chegado lá, não sabemos de que nos serviremos para prestar nosso culto ao Senhor.”<br />
<strong>27.</strong> Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não quis deixá-los partir.<br />
<strong>28.</strong> O faraó disse a Moisés: “Fora de minha casa! Guarda-te de me rever, porque no dia em que vires o meu rosto morrerás!”<br />
<strong>29.</strong> “Tu o disseste, replicou Moisés, já não verei o teu rosto.”</p>
<p><a name="11"> </a><br />
<strong>Capítulo 11</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Mandarei ainda uma outra praga sobre o faraó e sobre o Egito, e em conseqüência dela vos deixará partir daqui. Quando vos deixar partir, será definitivamente, será mesmo expulsando-vos daqui.<br />
<strong>2.</strong> Dirás ao povo que cada homem peça ao seu vizinho, cada mulher à sua vizinha, objetos de prata e de ouro”.<br />
<strong>3.</strong> O Senhor fez que o povo ganhasse o favor dos egípcios. Moisés mesmo era muito considerado no Egito pelos servos do faraó e por todo o povo.<br />
<strong>4.</strong> Moisés disse: “Eis o que diz o Senhor: pela meia-noite passarei através do Egito,<br />
<strong>5.</strong> e morrerá todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito do faraó, que deveria assentar-se no seu trono, até o primogênito do escravo que faz girar a mó, assim como todo primogênito dos animais.<br />
<strong>6.</strong> Haverá em toda a terra do Egito um clamor tal como nunca houve nem haverá jamais.<br />
<strong>7.</strong> Quanto aos israelitas, porém, desde os homens até os animais, ninguém, nem mesmo um cão moverá a sua língua. Sabereis assim como o Senhor fez distinção entre os egípcios e os israelitas.<br />
<strong>8.</strong> Então todos esses teus servos virão procurar-me e prostrar-se-ão diante de mim, dizendo: vai-te, tu e todo o povo que te acompanha! E depois disso partirei”. Moisés, grandemente irado, saiu da casa do faraó.<br />
<strong>9.</strong> O Senhor disse a Moisés: “o faraó não vos ouvirá, a fim de que meus prodígios se multipliquem no Egito”.<br />
<strong>10.</strong> Moisés e Aarão tinham operado todos esses prodígios em presença do faraó. Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não permitiu aos israelitas partirem de sua terra.</p>
<p><a name="12"> </a><br />
<strong>Capítulo 12</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés e a Aarão:<br />
<strong>2.</strong> “Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano.<br />
<strong>3.</strong> Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa.<br />
<strong>4.</strong> Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer.<br />
<strong>5.</strong> O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito.<br />
<strong>6.</strong> E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo.<br />
<strong>7.</strong> Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem.<br />
<strong>8.</strong> Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas.<br />
<strong>9.</strong> Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas.<br />
<strong>10.</strong> Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo.<br />
<strong>11.</strong> Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.<br />
<strong>12.</strong> “Naquela noite, passarei através do Egito, e ferirei os primogênitos no Egito, tanto os dos homens como os dos animais, e exercerei minha justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor.<br />
<strong>13.</strong> O sangue sobre as casas em que habitais vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito.<br />
<strong>14.</strong> Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua.<br />
<strong>15.</strong> “Comereis pão sem fermento durante sete dias. Logo ao primeiro dia tirareis de vossas casas o fermento, pois todo o que comer pão fermentado, desde o primeiro dia até o sétimo, será cortado de Israel.<br />
<strong>16.</strong> No primeiro dia, assim como no sétimo, tereis uma santa assembléia. Durante esses dias não se fará trabalho algum, exceto a preparação da comida para todos.<br />
<strong>17.</strong> Guardareis (a festa) dos ázimos, porque foi naquele dia que tirei do Egito vossos exércitos. Guardareis aquele dia de geração em geração: é uma instituição perpétua.<br />
<strong>18.</strong> No primeiro mês, desde a tarde do décimo quarto dia do mês até a tarde do vigésimo primeiro, comereis pães sem fermento.<br />
<strong>19.</strong> Durante sete dias não haverá fermento em vossas casas: se alguém comer pão fermentado, será cortado da assembléia de Israel, quer se trate de estrangeiro ou natural do país.<br />
<strong>20.</strong> Não comereis pão fermentado: em todas as vossas casas comereis ázimos”.<br />
<strong>21.</strong> Moisés convocou todos os anciãos de Israel e disse-lhes: “Ide e escolhei um cordeiro por família, e imolai a Páscoa.<br />
<strong>22.</strong> Depois disso, tomareis um feixe de hissopo, ensopá-lo-eis no sangue que estiver na bacia e aspergireis com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós transporá o limiar de sua casa até pela manhã.<br />
<strong>23.</strong> Quando o Senhor passar para ferir o Egito, vendo o sangue sobre a verga e sobre as duas ombreiras da porta, passará adiante e não permitirá ao destruidor entrar em vossas casas para ferir.<br />
<strong>24.</strong> Observareis esse costume como uma instituição perpétua para vós e vossos filhos.<br />
<strong>25.</strong> Quando tiverdes penetrado na terra que o Senhor vos dará, como prometeu, observareis esse rito.<br />
<strong>26.</strong> E quando vossos filhos vos disserem: que significa esse rito? respondereis:<br />
<strong>27.</strong> é o sacrifício da Páscoa, em honra do Senhor que, ferindo os egípcios, passou por cima das casas dos israelitas no Egito e preservou nossas casas.” O povo inclinou-se e prostrou-se.<br />
<strong>28.</strong> Em seguida, retiraram-se os israelitas para fazerem o que o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Aarão. Assim o fizeram.<br />
<strong>29.</strong> Pelo meio da noite, o Senhor feriu todos os primogênitos no Egito, desde o primogênito do faraó, que devia assentar-se no trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.<br />
<strong>30.</strong> O faraó levantou-se durante a noite, assim como todos os seus servos e todos os egípcios e fez-se um grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.<br />
<strong>31.</strong> Naquela mesma noite, o rei mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: “Ide! Saí do meio do meu povo, vós e os israelitas. Ide prestar um culto ao Senhor, como o dissestes.<br />
<strong>32.</strong> Tomai vossas ovelhas e vossos bois, como o pedistes. Ide e abençoai-me”.<br />
<strong>33.</strong> Os egípcios instavam com o povo para que saísse o quanto antes do país. “Vamos morrer todos”, diziam eles.<br />
<strong>34.</strong> O povo tomou a sua massa antes que fosse levedada; cada um carregava em seus ombros a cesta embrulhada em seu manto.<br />
<strong>35.</strong> Os israelitas, segundo a ordem de Moisés, tinham pedido aos egípcios objetos de prata, objetos de ouro e vestes.<br />
<strong>36.</strong> O Senhor lhes fizera ganhar o favor dos egípcios, que atenderam ao seu pedido. Foi assim que despojaram os egípcios.<br />
<strong>37.</strong> Os israelitas partiram de Ramsés para Socot, em número de seiscentos mil homens, aproximadamente, sem contar os meninos.<br />
<strong>38.</strong> Além disso, acompanhava-os uma numerosa multidão, bem como rebanhos consideráveis de ovelhas e de bois.<br />
<strong>39.</strong> Cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, pois esta não se tinha fermentado, porque tinham sido lançados fora do país e não puderam deter-se nem fazer provisões.<br />
<strong>40.</strong> A permanência dos israelitas no Egito durara quatrocentos e trinta anos.<br />
<strong>41.</strong> Exatamente no fim desses quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram do Egito:<br />
<strong>42.</strong> Foi uma noite de vigília para o Senhor, a fim de tirá-los do Egito: essa mesma noite é uma vigília a ser celebrada de geração em geração por todos os israelitas, em honra do Senhor.<br />
<strong>43.</strong> O Senhor disse a Moisés e a Aarão: “Eis a regra relativa à Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela;<br />
<strong>44.</strong> todo escravo adquirido a preço de dinheiro, e que tiver sido circuncidado, comerá dela,<br />
<strong>45.</strong> mas nem o estrangeiro nem o mercenário comerão dela.<br />
<strong>46.</strong> O cordeiro será comido em uma mesma casa: tu não levarás nada de sua carne para fora da casa e não lhe quebrarás osso algum.<br />
<strong>47.</strong> Toda a assembléia de Israel celebrará a Páscoa.<br />
<strong>48.</strong> Se um estrangeiro, habitando em tua casa, quiser celebrar a Páscoa em honra do Senhor, que primeiro seja circuncidado todo varão de sua casa e somente depois poderá fazê-lo e será tratado com a mesma igualdade que o natural do país; mas nenhum incircunciso comerá a Páscoa.<br />
<strong>49.</strong> Haverá uma mesma lei para o natural e o estrangeiro que peregrina entre vós”.<br />
<strong>50.</strong> Todos os israelitas fizeram o que o Senhor havia ordenado a Moisés e a Aarão. Obedeceram-lhes.<br />
<strong>51.</strong> Naquele mesmo dia, o Senhor fez sair do Egito os israelitas, como fileiras de um exército.</p>
<p><a name="13"> </a><br />
<strong>Capítulo 13</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>2.</strong> “Consagrar-me-ás todo primogênito entre os israelitas, tanto homem como animal: ele será meu.”<br />
<strong>3.</strong> Moisés disse ao povo: “Conservareis a memória deste dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão, porque foi pelo poder de sua mão que o Senhor vos fez sair deste lugar; não comereis pão fermentado.<br />
<strong>4.</strong> Vós saís hoje do Egito, no mês das espigas.<br />
<strong>5.</strong> Assim, pois, quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que jurou a teus pais te dar, terra que mana leite e mel, observarás este rito neste mesmo mês.<br />
<strong>6.</strong> Durante sete dias comerás pães sem fermento, e no sétimo dia haverá uma festa em honra do Senhor.<br />
<strong>7.</strong> Comer-se-ão pães sem fermento durante sete dias. Não se verão em tua casa, em toda a extensão do território, nem pães fermentados nem fermento.<br />
<strong>8.</strong> Explicarás então a teu filho: isso é em memória do que o Senhor fez por mim, quando saí do Egito.<br />
<strong>9.</strong> Será isso para ti como um sinal sobre tua mão, como uma marca entre os teus olhos, a fim de que tenhas na boca a lei do Senhor, porque foi graças à sua poderosa mão que o Senhor te fez sair do Egito.<br />
<strong>10.</strong> Observarás a cada ano essa prescrição no tempo prescrito.<br />
<strong>11.</strong> “Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como ele jurou a ti e a teus pais, e te houver dado essa terra,<br />
<strong>12.</strong> consagrarás ao Senhor todo primogênito; mesmo os primogênitos de teus animais, os machos, serão do Senhor.<br />
<strong>13.</strong> Entretanto, resgatarás com um cordeiro todo primogênito do jumento; do contrário, quebrar-lhe-ás a nuca. Todo primogênito dos homens entre teus filhos, resgatá-lo-ás igualmente.<br />
<strong>14.</strong> E, quando teu filho te perguntar um dia o que isso significa, dir-lhe-ás: é que o Senhor nos tirou do Egito com sua mão poderosa, da casa da servidão.<br />
<strong>15.</strong> E, como o faraó se obstinasse em não nos deixar partir, o Senhor matou todos os primogênitos do Egito, desde os primogênitos dos homens até os dos animais. Eis por que sacrifico ao Senhor todos os primogênitos machos dos animais, e devo resgatar todo primogênito entre meus filhos.<br />
<strong>16.</strong> Isso será como um sinal sobre tua mão e como uma marca entre teus olhos, porque foi pelo poder de sua mão que o Senhor nos tirou do Egito”.<br />
<strong>17.</strong> Tendo o faraó deixado partir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da terra dos filisteus, que é, no entanto, o mais curto, pois disse: “Talvez o povo possa arrepender-se, no momento em que tiver de enfrentar um combate e voltar para o Egito”.<br />
<strong>18.</strong> Por isso, Deus fez com que o povo desse uma volta pelo deserto, para o lado do mar Vermelho. Os israelitas partiram do Egito em boa ordem.<br />
<strong>19.</strong> Moisés levou consigo os ossos de José, porque este fizera os filhos de Israel jurarem: “Quando Deus vos visitar, levareis daqui os meus ossos convosco”.<br />
<strong>20.</strong> Tendo partido de Socot, acamparam em Etão, na extremidade do deserto.<br />
<strong>21.</strong> O Senhor ia adiante deles: de dia numa coluna de nuvens para guiá-los pelo caminho; e de noite numa coluna de fogo para alumiá-los; de sorte que podiam marchar de dia e de noite.<br />
<strong>22.</strong> Nunca a coluna de nuvens deixou de preceder o povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.</p>
<p><a name="14"> </a><br />
<strong>Capítulo 14</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>2.</strong> “Dize aos israelitas que mudem de direção e venham acampar diante de Fiairot, entre Magdalum e o mar, defronte de Beelsefon: acampareis defronte desse lugar, perto do mar.<br />
<strong>3.</strong> O faraó vai pensar: os israelitas perderam-se no país, e o deserto os encerrou.<br />
<strong>4.</strong> Endurecerei o coração do faraó, e ele os perseguirá; mas eu triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, e os egípcios saberão que eu sou o Senhor.” Os israelitas obedeceram.<br />
<strong>5.</strong> Quando se anunciou ao rei do Egito que o povo tinha fugido, o coração do faraó e de seus servos voltou-se contra o povo: “Que fizemos, disseram eles, deixando partir Israel e renunciando assim ao seu serviço!”<br />
<strong>6.</strong> O faraó mandou preparar seu carro e levou com ele suas tropas.<br />
<strong>7.</strong> Escolheu seiscentos carros dos melhores e todos os carros egípcios com homens de guerra em cada um deles.<br />
<strong>8.</strong> O Senhor endureceu o coração do faraó, rei do Egito, e este se pôs a perseguir os filhos de Israel. Eles haviam partido de cabeça erguida.<br />
<strong>9.</strong> Puseram-se os egípcios a persegui-los e alcançaram-nos em seu acampamento à beira do mar: todos os cavalos dos carros do faraó, seus cavaleiros e seu exército alcançaram-nos perto de Fiairot, defronte de Beelsefon.<br />
<strong>10.</strong> Aproximando-se o faraó, os israelitas, ao levantarem os olhos, viram os egípcios que vinham ao seu encalço. Foram tomados de espanto e invocaram o Senhor, clamando em alta voz.<br />
<strong>11.</strong> E disseram a Moisés: “Não havia, porventura, túmulos no Egito, para que nos conduzisses a morrer no deserto? Por que nos fizeste isso, tirando-nos do Egito?<br />
<strong>12.</strong> Não te dizíamos no Egito: deixa-nos servir os egípcios! É melhor ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto.”<br />
<strong>13.</strong> Moisés respondeu ao povo: “Não temais! Tende ânimo, e vereis a libertação que o Senhor vai operar hoje em vosso favor. Os egípcios que hoje vedes, não os tornareis a ver jamais.<br />
<strong>14.</strong> O Senhor combaterá por vós; quanto a vós, nada tereis a fazer.”<br />
<strong>15.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que se ponham a caminho.<br />
<strong>16.</strong> E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e fere-o, para que os israelitas possam atravessá-lo a pé enxuto.<br />
<strong>17.</strong> Vou endurecer o coração dos egípcios, para que se ponham ao teu encalço, e triunfarei gloriosamente sobre o faraó e sobre todo o seu exército, seus carros e seus cavaleiros.<br />
<strong>18.</strong> Os egípcios saberão que eu sou o Senhor quando tiver alcançado esse glorioso triunfo sobre o faraó, seus carros e seus cavaleiros.”<br />
<strong>19.</strong> O anjo de Deus, que marchava à frente do exército dos israelitas, mudou de lugar e passou para trás; a coluna de nuvens que os precedia pôs-se detrás deles,<br />
<strong>20.</strong> entre o acampamento dos egípcios e o de Israel. Era obscura, e alumiava a noite. E não puderam aproximar-se um do outro, durante a noite inteira.<br />
<strong>21.</strong> Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se<br />
<strong>22.</strong> e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.<br />
<strong>23.</strong> Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.<br />
<strong>24.</strong> À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.<br />
<strong>25.</strong> Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: “Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito.”<br />
<strong>26.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros.”<br />
<strong>27.</strong> Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.<br />
<strong>28.</strong> As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.<br />
<strong>29.</strong> Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.<br />
<strong>30.</strong> Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.<br />
<strong>31.</strong> Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés.</p>
<p><a name="15"> </a><br />
<strong>Capítulo 15</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: “Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros.<br />
<strong>2.</strong> O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei.<br />
<strong>3.</strong> O Senhor é o herói dos combates, seu nome é Javé.<br />
<strong>4.</strong> Lançou no mar os carros do faraó e o seu exército; a elite de seus combatentes afogou-se no mar Vermelho;<br />
<strong>5.</strong> o abismo os cobriu; afundaram-se nas águas como pedra.<br />
<strong>6.</strong> A vossa (mão) direita, ó Senhor, manifestou sua força. Vossa direita aniquilou o inimigo.<br />
<strong>7.</strong> Por vossa soberana majestade derrotais vossos adversários; desencadeais vossa cólera, e ela os consome como palha.<br />
<strong>8.</strong> Ao sopro de vosso furor amontoaram-se as águas; levantaram-se as ondas como muralha, solidificaram-se as vagas no coração do mar.<br />
<strong>9.</strong> Dizia o inimigo: perseguirei, alcançarei, repartirei o despojo, satisfarei meu desejo de vingança, desembainharei a espada, minha mão os destruirá.<br />
<strong>10.</strong> Ao sopro de vosso hálito o mar os sepultou; submergiram como chumbo na vastidão das águas.<br />
<strong>11.</strong> Quem entre os deuses é semelhante a vós, Senhor? Quem é semelhante a vós, glorioso por vossa santidade, temível por vossos feitos dignos de louvor, e que operais prodígios?<br />
<strong>12.</strong> Apenas estendestes a mão, e a terra os tragou.<br />
<strong>13.</strong> Conduzistes com bondade esse povo, que libertastes; e com vosso poder o guiastes à vossa morada santa.<br />
<strong>14.</strong> Ao ouvir isso, estremeceram os povos. Um pavor imenso apoderou-se dos filisteus;<br />
<strong>15.</strong> os chefes de Edom ficaram aterrados; a angústia tomou conta dos valentes de Moab; tremeram de medo todos os habitantes de Canaã.<br />
<strong>16.</strong> Caíram sobre eles o terror e a angústia, o poder do vosso braço os petrificou, até que tivesse passado o vosso povo, Senhor até que tivesse passado o povo que adquiristes para vós.<br />
<strong>17.</strong> Conduzi-lo-eis e o plantareis na montanha que vos pertence, no lugar que preparastes para vossa habitação, Senhor, no santuário, Senhor, que vossas mãos fundaram.<br />
<strong>18.</strong> O Senhor é rei para sempre, sem fim!”<br />
<strong>19.</strong> Os cavalos do faraó, com efeito, entraram no mar com seus carros e seus cavaleiros, e o Senhor os envolveu nas águas, enquanto os israelitas passaram a pé enxuto o leito do mar.<br />
<strong>20.</strong> A profetisa Maria, irmã de Aarão, tomou seu tamborim na mão, e todas as mulheres seguiram-na dançando com tamborins.<br />
<strong>21.</strong> Maria as acompanhava entoando: “Cantai ao Senhor, porque fez brilhar a sua glória, precipitou no mar cavalos e cavaleiros!”<br />
<strong>22.</strong> Moisés fez partir os israelitas do mar Vermelho e os dirigiu para o deserto de Sur. Caminharam três dias no deserto, sem encontrar água.<br />
<strong>23.</strong> Chegaram a Mara, onde não puderam beber de sua água, porque era amarga, de onde o nome de Mara que deram a esse lugar.<br />
<strong>24.</strong> Então o povo murmurou contra Moisés: “Que havemos de beber?”<br />
<strong>25.</strong> Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor indicou-lhe um madeiro que ele jogou na água. E esta tornou-se doce. Foi nesse lugar que o Senhor deu ao povo preceitos e leis, e ali o provou.<br />
<strong>26.</strong> Disse-lhe: “Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto aos seus olhos, se inclinares os ouvidos às suas ordens e observares todas as suas leis, não mandarei sobre ti nenhum dos males com que acabrunhei o Egito, porque eu sou o Senhor que te cura.”<br />
<strong>27.</strong> E chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali acamparam junto das águas.</p>
<p><a name="16"> </a><br />
<strong>Capítulo 16</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Toda a assembléia dos israelitas partiu de Elim e foi para o deserto de Sin, situado entre Elim e o Sinai. Era o décimo quinto dia do segundo mês após sua saída do Egito.<br />
<strong>2.</strong> Toda a assembléia dos israelitas pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto.<br />
<strong>3.</strong> Disseram-lhes: “Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.”<br />
<strong>4.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vou fazer chover pão do alto do céu. Sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia. Pô-lo-ei desse modo à prova, para ver se andará ou não segundo minhas ordens.<br />
<strong>5.</strong> No sexto dia, quando prepararem o que tiverem ajuntado haverá o dobro do que recolhem cada dia.”<br />
<strong>6.</strong> Moisés e Aarão disseram a todos os israelitas: “Esta tarde, sabereis que foi o Senhor quem vos tirou do Egito,<br />
<strong>7.</strong> e amanhã pela manhã vereis a sua glória, porque ele ouviu as vossas murmurações contra ele. Nós, porém, quem somos nós para que murmureis contra nós?”<br />
<strong>8.</strong> Moisés disse: “Isso acontecerá quando o Senhor vos der, esta tarde, carne para comerdes e, amanhã pela manhã, pão em abundância, porque ele ouviu as murmurações que proferistes contra ele. Nós, porém, quem somos? Não é contra nós que murmurastes, mas contra o Senhor.”<br />
<strong>9.</strong> Moisés disse a Aarão: “Dize a toda a assembléia dos israelitas: apresentai-vos diante do Senhor, porque ele ouviu vossas murmurações”.<br />
<strong>10.</strong> Enquanto Aarão falava a toda a assembléia dos israelitas, olharam para o deserto e eis que apareceu na nuvem a glória do Senhor!<br />
<strong>11.</strong> E o Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>12.</strong> “Ouvi as murmurações dos israelitas. Dize-lhes: esta tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão; e sabereis que sou o Senhor, vosso Deus”.<br />
<strong>13.</strong> À tarde, com efeito, subiram codornizes (do horizonte) e cobriram o acampamento; e, no dia seguinte pela manhã, havia uma camada de orvalho em torno de todo o acampamento.<br />
<strong>14.</strong> E, tendo evaporado esse orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, granulosa, miúda como a geada sobre a terra!<br />
<strong>15.</strong> Vendo isso, disseram os filhos de Israel uns aos outros: “Que é isso?”, pois não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: “Este é o pão que o Senhor vos manda para comer.<br />
<strong>16.</strong> Eis o que vos ordena o Senhor: ajunte cada um o quanto lhe for necessário para comer; para aqueles que estão em sua tenda, um gomor por cabeça, segundo o número das pessoas.”<br />
<strong>17.</strong> Assim fizeram os israelitas: ajuntaram uns mais, outros menos.<br />
<strong>18.</strong> Mas, quando se media com o gomor, aconteceu que o que tinha ajuntado muito não tinha demais e, ao que tinha ajuntado pouco, não lhe faltava: cada um havia recolhido segundo a sua necessidade.<br />
<strong>19.</strong> Moisés disse-lhes: “Ninguém reserve dele para o dia seguinte.”<br />
<strong>20.</strong> Alguns não o ouviram e guardaram dele até pela manhã; mas criou vermes e cheirou mal. Moisés irritou-se contra eles.<br />
<strong>21.</strong> Todas as manhãs fizeram a sua provisão, cada um segundo suas necessidades. E, quando vinha o calor do sol, derretia-se.<br />
<strong>22.</strong> No sexto dia, recolheram uma dupla quantidade de alimento, dois gomores para cada um. Vieram todos os chefes da assembléia e contaram-no a Moisés.<br />
<strong>23.</strong> Este lhes disse: “É isso o que o Senhor ordenou. Amanhã é um dia de repouso, o sábado consagrado ao Senhor. Por isso, o que tendes a cozer no forno, cozei-o, e o que tendes a cozer em água, cozei-o; e o que sobrar, ponde-o de lado até pela manhã.”<br />
<strong>24.</strong> Guardaram-no até o dia seguinte, segundo a ordem de Moisés; e não cheirou mal, nem se acharam vermes nele.<br />
<strong>25.</strong> “Comei-o hoje, disse Moisés, porque é o dia do sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo.<br />
<strong>26.</strong> Durante seis dias o ajuntareis; mas o sétimo é o sábado: nele não haverá.<br />
<strong>27.</strong> (No sétimo dia alguns saíram para fazer sua provisão, mas nada encontraram.<br />
<strong>28.</strong> Então o Senhor disse a Moisés: ‘Até quando vos recusareis a observar meus mandamentos e minhas leis?’)<br />
<strong>29.</strong> Considerai que, se o Senhor vos deu o sábado, vos dá ele no sexto dia alimento para dois dias. Fique cada um onde está, e ninguém saia de sua habitação no sétimo dia”.<br />
<strong>30.</strong> Assim o povo repousou no sétimo dia.<br />
<strong>31.</strong> Os israelitas deram a esse alimento o nome de maná. Assemelhava-se à semente de coentro: era branco e tinha o sabor de uma torta de mel.<br />
<strong>32.</strong> Moisés disse: “Eis o que ordena o Senhor: que se encha dele um gomor para ser conservado para vossas gerações futuras, a fim de que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, depois de vos ter tirado do Egito”.<br />
<strong>33.</strong> E Moisés disse a Aarão: “Toma uma vasilha e põe nela a quantia de um gomor de maná, e deposita-o diante do Senhor, a fim de conservá-lo para vossos descendentes”.<br />
<strong>34.</strong> Aarão, segundo a ordem do Senhor a Moisés, depositou-o diante do Testemunho para ser conservado.<br />
<strong>35.</strong> Os israelitas comeram o maná durante quarenta anos, até a sua chegada a uma terra habitada. Comeram o maná até que chegaram aos confins da terra de Canaã.<br />
<strong>36.</strong> (O gomor é a décima parte do efá.)</p>
<p><a name="17"> </a><br />
<strong>Capítulo 17</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Segundo uma ordem do Senhor, toda a assembléia dos israelitas partiu, por etapas, do deserto de Sin. Acamparam em Rafidim, onde não havia água para o povo beber.<br />
<strong>2.</strong> E vieram então contender com Moisés: “Dá-nos água para beber” disseram eles. Moisés respondeu-lhes: “Por que procurais contendas comigo? Por que provocais o Senhor?”<br />
<strong>3.</strong> Entretanto, o povo que ali estava privado de água e devorado pela sede, murmurava contra Moisés: “Por que nos fizeste sair do Egito? Para nos fazer morrer de sede com nossos filhinhos e nossos rebanhos?”<br />
<strong>4.</strong> Então dirigiu Moisés esta prece ao Senhor: “Que farei a este povo? Mais um pouco e irão apedrejar-me.”<br />
<strong>5.</strong> O Senhor respondeu a Moisés: “Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão tua vara, com que feriste o Nilo, e vai.<br />
<strong>6.</strong> Eis que estarei ali diante de ti, sobre o rochedo do monte Horeb ferirás o rochedo e a água jorrará dele: assim o povo poderá beber.” Isso fez Moisés em presença dos anciãos de Israel.<br />
<strong>7.</strong> Chamaram esse lugar Massá e Meribá, por causa da contenda que os israelitas tiveram com ele, e porque tinham provocado o Senhor, dizendo: “O Senhor está ou não no meio de nós?”<br />
<strong>8.</strong> Amalec veio atacar Israel em Rafidim.<br />
<strong>9.</strong> Moisés disse a Josué: “Escolhe-nos homens e vai combater Amalec. Amanhã estarei no alto da colina com a vara de Deus na mão.”<br />
<strong>10.</strong> Josué obedeceu Moisés e foi combater Amalec, enquanto Moisés, Aarão e Hur subiam ao alto da colina.<br />
<strong>11.</strong> E, quando Moisés tinha a mão levantada, Israel vencia, mas logo que a abaixava, Amalec triunfava.<br />
<strong>12.</strong> Mas como se fatigassem os braços de Moisés, puseram-lhe uma pedra por baixo e ele assentou-se nela, enquanto Aarão e Hur lhe sustentavam as mãos de cada lado: suas mãos puderam assim conservar-se levantadas até o pôr-do-sol,<br />
<strong>13.</strong> e Josué derrotou Amalec e seu povo ao fio da espada.<br />
<strong>14.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Escreve isto para lembrar, e dize a Josué que eu apagarei a memória de Amalec de debaixo dos céus”.<br />
<strong>15.</strong> Moisés construiu um altar que chamou de Javé-Nessi.<br />
<strong>16.</strong> “Já que a mão, disse ele, foi levantada contra o trono do Senhor, o Senhor está em guerra perpétua contra Amalec”.</p>
<p><a name="18"> </a><br />
<strong>Capítulo 18</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Jetro, sacerdote de Madiã, sogro de Moisés, soube de tudo o que Deus tinha feito por Moisés e por Israel, seu povo; e soube que o Senhor tinha feito sair Israel do Egito.<br />
<strong>2.</strong> Jetro, sogro de Moisés, tomou consigo Séfora, mulher de Moisés, que tinha sido mandada para casa,<br />
<strong>3.</strong> assim como seus dois filhos, dos quais um se chamava Gerson, porque Moisés tinha dito: “Sou um peregrino em uma terra estrangeira.”<br />
<strong>4.</strong> e o outro chamava-se Eliezer, porque ele tinha dito: “O Deus de meu pai socorreu-me e fez-me escapar à espada do faraó.”<br />
<strong>5.</strong> Jetro, sogro de Moisés, com os dois filhos e a mulher deste, veio procurá-lo no deserto, onde estava acampado, perto da montanha de Deus.<br />
<strong>6.</strong> E mandou-lhe dizer: “Teu sogro Jetro vem te ver, acompanhado de tua mulher e de teus dois filhos”.<br />
<strong>7.</strong> Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre a sua saúde e entraram na tenda.<br />
<strong>8.</strong> Moisés contou ao seu sogro tudo o que o Senhor tinha feito ao faraó e aos egípcios por causa de Israel, todas as tribulações que lhes tinham sobrevindo no caminho, e das quais o Senhor os livrara.<br />
<strong>9.</strong> Jetro alegrou-se com todo o bem que o Senhor tinha feito aos israelitas, livrando-os da mão dos egípcios.<br />
<strong>10.</strong> “Bendito seja o Senhor, disse Jetro, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão do faraó; que livrou o povo da mão dos egípcios!<br />
<strong>11.</strong> Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses, porque o demonstrou quando (seu povo) era tiranizado”.<br />
<strong>12.</strong> Em seguida Jetro, sogro de Moisés, ofereceu a Deus um holocausto e sacrifícios. Aarão e todos os anciãos de Israel vieram ter com o sogro de Moisés para tomar parte no banquete em presença de Deus.<br />
<strong>13.</strong> No dia seguinte, Moisés assentou-se para fazer justiça ao povo, que se conservou de pé diante dele desde a manhã até a tarde.<br />
<strong>14.</strong> O sogro de Moisés, vendo todo o trabalho a que ele se dava pelo povo, disse-lhe: “Que é isso que fazes com o povo? Por que te sentas só no tribunal com toda essa gente que se conserva em torno de ti da manhã à tarde?”<br />
<strong>15.</strong> “É que, respondeu Moisés, o povo vem a mim para consultar Deus.<br />
<strong>16.</strong> Quando têm alguma questão, vêm procurar-me para que eu julgue entre eles, fazendo-lhes saber as ordens de Deus e suas leis”.<br />
<strong>17.</strong> O sogro de Moisés disse-lhe: “Não está certo o que fazes!<br />
<strong>18.</strong> Tu te esgotarás seguramente, assim como todo esse povo que está contigo, porque o fardo é pesado demais para ti, e não poderás levá-lo sozinho.<br />
<strong>19.</strong> Escuta-me: vou dar-te um conselho, e que Deus esteja contigo! Tu serás o representante do povo junto de Deus, e levarás as questões diante de Deus:<br />
<strong>20.</strong> ensinar-lhes-ás suas ordens e suas leis, e lhes mostrarás o caminho a seguir e como terão de comportar-se.<br />
<strong>21.</strong> Mas escolherás do meio do povo homens prudentes, tementes a Deus, íntegros, desinteressados, e os porás à frente do povo, como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dezenas.<br />
<strong>22.</strong> Eles julgarão o povo todo o tempo. Levarão a ti as causas importantes, mas resolverão por si mesmos as causas de menor importância. Assim aliviarão a tua carga, levando-a consigo.<br />
<strong>23.</strong> Se fizeres isso, e Deus o ordenar, poderás dar conta do trabalho, e toda esta gente voltará em paz para suas habitações.<br />
<strong>24.</strong> Moisés ouviu o conselho de seu sogro e fez tudo o que ele lhe tinha dito.<br />
<strong>25.</strong> Escolheu em todo o Israel homens prudentes e os pôs à frente do povo como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dezenas.<br />
<strong>26.</strong> Eles julgavam o povo todo o tempo, levando diante de Moisés as questões difíceis e resolvendo por si mesmos os litígios menores.<br />
<strong>27.</strong> Depois disso, Moisés despediu-se de seu sogro, e este voltou para sua terra.</p>
<p><a name="19"> </a><br />
<strong>Capítulo 19</strong></p>
<p><strong>1.</strong> No terceiro mês depois de sua saída do Egito, naquele dia, os israelitas entraram no deserto do Sinai.<br />
<strong>2.</strong> Tendo partido de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam. Ali se estabeleceu Israel em frente ao monte.<br />
<strong>3.</strong> Moisés subiu em direção a Deus, e o Senhor o chamou do alto da montanha nestes termos: “Eis o que dirás à família de Jacó, eis o que anunciarás aos filhos de Israel:<br />
<strong>4.</strong> vistes o que fiz aos egípcios, e como vos tenho trazido sobre asas de águia para junto de mim.<br />
<strong>5.</strong> Agora, pois, se obedecerdes à minha voz, e guardardes minha aliança, sereis o meu povo particular entre todos os povos. Toda a terra é minha,<br />
<strong>6.</strong> mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada. Tais são as palavras que dirás aos israelitas.”<br />
<strong>7.</strong> Veio Moisés e, convocando os anciãos do povo, comunicou-lhes as palavras que o Senhor lhe ordenara repetir.<br />
<strong>8.</strong> E todo o povo respondeu a uma voz: “Faremos tudo o que o Senhor disse.” Moisés referiu ao Senhor as palavras do povo.<br />
<strong>9.</strong> Então o Senhor lhe disse: “Eis que me vou aproximar de ti na obscuridade de uma nuvem, a fim de que o povo ouça quando eu te falar, e para que também confie em ti para sempre.” E Moisés referiu as palavras do povo ao Senhor,<br />
<strong>10.</strong> o qual lhe disse: “Vai ter com o povo, e santifica-o hoje e amanhã. Que lavem as suas vestes<br />
<strong>11.</strong> e estejam prontos para o terceiro dia, porque, depois de amanhã, o Senhor descerá à vista de todo o povo sobre o monte Sinai.<br />
<strong>12.</strong> Fixarás ao redor limites ao povo, e dir-lhe-ás: guardai-vos de subir o monte ou de tocar a sua base! Se alguém tocar o monte, será morto.<br />
<strong>13.</strong> Não se lhe tocará com a mão, mas ele será apedrejado ou perecerá pelas flechas: homem ou animal, não ficará vivo. Quando soar a trombeta, (somente então) subirão eles ao monte”.<br />
<strong>14.</strong> Moisés desceu do monte para junto do povo e o santificou; e lavaram as suas vestes.<br />
<strong>15.</strong> Em seguida, disse-lhes: “Estai prontos para depois de amanhã, não vos aproximeis de mulher alguma”.<br />
<strong>16.</strong> Na manhã do terceiro dia, houve um estrondo de trovões e de relâmpagos; uma espessa nuvem cobria a montanha e o som da trombeta soou com força. Toda a multidão que estava no acampamento tremia.<br />
<strong>17.</strong> Moisés levou o povo para fora do acampamento ao encontro de Deus, e pararam ao pé do monte.<br />
<strong>18.</strong> Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio de chamas; o fumo que subia do monte era como a fumaça de uma fornalha, e toda a montanha tremia com violência.<br />
<strong>19.</strong> O som da trombeta soava ainda mais forte; Moisés falava e os trovões divinos respondiam-lhe.<br />
<strong>20.</strong> O Senhor desceu sobre o cume do monte Sinai; e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu,<br />
<strong>21.</strong> e o Senhor lhe disse: “Desce e proíbe expressamente o povo de precipitar-se para ver o Senhor, para que não morra um grande número deles.<br />
<strong>22.</strong> Também os sacerdotes, que são autorizados e se aproximar do Senhor, santifiquem-se, para que o Senhor não os fira.”<br />
<strong>23.</strong> Moisés respondeu ao Senhor: “O povo não poderia subir o monte Sinai, pois vós no-lo ordenastes expressamente, dizendo: fixa limites ao redor do monte, e declara-o sagrado.”<br />
<strong>24.</strong> “Vai, disse-lhe o Senhor, desce. Subirás em seguida com Aarão; porém, não ultrapassem os limites os sacerdotes e o povo ao subir junto do Senhor, para não acontecer que ele os fira.”<br />
<strong>25.</strong> Moisés desceu então ao povo e falou-lhe.</p>
<p><a name="20"> </a><br />
<strong>Capítulo 20</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Então Deus pronunciou todas estas palavras:<br />
<strong>2.</strong> “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão.<br />
<strong>3.</strong> Não terás outros deuses diante de minha face.<br />
<strong>4.</strong> Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra.<br />
<strong>5.</strong> Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam,<br />
<strong>6.</strong> mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.<br />
<strong>7.</strong> “Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro.<br />
<strong>8.</strong> Lembra-te de santificar o dia de sábado.<br />
<strong>9.</strong> Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra.<br />
<strong>10.</strong> Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros.<br />
<strong>11.</strong> Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.<br />
<strong>12.</strong> Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus.<br />
<strong>13.</strong> Não matarás.<br />
<strong>14.</strong> Não cometerás adultério.<br />
<strong>15.</strong> Não furtarás.<br />
<strong>16.</strong> Não levantarás falso testemunho contra teu próximo.<br />
<strong>17.</strong> Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.”<br />
<strong>18.</strong> Diante dos trovões, das chamas, da voz da trombeta e do monte que fumegava, o povo tremia e conservava-se à distância.<br />
<strong>19.</strong> E disseram a Moisés: “Fala-nos tu mesmo, e te ouviremos; mas não nos fale Deus, para que não morramos.”<br />
<strong>20.</strong> Moisés respondeu-lhes: “Não temais, porque é para vos provar que Deus veio e para que o seu temor, sempre presente aos vossos olhos, vos preserve de pecar”.<br />
<strong>21.</strong> E o povo conservou-se à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem onde se encontrava Deus.<br />
<strong>22.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Eis o que dirás aos israelitas: vistes que vos falei dos céus.<br />
<strong>23.</strong> Não fareis deuses de prata, nem deuses de ouro para pôr ao meu lado.<br />
<strong>24.</strong> Tu me levantarás um altar de terra, sobre o qual oferecerás teus holocaustos e teus sacrifícios pacíficos, tuas ovelhas e teus bois. Em todo lugar onde eu fizer recordar o meu nome, virei a ti para te abençoar.<br />
<strong>25.</strong> Se me levantares um altar de pedra, não o construirás de pedras talhadas, pois levantando o cinzel sobre a pedra, tê-la-ás profanado.<br />
<strong>26.</strong> Não subirás ao meu altar por degraus, para que se não descubra a tua nudez.”</p>
<p><a name="21"> </a><br />
<strong>Capítulo 21</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Estas são as leis que exporás (aos israelitas):<br />
<strong>2.</strong> quando comprares um escravo hebreu, ele servirá seis anos; no sétimo sairá livre, sem pagar nada.<br />
<strong>3.</strong> Se entrou sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, sua mulher partirá com ele.<br />
<strong>4.</strong> Mas, se foi o seu senhor que lhe deu uma mulher, e esta deu à luz filhos e filhas, a mulher e seus filhos serão propriedade do senhor, e ele partirá sozinho.<br />
<strong>5.</strong> Porém, se o escravo disser: ‘Eu amo meu senhor, minha mulher e meus filhos; não quero ser alforriado’,<br />
<strong>6.</strong> seu senhor o levará então diante de Deus e o fará aproximar-se do batente ou da ombreira da porta, e furar-lhe-á a orelha com uma sovela; desta sorte o escravo estará para sempre a seu serviço.<br />
<strong>7.</strong> Se um homem tiver vendido sua filha para ser escrava, ela não sairá em liberdade nas mesmas condições que o escravo.<br />
<strong>8.</strong> Se desagradar ao seu senhor, que a havia destinado para si, ele a fará resgatar; mas não poderá vendê-la a estrangeiros depois de lhe ter sido infiel.<br />
<strong>9.</strong> Se a destinar ao seu filho, tratá-la-á segundo o direito das filhas.<br />
<strong>10.</strong> Se tomar outra mulher, não diminuirá nada à primeira, quanto à alimentação, aos vestidos e ao direito conjugal.<br />
<strong>11.</strong> Se lhe recusar uma destas três coisas, ela poderá partir livre, gratuitamente, sem pagar nada.”<br />
<strong>12.</strong> “Aquele que ferir mortalmente um homem, será morto.<br />
<strong>13.</strong> Porém, se nada premeditou, e Deus o fez cair em suas mãos, eu lhe fixarei um lugar onde possa refugiar-se.<br />
<strong>14.</strong> Mas, se alguém, por maldade, armar ciladas para matar o seu próximo, tirá-lo-ás até mesmo do meu altar, para matá-lo.<br />
<strong>15.</strong> Aquele que ferir seu pai ou sua mãe, será morto.<br />
<strong>16.</strong> Aquele que furtar um homem, e o tiver vendido, ou se este for encontrado em suas mãos, será morto.<br />
<strong>17.</strong> Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe, será punido de morte.<br />
<strong>18.</strong> Quando, em uma contenda entre dois homens, um dos dois ferir o outro com uma pedra ou com o punho, sem matá-lo, mas o obrigar a ficar de cama,<br />
<strong>19.</strong> aquele que feriu não será punido, se o outro se levantar e puder passear fora com seu bastão. Mas indenizá-lo-á pelo tempo que perdeu e os remédios que gastou.<br />
<strong>20.</strong> Se um homem ferir seu escravo ou sua escrava com um bastão, de modo que ele morra sob sua mão, será punido.<br />
<strong>21.</strong> Se o escravo, porém, sobreviver um dia ou dois, não será punido, porque ele é propriedade do seu senhor.<br />
<strong>22.</strong> Se homens brigarem, e acontecer que venham a ferir uma mulher grávida, e esta der à luz sem nenhum dano, eles serão passíveis de uma indenização imposta pelo marido da mulher, e que pagarão diante dos juízes.<br />
<strong>23.</strong> Mas, se houver outros danos, urge dar vida por vida,<br />
<strong>24.</strong> olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,<br />
<strong>25.</strong> queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.<br />
<strong>26.</strong> Se um homem, ferindo seu escravo ou sua escrava, atinge-lhe o olho e o faz perdê-lo, deixá-lo-á ir livre em compensação de seu olho.<br />
<strong>27.</strong> E, se lhe deitar fora um dente, deixá-lo-á ir livre em compensação do dente.<br />
<strong>28.</strong> Se um boi ferir mortalmente um homem ou uma mulher com as pontas dos chifres, será apedrejado e não se comerá a sua carne; mas o dono do boi não será punido.<br />
<strong>29.</strong> Porém, se o boi era já acostumado a dar chifradas, e o dono, tendo sido avisado, não o vigiou, o boi será apedrejado, se matar um homem ou uma mulher, e seu dono também morrerá.<br />
<strong>30.</strong> Se, para resgatar sua vida, lhe for imposta uma quitação, ele deverá dar todo o preço que lhe tiver sido imposto.<br />
<strong>31.</strong> Se o boi ferir um filho ou uma filha, aplicar-se-á a mesma lei.<br />
<strong>32.</strong> Mas, se ferir um escravo ou uma escrava, pagar-se-á ao seu senhor trinta siclos de prata, e o boi será apedrejado.<br />
<strong>33.</strong> Se alguém deixar uma cisterna aberta ou cavar uma sem cobri-la, e nela cair um boi ou um jumento, o proprietário da cisterna pagará uma indenização:<br />
<strong>34.</strong> reembolsará em dinheiro o proprietário do animal morto, e este será seu.<br />
<strong>35.</strong> Se o boi de alguém der uma chifrada no boi de um outro, e este vier a morrer, venderão o boi vivo e repartirão o valor: repartirão igualmente o boi morto.<br />
<strong>36.</strong> Mas, se o boi era já acostumado a dar chifradas, seu dono, que não o vigiou, pagará boi por boi, e receberá o animal morto.”</p>
<p><a name="22"> </a><br />
<strong>Capítulo 22</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Se um homem furtar um boi ou um carneiro, e o matar ou vender, pagará cinco bois pelo boi, e quatro carneiros pelo carneiro.<br />
<strong>2.</strong> (Se o ladrão, surpreendido de noite em flagrante delito de arrombamento, for ferido de morte, não haverá homicídio;<br />
<strong>3.</strong> mas se o sol já se tiver levantado, haverá homicídio.) Ele fará a restituição: se não tiver nada, será vendido em compensação do seu roubo.<br />
<strong>4.</strong> Se o que ele roubou, boi, jumento ou ovelha, estiver ainda vivo em suas mãos, restituirá o dobro.<br />
<strong>5.</strong> Se um homem fizer estragos num campo ou numa vinha, ou deixar seus animais pastarem no campo de outro, compensará o dano com o melhor de seu campo e de sua vinha.<br />
<strong>6.</strong> Se um fogo se acender, alastrar-se pelos espinheiros e consumir o trigo enfeixado ou de pé, ou então todo o campo, o autor do incêndio indenizará (os danos).<br />
<strong>7.</strong> Se um homem confiar dinheiro ou objetos à guarda de outro, e estes forem roubados na casa deste último, o ladrão, uma vez descoberto, restituirá o dobro.<br />
<strong>8.</strong> Se o ladrão não for descoberto, o dono da casa apresentar-se-á diante de Deus (para jurar) que ele não pôs a mão sobre os bens do seu próximo.<br />
<strong>9.</strong> Em toda questão fraudulenta, quer se trate de um boi, de um jumento, de uma ovelha, de uma veste, quer se trate de qualquer outro objeto perdido, do qual se dirá: esta é a coisa, o litígio entre as duas partes irá diante de Deus, e aquele que Deus declarar culpado restituirá o dobro ao seu próximo.<br />
<strong>10.</strong> Se um homem confiar à guarda de outro um boi, uma ovelha ou um animal qualquer, e este morrer, ou quebrar um membro, ou for roubado sem que haja testemunha,<br />
<strong>11.</strong> o juramento do Senhor intervirá entre as duas partes para que se saiba se o responsável pela guarda do animal não pôs a mão sobre o bem do seu próximo. O proprietário aceitará esse juramento, sem que haja restituição.<br />
<strong>12.</strong> Se o animal foi roubado de sua casa, ele indenizará o proprietário.<br />
<strong>13.</strong> Se foi dilacerado (por uma fera), trá-la-á como testemunho e não terá de pagar pelo animal dilacerado.<br />
<strong>14.</strong> Se um homem emprestar a outro um animal, e este quebrar um membro ou morrer na ausência do seu proprietário, terá de haver indenização.<br />
<strong>15.</strong> Se o proprietário estiver presente, não haverá indenização. Se o animal tiver sido alugado, o preço do aluguel bastará.”<br />
<strong>16.</strong> “Se um homem seduzir uma virgem que não é noiva, e dormir com ela, pagará o seu dote e a desposará.<br />
<strong>17.</strong> Se o pai recusar ceder-lha, pagará em dinheiro o valor do dote das virgens.<br />
<strong>18.</strong> Não deixarás viver uma feiticeira.<br />
<strong>19.</strong> Quem tiver comércio com um animal, será morto.<br />
<strong>20.</strong> Aquele que oferecer sacrifícios a outros deuses fora do Senhor, será votado ao interdito.<br />
<strong>21.</strong> Não maltratarás o estrangeiro e não o oprimirás, porque foste estrangeiro no Egito.<br />
<strong>22.</strong> Não prejudicareis a viúva e o órfão.<br />
<strong>23.</strong> Se os prejudicardes, eles clamarão a mim e eu os ouvirei;<br />
<strong>24.</strong> minha cólera se inflamará e vos farei perecer pela espada; vossas mulheres ficarão viúvas e vossos filhos, órfãos.<br />
<strong>25.</strong> Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que está contigo, não lhe serás como um credor: não lhe exigirás juros.<br />
<strong>26.</strong> Se tomares como penhor o manto de teu próximo, devolver-lho-ás antes do pôr-do-sol,<br />
<strong>27.</strong> porque é a sua única cobertura, é a veste com que cobre sua nudez; com que dormirá ele? Se me invocasse, eu o ouviria, porque sou misericordioso.<br />
<strong>28.</strong> Não amaldiçoarás Deus; não amaldiçoarás um príncipe de teu povo.<br />
<strong>29.</strong> Não tardarás a oferecer-me as primícias de tua colheita e de tua vindima. Tu me darás o primogênito de teus filhos.<br />
<strong>30.</strong> Da mesma forma, farás com o primogênito de tua vaca e de tua ovelha: ficará sete dias com sua mãe e no oitavo dia mo darás.<br />
<strong>31.</strong> “Vós sereis para mim homens consagrados. Não comereis carne de um animal dilacerado no campo: jogá-lo-eis aos cães.</p>
<p><a name="23"> </a><br />
<strong>Capítulo 23</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Não levantarás um boato falso; não darás tua mão ao perverso para levantar um falso testemunho.<br />
<strong>2.</strong> Não seguirás o mau exemplo da multidão. Não deporás num processo, metendo-te do lado da maioria de maneira a perverter a justiça.<br />
<strong>3.</strong> Não favorecerás tampouco o pobre em seu processo.<br />
<strong>4.</strong> Se encontrares o boi de teu inimigo ou o seu jumento desgarrado, tu lho reconduzirás.<br />
<strong>5.</strong> Se vires o jumento de teu inimigo caindo sob a carga, guarda-te de passar adiante: ajuda-o a descarregar.<br />
<strong>6.</strong> Não atentarás contra o direito do pobre em sua causa.<br />
<strong>7.</strong> Abstém-te de toda palavra mentirosa. Não matarás o inocente e o justo, porque não absolverei o culpado.<br />
<strong>8.</strong> Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam aqueles que vêem claro, e perdem as causas justas.<br />
<strong>9.</strong> Não oprimirás o estrangeiro, pois conheceis o que sente o estrangeiro, vós que o fostes no Egito.<br />
<strong>10.</strong> “Durante seis anos, semearás a terra e recolherás o produto.<br />
<strong>11.</strong> Mas, no sétimo ano, a deixarás repousar em alqueive; os pobres de teu povo comerão o seu produto, e os animais selvagens comerão o resto. Farás o mesmo com a tua vinha e o teu olival.<br />
<strong>12.</strong> Durante seis dias, farás o teu trabalho, mas no sétimo descansarás, para que descansem o teu boi e o teu jumento, e respirem o filho de tua escrava e o estrangeiro.<br />
<strong>13.</strong> Observareis tudo o que vos disse: não pronunciareis o nome de outros deuses, e não se o ouvirá sair de vossa boca.<br />
<strong>14.</strong> Três vezes por ano celebrarás uma festa em minha honra.<br />
<strong>15.</strong> Observarás a festa dos Ázimos: durante sete dias, no mês das espigas, como o fixei, comerás pães sem fermento (foi nesse mês que saíste do Egito). Não se apresentará ninguém diante de mim com as mãos vazias.<br />
<strong>16.</strong> Depois haverá a festa da Ceifa, das primícias do teu trabalho, do que semeaste nos campos; e a festa da Colheita, no fim do ano, quando recolheres nos campos os frutos do teu trabalho.<br />
<strong>17.</strong> Três vezes por ano, todo indivíduo do sexo masculino se apresentará diante do Senhor Javé.<br />
<strong>18.</strong> Quando me sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado; e a gordura de minha festa não será guardada a noite toda até a manhã do dia seguinte.<br />
<strong>19.</strong> Trarás à casa do Senhor, teu Deus, as primícias dos primeiros produtos de tua terra. Não cozerás um cabrito no leite de sua mãe.”<br />
<strong>20.</strong> “Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei.<br />
<strong>21.</strong> Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque meu nome está nele.<br />
<strong>22.</strong> Mas, se lhe obedeceres pontualmente, se fizeres tudo o que eu te disser, serei o inimigo dos teus inimigos, e o adversário dos teus adversários.<br />
<strong>23.</strong> Porque meu anjo marchará adiante de ti e te conduzirá entre os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os cananeus, os heveus e os jebuseus, que exterminarei.<br />
<strong>24.</strong> Não adorarás os seus deuses, não lhes prestarás culto, imitando as práticas (desses povos), mas derrubarás os seus deuses e farás em pedaços as suas estelas.<br />
<strong>25.</strong> Prestarás culto ao Senhor, teu Deus, que abençoará teu pão e tua água, e te preservarei da enfermidade.<br />
<strong>26.</strong> Não haverá em tua terra nem mulher que aborta nem mulher estéril. Completarei o número dos teus dias.<br />
<strong>27.</strong> Enviarei diante de ti o meu terror, e semearei o pânico em todos os povos entre os quais chegares e porei todos os teus inimigos em fuga diante de ti.<br />
<strong>28.</strong> Mandarei vespas diante de ti que expulsarão para longe de tua face os heveus, os cananeus, os hiteus.<br />
<strong>29.</strong> Não os expulsarei em um só ano, para que a terra não se torne um deserto e se multipliquem contra ti as feras do campo.<br />
<strong>30.</strong> Expulsá-los-ei progressivamente diante de ti até que te tenhas multiplicado bastante para ocupar o país.<br />
<strong>31.</strong> Os limites que te fixei vão do mar Vermelho ao mar dos filisteus, e desde o deserto até o Eufrates. Porque entregarei em tuas mãos os habitantes dessa terra, e expulsá-los-ei de diante de ti.<br />
<strong>32.</strong> Não farás aliança nem com eles nem com seus deuses.<br />
<strong>33.</strong> Eles não residirão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim, e para que, prestando um culto aos seus deuses, não sejas preso no laço.”</p>
<p><a name="24"> </a><br />
<strong>Capítulo 24</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Deus disse a Moisés: “Sobe para o Senhor, com Aarão, Nadab e Abiú e setenta anciãos de Israel, e prostrai-vos à distância.<br />
<strong>2.</strong> Só Moisés se aproximará do Senhor, e não os outros, e o povo não subirá com ele.”<br />
<strong>3.</strong> Moisés veio referir ao povo todas as palavras do Senhor, e todas as suas leis; e o povo inteiro respondeu a uma voz: “Faremos tudo o que o Senhor disse.”<br />
<strong>4.</strong> E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, de manhã, edificou um altar ao pé da montanha e levantou doze estelas para as doze tribos de Israel.<br />
<strong>5.</strong> Enviou jovens dentre os israelitas, os quais ofereceram holocaustos e sacrifícios ao Senhor e imolaram touros em sacrifícios pacíficos.<br />
<strong>6.</strong> Moisés tomou a metade do sangue para metê-lo em bacias, e derramou a outra metade sobre o altar.<br />
<strong>7.</strong> Tomou o livro da aliança e o leu ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e seremos obedientes.”<br />
<strong>8.</strong> Moisés tomou o sangue para aspergir com ele o povo: “Eis, disse ele, o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, conforme tudo o que foi dito.”<br />
<strong>9.</strong> Moisés subiu, com Aarão, Nadab e Abiú, e setenta anciãos de Israel.<br />
<strong>10.</strong> Eles viram o Deus de Israel. Sob os seus pés havia como um lajeado de safiras transparentes, tão límpido como o próprio céu.<br />
<strong>11.</strong> Sobre os eleitos dos israelitas, Deus não estendeu a mão. Viram Deus, e depois comeram e beberam.<br />
<strong>12.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Sobe para mim no monte. Ficarás ali para que eu te dê as tábuas de pedra, a lei e as ordenações que escrevi para sua instrução.”<br />
<strong>13.</strong> Moisés levantou-se com Josué, seu auxiliar, e subiu o monte de Deus.<br />
<strong>14.</strong> E disse aos anciãos: “Esperai-nos aqui até que voltemos. Tendes convosco Aarão e Hur. Se alguém tiver um litígio, dirigir-se-á a eles.”<br />
<strong>15.</strong> Moisés subiu ao monte. A nuvem cobriu o monte<br />
<strong>16.</strong> e a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, que ficou envolvido na nuvem durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do seio da nuvem.<br />
<strong>17.</strong> Aos olhos dos israelitas a glória do Senhor tinha o aspecto de um fogo consumidor sobre o cume do monte.<br />
<strong>18.</strong> Moisés penetrou na nuvem e subiu a montanha. Ficou ali quarenta dias e quarenta noites.</p>
<p><a name="25"> </a><br />
<strong>Capítulo 25</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>2.</strong> “Dize aos israelitas que me façam uma oferta. Aceitareis essa oferenda de todo homem que a fizer de bom coração.<br />
<strong>3.</strong> Eis o que aceitareis à guisa de oferta: ouro, prata, cobre,<br />
<strong>4.</strong> púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino, peles de cabra,<br />
<strong>5.</strong> peles de carneiro tintas de vermelho, peles de golfinho, madeira de acácia,<br />
<strong>6.</strong> azeite para candeeiro, aromas para o óleo de unção e para os incensos odoríferos,<br />
<strong>7.</strong> pedras de ônix e outras pedras para os cabochões do efod e do peitoral.<br />
<strong>8.</strong> Far-me-ão um santuário e habitarei no meio deles.<br />
<strong>9.</strong> Construireis o tabernáculo e todo o seu mobiliário exatamente segundo o modelo que vou mostrar-vos”.<br />
<strong>10.</strong> “Farão uma arca de madeira de acácia; seu comprimento será de dois côvados e meio, sua largura de um côvado e meio, e sua altura de um côvado e meio.<br />
<strong>11.</strong> Tu a recobrirás de ouro puro por dentro, e farás por fora, em volta dela, uma bordadura de ouro.<br />
<strong>12.</strong> Fundirás para a arca quatro argolas de ouro, que porás nos seus quatro pés, duas de um lado e duas de outro.<br />
<strong>13.</strong> Farás dois varais de madeira de acácia, revestidos de ouro,<br />
<strong>14.</strong> que passarás nas argolas fixadas dos lados da arca, para se poder transportá-la.<br />
<strong>15.</strong> Uma vez passados os varais nas argolas, delas não serão mais removidos.<br />
<strong>16.</strong> Porás na arca o testemunho que eu te der.<br />
<strong>17.</strong> Farás também uma tampa de ouro puro, cujo comprimento será de dois côvados e meio, e a largura de um côvado e meio.<br />
<strong>18.</strong> Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro,<br />
<strong>19.</strong> fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa.<br />
<strong>20.</strong> Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada.<br />
<strong>21.</strong> Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der.<br />
<strong>22.</strong> Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.”<br />
<strong>23.</strong> “Farás uma mesa de madeira de acácia, cujo comprimento será de dois côvados, a largura de um côvado e a altura de um côvado e meio.<br />
<strong>24.</strong> Recobri-la-ás de ouro puro e farás em volta dela uma bordadura de ouro.<br />
<strong>25.</strong> Farás em volta dela uma orla de um palmo de largura com uma bordadura de ouro corrente ao redor.<br />
<strong>26.</strong> Farás para essa mesa quatro argolas de ouro, que fixarás nos quatro ângulos de seus pés.<br />
<strong>27.</strong> Essas argolas, colocadas à altura da orla, receberão os varais destinados a transportar a mesa.<br />
<strong>28.</strong> Farás, de madeira de acácia, varais revestidos de ouro, que servirão para o transporte da mesa.<br />
<strong>29.</strong> Farás de ouro puro os seus pratos, seus incensários, seus copos e suas taças, que servirão para as libações.<br />
<strong>30.</strong> Porás sobre essa mesa os pães da proposição, que ficarão constantemente diante de mim.”<br />
<strong>31.</strong> “Farás um candelabro de ouro puro; e o farás de ouro batido, com o seu pedestal e sua haste: seus cálices, seus botões e suas flores formarão uma só peça com ele.<br />
<strong>32.</strong> Seis braços sairão dos seus lados, três de um lado e três de outro.<br />
<strong>33.</strong> Num braço haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; noutro haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor e assim por diante para os seis braços do candelabro.<br />
<strong>34.</strong> No próprio candelabro haverá quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com seus botões e suas flores:<br />
<strong>35.</strong> um botão sob os dois primeiros braços do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos: e assim será com os seis braços que saem do candelabro.<br />
<strong>36.</strong> Esses botões e esses braços formarão um todo com o candelabro, tudo formando uma só peça de ouro puro batido.<br />
<strong>37.</strong> Farás sete lâmpadas, que serão colocadas em cima, de maneira a alumiar a frente do candelabro.<br />
<strong>38.</strong> Seus espevitadores e seus cinzeiros serão de ouro puro.<br />
<strong>39.</strong> Empregar-se-á um talento de ouro puro para confeccionar o candelabro e seus acessórios.<br />
<strong>40.</strong> Cuida para que se execute esse trabalho segundo o modelo que te mostrei no monte.”</p>
<p><a name="26"> </a><br />
<strong>Capítulo 26</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Farás o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido de púrpura violeta, púrpura escarlate e de carmesim, sobre as quais alguns querubins serão artisticamente bordados.<br />
<strong>2.</strong> Cada cortina terá vinte e oito côvados de comprimento e quatro côvados de largura: terão todas as mesmas dimensões.<br />
<strong>3.</strong> Cinco dessas cortinas serão juntas uma à outra, e as cinco outras igualmente.<br />
<strong>4.</strong> Na orla da cortina que está na extremidade do primeiro grupo, porás laços de púrpura violeta; farás a mesma coisa na orla da cortina que remata o segundo grupo.<br />
<strong>5.</strong> Farás cinqüenta laços para a primeira cortina, e cinqüenta para a extremidade da última cortina do segundo grupo, de modo que se correspondam.<br />
<strong>6.</strong> Farás também cinqüenta colchetes de ouro, com os quais juntarás as duas cortinas, a fim de que o tabernáculo forme um todo.<br />
<strong>7.</strong> Farás também cortinas de peles de cabra para servirem de tenda sobre o tabernáculo: farás onze dessas cortinas.<br />
<strong>8.</strong> O comprimento de uma dessas cortinas será de trinta côvados, e sua largura de quatro côvados. As onze cortinas terão todas as mesmas dimensões.<br />
<strong>9.</strong> Juntarás de uma parte cinco dessas cortinas, e seis de outra parte, estando a sexta dobrada na parte dianteira da tenda.<br />
<strong>10.</strong> Porás cinqüenta laços na orla de cada uma das duas cortinas que estão na extremidade de cada grupo.<br />
<strong>11.</strong> Farás cinqüenta colchetes de bronze que introduzirás nos laços, e ajuntarás assim a tenda de modo que ela forme uma só peça.<br />
<strong>12.</strong> E como essas cortinas terão um excedente de comprimento, o resto que sobrar cairá sobre o lado posterior do tabernáculo.<br />
<strong>13.</strong> E o côvado excedente dos dois lados, no comprimento das cortinas da tenda, cairá sobre cada um dos dois lados do tabernáculo para cobri-lo.<br />
<strong>14.</strong> Farás para a tenda uma cobertura de peles de carneiro, tingidas de vermelho, e por cima uma cobertura de peles de golfinho.<br />
<strong>15.</strong> “Farás também para o tabernáculo tábuas de madeira de acácia, que serão colocadas verticalmente.<br />
<strong>16.</strong> O comprimento de uma tábua será de dez côvados, e a largura de um côvado e meio.<br />
<strong>17.</strong> Cada tábua terá dois encaixes, unidos um ao outro. Assim farás com todas as tábuas do tabernáculo.<br />
<strong>18.</strong> Farás, pois, para o tabernáculo vinte tábuas para o lado meridional, ao sul.<br />
<strong>19.</strong> Porás sob essas vinte tábuas quarenta suportes de prata, dois sob cada tábua, para os seus dois encaixes.<br />
<strong>20.</strong> Para o segundo lado do tabernáculo, ao norte, farás vinte tábuas,<br />
<strong>21.</strong> com quarenta suportes de prata, à razão de dois por tábua.<br />
<strong>22.</strong> Para o fundo do tabernáculo, ao ocidente, farás seis tábuas.<br />
<strong>23.</strong> Para os ângulos do tabernáculo, farás duas tábuas;<br />
<strong>24.</strong> serão emparelhadas desde a base, formando juntas uma só peça até o cimo, na primeira argola. Assim se fará com as duas tábuas colocadas nos ângulos.<br />
<strong>25.</strong> Haverá, pois, oito tábuas, com seus suportes de prata em número de dezesseis, dois sob cada tábua.<br />
<strong>26.</strong> Farás depois cinco travessas de madeira de acácia para as tábuas de um dos lados do tabernáculo,<br />
<strong>27.</strong> cinco para as tábuas do segundo lado, e cinco para as tábuas que estão do lado posterior do tabernáculo, ao ocidente.<br />
<strong>28.</strong> A travessa central passará pelo meio das tábuas, de uma extremidade à outra.<br />
<strong>29.</strong> Recobrirás de ouro essas tábuas, e pôr-lhes-ás argolas de ouro, por onde passarão as travessas que recobrirás também de ouro.<br />
<strong>30.</strong> Levantarás o tabernáculo segundo o modelo que te foi mostrado sobre o monte.<br />
<strong>31.</strong> Farás um véu de púrpura violeta, de púrpura escarlate, de carmesim e de linho retorcido, sobre o qual serão artisticamente bordados querubins.<br />
<strong>32.</strong> Suspendê-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro, com pregos de ouro, sobre quatro pedestais de prata.<br />
<strong>33.</strong> Colocarás o véu debaixo dos colchetes, e é ali, atrás do véu, que colocarás a arca da aliança. Esse véu servirá para separar o ‘santo’ do ‘santo dos santos’.<br />
<strong>34.</strong> É no santo dos santos que colocarás a tampa sobre a arca da aliança.<br />
<strong>35.</strong> Porás a mesa diante do véu, e o candelabro defronte da mesa, do lado meridional do tabernáculo; colocarás a mesa do lado norte.<br />
<strong>36.</strong> Farás para a entrada da tenda um véu de púrpura violeta, de púrpura escarlate, de carmesim e de linho retorcido, artisticamente bordado.<br />
<strong>37.</strong> E farás, para suspender aí esse véu, cinco colunas de acácia recobertas de ouro, munidas de colchetes de ouro; e para essas colunas fundirás cinco pedestais de bronze”.</p>
<p><a name="27"> </a><br />
<strong>Capítulo 27</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Farás o altar de madeira de acácia. Seu comprimento será de cinco côvados, sua largura de cinco côvados (será quadrado) e sua altura será de três côvados.<br />
<strong>2.</strong> Porás em seus quatro ângulos chifres, que farão corpo com o altar; e o cobrirás de bronze.<br />
<strong>3.</strong> Farás para esse altar cinzeiros, pás, bacias, garfos e braseiros: todos esses utensílios serão feitos de bronze.<br />
<strong>4.</strong> Farás no altar uma grelha de bronze em forma de gelosia, e porás nos seus quatro cantos quatro argolas de bronze.<br />
<strong>5.</strong> Colocá-la-ás embaixo, sob o rebordo saliente do altar, de modo que essa grelha se eleve até a metade da altura do altar.<br />
<strong>6.</strong> Farás para o altar varais de madeira de acácia, revestidos de bronze.<br />
<strong>7.</strong> Esses varais serão introduzidos nas argolas, e estarão de um e outro lado do altar, quando for transportado.<br />
<strong>8.</strong> O altar será oco e de tábuas, segundo o modelo que te dei sobre o monte”.<br />
<strong>9.</strong> “Farás o átrio para o tabernáculo. Do lado meridional, ao sul do átrio, haverá cortinas de linho fino retorcido, numa extensão de cem côvados,<br />
<strong>10.</strong> e igualmente vinte colunas sobre vinte pedestais de bronze; os pregos das colunas, bem como suas vergas, serão de prata.<br />
<strong>11.</strong> Também para o norte haverá cortinas, numa extensão de cem côvados, bem como vinte colunas com seus pedestais de bronze, sendo de prata os pregos das colunas e suas vergas.<br />
<strong>12.</strong> Do lado do ocidente a largura do átrio comportará cinqüenta côvados de cortinas, com dez colunas e dez pedestais.<br />
<strong>13.</strong> Na frente, do lado oriental, a largura do átrio será de cinqüenta côvados.<br />
<strong>14.</strong> De um lado haverá quinze côvados de cortinas, com três colunas e três pedestais,<br />
<strong>15.</strong> e de outro lado quinze côvados de cortinas, com três colunas e três pedestais.<br />
<strong>16.</strong> Na porta do átrio haverá uma cortina bordada, de vinte côvados, em púrpura violeta e escarlate, em carmesim e em linho fino retorcido, com quatro colunas e quatro pedestais.<br />
<strong>17.</strong> Todas as colunas que formam o recinto do átrio serão unidas por vergas de prata; seus pregos serão de prata e seus pedestais de bronze.<br />
<strong>18.</strong> O comprimento do átrio será de cem côvados, sua largura de cinqüenta, e sua altura de cinco côvados; a cortina será de linho fino retorcido e os pedestais de bronze.<br />
<strong>19.</strong> Todos os utensílios destinados ao serviço do tabernáculo, todas as suas estacas, como também as do átrio, serão de bronze.<br />
<strong>20.</strong> Ordenarás aos israelitas que tragam para o candelabro, óleo puro de olivas esmagadas, a fim de manter acesa a lâmpada continuamente.<br />
<strong>21.</strong> Na tenda de reunião, diante do véu que oculta a arca da aliança, Aarão e seus filhos prepararão esse óleo para que ele se queime desde a tarde até pela manhã em presença do Senhor. Essa é uma lei perpétua para os israelitas e suas gerações vindouras.”</p>
<p><a name="28"> </a><br />
<strong>Capítulo 28</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Faze vir junto de ti, do meio dos israelitas, teu irmão Aarão com seus filhos para me servirem no ofício sacerdotal: Aarão, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar, filhos de Aarão.<br />
<strong>2.</strong> Farás para teu irmão Aarão vestes sagradas em sinal de dignidade e de ornato.<br />
<strong>3.</strong> Fala aos homens inteligentes a quem enchi do espírito de sabedoria, para que confeccionem as vestes de Aarão, de sorte que ele seja consagrado ao meu sacerdórcio.<br />
<strong>4.</strong> Eis as vestes que deverão fazer: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e uma cintura. Tais são as vestes que farão para teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de que sejam sacerdotes a meu serviço;<br />
<strong>5.</strong> empregarão ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino.<br />
<strong>6.</strong> O efod será feito de ouro, de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino retorcido, artisticamente tecidos.<br />
<strong>7.</strong> Nas duas extremidades, haverá duas alças, que o sustentarão.<br />
<strong>8.</strong> O cinto que se passará sobre o efod para fixá-lo será feito do mesmo trabalho e fará com ele uma só peça: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido.<br />
<strong>9.</strong> Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas o nome dos filhos de Israel:<br />
<strong>10.</strong> seis nomes numa pedra, seis noutra, por ordem de idade.<br />
<strong>11.</strong> Os nomes dos filhos de Israel, que gravarás nas duas pedras, serão à maneira de selos gravados por lapidadores; e as duas pedras serão encaixadas em filigranas de ouro.<br />
<strong>12.</strong> Colocarás essas duas pedras nas alças do efod, em memória dos filhos de Israel, cujos nomes serão levados por Aarão nos seus dois ombros, à guisa de memória diante do Senhor.<br />
<strong>13.</strong> Farás engastes de ouro<br />
<strong>14.</strong> e duas correntinhas de ouro puro entrelaçadas em forma de cordões, que fixarás nos engastes.<br />
<strong>15.</strong> Farás um peitoral de julgamento artisticamente trabalhado, do mesmo tecido que o efod: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido.<br />
<strong>16.</strong> Será quadrado, dobrado em dois, do comprimento de um palmo e de largura de um palmo.<br />
<strong>17.</strong> Guarnecê-lo-ás com quatro fileiras de pedrarias. Primeira fileira: um sárdio, um topázio e uma esmeralda;<br />
<strong>18.</strong> Segunda fileira: um rubi, uma safira, um diamante;<br />
<strong>19.</strong> terceira fileira: uma opala, uma ágata e uma ametista;<br />
<strong>20.</strong> quarta fileira: um crisólito, um ônix e um jaspe. Serão engastadas em uma filigrana de ouro.<br />
<strong>21.</strong> E, correspondendo aos nomes dos filhos de Israel, serão em número de doze, e em cada uma será gravado o nome de uma das doze tribos, à maneira de um sinete.<br />
<strong>22.</strong> Farás também para o peitoral correntinhas de ouro puro, entrelaçadas em forma de cordões.<br />
<strong>23.</strong> Farás ainda para o peitoral dois anéis de ouro, que fixarás em suas extremidades.<br />
<strong>24.</strong> Passarás os dois cordões de ouro nos dois anéis,<br />
<strong>25.</strong> e prenderás as suas duas pontas nos dois colchetes, metendo-os nas duas alças do efod para o lado da frente.<br />
<strong>26.</strong> Farás ainda dois anéis de ouro que fixarás nas duas extremidades do peitoral, na sua orla interior aplicada contra o efod.<br />
<strong>27.</strong> E enfim dois outros anéis de ouro que fixarás na parte dianteira, por baixo das duas alças do efod, à altura da junção, na cintura do efod.<br />
<strong>28.</strong> Prender-se-ão os anéis do peitoral aos do efod por meio de uma fita de púrpura violeta, a fim de que o peitoral se fixe sobre a cintura do efod, e assim não se separe dele.<br />
<strong>29.</strong> Desse modo, entrando no santuário, Aarão levará sobre o seu coração os nomes dos filhos de Israel gravados sobre o peitoral de julgamento, como memorial perpétuo diante do Senhor.<br />
<strong>30.</strong> No peitoral de julgamento porás o urim e o turim, para que estejam sobre o peito de Aarão quando ele se apresentar diante do Senhor. Assim Aarão levará constantemente sobre o seu coração, diante do Senhor, o julgamento dos israelitas.<br />
<strong>31.</strong> Farás o manto do efod inteiramente de púrpura violeta.<br />
<strong>32.</strong> Haverá no meio uma abertura para a cabeça, e em volta uma orla tecida, que será como a abertura de um corselete, para que não se rompa.<br />
<strong>33.</strong> Em volta de toda a orla inferior, porás romãs de púrpura violeta e escarlate, assim como carmesim, entremeadas de campainhas de ouro:<br />
<strong>34.</strong> uma campainha de ouro, uma romã, outra campainha de ouro, outra romã em todo o contorno da orla inferior do manto.<br />
<strong>35.</strong> Aarão será revestido desse manto quando exercer suas funções, a fim de se ouvir o som das campainhas quando entrar no santuário, diante do Senhor, e quando sair, e para que não morra.<br />
<strong>36.</strong> Farás uma lâmina de ouro puro na qual gravarás, como num sinete, Santidade a Javé<br />
<strong>37.</strong> Prendê-la-ás com uma fita de púrpura violeta na frente do turbante.<br />
<strong>38.</strong> Estará na fronte de Aarão, que levará assim a carga das faltas cometidas pelos israelitas, na ocasião de algumas santas ofertas que possam apresentar: estará continuamente na sua fronte, para que os israelitas sejam aceitos pelo Senhor.<br />
<strong>39.</strong> Farás uma túnica de linho, um turbante de linho e uma cintura de bordado.<br />
<strong>40.</strong> Farás túnicas para os filhos de Aarão, cinturas e tiaras, em sinal de dignidade e de ornato.<br />
<strong>41.</strong> Revestirás desses ornamentos teu irmão Aarão e seus filhos e os ungirás, os empossarás e os consagrarás, a fim de que sejam sacerdotes a meu serviço.<br />
<strong>42.</strong> Far-lhes-ás também, para cobrir a sua nudez, calções de linho que irão dos rins até as coxas.<br />
<strong>43.</strong> Aarão e seus filhos os levarão quando entrarem na tenda de reunião, ou quando se aproximarem do altar para fazer o serviço do santuário, sob pena de incorrerem numa falta mortal. Esta é uma lei perpétua para Aarão e sua posteridade.”</p>
<p><a name="29"> </a><br />
<strong>Capítulo 29</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Eis como procederás para consagrá-los como sacerdotes a meu serviço.<br />
<strong>2.</strong> Tomarás um novilho e dois carneiros sem defeito; pães sem fermento, bolos sem fermento amassados com azeite, bolachas sem fermento untada com azeite, tudo feito de flor de farinha de trigo.<br />
<strong>3.</strong> Pô-los-ás em uma cesta e os oferecerás ao mesmo tempo que o novilho e os dois carneiros.<br />
<strong>4.</strong> Farás aproximarem-se Aarão e seus filhos da entrada da tenda de reunião, e os submeterás a uma ablução.<br />
<strong>5.</strong> Tomarás, em seguida, os ornamentos e revestirás Aarão com a túnica, o manto do efod, o efod e o peitoral, e lhe porás o cinto do efod.<br />
<strong>6.</strong> Pôr-lhe-ás o turbante na cabeça, e sobre o turbante porás o diadema da santidade.<br />
<strong>7.</strong> Tomarás o óleo de unção e o ungirás, derramando-o sobre a cabeça.<br />
<strong>8.</strong> Mandarás aproximarem-se seus filhos e os revestirás de túnicas.<br />
<strong>9.</strong> Cingi-los-ás com uma cintura, a Aarão e seus filhos, aos quais imporás tiaras. O sacerdócio lhes pertencerá em virtude de uma lei perpétua. Empossarás Aarão e seus filhos.<br />
<strong>10.</strong> Levarás o novilho diante da tenda de reunião: Aarão e seus filhos imporão suas mãos sobre a sua cabeça.<br />
<strong>11.</strong> E imolarás em presença do Senhor o novilho, na entrada da tenda de reunião.<br />
<strong>12.</strong> Depois tomarás do sangue do novilho, e com o dedo o porás sobre os chifres do altar e derramarás o resto ao pé do altar.<br />
<strong>13.</strong> Tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, a membrana do fígado, os dois rins e a gordura que os envolve, e queimarás tudo sobre o altar.<br />
<strong>14.</strong> Mas a carne de touro, seu pêlo e seus excrementos, tu os queimarás fora do acampamento: é um sacrifício pelo pecado.<br />
<strong>15.</strong> Tomarás um dos carneiros, e Aarão e seus filhos imporão suas mãos sobre sua cabeça.<br />
<strong>16.</strong> Degolá-lo-ás e tomarás do seu sangue para derramá-lo em volta do altar.<br />
<strong>17.</strong> Cortarás o carneiro em pedaços, e depois de ter lavado os intestinos e as pernas, pô-los-ás sobre os pedaços e sobre a cabeça;<br />
<strong>18.</strong> e queimarás o carneiro todo sobre o altar. É um holocausto ao Senhor, um sacrifício de agradável odor consumido em honra do Senhor.<br />
<strong>19.</strong> Tomarás, em seguida, o segundo carneiro, e Aarão e seus filhos imporão suas mãos sobre sua cabeça.<br />
<strong>20.</strong> Degolá-lo-ás e tomarás do seu sangue para metê-lo na extremidade da orelha direita de Aarão e na extremidade da orelha direita de seus filhos, sobre os dedos polegares de suas mãos direitas e sobre os hálux de seus pés direitos. Depois derramarás o resto do sangue em volta do altar.<br />
<strong>21.</strong> Aspergirás Aarão e suas vestes, e igualmente seus filhos e suas vestes, com o sangue tomado do altar e com o óleo de unção. Eles serão assim consagrados, ele e suas vestes, bem como seus filhos e suas vestes.<br />
<strong>22.</strong> Tomarás tudo o que é gordura no carneiro, a cauda, a gordura que envolve as entranhas, a membrana do fígado, os dois rins e a gordura que os envolve, e a coxa direita, porque é um carneiro de inauguração.<br />
<strong>23.</strong> Tomarás ainda, na cesta de pães sem fermento colocada diante do Senhor, um pão, um bolo e uma bolacha.<br />
<strong>24.</strong> Meterás tudo isso nas palmas das mãos de Aarão e de seus filhos, e os oferecerás, agitando-os, como oblação diante do Senhor.<br />
<strong>25.</strong> Tu os retomarás, em seguida, de suas mãos e os queimarás no altar sobre o holocausto. Este é um sacrifício de agradável odor apresentado ao Senhor, um sacrifício pelo fogo ao Senhor.<br />
<strong>26.</strong> Tomarás o peito do carneiro de inauguração de Aarão e o oferecerás, agitando-o, como oblação diante do Senhor. Esta será a tua porção.<br />
<strong>27.</strong> Consagrarás então o peito da oferta agitada e a perna da oferta reservada, todas as partes agitadas e reservadas do carneiro de inauguração que são destinadas a Aarão e seus filhos.<br />
<strong>28.</strong> Este será um direito perpétuo devido a Aarão e seus filhos pelos israelitas; esta é uma oferta reservada – aquela que os israelitas terão de tomar de seus sacrifícios pacíficos –, uma reserva que devem ao Senhor.<br />
<strong>29.</strong> Os ornamentos sagrados de Aarão servirão para seus filhos depois dele, que os vestirão quando se lhes der a unção e forem empossados.<br />
<strong>30.</strong> Aquele dentre os seus filhos que for sumo sacerdote em seu lugar, e que penetrar na tenda de reunião para o serviço do santuário, os levará durante sete dias.<br />
<strong>31.</strong> Tomarás o carneiro de inauguração e farás cozer a sua carne em um lugar santo.<br />
<strong>32.</strong> Aarão e seus filhos comerão a sua carne e o pão que está na cesta à entrada da tenda de reunião.<br />
<strong>33.</strong> Comerão o que tiver sido utilizado para a expiação quando de sua tomada de posse e sua consagração. Estrangeiro algum comerá deles, porque são coisas santas.<br />
<strong>34.</strong> Se sobrar ainda da carne da vítima de inauguração ou do pão até o dia seguinte, queimarás o resto: não será comido, porque é uma coisa santa.<br />
<strong>35.</strong> Quanto a Aarão e seus filhos, farás como te ordenei: empregarás sete dias em sua tomada de posse.<br />
<strong>36.</strong> Cada dia imolarás um novilho em sacrifício expiatório pelo pecado; por esse sacrifício expiatório tirarás o pecado do altar, e far-lhe-ás uma unção para consagrá-lo.<br />
<strong>37.</strong> A expiação do altar se fará durante sete dias; e consagrarás esse altar, que se tornará coisa santíssima, e tudo o que o tocar será consagrado.”<br />
<strong>38.</strong> “Eis o que sacrificarás sobre o altar: dois cordeiros de um ano em cada dia, perpetuamente.<br />
<strong>39.</strong> Oferecerás um desses cordeiros pela manhã e o outro entre as duas tardes.<br />
<strong>40.</strong> Com o primeiro cordeiro oferecerás a décima parte de um efá de flor de farinha amassada com um quarto de hin de óleo de olivas esmagadas, e como libação um quarto de hin de vinho.<br />
<strong>41.</strong> Entre as duas tardes oferecerás o segundo cordeiro, acompanhado de uma oferta e de uma libação semelhantes às da manhã. Este é um sacrifício de agradável odor consumido pelo fogo em honra do Senhor.<br />
<strong>42.</strong> Este holocausto será perpétuo e será oferecido, em todas as gerações futuras, à entrada da tenda de reunião, diante do Senhor, onde virei a vós, para falar contigo.<br />
<strong>43.</strong> É nesse lugar que darei entrevista aos filhos de Israel, e ele será consagrado pela minha glória.<br />
<strong>44.</strong> Consagrarei a tenda de reunião e o altar; consagrarei igualmente Aarão e seus filhos, para que sejam sacerdotes a meu serviço.<br />
<strong>45.</strong> Habitarei no meio dos israelitas e serei o seu Deus.<br />
<strong>46.</strong> Saberão então que eu, o Senhor, sou o seu Deus que os tirou do Egito para habitar entre eles, eu, o Senhor seu Deus.”</p>
<p><a name="30"> </a><br />
<strong>Capítulo 30</strong></p>
<p><strong>1.</strong> “Construirás um altar para queimares sobre ele o incenso. Fá-lo-ás de madeira de acácia;<br />
<strong>2.</strong> seu comprimento será de um côvado, e sua largura de um côvado; será quadrado e terá dois côvados de altura. Seus cornos farão corpo com ele.<br />
<strong>3.</strong> Cobrirás de ouro puro a sua parte superior, os seus lados ao redor e os seus cornos; e lhe farás uma bordadura de ouro em volta.<br />
<strong>4.</strong> Farás para ele duas argolas de ouro, abaixo da bordadura, dos dois lados. Colocarás essas argolas dos dois lados para receberem os varais que servirão ao seu transporte.<br />
<strong>5.</strong> Farás os varais de madeira de acácia e recobri-los-ás de ouro.<br />
<strong>6.</strong> Colocarás o altar diante do véu que oculta a arca da aliança, em frente do propiciatório que se encontra sobre a arca, no lugar onde virei a ti.<br />
<strong>7.</strong> Aarão queimará sobre o altar incenso aromático a cada manhã,<br />
<strong>8.</strong> quando preparar as lâmpadas; queimá-lo-á também entre as duas tardes, quando acender as lâmpadas. Haverá desse modo incenso diante do Senhor perpetuamente nas gerações futuras.<br />
<strong>9.</strong> Não oferecereis sobre esse altar nem perfume profano, nem holocausto, nem oferta, e não derramareis sobre ele libação.<br />
<strong>10.</strong> Uma vez por ano, Aarão fará a expiação sobre os cornos do altar. Com o sangue da vítima pelo pecado, fará a expiação uma vez por ano, em todas as gerações futuras. Esse altar será uma coisa santíssima, consagrada ao Senhor.”<br />
<strong>11.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>12.</strong> “Quando fizeres os recenseamentos dos israelitas, cada um pagará ao Senhor o resgate de sua vida, para que esse alistamento não atraia sobre ele algum flagelo.<br />
<strong>13.</strong> Cada um daqueles que forem recenseados pagará meio siclo (segundo o valor do siclo do santuário, que é de vinte gueras), meio siclo como contribuição devida ao Senhor.<br />
<strong>14.</strong> Todo homem recenseado de vinte anos para cima pagará a contribuição devida ao Senhor.<br />
<strong>15.</strong> O rico não dará mais e o pobre não dará menos de meio siclo para pagar a contribuição devida ao Senhor em resgate de vossas vidas.<br />
<strong>16.</strong> Cobrarás dos israelitas o dinheiro do resgate, e o aplicarás ao serviço da tenda de reunião; ele será um memorial diante do Senhor, de como os israelitas asseguraram o resgate de suas vidas.”<br />
<strong>17.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>18.</strong> “Farás uma bacia de bronze para as abluções, com um pedestal de bronze; colocá-la-ás entre a tenda de reunião e o altar, e deitarás água nela.<br />
<strong>19.</strong> Aarão e seus filhos tirarão daí a água para lavar as mãos e os pés.<br />
<strong>20.</strong> Quando entrarem na tenda de reunião, deverão lavar-se com essa água, para que não morram. Igualmente quando se aproximarem do altar para o serviço, para oferecer um sacrifício ao Senhor.<br />
<strong>21.</strong> Lavarão os pés e as mãos, para que não morram. Essa será para eles, Aarão e sua posteridade, uma lei perpétua, de geração em geração.”<br />
<strong>22.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>23.</strong> “Escolhe os mais preciosos aromas: quinhentos siclos de mirra virgem, a metade, ou seja, duzentos e cinqüenta siclos de cinamomo, duzentos e cinqüenta siclos de cana odorífera,<br />
<strong>24.</strong> quinhentos siclos de cássia (segundo o siclo do santuário), e um hin de óleo de oliva.<br />
<strong>25.</strong> Farás com tudo isso um óleo para a sagrada unção, uma mistura odorífera composta segundo a arte do perfumista. Tal será o óleo para a sagrada unção.<br />
<strong>26.</strong> Ungirás com ele a tenda de reunião e a arca da aliança,<br />
<strong>27.</strong> a mesa e seus acessórios, o candelabro e seus acessórios, o altar dos perfumes,<br />
<strong>28.</strong> o altar dos holocaustos e todos os seus utensílios, e a bacia com seu pedestal.<br />
<strong>29.</strong> Depois que os tiveres consagrado, eles tornar-se-ão objetos santíssimos, e tudo o que os tocar será consagrado.<br />
<strong>30.</strong> Ungirás Aarão e seus filhos, e os consagrarás, para que me sirvam como sacerdotes.<br />
<strong>31.</strong> Dirás então aos israelitas: este óleo vos servirá para a unção santa, de geração em geração.<br />
<strong>32.</strong> Não se derramará dele sobre o corpo de homem algum; e não fareis outro com a mesma composição: é uma coisa sagrada, e deveis considerá-la como tal.<br />
<strong>33.</strong> Se alguém fizer uma imitação, ou ungir com ele um estrangeiro, será cortado do meio de seu povo.”<br />
<strong>34.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Toma aromas: resina, casca odorífera, gálbano, aromas e incenso puro em partes iguais.<br />
<strong>35.</strong> Farás com tudo isso um perfume para a incensação, composto segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo.<br />
<strong>36.</strong> Depois de tê-lo reduzido a pó, pô-lo-ás diante da arca da aliança na tenda de reunião, lá onde virei ter contigo. Essa será para vós uma coisa santíssima.<br />
<strong>37.</strong> Não fareis para vosso uso outro perfume da mesma composição: considerá-lo-ás como uma coisa consagrada ao Senhor.<br />
<strong>38.</strong> Se alguém fizer uma imitação desse perfume para respirar o seu odor, será cortado do meio de seu povo.”</p>
<p><a name="31"> </a><br />
<strong>Capítulo 31</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>2.</strong> “Eis que chamei por seu nome Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá.<br />
<strong>3.</strong> Eu o enchi do espírito divino para lhe dar sabedoria, inteligência e habilidade para toda sorte de obras:<br />
<strong>4.</strong> invenções, trabalho de ouro, de prata, de bronze,<br />
<strong>5.</strong> gravuras em pedras de engastes, trabalho em madeira e para executar toda sorte de obras.<br />
<strong>6.</strong> Associei-lhe Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã. E dou a sabedoria ao coração de todos os homens inteligentes, a fim de que executem tudo o que te ordenei;<br />
<strong>7.</strong> a tenda de reunião, a arca da aliança, a tampa que a recobre e todos os móveis da tenda;<br />
<strong>8.</strong> a mesa e todos os seus acessórios, o candelabro de ouro puro e todos os seus acessórios, o altar dos perfumes,<br />
<strong>9.</strong> o altar dos holocaustos, e todos os seus utensílios, a bacia com seu pedestal;<br />
<strong>10.</strong> as vestes litúrgicas, os ornamentos sagrados para o sacerdote Aarão, as vestes de seus filhos para as funções sacerdotais;<br />
<strong>11.</strong> o óleo de unção e o incenso perfumado para o santuário. Eles se conformarão em tudo às ordens que te dei.”<br />
<strong>12.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>13.</strong> “Dize aos israelitas: observareis os meus sábados, porque este é um sinal perpétuo entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifico.<br />
<strong>14.</strong> Guardareis o sábado, pois ele vos deve ser sagrado. Aquele que o violar será morto; quem fizer naquele dia uma obra qualquer será cortado do meio do seu povo.<br />
<strong>15.</strong> Trabalhar-se-á durante seis dias, mas o sétimo dia será um dia de repouso completo consagrado ao Senhor. Se alguém trabalhar no dia de sábado será punido de morte.<br />
<strong>16.</strong> Os israelitas guardarão o sábado, celebrando-o de idade em idade com um pacto perpétuo.<br />
<strong>17.</strong> Este será um sinal perpétuo entre mim e os israelitas, porque o Senhor fez o céu e a terra em seis dias e no sétimo dia ele cessou de trabalhar e descansou.”<br />
<strong>18.</strong> Tendo o Senhor acabado de falar a Moisés sobre o monte Sinai, entregou-lhe as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus.</p>
<p><a name="32"> </a><br />
<strong>Capítulo 32</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Vendo que Moisés tardava a descer da montanha, o povo agrupou-se em volta de Aarão e disse-lhe: “Vamos: faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque esse Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele.”<br />
<strong>2.</strong> Aarão respondeu-lhes: “Tirai os brincos de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas, e trazei-mos.”<br />
<strong>3.</strong> Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão,<br />
<strong>4.</strong> o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: “Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito.”<br />
<strong>5.</strong> Aarão, vendo isso, construiu um altar diante dele e exclamou: “Amanhã haverá uma festa em honra do Senhor.”<br />
<strong>6.</strong> No dia seguinte pela manhã, ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos. O povo assentou-se para comer e beber, e depois levantaram-se para se divertir.<br />
<strong>7.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito.<br />
<strong>8.</strong> Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito.<br />
<strong>9.</strong> Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura.<br />
<strong>10.</strong> Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação.”<br />
<strong>11.</strong> Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: “Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão?<br />
<strong>12.</strong> Não é bom que digam os egípcios: com um mau desígnio os levou, para matá-los nas montanhas e suprimi-los da face da terra! Aplaque-se vosso furor, e abandonai vossa decisão de fazer mal ao vosso povo.<br />
<strong>13.</strong> Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna.”<br />
<strong>14.</strong> E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.<br />
<strong>15.</strong> Moisés desceu da montanha segurando nas mãos as duas tábuas da lei, que estavam escritas dos dois lados, sobre uma e outra face.<br />
<strong>16.</strong> Eram obra de Deus, e a escritura nelas gravada era a escritura de Deus.<br />
<strong>17.</strong> Ouvindo o barulho que o povo fazia com suas aclamações, Josué disse a Moisés: “Há gritos de guerra no acampamento!”<br />
<strong>18.</strong> “Não, respondeu Moisés, não são gritos de vitória, nem gritos de derrota: o que ouço são cantos.”<br />
<strong>19.</strong> Aproximando-se do acampamento, viu o bezerro e as danças. Sua cólera se inflamou, arrojou de suas mãos as tábuas e quebrou-as ao pé da montanha.<br />
<strong>20.</strong> Em seguida, tomando o bezerro que tinham feito, queimou-o e esmagou-o até reduzi-lo a pó, que lançou na água e a deu de beber aos israelitas.<br />
<strong>21.</strong> Moisés disse a Aarão: “Que te fez este povo para que tenhas atraído sobre ele um tão grande pecado?”<br />
<strong>22.</strong> Aarão respondeu: “Não se irrite o meu senhor. Tu mesmo sabes o quanto este povo é inclinado ao mal.<br />
<strong>23.</strong> Eles disseram-me: faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque este Moisés, que nos tirou do Egito, não sabemos o que é feito dele.<br />
<strong>24.</strong> Eu lhes disse: Todos aqueles que têm ouro, despojem-se dele! E mo entregaram: joguei-o ao fogo e saiu esse bezerro.”<br />
<strong>25.</strong> Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão tinha-lhe soltado as rédeas, expondo-o assim à mofa de seus adversários.<br />
<strong>26.</strong> Pôs-se de pé à entrada do acampamento e exclamou: “Venham a mim todos aqueles que são pelo Senhor!” Todos os filhos de Levi se ajuntaram em torno dele.<br />
<strong>27.</strong> Ele disse-lhes: “Eis o que diz o Senhor, o Deus de Israel: cada um de vós meta a espada sobre sua coxa. Passai e repassai através do acampamento, de uma porta à outra, e cada um de vós mate o seu irmão, seu amigo, seu parente!”<br />
<strong>28.</strong> Os filhos de Levi fizeram o que ordenou Moisés, e cerca de três mil homens morreram naquele dia entre o povo.<br />
<strong>29.</strong> Moisés disse: “Consagrai-vos desde hoje ao Senhor, porque cada um de vós, ao preço de seu filho e de seu irmão, tendes atraído sobre vós hoje uma bênção.”<br />
<strong>30.</strong> No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Cometestes um grande pecado. Mas vou subir hoje ao Senhor; talvez obtenha o perdão de vossa culpa.”<br />
<strong>31.</strong> Moisés voltou junto do Senhor e disse: “Oh, esse povo cometeu um grande pecado: fizeram para si um deus de ouro.<br />
<strong>32.</strong> Rogo-vos que lhes perdoeis agora esse pecado! Senão, apagai-me do livro que escrevestes.”<br />
<strong>33.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Aquele que pecou contra mim, este apagarei do meu livro.<br />
<strong>34.</strong> Vai agora e conduze o povo aonde eu te disse: meu anjo marchará diante de ti. Mas, no dia de minha visita, eu punirei seu pecado.”<br />
<strong>35.</strong> Feriu o Senhor o povo, por ter arrastado Aarão a fabricar o bezerro.</p>
<p><a name="33"> </a><br />
<strong>Capítulo 33</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Vai, parte daqui com o povo que tiraste do Egito; ide para a terra que prometi a Abraão, a Isaac e a Jacó, com o juramento de dá-la à sua posteridade.<br />
<strong>2.</strong> Enviarei um anjo adiante de ti, e expulsarei os cananeus, os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.<br />
<strong>3.</strong> Ide para essa terra que mana leite e mel. Mas não subirei convosco, porque sois um povo de cabeça dura; eu vos aniquilaria em caminho.”<br />
<strong>4.</strong> Ouvindo o povo estas duras palavras, pôs-se a chorar e cada um tirou os seus enfeites.<br />
<strong>5.</strong> Então o Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas: vós sois um povo de cabeça dura; se eu viesse um só instante no meio de vós, eu vos aniquilaria. Arrancai, pois, todos os vossos enfeites e verei o que posso fazer por vós.”<br />
<strong>6.</strong> Os israelitas despojaram-se de seus enfeites ao partir do monte Horeb.<br />
<strong>7.</strong> Moisés foi levantar a tenda a alguma distância fora do acampamento. (E chamou-a tenda de reunião.) Quem queria consultar o Senhor, dirigia-se à tenda de reunião, fora do acampamento.<br />
<strong>8.</strong> Quando Moisés se dirigia para a tenda, todo mundo se levantava, cada um diante da entrada de sua tenda, para segui-lo com os olhos até que entrasse na tenda.<br />
<strong>9.</strong> E logo que ele acabava de entrar, a coluna de nuvem descia e se punha à entrada da tenda, e o Senhor se entretinha com Moisés.<br />
<strong>10.</strong> À vista da coluna de nuvem, todo o povo, em pé à entrada de suas tendas, se prostrava no mesmo lugar.<br />
<strong>11.</strong> O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Voltava depois Moisés ao acampamento, mas seu ajudante, o jovem Josué, filho de Nun, não se apartava do interior da tenda.<br />
<strong>12.</strong> Moisés disse ao Senhor: “Vós dizeis-me que faça subir o povo, mas não me fazeis saber quem haveis designado para acompanhar-me. E, entretanto, dissestes-me: ‘Conheço-te pelo teu nome’ e: ‘Tens todo o meu favor.’<br />
<strong>13.</strong> Se é verdade que tenho todo o vosso favor, dai-me a conhecer os vossos desígnios, para que eu saiba que tenho todo o vosso favor; e considerai que esta nação é o vosso povo.”<br />
<strong>14.</strong> O Senhor respondeu: “Minha face irá contigo, e serei o teu guia.”<br />
<strong>15.</strong> “Se vossa face não vier conosco, disse Moisés, não nos façais partir deste lugar.<br />
<strong>16.</strong> Por onde se saberá que temos todo o vosso favor, eu e o vosso povo? Porventura, não é necessário para isso justamente que marcheis conosco? É o que nos distinguirá, eu e o vosso povo, de todas as outras nações da terra.”<br />
<strong>17.</strong> “O que pedes, replicou o Senhor, fá-lo-ei, porque tens todo o meu favor, e te conheço pelo teu nome.”<br />
<strong>18.</strong> Moisés disse: “Mostrai-me vossa glória.”<br />
<strong>19.</strong> E Deus respondeu: “Vou fazer passar diante de ti todo o meu esplendor, e pronunciarei diante de ti o nome de Javé. Dou a minha graça a quem quero, e uso de misericórdia com quem me apraz.<br />
<strong>20.</strong> Mas, ajuntou o Senhor, não poderás ver a minha face, pois o homem não me poderia ver e continuar a viver.<br />
<strong>21.</strong> Eis um lugar perto de mim, disse o Senhor; tu estarás sobre a rocha.<br />
<strong>22.</strong> Quando minha glória passar, te porei na fenda da rocha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado.<br />
<strong>23.</strong> Retirarei depois a mão, e me verás por detrás. Quanto à minha face, ela não pode ser vista”.</p>
<p><a name="34"> </a><br />
<strong>Capítulo 34</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Talha duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras: escreverei nelas as palavras que se encontravam nas primeiras tábuas que quebraste.<br />
<strong>2.</strong> Estejas pronto pela manhã para subir ao monte Sinai. Apresentar-te-ás diante de mim no cume do monte.<br />
<strong>3.</strong> Ninguém subirá contigo, e ninguém se mostre em parte alguma do monte: não haja nem mesmo ovelhas ou bois pastando em seus flancos.”<br />
<strong>4.</strong> Moisés talhou, pois, duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras e, no dia seguinte, pela manhã, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia ordenado, segurando nas mãos as duas tábuas de pedra.<br />
<strong>5.</strong> O Senhor desceu na nuvem e esteve perto dele, pronunciando o nome de Javé.<br />
<strong>6.</strong> O Senhor passou diante dele, exclamando: “Javé, Javé, Deus compassivo e misericordioso, lento para a cólera, rico em bondade e em fidelidade,<br />
<strong>7.</strong> que conserva sua graça até mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a rebeldia e o pecado, mas não tem por inocente o culpado, porque castiga o pecado dos pais nos filhos e nos filhos de seus filhos, até a terceira e a quarta geração”.<br />
<strong>8.</strong> Moisés inclinou-se incontinente até a terra e prostrou-se,<br />
<strong>9.</strong> dizendo: “Se tenho o vosso favor, Senhor, dignai-vos marchar no meio de nós: somos um povo de cabeça dura, mas perdoai nossas iniqüidades e nossos pecados, e aceitai-nos como propriedade vossa”.<br />
<strong>10.</strong> O Senhor disse: “Vou fazer uma aliança contigo. Diante de todo o teu povo farei prodígios como nunca se viu em nenhum outro país, em nenhuma outra nação, a fim de que todo o povo que te cerca veja quão terríveis são as obras do Senhor, que faço por meio de ti.<br />
<strong>11.</strong> Sê atento ao que te vou ordenar hoje. Vou expulsar diante de ti os amorreus, os cananeus, os hiteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.<br />
<strong>12.</strong> Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes da terra em que vais entrar, para que sua presença no meio de vós não se vos torne um laço.<br />
<strong>13.</strong> Derrubareis os seus altares, quebrareis suas estelas e cortareis suas asserás.<br />
<strong>14.</strong> Não adorarás nenhum outro deus, porque o Senhor, que se chama o zeloso, é um Deus zeloso.<br />
<strong>15.</strong> Guarda-te de fazer algum pacto com os habitantes do país, pois, quando se prostituírem a seus deuses e lhes oferecerem sacrifícios, poderiam convidar-te e tu comerias de seus banquetes sagrados;<br />
<strong>16.</strong> poderia acontecer também que tomasses entre suas filhas esposas para teus filhos, e essas mulheres que se prostituem a seus deuses, poderiam arrastar a isso também os teus filhos.<br />
<strong>17.</strong> Não farás deuses de metal fundido.<br />
<strong>18.</strong> Guardarás a festa dos Ázimos: como te prescrevi, no tempo fixado do mês das espigas (porque foi nesse mês que saíste do Egito) só comerás, durante sete dias, pães sem fermento.<br />
<strong>19.</strong> Todo primogênito me pertence, assim como todo macho primogênito de teus rebanhos, tanto do gado maior como do menor.<br />
<strong>20.</strong> Resgatarás com um cordeiro o primogênito do jumento; do contrário, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás sempre o primogênito de teus filhos; e não te apresentarás diante de minha face com as mãos vazias.<br />
<strong>21.</strong> Trabalharás durante seis dias, mas descansarás no sétimo, mesmo quando for tempo de arar e de ceifar.<br />
<strong>22.</strong> Celebrarás a festa das semanas, no tempo das primícias da ceifa do trigo, e a festa da colheita, no fim do ano.<br />
<strong>23.</strong> Três vezes por ano, todos vossos varões se apresentarão diante do Senhor Javé, Deus de Israel.<br />
<strong>24.</strong> Porque expulsarei as nações diante de ti, e alargarei tuas fronteiras, e ninguém cobiçará tua terra, enquanto subires três vezes por ano para te apresentares diante do Senhor teu Deus.<br />
<strong>25.</strong> Quando sacrificares uma vítima, não oferecerás o seu sangue com pão fermentado. O animal sacrificado para a festa de Páscoa não será conservado até o dia seguinte.<br />
<strong>26.</strong> Trarás à casa do Senhor teu Deus as primícias dos frutos de teu solo. “Não farás cozer um cabrito no leite de sua mãe.”<br />
<strong>27.</strong> O Senhor disse a Moisés: “Escreve estas palavras, pois são elas a base da aliança que faço contigo e com Israel”.<br />
<strong>28.</strong> Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras.<br />
<strong>29.</strong> Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas da lei. Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor.<br />
<strong>30.</strong> E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele.<br />
<strong>31.</strong> Mas ele os chamou, e Aarão com todos os chefes da assembléia voltaram para junto dele, e ele se entreteve com eles.<br />
<strong>32.</strong> Aproximaram-se, em seguida, todos os israelitas, a quem ele transmitiu as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai.<br />
<strong>33.</strong> Tendo Moisés acabado de falar, pôs um véu no seu rosto.<br />
<strong>34.</strong> Mas, entrando Moisés diante do Senhor para falar com ele, tirava o véu até sair. E, saindo, transmitia aos israelitas as ordens recebidas.<br />
<strong>35.</strong> Estes viam irradiar a pele de seu rosto; em seguida Moisés recolocava o véu no seu rosto até a próxima entrevista com o Senhor.</p>
<p><a name="35"> </a><br />
<strong>Capítulo 35</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Moisés convocou toda a assembléia de Israel e disse-lhes: “Eis o que o Senhor ordenou:<br />
<strong>2.</strong> Trabalharás durante seis dias, mas o sétimo será um dia de descanso completo consagrado ao Senhor. Todo o que trabalhar nesse dia será morto.<br />
<strong>3.</strong> Não acendereis fogo em nenhuma de vossas casas nesse dia”.<br />
<strong>4.</strong> Moisés disse a toda a assembléia dos israelitas: “Eis o que o Senhor ordenou:<br />
<strong>5.</strong> Separai de entre vós uma oferta para o Senhor. Todo homem de coração reto trará esta oferta ao Senhor: ouro, prata, bronze,<br />
<strong>6.</strong> púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino, pele de cabra,<br />
<strong>7.</strong> peles de carneiro tingidas de vermelho, peles de golfinho, madeira de acácia,<br />
<strong>8.</strong> óleo para o candelabro, aromas para o óleo de unção e para o incenso odorífero,<br />
<strong>9.</strong> pedras de ônix e pedras de engaste para o efod e o peitoral.<br />
<strong>10.</strong> Venham todos aqueles dentre vós que são hábeis, e executem tudo o que o Senhor ordenou:<br />
<strong>11.</strong> o tabernáculo, sua tenda, sua coberta, suas argolas, suas tábuas, suas travessas, suas colunas e seus pedestais;<br />
<strong>12.</strong> a arca e seus varais; a tampa e o véu de separação;<br />
<strong>13.</strong> a mesa com seus varais, todos os seus utensílios e os pães da proposição;<br />
<strong>14.</strong> o candelabro e seus acessórios, suas lâmpadas e o óleo para a iluminação,<br />
<strong>15.</strong> o altar dos perfumes e seus varais; o óleo para a unção e o perfume para as incensações; o véu para a porta de entrada do tabernáculo;<br />
<strong>16.</strong> o altar dos holocaustos, sua grelha de bronze, seus varais e todos os seus acessórios; a bacia com seu pedestal;<br />
<strong>17.</strong> as cortinas do átrio, suas colunas, seus pedestais e a cortina da porta do átrio;<br />
<strong>18.</strong> as estacas do tabernáculo, as estacas do átrio com suas cordas;<br />
<strong>19.</strong> as vestes litúrgicas para o serviço do santuário, os ornamentos sagrados do sumo sacerdote Aarão, e as vestes de seus filhos para as funções sacerdotais.”<br />
<strong>20.</strong> Toda a assembléia dos israelitas retirou-se de diante de Moisés.<br />
<strong>21.</strong> E então todas as pessoas de boa vontade e de coração generoso vieram trazer as suas ofertas ao Senhor, para a construção da tenda de reunião, para o seu culto e para a confecção dos ornamentos sagrados.<br />
<strong>22.</strong> Homens e mulheres, todos aqueles que tinham o coração generoso trouxeram brincos, arrecadas, anéis, colares, jóias de ouro de toda espécie, cada um apresentando a oferta de ouro que dedicava ao Senhor.<br />
<strong>23.</strong> Todos os que tinham em sua casa púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino, pele de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho e peles de golfinho, os trouxeram.<br />
<strong>24.</strong> Todos os que puderam apresentar uma contribuição em prata ou em bronze, trouxeram-na ao Senhor. Todos os que tinham em sua casa madeira de acácia útil ao serviço do culto, a trouxeram.<br />
<strong>25.</strong> Todas as mulheres habilidosas fiaram com as suas próprias mãos e trouxeram seu trabalho: púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino.<br />
<strong>26.</strong> Todas as mulheres habilidosas que tinham o gosto de fiar os pêlos de cabra, fizeram-no.<br />
<strong>27.</strong> Os chefes do povo trouxeram pedras de ônix e outras pedras de engaste para o efod e o peitoral;<br />
<strong>28.</strong> aromas e óleo para o candelabro, óleo de unção e incenso perfumado.<br />
<strong>29.</strong> Todos os israelitas, homens ou mulheres, impelidos pelo seu coração a contribuir para alguma das obras que o Senhor tinha ordenado pela boca de Moisés, trouxeram espontaneamente suas ofertas ao Senhor.<br />
<strong>30.</strong> Moisés disse aos israelitas: “Vede: o Senhor designou Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá;<br />
<strong>31.</strong> encheu-o de um espírito divino para dar-lhe sabedoria, inteligência e habilidade para toda sorte de obras:<br />
<strong>32.</strong> invenções, trabalho em ouro, em prata e em bronze,<br />
<strong>33.</strong> gravação de pedras de engaste, trabalho em madeira, execução de toda espécie de obras.<br />
<strong>34.</strong> Concedeu-lhe também o dom de ensinar, assim como a Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã.<br />
<strong>35.</strong> Dotou-os de talento para executar toda sorte de obras de escultura e de arte, de bordados em estofo de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino, e para a execução assim como o projeto de toda espécie de trabalhos.”</p>
<p><a name="36"> </a><br />
<strong>Capítulo 36</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Beseleel, Ooliab e todos os homens prudentes que o Senhor dotou de inteligência e habilidade, para saberem executar todos os trabalhos necessários ao serviço do santuário, conformaram-se inteiramente às instruções recebidas do Senhor.<br />
<strong>2.</strong> Moisés chamou Beseleel, Ooliab e todos os homens prudentes que o Senhor tinha dotado de inteligência, todos os que eram impelidos pelo seu coração a empreender a execução desse trabalho.<br />
<strong>3.</strong> Levaram todas as ofertas que os israelitas haviam trazido a Moisés para a execução dos trabalhos necessários ao serviço do santuário. E, como o povo continuasse, cada manhã, a trazer espontaneamente ofertas,<br />
<strong>4.</strong> os homens prudentes que executavam os trabalhos do santuário deixaram cada um a obra que estava fazendo, e vieram dizer a Moisés:<br />
<strong>5.</strong> “O povo traz muito mais do que é necessário para a execução do trabalho que o Senhor ordenou”.<br />
<strong>6.</strong> Então, por ordem de Moisés, fez-se no acampamento esta proclamação: “Que ninguém, nem homem nem mulher, traga mais ofertas para o santuário”. Assim, o povo foi proibido de trazer mais.<br />
<strong>7.</strong> O material trazido era mais que suficiente para tudo o que havia a fazer.<br />
<strong>8.</strong> Os mais hábeis entre os operários construíram o tabernáculo: dez cortinas de linho fino retorcido, púrpura violeta e escarlate, e carmesim com querubins artisticamente bordados.<br />
<strong>9.</strong> O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, sua largura de quatro côvados; e tinham todas as mesmas dimensões.<br />
<strong>10.</strong> Juntaram as cortinas cinco por cinco.<br />
<strong>11.</strong> Laços de púrpura violeta foram colocados na orla da cortina que rematava esses dois grupos.<br />
<strong>12.</strong> Foram postos cinqüenta laços na primeira cortina, e cinqüenta na extremidade da última cortina do segundo grupo, situadas bem em face umas das outras.<br />
<strong>13.</strong> As cortinas foram presas urnas às outras por meio de cinqüenta colchetes de ouro, de modo que o tabernáculo formou um todo.<br />
<strong>14.</strong> Fizeram-se, em seguida, cortinas de peles de cabra, para formar uma tenda sobre o tabernáculo; foram feitas onze dessas cortinas.<br />
<strong>15.</strong> O comprimento de uma delas era de trinta côvados, e sua largura de quarenta côvados; e tinham todas as mesmas dimensões.<br />
<strong>16.</strong> Cinco dessas cortinas foram juntadas de um lado, e seis de outro.<br />
<strong>17.</strong> Cinqüenta colchetes foram colocados na orla da última cortina de um desses grupos e cinqüenta na orla da última cortina do segundo.<br />
<strong>18.</strong> Depois fizeram cinqüenta colchetes de bronze para unir as peças, de modo que a tenda formasse um só todo.<br />
<strong>19.</strong> Foi feita a cobertura da tenda de peles de carneiros tintas de vermelho, sobre as quais se meteu uma cobertura de peles de golfinhos.<br />
<strong>20.</strong> As tábuas do tabernáculo foram feitas de madeira de acácia, colocadas verticalmente.<br />
<strong>21.</strong> As tábuas tinham dez côvados de comprimento e um côvado e meio de largura.<br />
<strong>22.</strong> Cada tábua tinha dois encaixes ligados um ao outro: assim se fez com todas as tábuas do tabernáculo.<br />
<strong>23.</strong> Fizeram para o lado meridional do tabernáculo, ao sul, vinte tábuas.<br />
<strong>24.</strong> Meteram sob essas vinte tábuas quarenta suportes de prata, dois sob cada tábua, para seus dois encaixes.<br />
<strong>25.</strong> Para o segundo lado do tabernáculo, ao norte, fizeram vinte tábuas,<br />
<strong>26.</strong> com quarenta suportes de prata, à razão de dois por tábua.<br />
<strong>27.</strong> Para o fundo do tabernáculo, ao ocidente, fizeram seis tábuas.<br />
<strong>28.</strong> Para os ângulos do tabernáculo, ao fundo, fizeram duas tábuas.<br />
<strong>29.</strong> Elas eram emparelhadas desde a base, formando juntas um só todo até o alto, na primeira argola. O mesmo se fez com as duas tábuas colocadas nos ângulos.<br />
<strong>30.</strong> Havia, pois, oito tábuas com seus suportes de prata, em número de dezesseis, dois sob cada tábua.<br />
<strong>31.</strong> Fizeram em seguida cinco travessas de madeira de acácia para as tábuas de um dos lados do tabernáculo,<br />
<strong>32.</strong> cinco para as tábuas do segundo lado e cinco para as que estavam do lado posterior do tabernáculo, ao ocidente.<br />
<strong>33.</strong> A travessa central estendia-se ao longo das tábuas, de uma extremidade à outra.<br />
<strong>34.</strong> Recobriram de ouro essas tábuas e se lhes puseram argolas de ouro, pelas quais passaram as travessas, recobertas também elas de ouro.<br />
<strong>35.</strong> Foi feito o véu de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e linho retorcido, onde foram bordados artisticamente alguns querubins.<br />
<strong>36.</strong> Fizeram para ele quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro, com pregos de ouro, e fundiram para elas quatro pedestais de prata.<br />
<strong>37.</strong> Para a entrada da tenda foi feito o véu de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e linho retorcido, artisticamente bordado.<br />
<strong>38.</strong> Fizeram, para suspender esse véu, cinco colunas munidas de ganchos; recobriram de ouro seus capitéis e suas vergas; seus cinco pedestais foram feitos de bronze.</p>
<p><a name="37"> </a><br />
<strong>Capítulo 37</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Beseleel fez a arca de madeira de acácia; seu comprimento era de dois côvados e meio, sua largura de um côvado e meio, e sua altura de um côvado e meio.<br />
<strong>2.</strong> Cobriu-a de ouro puro por dentro e fez-lhe por fora, ao redor, uma bordadura de ouro.<br />
<strong>3.</strong> Fundiu para ela quatro argolas de ouro e pô-las nos seus quatro pés, duas de um lado e duas de outro.<br />
<strong>4.</strong> Fez varais de madeira de acácia, revestidos de ouro,<br />
<strong>5.</strong> que passou nas argolas colocadas dos lados da arca, para poder transportá-la.<br />
<strong>6.</strong> Fez uma tampa de ouro puro, cujo comprimento era de dois côvados e meio, e a largura de um côvado e meio.<br />
<strong>7.</strong> Fez dois querubins de ouro, feitos de ouro batido, nas duas extremidades da tampa,<br />
<strong>8.</strong> um de um lado, outro de outro, de maneira que faziam corpo com as duas extremidades da tampa.<br />
<strong>9.</strong> Esses querubins, com as faces voltadas um para o outro, tinham as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas.<br />
<strong>10.</strong> Fez a mesa de madeira de acácia; seu comprimento era de dois côvados, sua largura de um côvado e sua altura de um côvado e meio.<br />
<strong>11.</strong> Recobriu-a de ouro puro e fez ao seu redor uma bordadura de ouro.<br />
<strong>12.</strong> Cercou-a de uma orla de um palmo de largura, com uma bordadura de ouro corrente em toda a volta.<br />
<strong>13.</strong> Fundiu para a mesa quatro argolas de ouro, que fixou aos quatro ângulos de seus pés.<br />
<strong>14.</strong> Essas argolas, colocadas à altura da orla, eram destinadas a receber os varais que serviriam ao transporte da mesa.<br />
<strong>15.</strong> Fez varais de madeira de acácia revestidos de ouro, para servir ao transporte da mesa.<br />
<strong>16.</strong> Fez de ouro puro os utensílios que deviam ser colocados sobre a mesa: os vasos, as xícaras, os copos e as taças necessárias às libações.<br />
<strong>17.</strong> Fez o candelabro de ouro puro, de ouro batido, com seu pé e sua haste: seus cálices, seus botões e suas flores formavam um todo com ele.<br />
<strong>18.</strong> Seis braços saam de seus lados, três de um lado e três de outro.<br />
<strong>19.</strong> Em um braço havia três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; na segunda haste havia três cálices, em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor, e assim por diante para os seis braços que saíam do candelabro.<br />
<strong>20.</strong> No próprio candelabro havia quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com seus botões e suas flores:<br />
<strong>21.</strong> um botão sob os dois primeiros braços que saíam do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes, e um botão sob os dois últimos; e assim era com os seis braços que saíam do candelabro.<br />
<strong>22.</strong> Esses botões e esses braços faziam corpo com o candelabro, formando o todo uma só peça de ouro puro batido.<br />
<strong>23.</strong> Fez sete lâmpadas de ouro puro; e fez de ouro puro as suas espevitadeiras e os seus cinzeiros.<br />
<strong>24.</strong> Empregou um talento de ouro puro na confecção do candelabro e seus acessórios.<br />
<strong>25.</strong> Fez o altar dos perfumes de madeira de acácia. Seu comprimento foi de um côvado, e sua largura de um côvado; era quadrado e tinha dois côvados de altura; seus cornos faziam corpo com ele.<br />
<strong>26.</strong> Cobriu de ouro puro a sua parte superior, os seus lados ao redor e os seus cornos; e pôs uma bordadura de ouro ao redor.<br />
<strong>27.</strong> Fez para ele duas argolas de ouro, que foram colocadas abaixo da bordadura, dos dois lados, e serviriam para receber os dois varais destinados ao seu transporte.<br />
<strong>28.</strong> Fez varais de madeira de acácia, revestidos de ouro,<br />
<strong>29.</strong> e fez também o óleo para a unção santa e o perfume aromático, composto segundo a arte do perfumista.</p>
<p><a name="38"> </a><br />
<strong>Capítulo 38</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Fez o altar dos holocaustos de madeira de acácia. Seu comprimento foi de cinco côvados, sua largura de cinco côvados (era quadrado), e sua altura de três côvados.<br />
<strong>2.</strong> Em seus quatro ângulos pôs cornos, que faziam corpo com o altar; e cobriu-o de bronze.<br />
<strong>3.</strong> Fez todos os utensílios do altar: os cinzeiros, as pás, as bacias, os garfos e os braseiros; tudo de bronze.<br />
<strong>4.</strong> Fez no altar uma grelha de bronze em forma de gelosia, que colocou embaixo, sob o rebordo saliente do altar, até a metade de sua altura.<br />
<strong>5.</strong> Para os quatro cantos da grelha de bronze, fundiu quatro argolas destinadas a receber os varais.<br />
<strong>6.</strong> Fez os varais de madeira de acácia, revestidos de bronze.<br />
<strong>7.</strong> Introduziu-os nas argolas ao longo do altar para poder transportá-lo. E fez o altar oco, de tábuas.<br />
<strong>8.</strong> Fez a bacia de bronze e seu pedestal de bronze, com os espelhos das mulheres que faziam o serviço à entrada da tenda de reunião.<br />
<strong>9.</strong> Depois fez o átrio. Do lado meridional, ao sul, fez cortinas de linho retorcido, numa extensão de cem côvados,<br />
<strong>10.</strong> bem como vinte colunas sobre vinte pedestais de bronze; os pregos das colunas e suas vergas eram de prata.<br />
<strong>11.</strong> Do lado norte, as cortinas tinham cem côvados de extensão, e havia vinte colunas com seus pedestais de bronze; os pregos das colunas e suas vergas eram de prata.<br />
<strong>12.</strong> Do lado do ocidente, elas tinham cinqüenta côvados, com dez colunas e seus dez pedestais.<br />
<strong>13.</strong> Pela frente, do lado oriental, cinqüenta côvados;<br />
<strong>14.</strong> havia de um lado quinze côvados de cortina, com três colunas e três pedestais,<br />
<strong>15.</strong> e do outro lado, isto é, de um e outro lado da porta do átrio, quinze côvados de cortinas com três colunas e três pedestais.<br />
<strong>16.</strong> Todas as cortinas do recinto do átrio eram de linho retorcido.<br />
<strong>17.</strong> Os pedestais das colunas eram de bronze, os pregos das colunas e suas vergas, de prata, e seus capitéis, recobertos de prata. Todas as colunas do átrio eram ligadas entre si por vergas de prata.<br />
<strong>18.</strong> A cortina da porta do átrio era uma obra bordada, de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e linho retorcido; seu comprimento era de vinte côvados, e tinha cinco côvados de altura, segundo a largura das cortinas do átrio.<br />
<strong>19.</strong> Suas quatro colunas e seus quatro pedestais eram de bronze, os pregos e as vergas, de prata, e seus capitéis, revestidos de prata.<br />
<strong>20.</strong> Todas as estacas para o tabernáculo e para o recinto do átrio eram de bronze.<br />
<strong>21.</strong> Eis a soma dos materiais utilizados para o tabernáculo, o tabernáculo do testemunho, soma feita por ordem de Moisés e aos cuidados dos levitas, sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão.<br />
<strong>22.</strong> Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que o Senhor tinha ordenado a Moisés,<br />
<strong>23.</strong> com a ajuda de Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã, perito em escultura, em invenções e em bordados de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e linho fino.<br />
<strong>24.</strong> Total do ouro utilizado para todos os trabalhos do santuário: o ouro das ofertas subiu a vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos (siclo do santuário).<br />
<strong>25.</strong> A prata recolhida dos membros da assembléia que foram recenseados elevou-se a cem talentos e mil setecentos e setenta e cinco siclos (siclo do santuário).<br />
<strong>26.</strong> Isto vinha a ser uma beca por cabeça (ou seja, meio siclo, peso do santuário), de todos os que foram recenseados, da idade de vinte anos para cima, ou seja, de seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta homens.<br />
<strong>27.</strong> Os cem talentos de prata serviram para fundir os suportes do santuário e os da cortina, cem pedestais para os cem talentos, ou seja, um talento por pedestal.<br />
<strong>28.</strong> Com os mil setecentos e setenta e cinco siclos, fizeram-se os pregos para as colunas, o revestimento dos capitéis e as vergas de junção.<br />
<strong>29.</strong> O bronze das ofertas subiu a setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.<br />
<strong>30.</strong> Com ele fizeram-se os pedestais colocados à entrada da tenda de reunião, o altar de bronze com sua grelha de bronze e todos os utensílios do altar,<br />
<strong>31.</strong> os pedestais do recinto e da porta do átrio, todas as estacas do tabernáculo e todas as estacas do recinto do átrio.</p>
<p><a name="39"> </a><br />
<strong>Capítulo 39</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Com a púrpura violeta, a púrpura escarlate e o carmesim, fizeram-se as vestes de cerimônia para o serviço do santuário, e os ornamentos sagrados para Aarão, como o Senhor havia ordenado a Moisés.<br />
<strong>2.</strong> Fez-se o efod de ouro, de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e linho fino retorcido.<br />
<strong>3.</strong> Reduziu-se o ouro a lâminas, e estas foram cortadas em fios para serem entrelaçados com a púrpura violeta e escarlate, o carmesim e o linho fino, fazendo disso um artístico bordado.<br />
<strong>4.</strong> Fizeram-se alças que o uniam, e aos quais era preso pelas duas extremidades.<br />
<strong>5.</strong> O cinto que passava sobre o efod, para prendê-lo, formava uma só peça com ele e era do mesmo trabalho: ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido, como o Senhor tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>6.</strong> Fizeram-se as pedras de ônix, engastadas em filigranas de ouro, nas quais foram gravados, à maneira de sinetes, os nomes dos filhos de Israel.<br />
<strong>7.</strong> Colocaram-se nas alças do efod essas pedras para serem um memorial dos filhos de Israel, como o Senhor o tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>8.</strong> Fez-se o peitoral, obra de arte como o efod, de ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido. Era quadrado e dobrado em dois;<br />
<strong>9.</strong> seu comprimento era de um palmo e sua largura de um palmo; e era duplo.<br />
<strong>10.</strong> Adornou-se de quatro fileiras de pedras. Primeira fila: um sárdio, um topázio e uma esmeralda;<br />
<strong>11.</strong> segunda fileira: um rubi, uma safira, um diamante;<br />
<strong>12.</strong> terceira fileira: uma opala, uma ágata e uma ametista;<br />
<strong>13.</strong> quarta fileira: um crisólito, um ônix e um jaspe. Elas estavam engastadas em filigranas de ouro.<br />
<strong>14.</strong> E, correspondendo aos nomes dos filhos de Israel, eram em número de doze, e em cada uma estava gravado o nome de uma das doze tribos, à maneira de um sinete.<br />
<strong>15.</strong> Fizeram-se umas correntinhas de ouro puro para o peitoral, entrelaçadas em forma de cordão,<br />
<strong>16.</strong> e também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro que se fixaram nas duas extremidades do peitoral.<br />
<strong>17.</strong> Foram os dois cordões de ouro passados nas duas argolas, nas extremidades do peitoral,<br />
<strong>18.</strong> e presas as duas pontas dos dois cordões aos dois engastes, pondo-os para o lado da frente nas duas alças do efod.<br />
<strong>19.</strong> Fizeram-se ainda duas argolas de ouro que se fixaram às duas extremidades do peitoral, na orla interior que se aplica contra o efod.<br />
<strong>20.</strong> E enfim duas outras argolas de ouro, que se fixaram na parte dianteira, por baixo das duas alças do efod, no lugar da junção, na cintura do efod.<br />
<strong>21.</strong> Prenderam-se as argolas às do efod por meio de uma fita de púrpura violeta, a fim de fixar o peitoral na cintura do efod, de sorte que não pudesse separar-se dele. Foi assim que o Senhor tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>22.</strong> Fez-se o manto do efod, tecido inteiramente de púrpura violeta.<br />
<strong>23.</strong> Havia no meio uma abertura para a cabeça, como a de um corselete; a beirada estava protegida por uma orla, para que não se rompesse.<br />
<strong>24.</strong> A orla inferior do manto foi adornada com romãs de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e linho fino retorcido.<br />
<strong>25.</strong> Fizeram-se campainhas de ouro puro que se colocaram entre as romãs em toda a orla inferior do manto:<br />
<strong>26.</strong> uma campainha, uma romã, outra campainha, outra romã, em toda a orla inferior do manto, para o serviço, como o Senhor o tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>27.</strong> Fizeram-se túnicas de linho, tecidas, para Aarão e seus filhos;<br />
<strong>28.</strong> o turbante de linho, e as tiaras de linho à guisa de ornato; os calções de linho fino retorcido;<br />
<strong>29.</strong> a cintura de linho retorcido, bordada de púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim, como o Senhor o tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>30.</strong> Foi feita a lâmina de ouro puro, o diadema sagrado, onde foi gravado, como se grava um sinete: consagrado a Javé.<br />
<strong>31.</strong> Prendeu-se com uma fita de púrpura violeta pela frente, na parte superior do turbante, como o Senhor havia ordenado a Moisés.<br />
<strong>32.</strong> Assim foram terminados todos os trabalhos do tabernáculo, da tenda de reunião. Os israelitas tinham executado tudo em conformidade com as ordens dadas pelo Senhor a Moisés.<br />
<strong>33.</strong> Apresentaram o tabernáculo a Moisés: a tenda e todo o seu mobiliário, seus colchetes, suas tábuas, suas travessas, suas colunas, seus pedestais;<br />
<strong>34.</strong> a coberta de peles de carneiro tintas de vermelho, a coberta de peles de golfinho, o véu de separação,<br />
<strong>35.</strong> a arca da aliança com seus varais e sua tampa;<br />
<strong>36.</strong> a mesa com todos os seus utensílios e os pães da proposição;<br />
<strong>37.</strong> o candelabro de ouro puro, suas lâmpadas, as lâmpadas que se deviam dispor nele, todos os seus acessórios e o óleo para o candelabro;<br />
<strong>38.</strong> o altar de ouro, o óleo de unção, o perfume aromático e a cortina da entrada da tenda;<br />
<strong>39.</strong> o altar de bronze, sua grelha de bronze, seus varais e todos os seus utensílios; a bacia com seu pedestal; as cortinas do átrio, suas colunas, seus pedestais, a cortina da porta do átrio,<br />
<strong>40.</strong> seus cordões e suas estacas e todos os utensílios necessários ao culto do tabernáculo para a tenda de reunião;<br />
<strong>41.</strong> as vestes litúrgicas para o serviço do santuário, os ornamentos sagrados para o sacerdote Aarão e as vestes de seus filhos para as funções sacerdotais.<br />
<strong>42.</strong> Os israelitas tinham executado toda essa obra conformando-se exatamente às ordens dadas pelo Senhor a Moisés.<br />
<strong>43.</strong> Moisés examinou todo o trabalho, e averiguou que ele tinha sido executado segundo as ordens do Senhor. E Moisés os abençoou.</p>
<p><a name="40"> </a><br />
<strong>Capítulo 40</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O Senhor disse a Moisés:<br />
<strong>2.</strong> “No primeiro dia do primeiro mês, levantarás o tabernáculo, a tenda de reunião.<br />
<strong>3.</strong> Porás nele a arca da aliança e a ocultarás com o véu.<br />
<strong>4.</strong> Trarás a mesa e disporás nela as coisas que devem estar sobre ela. Trarás o candelabro e porás nele suas lâmpadas.<br />
<strong>5.</strong> Colocarás o altar de ouro para o perfume diante da arca da aliança e pendurarás o véu à entrada do tabernáculo.<br />
<strong>6.</strong> Colocarás o altar dos holocaustos diante da entrada do tabernáculo, da tenda de reunião.<br />
<strong>7.</strong> Colocarás a bacia entre a tenda de reunião e o altar, e porás água nela.<br />
<strong>8.</strong> Farás o recinto do átrio e disporás a cortina à entrada do átrio.<br />
<strong>9.</strong> Tomarás o óleo de unção e ungirás com ele o tabernáculo com tudo o que ele contém; consagrá-lo-ás com todo o seu mobiliário, para que ele se torne uma coisa santa.<br />
<strong>10.</strong> Ungirás o altar dos holocaustos e todos os seus utensílios; em virtude de tua consagração, o altar se tornará uma coisa santíssima.<br />
<strong>11.</strong> Ungirás a bacia com seu pedestal, e a consagrarás.<br />
<strong>12.</strong> Farás em seguida aproximarem-se Aarão e seus filhos da entrada da tenda de reunião, onde os lavarás com água.<br />
<strong>13.</strong> Revestirás Aarão com os ornamentos sagrados; ungi-lo-ás e o consagrarás, e ele será sacerdote a meu serviço.<br />
<strong>14.</strong> Farás aproximarem-se seus filhos e, depois de os teres revestido de túnicas,<br />
<strong>15.</strong> tu os ungirás como o fizeste com seu pai; e serão sacerdotes a meu serviço. Essa unção lhes conferirá o sacerdócio para sempre, de geração em geração.”<br />
<strong>16.</strong> Moisés fez tudo o que o Senhor lhe havia mandado, e se conformou a tudo.<br />
<strong>17.</strong> Assim, no segundo ano, no primeiro dia do primeiro mês, o tabernáculo foi erigido.<br />
<strong>18.</strong> Moisés levantou o tabernáculo: pôs suas bases, suas tábuas, suas travessas, e assentou suas colunas.<br />
<strong>19.</strong> Estendeu a tenda sobre o tabernáculo, e pôs a coberta da tenda por cima, como o Senhor lhe tinha ordenado.<br />
<strong>20.</strong> Tomou o testemunho e colocou-o na arca; meteu os varais na arca, e colocou nela a tampa.<br />
<strong>21.</strong> Introduziu a arca no tabernáculo; e, tendo pendurado o véu de separação, cobriu com ele a arca da aliança, como o Senhor tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>22.</strong> Colocou a mesa na tenda de reunião, do lado norte do tabernáculo, diante da cortina;<br />
<strong>23.</strong> e dispôs nela em ordem os pães diante do Senhor, como o Senhor lhe tinha ordenado.<br />
<strong>24.</strong> Pôs o candelabro na tenda de reunião, diante da mesa, do lado sul do tabernáculo,<br />
<strong>25.</strong> e dispôs nele as lâmpadas diante do Senhor, como o Senhor lhe tinha ordenado.<br />
<strong>26.</strong> Colocou o altar de ouro na tenda de reunião, diante do véu,<br />
<strong>27.</strong> e queimou nele o incenso, como o Senhor lhe tinha ordenado.<br />
<strong>28.</strong> Colocou a cortina à entrada do tabernáculo.<br />
<strong>29.</strong> Colocou o altar dos holocaustos à entrada do tabernáculo, da tenda de reunião, e ofereceu sobre ele o holocausto e a oblação, como o Senhor lhe tinha ordenado.<br />
<strong>30.</strong> Colocou a bacia entre a tenda de reunião e o altar, e pôs nela a água para as abluções.<br />
<strong>31.</strong> Moisés, Aarão e seus filhos lavaram aí as mãos e os pés.<br />
<strong>32.</strong> Quando entravam na tenda de reunião e se aproximavam do altar, faziam suas abluções, como o Senhor tinha ordenado a Moisés.<br />
<strong>33.</strong> Enfim, fez o recinto do átrio em torno do tabernáculo e do altar e colocou a cortina na porta do átrio. Assim terminou Moisés a sua tarefa.<br />
<strong>34.</strong> Então a nuvem cobriu a tenda de reunião e a glória do Senhor encheu o tabernáculo.<br />
<strong>35.</strong> E era impossível a Moisés entrar na tenda de reunião, porque a nuvem pairava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.<br />
<strong>36.</strong> Durante todo o curso de suas peregrinações, os israelitas se punham a caminho quando se elevava a nuvem que estava sobre o tabernáculo;<br />
<strong>37.</strong> do contrário, eles não partiam até o dia em que ela se elevasse.<br />
<strong>38.</strong> E, enquanto duraram as suas peregrinações, a nuvem do Senhor pairou sobre o tabernáculo durante o dia; e, durante a noite, havia um fogo na nuvem, que era visível a todos os israelitas.</p>
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