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	<title>PEDROALTINO.COM.BR &#187; Cântico dos Cânticos</title>
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	<description>Temas católicos, Liturgia diária, Salmos, Santos do dia, Mandamentos...</description>
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		<title>Cântico dos Cânticos</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 20:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Altino de Freitas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cântico dos Cânticos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cântico dos Cânticos
 Capítulo 1
1. O mais belo dos Cânticos de Salomão.
2. &#8211; Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho,
3. e suave é a fragrância de teus perfumes; o teu nome é como um perfume derramado: por isto amam-te as jovens.
4. Arrasta-me após ti; corramos! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cântico dos Cânticos</strong></p>
<p><span><a name="1"> </a><strong>Capítulo 1</strong></p>
<p><strong>1.</strong> O mais belo dos Cânticos de Salomão.<br />
<strong>2.</strong> &#8211; Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho,<br />
<strong>3.</strong> e suave é a fragrância de teus perfumes; o teu nome é como um perfume derramado: por isto amam-te as jovens.<br />
<strong>4.</strong> Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos. Exultaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que o vinho. Quanta razão há de te amar!<br />
<strong>5.</strong> Sou morena, mas sou bela, filhas de Jerusalém, como as tendas de Cedar, como os pavilhões de Salomão.<br />
<strong>6.</strong> Não repareis em minha tez morena, pois fui queimada pelo sol. Os filhos de minha mãe irritaram-se contra mim; puseram-me a guardar as vinhas, mas não guardei a minha própria vinha.<br />
<strong>7.</strong> Dize-me, ó tu, que meu coração ama, onde apascentas o teu rebanho, onde o levas a repousar ao meio-dia, para que eu não ande vagueando junto aos rebanhos dos teus companheiros.<br />
<strong>8.</strong> &#8211; Se não o sabes, ó mais bela das mulheres, vai, segue as pisadas da ovelhas, e apascenta os cabritos junto às cabanas dos pastores.<br />
<strong>9.</strong> &#8211; À égua dos carros do faraó eu te comparo, ó minha amiga;<br />
<strong>10.</strong> tuas faces são graciosas entre os brincos, e o teu pescoço entre os colares de pérolas.<br />
<strong>11.</strong> Faremos para ti brincos de ouro com glóbulos de prata.<br />
<strong>12.</strong> &#8211; Enquanto o rei descansa em seu divã, meu nardo exala o seu perfume;<br />
<strong>13.</strong> meu bem-amado é para mim um saquitel de mirra, que repousa entre os meus seios;<br />
<strong>14.</strong> meu bem-amado é para mim um cacho de uvas nas vinhas de Engadi.<br />
<strong>15.</strong> &#8211; Como és formosa, amiga minha! Como és bela! Teus olhos são como pombas.<br />
<strong>16.</strong> &#8211; Como é belo, meu amor! Como és encantador! Nosso leito é um leito verdejante,<br />
<strong>17.</strong> as vigas de nossa casa são de cedro, suas traves de cipreste;</p>
<p><a name="2"> </a><br />
<strong>Capítulo 2</strong></p>
<p><strong>1.</strong> sou o narciso de Saron, o lírio dos vales.<br />
<strong>2.</strong> &#8211; Como o lírio entre os espinhos, assim é minha amiga entre as jovens.<br />
<strong>3.</strong> &#8211; Como a macieira entre as árvores da floresta, assim é o meu amado entre os jovens; gosto de sentar-me à sua sombra, e seu fruto é doce à minha boca.<br />
<strong>4.</strong> Ele introduziu-me num celeiro, e o estandarte, que levanta sobre mim, é o amor.<br />
<strong>5.</strong> Restaurou-me com tortas de uvas, fortaleceu-me com maçãs, porque estou enferma de amor.<br />
<strong>6.</strong> Sua mão esquerda está sob minha cabeça, e sua direita abraça-me.<br />
<strong>7.</strong> &#8211; Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e corças dos campos, que não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira.<br />
<strong>8.</strong> &#8211; Oh, esta é a voz do meu amado! Ei-lo que aí vem, saltando sobre os montes, pulando sobre as colinas.<br />
<strong>9.</strong> Meu amado é como a gazela e como um cervozinho. Ei-lo atrás de nossa parede. Olho pela janela, espreito pelas grades.<br />
<strong>10.</strong> Meu bem-amado disse-me: Levanta-te, minha amiga, vem, formosa minha.<br />
<strong>11.</strong> Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas.<br />
<strong>12.</strong> Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções. Em nossas terras já se ouve a voz da rola.<br />
<strong>13.</strong> A figueira já começa a dar os seus figos, e a vinha em flor exala o seu perfume; levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem.<br />
<strong>14.</strong> Minha pomba, oculta nas fendas do rochedo, e nos abrigos das rochas escarpadas, mostra-me o teu rosto, faze-me ouvir a tua voz. Tua voz é tão doce, e delicado teu rosto!<br />
<strong>15.</strong> &#8211; Apanhai-nos as raposas, essas pequenas raposas que devastam nossas vinhas, pois nossas vinhas estão em flor.<br />
<strong>16.</strong> &#8211; Meu bem-amado é para mim e eu para ele; ele apascenta entre os lírios.<br />
<strong>17.</strong> Antes que sopre a brisa do dia, e se estendam as sombras, volta, ó meu amado, como a gazela, ou o cervozinho sobre os montes escarpados.</p>
<p><a name="3"> </a><br />
<strong>Capítulo 3</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Durante as noites, no meu leito, busquei aquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar.<br />
<strong>2.</strong> Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar.<br />
<strong>3.</strong> Os guardas encontraram-me quando faziam sua ronda na cidade. Vistes acaso aquele que meu coração ama?<br />
<strong>4.</strong> Mal passara por eles, encontrei aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei antes que o tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto daquela que me concebeu.<br />
<strong>5.</strong> &#8211; Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e corças dos campos, não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira.<br />
<strong>6.</strong> &#8211; Que é aquilo que sobe do deserto como colunas de fumaça, exalando o perfume de mirra e de incenso, e de todos os aromas dos mercadores?<br />
<strong>7.</strong> É a liteira de Salomão, escoltada por sessenta guerreiros, sessenta valentes de Israel;<br />
<strong>8.</strong> todos hábeis manejadores de espada, e exercitados no combate; cada um deles leva a espada ao lado por causa dos terrores noturnos.<br />
<strong>9.</strong> O rei Salomão mandou fazer para si uma liteira de madeira do Líbano.<br />
<strong>10.</strong> Suas colunas são feitas de prata, seu encosto de ouro, seu assento de púrpura. O interior é bordado pelo amor das filhas de Jerusalém.<br />
<strong>11.</strong> Saí, ó filhas de Sião, contemplai o rei Salomão, ostentando o diadema recebido de sua mãe no dia de suas núpcias, no dia da alegria de seu coração.</p>
<p><a name="4"> </a><br />
<strong>Capítulo 4</strong></p>
<p><strong>1.</strong> &#8211; Tu és bela, minha querida, tu és formosa! Por detrás do teu véu os teus olhos são como pombas, teus cabelos são como um rebanho de cabras descendo impetuosas pela montanha de Galaad,<br />
<strong>2.</strong> teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas que sobem do banho; cada uma leva dois (cordeirinhos) gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas.<br />
<strong>3.</strong> Teus lábios são como um fio de púrpura, e graciosa é tua boca. Tua face é como um pedaço de romã debaixo do teu véu;<br />
<strong>4.</strong> teu pescoço é semelhante à torre de Davi, construída para depósito de armas. .Aí estão pendentes mil escudos, todos os escudos dos valentes.<br />
<strong>5.</strong> Os teus dois seios são como dois filhotes gêmeos de uma gazela pastando entre os lírios.<br />
<strong>6.</strong> Antes que sopre a brisa do dia, e se estendam as sombras, irei ao monte da mirra, e à colina do incenso.<br />
<strong>7.</strong> És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti.<br />
<strong>8.</strong> Vem comigo do Líbano, ó esposa, vem comigo do Líbano! Olha dos cumes do Amaná, do cimo de Sanir e do Hermon, das cavernas dos leões, dos esconderijos das panteras.<br />
<strong>9.</strong> Tu me fazes delirar, minha irmã, minha esposa, tu me fazes delirar com um só dos teus olhares, com um só colar do teu pescoço.<br />
<strong>10.</strong> Como são deliciosas as tuas carícias, minha irmã, minha esposa! Mais deliciosos que o vinho são teus amores, e o odor dos teus perfumes excede o de todos os aromas!<br />
<strong>11.</strong> Teus lábios, ó esposa, destilam o mel; há mel e leite sob a tua língua. O perfume de tuas vestes é como o perfume do Líbano.<br />
<strong>12.</strong> És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada.<br />
<strong>13.</strong> Teus rebentos são como um bosque de romãs com frutos deliciosos; com ligústica e nardo,<br />
<strong>14.</strong> nardo e açafrão, canela e cinamomo, com todas as árvores de incenso, mirra e aloés, com os balsámos mais preciosos.<br />
<strong>15.</strong> És a fonte de meu jardim, uma fonte de água viva, um riacho que corre do Líbano.<br />
<strong>16.</strong> &#8211; Levanta-te, vento do norte, vem tu, vento do sul. Sopra no meu jardim para que se espalhem os meus perfumes. Entre meu amado no seu jardim, prove-lhe os frutos deliciosos.</p>
<p><a name="5"> </a><br />
<strong>Capítulo 5</strong></p>
<p><strong>1.</strong> &#8211; Entro no meu jardim, minha irmã, minha esposa, colho a minha mirra e o meu bálsamo, como o meu favo com meu mel, e bebo o meu vinho com meu leite. .Amigos, comei, bebei, inebriai-vos ó caríssimos.<br />
<strong>2.</strong> &#8211; Eu dormia, mas meu coração velava. Eis a voz do meu amado. Ele bate. Abre-me, minha irmã, minha amiga, minha pomba, minha perfeita; minha cabeça está coberta de orvalho, e os cachos de meus cabelos cheios das gotas da noite.<br />
<strong>3.</strong> Tirei minha túnica; como irei revesti-la? Lavei os meus pés; por que sujá-los de novo?<br />
<strong>4.</strong> Meu bem-amado passou a mão pela abertura (da porta) e o meu coração estremeceu.<br />
<strong>5.</strong> Levantei-me para abrir ao meu amigo; a mirra escorria de minhas mãos, de meus dedos a mirra líquida sobre os trincos do ferrolho.<br />
<strong>6.</strong> Abri ao meu bem-amado, mas ele já se tinha ido, já tinha desaparecido; ouvindo-o falar, eu ficava fora de mim. Procurei-o e não o encontrei; chamei-o, mas ele não respondeu.<br />
<strong>7.</strong> Os guardas encontraram-me, quando faziam sua ronda na cidade. Bateram-me, feriram-me, arrancaram-me o manto os guardas das muralhas.<br />
<strong>8.</strong> Conjuro-vos, filhas de Jerusalém, se encontrardes o meu amigo, que lhe haveis de dizer? Dizei-lhe que estou enferma de amor.<br />
<strong>9.</strong> &#8211; Que tem o teu bem-amado a mais que os outros, ó mais bela das mulheres? Que tem o teu bem-amado a mais que os outros, para que assim nos conjures?<br />
<strong>10.</strong> &#8211; Meu amado é forte e corado, distingue-se entre dez mil.<br />
<strong>11.</strong> Sua cabeça é de ouro puro, seus cachos flexíveis são negros como o corvo.<br />
<strong>12.</strong> Seus olhos são como pombas à beira dos regatos, banhando-se no leite, pousadas nas praias.<br />
<strong>13.</strong> Suas faces são um jardim perfumado onde crescem plantas odoríferas. Seus lábios são lírios que destilam mirra líquida.<br />
<strong>14.</strong> Suas mãos são argolas de ouro incrustadas de pedrarias. Seu corpo é um bloco de marfim recoberto de safiras.<br />
<strong>15.</strong> Suas pernas são colunas de alabastro erguidas sobre pedestais de ouro puro. Seu aspecto é como o do Líbano, imponente como os cedros.<br />
<strong>16.</strong> Sua boca é cheia de doçura, tudo nele é encanto. Assim é o meu amado, tal é o meu amigo, filhas de Jerusalém!</p>
<p><a name="6"> </a><br />
<strong>Capítulo 6</strong></p>
<p><strong>1.</strong> &#8211; Para onde foi o teu amado, ó mais bela das mulheres? Para onde se retirou o teu amigo? Nós o buscaremos contigo.<br />
<strong>2.</strong> &#8211; O meu bem-amado desceu ao seu jardim, aos canteiros perfumados; para apascentar em meu jardim, e colher lírios.<br />
<strong>3.</strong> Eu sou do meu amado e meu amado é meu. Ele apascenta entre os lírios.<br />
<strong>4.</strong> &#8211; És formosa, amiga minha, como Tirsa, graciosa como Jerusalém, temível como um exército em ordem de batalha.<br />
<strong>5.</strong> Desvia de mim os teus olhos, porque eles me fascinam. Teus cabelos são como um rebanho de cabras descendo impetuosamente pelas encostas de Galaad.<br />
<strong>6.</strong> Teus dentes são como um rebanho de ovelhas que sobem do banho, cada uma leva dois (cordeirinhos) gêmeos, e nenhuma delas é estéril.<br />
<strong>7.</strong> Tua face é como um pedaço de romã debaixo do teu véu.<br />
<strong>8.</strong> Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e inumeráveis jovens mulheres;<br />
<strong>9.</strong> uma, porém, é a minha pomba, uma só a minha perfeita; ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam.<br />
<strong>10.</strong> Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?<br />
<strong>11.</strong> Eu desci ao jardim das nogueiras para ver a nova vegetação dos vales, e para ver se a vinha crescia e se as romãzeiras estavam em flor.<br />
<strong>12.</strong> Eu não o sabia; minha alma colocou-me nos carros de Aminadab.</p>
<p><a name="7"> </a><br />
<strong>Capítulo 7</strong></p>
<p><strong>1.</strong> &#8211; Volta, volta, ó Sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. &#8211; Por que olhais a Sulamita, quando ela entra na dança de Maanaim?<br />
<strong>2.</strong> &#8211; Como são graciosos os teus pés nas tuas sandálias, filha de príncipe! A curva de teus quadris assemelha-se a um colar, obra de mãos de artista;<br />
<strong>3.</strong> teu umbigo é uma taça redonda, cheia de vinho perfumado; teu corpo é um monte de trigo cercado de lírios;<br />
<strong>4.</strong> teus dois seios são como dois filhotes gêmeos de uma gazela;<br />
<strong>5.</strong> teu pescoço é uma torre de marfim; teus olhos são as fontes de Hesebon junto à porta de Bat-Rabim. Teu nariz é como a torre do Líbano, que olha para os lados de Damasco;<br />
<strong>6.</strong> tua cabeça ergue-se sobre ti como o Carmelo; tua cabeleira é como a púrpura, e um rei se acha preso aos seus cachos.<br />
<strong>7.</strong> &#8211; Como és bela e graciosa, ó meu amor, ó minhas delícias!<br />
<strong>8.</strong> Teu porte assemelha-se ao da palmeira, de que teus dois seios são os cachos.<br />
<strong>9.</strong> Vou subir à palmeira, disse eu comigo mesmo, e colherei os seus frutos.. Sejam-me os teus seios como cachos da vinha.<br />
<strong>10.</strong> E o perfume de tua boca como o odor das maçãs; teus beijos são como um vinho delicioso que corre para o bem-amado, umedecendo-lhe os lábios na hora do sono.<br />
<strong>11.</strong> Eu sou para o meu amado o objeto de seus desejos.<br />
<strong>12.</strong> Vem, meu bem-amado, saiamos ao campo, passemos a noite nos pomares;<br />
<strong>13.</strong> pela manhã iremos às vinhas, para ver se a vinha lançou rebentos, se as suas flores se abrem, se as romãzeiras estão em flor. Ali te darei as minhas carícias.<br />
<strong>14.</strong> As mandrágoras exalam o seu perfume; temos à nossa porta frutos excelentes, novos e velhos que guardei para ti, meu bem-amado.</p>
<p><a name="8"> </a><br />
<strong>Capítulo 8</strong></p>
<p><strong>1.</strong> Ah, se fosses meu irmão, amamentado ao seio de minha mãe! Então, encontrando-te fora, poderia beijar-te sem que ninguém me censurasse.<br />
<strong>2.</strong> Eu te levaria, far-te-ia entrar na casa de minha mãe; dar-te-ia a beber vinho perfumado, licor de minhas romãs.<br />
<strong>3.</strong> Sua mão esquerda está sob a minha cabeça, e sua direita abraça-me.<br />
<strong>4.</strong> &#8211; Conjuro-vos, filhas de Jerusalém, não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira.<br />
<strong>5.</strong> &#8211; Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu bem-amado? &#8211; Sob a macieira eu te despertei, onde em dores te deu à luz tua mãe, onde em dores te pôs no mundo tua mãe.<br />
<strong>6.</strong> &#8211; Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre os teus braços; porque o amor é forte como a morte, a paixão é violenta como o cheol. Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina.<br />
<strong>7.</strong> As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor, só obteria desprezo.<br />
<strong>8.</strong> Temos uma irmã pequenina que não tem ainda os seus seios formados. Que faremos nós de nossa irmã no dia que for pedida (em casamento)?<br />
<strong>9.</strong> Se ela é um muro, construiremos sobre ela ameias de prata. Se é uma porta, fechá-la-emos com batentes de cedro.<br />
<strong>10.</strong> &#8211; Ora, eu sou um muro, e meus seios são como torres; por isso sou aos seus olhos uma fonte de alegria.<br />
<strong>11.</strong> Salomão tinha uma videira em Baal-Hamon. Confiou-a aos guardas, cada um dos quais devia dar mil siclos de prata pelos frutos colhidos.<br />
<strong>12.</strong> Eu disponho de minha videira: mil siclos para ti, Salomão! Duzentos para aqueles que velam pela colheita.<br />
<strong>13.</strong> &#8211; Os amigos estão atentos. Ó tu, que habitas nos jardins, faze-me ouvir a tua voz.<br />
<strong>14.</strong> &#8211; Foge, meu bem-amado, como a gazela ou como o cervozinho sobre os montes perfumados!</p>
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