

Dia 26 de Maio – Domingo
SANTÍSSIMA TRINDADE (Branco, Glória, Creio, Prefácio Próprio – IV Semana do Saltério)
Oração do dia
Leitura (Provérbios 8,22-31)
Salmo responsorial 8
Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”
Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroado-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.
As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.
Leitura (Romanos 5,1-5)
Evangelho (João 16,12-15)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 16 12 Disse Jesus a seus discípulos: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 13 Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará”. Palavra da Salvação. João 16,12-15 Aleluia, aleluia, aleluia. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito divino, ao Deus que é, que era e que vem, pelos séculos. Amém (Ap 1,8).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João. 16 12 Disse Jesus a seus discípulos: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. 13 Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará”. Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
Oração Senhor Jesus, que a contemplação da Trindade me predisponha para construir minha vida a partir deste modelo consumado de comunhão.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Prefácio próprio
Depois da comunhão

Nossa Senhora Auxiliadora
Comemoramos hoje, Nossa Senhora Auxiliadora, cuja devoção remonta à vitória da armada cristã em 5/10/1571, comandada por D. João da Áustria que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, Pio V, incluiu na ladainha o título de Auxiliadora dos cristãos.
A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, tão logo foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte.
Oração; Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.
Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém.
São Vicente de Lérins
As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu do mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V. Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica.
Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o Bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exercito para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida para se dedicar somente à Deus na humildade cristã”. Vicente então optou pela vida monástica e nesta se despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.
Ingressou nesse mosteiro, fundado por Santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte à Cannes, já em idade avançada. Alí se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa. Transformou o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de Bispos e Santos para a Igreja. Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o “Commnitorium”, também conhecido como “manual de advertência aos hereges”. Mais tarde, Santo Roberto Belarmino definiu essa obra como “um livro de ouro”, porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica.
Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento. As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários. Sua obra, em especial a “Advertência aos hereges” teve uma grande difusão e repercussão atingindo os nossos dias.
Enaltecido pelos católicos e protestantes, porque traz toda a doutrina dos Padres analisadas nas fontes da fé cristã e todos os critérios da doutrina ortodoxa. Vicente era um grande polemista, respeitado inclusive pelo grande futuro doutor da Igreja, Santo Jerônimo, seu contemporâneo. Os dois travaram grandes debates através de uma rica corresponderia, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais.
Esse abade humilde e douto Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de inclui-lo num capítulo da sua famosa obra “Homens Ilustres”. Morreu no mosteiro no ano 450. A Igreja Católica dedica o dia 24 de maio a Santo Vicente de Lérins, celebrado na mesma data também no Oriente.
São João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro do ano 1698 em Voltaggio, província de Gênova. Quando tinha 13 anos de idade, mudou-se para Roma, para morar com seu primo que já era sacerdote. Freqüentando com os jesuítas do Colégio Romano, mais terminou o curso de teologia em Minerva com os dominicanos.
No dia 8 de março de 1721, foi ordenado sacerdote e permanaceu por alguns anos dirigindo grupos de estudantes, criando em seguida a Pia União de Sacerdotes Seculares, a Casa de São Luiz Gonzaga (para moças carentes), Casa de Santa Galla (para rapazes). Seu povo eram os presos, os marginalizados, os desvalidos e os pobres. Era tão admirado pelos fiéis, que seu confessionário sempre tinha filas. Foi eleito cônego de Santa Maria, em Cosmedin.
Morreu no dia 23 de maio de 1764, muito pobre, tendo seu enterro sido custeado pela caridade alheia. Foi beatificado por Pio IX e canonizado no dia 8 de dezembro de 1881.
Santa Catarina de Gênova
No século XV, os partidos: guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade, por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da nobreza que pertenciam à essas facções políticas, já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de se submeter à essa situação, pois, seus pais: Tiago e Francisca, fidalgos do guelfi, a deram em casamento ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, do ghibellini.
A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de caráter duvidoso. Enquanto Catarina, com apenas dezesseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que ao invés de se casar desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera.
Ela viveu sob a influencia negativa do marido, divida entre as futilidades da corte e as obras de caridade. Um verdadeiro conflito entre os pecados e o remorso. Aos vinte e seis anos de idade, depois de visitar a irmã Limbânia no mosteiro, quando tudo lhe parecia perdido, sem solução e salvação, Catarina resolveu viver no seguimento de Jesus, para se dedicar aos pobres e aos doentes.
Sua conversão foi tão sincera, radical e transparente que Juliano se converteu também. Colocando todo seu patrimônio à disposição dos necessitados e deixando os palácios suntuosos, os dois ingressaram na Ordem terceira dos franciscanos e foram morar no hospital de Pammatone. Nessa época, devido às freqüentes invasões de conquistadores, os soldados haviam trazido a sífilis e a peste, que se tornaram epidemias crônicas, atingindo toda a população, rica e pobre. Eles passaram a cuidar desses doentes.
Catarina realizou o seu desejo de renovação espiritual praticando a caridade entre os mais contaminados e desenganados. Juliano depois de alguns anos morreu, em 1497. Ela continuou cada vez mais despojada de tudo, servindo à Deus na total entrega aos pobres mais doentes e abandonados.
Ao seu redor se juntou um grupo de seguidores entre os quais o humanista genovês Heitor Vernazza. Ela à todos dizia: “Não se encontra caminho mais breve, nem melhor, nem mais seguro para a nossa salvação do que esta nupcial e doce veste da caridade”. Enquanto isso a fama de sua santidade corria entre os fiéis.
Catarina nessa íntima comunhão com Deus foi premiada com dons especiais da profecia, conselho e cura. Em 1507, com o físico enfraquecido e pelo constante contato com os mais contaminados, adoeceu e nunca mais se recuperou. Morreu no dia 15 de setembro de 1510.
Logo o seu culto se propagou, sendo confirmado pelo Papa Clemente XII em 1737, quando canonizou Santa Catarina Fieschi Adorno, mais conhecida como Santa Catarina de Gênova. Ela é festejada pela diocese de Gênova no dia 12 de setembro. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 22 de maio.
Santa Júlia
Júlia nasceu no século V, em Cártago. Viveu feliz até que um dia, os vândalos chefiados pelo sanguinário rei Genserico invadiram sua cidade e a dominaram. Os pagãos devastaram a vida da comunidade como um furacão. Mataram muitos católicos, profanaram os templos, trucidaram os sacerdotes e venderam os cidadãos como escravos.
A vida de Júlia passou do paraíso ao inferno de forma rápida e terrível. De jovem cristã, nobre e belíssima, que levava uma vida tranqüila e em paz com Deus, viu-se condenada às mais terríveis privações. Mas, mesmo vendo trocadas a fortuna pela miséria, a veneração pelo desprezo, a independência pela obediência, enfim, a liberdade pela escravidão, Júlia não se abalou.
A tradição conta que ela foi vendida para Eusébio, um negociante sírio. Mas a bondade e a resignação da moça, que encontrava na fé cristã o bálsamo para todas as dores, comoveram seu amo, que passou a respeitá-la e exigir o mesmo de todos, nunca permitindo que fosse molestada. Chegou a autorizar até que ela dedicasse algumas horas do dia às orações e leituras espirituais.
Certa vez ele viajou para a Europa e, entre os vários escravos que o acompanhavam, estava a bela e inteligente Júlia. Na ilha francesa da Córsega realizavam-se festas pagãs quando a comitiva de Eusébio chegou. Ele e todos os demais se dirigiram a um templo dos deuses locais para prestar suas homenagens, mas Júlia recusou-se a entrar. Ajoelhou-se à porta do templo e passou a rezar para que Deus mostrasse aos pagãos a Palavra de Jesus, caminho da verdade.
A atitude chamou a atenção e chegou aos ouvidos do governador Félix. Este convidou Eusébio para um banquete e propôs comprar a escrava Júlia por um preço absurdo, ou trocá-la pelas quatro mais belas escravas do seu palácio. Contudo o comerciante recusou. Enraivecido pela paixão que Júlia despertara, embebedou o comerciante, cercou-o de mulheres exuberantes e tomou a escrava à força, enquanto Eusébio dormia.
Júlia se manteve firme e não se curvou. Recusou a liberdade oferecida pelo governador em troca do sacrifício aos deuses e de ceder aos seus desejos. Félix irado esbofeteou-a até que sangrasse abundantemente pelo nariz, depois mandou que fosse flagelada e, por fim, crucificada como Cristo e atirada ao mar. Quando Eusébio acordou era tarde.
Ela aceitou o sofrimento como uma forma de demonstrar à Deus seu amor, contribuindo para que o cristianismo crescesse e desse frutos, sem renegar a sua fé em Cristo, morrendo como seu Mestre. O seu corpo foi encontrado ainda pregado na cruz, boiando no mar pelos monjes do convento da ilha vizinha de Gor-gona. Depois eles o transportaram para a ilha, tiram-no da cruz, o ungiram e o colocaram num sepulcro.
Júlia não ficou esquecida alí, seu culto se difundiu e chegou à Itália. No ano 762, a rainha Ansa, esposa do rei lombardo Desidério, mandou trasladar as relíquias de Santa Júlia para a Brescia, propagando ainda mais sua veneração entre os féis. Um ano depois o Papa Paulo I consagrou à ela uma Igreja naquela cidade. A festa litúrgica de Santa Júlia, a mártir da Córsega, ilha da qual é a padroeira, ocorre no dia 22 de maio.
Santa Rita de Cássia
Não são poucos os santos que chegaram à santidade por meio de um longo processo de aperfeiçoamento espiritual através do que os moralistas acharam os “três estados de vida”: casamento, viuvez, vida religiosa. Na idade Moderna, poderíamos lembrar, entre outros, de S. Francisco de Borja, governador e duque, que se fez jesuíta depois de perder a esposa e casar seus filhos, chegando a ser terceiro geral da Companhia de Jesus; S. Afonso Rodrigues, também jesuíta, após a morte de sua esposa a de suas duas filhas; Santa Francisca Romana, fundadora das Oblatas de Maria; Santa Luíza de Marillac, fundadora das Irmãs da Caridade; Santa Francisca Fremiot de Chantal, fundadora das Salesas…
Santa Rita de Cássia (1381-1457) petenceu a este grupo, pois ela também foi casada, Viúva e religiosa. Há, contudo, uma diferença fundamental entre ela e os Santos acima mencionados: o casamento não foi para ela, como para Francisco de Borja ou Luíza de Marillac, uma etapa de harmonioso crescimento espiritual, mas um período de terrível provação.
Casada aos treze anos, teve de suportar durante dezoito longos anos os excessos de um marido duro e cruel. Quando morreu assassinado, Rita ofereceu a Deus a vida de seus dois filhos, João e Paulo Maria, determinados a vingar a morte do pai. Os dois morreram antes de consumar a vingança. Pede então ser admitida no convento das freiras agostinianas. E-lhe negado por não ser virgem. Insiste três vezes. A lenda revestiu poeticamente esse fato, fazendo-a ser introduzida no convento milagrosamente por seus três santos protetores. Por isso é invocada como advogada dos impossíveis.
Santo Eugênio de Mazemod
Carlos José Eugênio de Mazemod, este era seu nome de batismo. Ele nasceu na bela cidade Aix-en-Provance, sul da França, no dia 01 de agosto de 1782. Seu pai era um nobre e presidia a Corte dos Condes da Provença. Sua mãe pertencia à uma família burguesa muito rica. Teve duas irmãs: Antonieta e Elisabete, que morreu aos cinco anos de idade.
Sua infância foi tranqüila até 1790, quando a família teve que fugir da Revolução Francesa, deixando todos os bens e indo para a Itália, onde permaneceram durante onze anos, vivendo de cidade em cidade. Nesse período seus pais também se separam. A mãe deixou Eugênio com o pai na Itália e foi para a França, tentar reaver os bens confiscados.
Tudo isso influenciou a personalidade do menino, de maneira positiva e negativa, cujo reflexo foi uma séria crise de identidade na adolescência. Embora Eugênio antes do exílio tivesse dado mostras de sua vocação religiosa, ela foi sufocada por esses problemas e pela lacuna existente na sua formação intelectual, devido a falta de uma moradia fixa. Mas seu caráter forte permaneceu por toda a vida, como sua marca pessoal.
Foi através do padre Bartolo Zinelli, durante o período que morou em Veneza entre 1794 e 1797, que Eugênio teve contato concreto com a vida de fé. E ao retornar para a França em 1802, então com vinte anos de idade, amadureceu a idéia de ingressar para a vida religiosa, seguindo sua vocação primeira. Em 1808, entrou no seminário de São Sulpício em Paris, recebendo a ordenação em Amiens, três anos depois.
Retornou para sua cidade natal, dedicando seu apostolado à pregação. Levou a Palavra de Cristo aos camponeses pobres, aos prisioneiros e aos doentes abandonados, à todos dando os Sacramentos como único meio de recompor os valores cristãos, num momento novo para o país tão desgastado e sem rumo. Outros padres se juntam à ele nessa missão, por isso decidiu em 1816, fundar a “Sociedade dos Missionários da Provença”, que depois mudou o nome para “Oblatos de Maria Imaculada”, recebendo todas as aprovações da Igreja.
Eugênio foi então nomeado vigário geral da diocese de Marselha, da qual depois foi nomeado bispo, cargo que exerceu durante trinta e sete anos. Foram muitos os problemas com as autoridades que governaram Paris, com a elite social e até com alguns membros eclesiásticos que não concordavam com as regras de vida em comum, estabelecidas por ele.
Mas o povo pobre o queria, amava e respeitava. Assim continuou governando a diocese e os Oblatos, que se desenvolveram e foram pregar a Palavra de Cristo fora dos domínios da Europa, nos Estados Unidos, Canadá e México, depois também na África e na Ásia, levando esse carisma missionário da congregação.
Eugênio de Mazemod morreu no dia 21 de maio de 1861, na sua querida Marselha. Muitas foram as graças atribuídas à sua intercessão. O Papa João Paulo II o declarou santo em 1995. A solenidade contou com a presença de representantes dos sessenta e oito paises onde os Oblatos, já estavam fixados.
Colomba de Rieti (Bem-aventurada)
Angelina Guadanholi nasceu numa família da aristocracia italiana, no dia 02 de fevereiro de 1467, na cidade de Rieti. O dia do seu batizado foi marcante e muito curioso. No mesmo instante que o padre lhe ministrava o batismo desceu sobre sua cabeça uma pomba branca, talvez como um símbolo da infinidade de graças que o Espírito Santo colocou em sua alma. Por isso, ficou conhecida como Colomba, que significa “pomba”.
Colomba, desde a infância, consagrou seu coração e sua vida ao amor à Jesus Cristo, como fizeram São Domingos e Santa Catarina com quem conviveu e dos quais foi discípula. Por si mesma e com firmeza seguiu o caminho para a santidade. A tradição diz que, ainda no berço procurava se privar da amamentação. Sua infância foi repleta de penitências severas que só podem ser equiparadas àquelas dos adultos mais santificados. Aos dez anos ela consagrou sua virgindade à Jesus, mesmo sabendo que seus pais tinham assumido um casamento para ela. Mas, o acerto das núpcias foi desfeito quando apareceu com a cabeça raspada diante dos pais, que ficaram comovidos com a real vocação da filha.
Iniciou sua formação religiosa no convento dominicano da Ordem terceira, e teve como orientadores espirituais: Santa Catarina, a quem ela chama de “irmã”, e São Domingos de quem recebeu o hábito, em 1496. Colomba era de fato muito especial, além da alta capacidade contemplativa, contava com dons extraordinários, como o da profecia, do conselho, da cura e sabia perceber, como ninguém, os sentimentos da alma humana. Aos dezenove anos, atendendo uma inspiração foi para a cidade de Perúgia, onde fundou um convento dominicano da Ordem terceira, para a educação das jovens da nobreza. Mas, seu apostolado foi muito fecundo também fora do convento, onde se tornou uma verdadeira “pomba da paz e da concórdia” na luta que existia entre as poderosas famílias da nobreza, que disputavam a região. Colomba conseguiu impedir inúmeras lutas sangrentas que poderiam ter destruído, várias vezes, a cidade de Perúgia.
Ela morreu aos trinta e três anos de idade, no dia 20 de maio de 1501, no convento que havia fundado em Perúgia. Em 1627, foi beatificada pelo papa Urbano VIII, que declarou Colomba de Rieti, padroeira de Perúgia.
São Bernardino de Sena
Hoje comemoramos São Bernardino de Sena, nascido em Massa Carrara, perto de Sena no ano de 1380. Ficou órfão de mãe quando tinha apenas três anos de idade, e o seu pai aos sete anos. Era descendente de uma influente família italiana, Albizzedchi, e foi criado por suas tias que eram muito rígidas. Freqüentou universidade e ingressou na Ordem Franciscana aos 22 anos no convento de Colombaio. Era muito devoto de Nossa Senhora.
São Bernardino depois de sua ordenação como padre, percorrendo toda a Itália, pregando o Evangelho. Seus sermões era concorridíssimos e sempre surdiam efeitos maravilhosos nas pessoas, propagava a devoção ao nome de Jesus, simbolizada pelas três letras iniciais do nome de Jesus: JHS (Jesus Salvador dos Homens), que hoje são conhecidas por todos os católicos do mundo inteiro. Ele foi um dos mais famosos pregadores da Itália do século XV, assim como São Vicente Ferrer e São João de Capistrano.
São Bernardino morreu aos 64 anos de idade em Áquila, onde está sepultado, no ano de 1444.
Dia 20 de Maio – Segunda-feira
VII SEMANA DO TEMPO COMUM * (Verde – Ofício do dia, III Semana do Saltério)
Oração do dia
Leitura (Eclesiástico 1,1-10)
Salmo responsorial 92/93
Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!
Evangelho (Marcos 9,14-29)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. 9 14 Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 15 “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.” 16 Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus disse-lhes: “Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens.” 18 Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no. 19 Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo. 20 Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram. 21 Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. 22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. 23 Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: 24 “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus! 25 Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!” 26 O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu. 27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!” 28 A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia. 29 Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André. Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
Oração Senhor Jesus, torna a minha fé sempre mais forte e resistente, para que eu possa realizar bem a missão que me confiaste.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Depois da comunhão
MEMÓRIA FACULTATIVA
SÃO BERNARDINO DE SENA (Branco – Ofício da Memória)
Dia 21 de Maio – Terça-feira
VII SEMANA DO TEMPO COMUM * (Verde – Ofício do dia)
Oração do dia
Leitura (Eclesiástico 2,1-13)
Salmo responsorial 36/37
Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.
O Senhor cuida da vida dos honestos, e sua herança permanece eternamente. Não serão envergonhados nos maus dias, mas, nos tempos de penúria, saciados.
Afasta-se do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça e jamais ele abandona os seus amigos. Os malfeitores hão de ser exterminados, e a descendência dos malvados destruída.
A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios e os guarda porque nele confiaram.
Evangelho (Marcos 9,30-37)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. 9 30 Tendo partido dali, Jesus e seus discípulos atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. 31 E ensinava os seus discípulos: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte. 32 Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar. 33 Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: De que faláveis pelo caminho? 34 Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior. 35 Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos. 36 E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes: 37 Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou. Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
Oração Senhor Jesus, não permitas que eu me lance na busca das grandezas deste mundo. Que eu busque, antes, a grandeza do serviço generoso, e gratuito.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Depois da comunhão
MEMÓRIA FACULTATIVA
SÃO CRISTOVÃO MAGALLANES (Branco – Ofício da Memória)
Dia 22 de Maio – Quarta-feira
VII SEMANA DO TEMPO COMUM * (Verde – Ofício do Dia)
Oração do dia
Leitura (Eclesiástico 4,12-22)
Salmo responsorial 118/119
Os que amam a vossa lei têm grande paz, e não há nada que os faça tropeçar. Serei fiel à vossa lei, vossa aliança; os meus caminhos estão todos ante vós.
Que prorrompam os meus lábios em canções, pois me fizestes conhecer vossa vontade! Desejo a vossa salvação ardentemente e encontro em vossa lei minha delícias!
Possa eu viver e para sempre vos louvar; e que me ajudem, ó Senhor, vosso conselhos!
Evangelho (Marcos 9,38-40)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. Naquele tempo, 9 38 João disse-lhe: “Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos”. 39 Jesus, porém, disse-lhe: “Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim. 40 Pois quem não é contra nós, é a nosso favor”. Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
Oração Senhor Jesus, possa eu alegrar-me com a multiplicação de seus discípulos, através dos quais o Reino vai espalhando seus frutos na história humana.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).













