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Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria

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Liturgia diária – 30/04/2017

Dia 30 de Abril – Domingo
III DOMINGO DA PÁSCOA (Branco, Glória, Creio ? III Semana do Saltério)
Antífona de Entrada
Aclamai a Deus, toda a terra, cantai a glória de seu nome, rendei-lhe glória e louvor, aleluia! (Sl 65,1s)
Oração do dia
Ó Deus, que o vosso povo sempre exulte pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Atos 2,14.22-23)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
2 14 Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.
22 Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis,
23 depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios.
24 Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder.
25 Pois dele diz Davi: ‘Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado.
26 Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança,
27 pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção.
28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face’.
29 Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje.
30 Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono.
31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção’.
32 A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas.
33 Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis”.
Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial 15/16
Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto de vós felicidade sem limites!
 
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor:
nenhum bem eu posso achar fora de vós!”
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos!
 
Eu bendigo o Senhor, que aconselha
e até de noite me adverte o coração.
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.
 
Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria
e até meu corpo no repouso está tranqüilo;
pois não haveis de me deixar entregue à morte
nem vosso amigo conhecer a corrupção.
 
Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites,
delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Leitura (1 Pedro 1,17-21)
Leitura da primeira carta de são Pedro.
1 17 Carríssimos, se invocais como Pai aquele que, sem distinção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor durante o tempo da vossa peregrinação.
18 Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo,
19 o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo
20 e que nos últimos tempos foi manifestado por amor de vós.
21 Por ele tendes fé em Deus, que o ressuscitou dos mortos e glorificou, a fim de que vossa fé e vossa esperança se fixem em Deus.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Lucas 24,13-35)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura, fazei o nosso coração arder quando nos falardes (Lc 24,32).
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 24 13 o primeiro da semana, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.
14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.
15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.
16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.
17 Perguntou-lhes, então: “De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?”
18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: “És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?”
19 Perguntou-lhes ele: “Que foi?” Disseram: “A respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.
20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.
22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;
23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.
24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram”.
25 Jesus lhes disse: “Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!
26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?”
27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.
28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.
29 Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia”. Entrou então com eles.
30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.
31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram. Mas ele desapareceu.
32 Diziam então um para o outro: “Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”
33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.
34 Todos diziam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão”.
35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
A FRUSTRAÇÃO SUPERADA
            A crucifixão de Jesus foi um duro golpe para a comunidade cristã. Com ela, vieram abaixo os projetos de libertação, carinhosamente acalentados pelos discípulos. As palavras e as ações do Mestre pareciam dignas de fé. Seu modo de ser tinha algo de especial, bem diferente do que até então se tinha visto.  Sua morte na cruz, no entanto, deixou, nos discípulos, o sabor da frustração e da desilusão!
            Foi preciso que o Ressuscitado os chamasse à realidade. Eles não estavam dispensados da missão. Por conseguinte, não havia motivo para se dispersarem e voltarem para sua cidade de origem, uma vez que tinham, diante de si, um mundo a ser evangelizado. Era insensato cultivar sentimentos de morte, quando a vida já havia despontado e se fazia presente no Ressuscitado. Por que fixar-se no aspecto negativo da vida, já que a realidade vai muito além?
            Os discípulos de Emaús retratam os cristãos desiludidos de todos os tempos, uma vez que não acreditam na possibilidade de se criar um mundo fraterno. São os pessimistas, centrados em si mesmos, incapazes de projetar-se para além dos próprios horizontes. Ou seja, são cristãos nos quais a ressurreição ainda não produziu frutos.
            Só a descoberta do Ressuscitado permite ao cristão superar os reveses da vida. Aí então, ele se dará  conta de que, apesar da cruz, vale a pena somar esforços para construir o Reino.

Oração
Espírito de otimismo, abre meus olhos para que eu perceba a presença do Ressuscitado junto de mim, e assim, reencontre a razão de viver.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa. Vós, que sois a causa de tão grande júbilo, concedei-lhe também a eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão, aleluia! (Lc 24,35)
Depois da Comunhão
Ó Deus, olhai com bondade o vosso povo e concedei aos que renovastes pelos vossos sacramentos a graça de chegar um dia à glória da ressurreição da carne. Por Cristo, nosso Senhor.

21/09 – S. Mateus e Santa Efigênia

S. Mateus

São Mateus foi coletor de impostos, Apóstolo e Evangelista. Mateus deixa o dinheiro para seguir Jesus. O Evangelho a ele atribuído nos fala mais amplamente que os outros três do uso certo do dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus.” Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.

Mateus o rico coletor, respondeu ao chamado de Jesus com entusiasmo. No seu Evangelho ele esconde humildemente este particular, mas a informação foi divulgada por Lucas: Levi preparou ao Mestre uma grande festa na própria casa; numerosa multidão de publicanos e outra gente sentavam-se a mesa com eles. “Depois, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a admoestação do Mestre: “Quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.” Quando os outros Evangelistas, Marcos e Lucas falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que sua como usuário ou avarento, “para demonstrar aos leitores – observa São Jerônimo – que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor.”

Da atividade de Mateus após o Pentecostes, conhecemos somente seu admirável Evangelho, dirigido particularmente aos judeus e que é caracterizado por cinco grandes discursos de Jesus sobre o reino de Deus. São Mateus foi martirizado na Etiópia, e suas relíquias permanecem e são honradas até hoje em Salerno.

Santa Efigênia

Hoje também nossa Igreja comemora o dia de Santa Efigênia que segundo historiadores, Santa Efigênia foi filha de Eglipo, rei da Etiópia e da rainha Ifianassa. Segundo consta, esta ilustre familia real foi convertida pelo Apóstolo Mateus e quando o rei Eglipo morreu, o prícipe reinante quis casar-se com Efigênia, que recusou tal pedido por desejar entregar-se inteiramente a Deus.

O príncipe inconformado, solicitou que São Mateus intercedesse junto à princesa para que reconsiderasse o seu pedido de casamento, no que o apóstolo recusou-se terminantemente a fazer. E não só isso. Numa grande solenidade, consagrou Efigênia, juntamente com suas companheiras a Deus. O príncipe indignado mandou executar São Mateus. O Martirológio refere-se a ela dizendo: Na Etiópia, Santa Efigênia, virgem, batizada e consagrada a Deus pelo bem-aventurado Mateus, Apóstolo, acabou santamente os seus dias.

Efigênia entristecida com o mártirio de São Mateus, vendeu todos os seus bens e mandou construir um suntuoso templo em honra do Apóstolo.

Senhor, a exemplo de Santa Efigênia, concedei-nos a graça de testemunhar o vosso amor por nós nas coisas mais simples de nosso dia-a-dia ou quando nossa fé for provada pelas adversidades, pela dor e sofrimento. Amém.

20/09 – Santa Cândida e Santo André Kim Taegon e companheiros

Santa Cândida

A primeira referência sobre Santa Cândida foi encontrada no Calendário da Igreja de Córdoba e em alguns documentos da antida Galícia, ambas na Espanha. Mas, foi pela tradição cristã do povo napolitano, na Itália, que se concluiu a história desta Santa.

A vida cristã de Cândida iniciou quando ela foi convertida, segundo essa tradição, pelo próprio apóstolo Pedro de passagem por Nápolis. Naquela época o Apóstolo, com destino a Roma atravessou Nápolis onde a primeira pessoa que encontrou na estrada foi a pequena Cândida. Percebeu imediatamente que a pobre criança estava doente. Parou e lhe perguntou se conhecia a palavra de Jesus Cristo. Diante da negativa e em seu ardor de levar a mensagem do Evangelho, Pedro lhe falou da Boa Nova, da fé e da religião dos cristãos; curou-a dos males que sofria e a converteu em Cristo.

Assim Cândida foi colhida pela luz de Deus e curada do físico e da alma. Chegou em sua casa falando sobre o Cristianismo e contando tudo o que o Apóstolo Pedro lhe dissera. Muito intrigado e confuso, Aspreno, um parente que a criava, saiu para procurá-lo. Quando se encontraram, com muito zelo Pedro converteu também Aspreno, que o hospedou em sua modesta casa por alguns dias. O Apostolo acabou de catequizar os dois e, em seguida, os batizou e lhes ministrou a primeira Eucaristia durante a celebração da Santa Missa. Este local recebeu o nome de “Ara Petri”, que significa Altar de Pedro. Depois, antes de partir, o Apóstolo consagrou Aspreno o primeiro Bispo de Nápolis e pediu para a pequena Cândida continuar com a evangelização, salvando as almas para Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aquele lugar onde fora celebrado a Santa Missa por São Pedro, tornou-se de grande veneração por Cândida. Ela deixou seu lar com todos os confortos, preferindo passar seus dias numa gruta escura nas proximidades de “Ara Petri”. Alí vivia em penitência e oração, catequizando e convertendo muitos pagãos. Após alguns anos, o número de cristãos havia aumentado muito. Por isto, quando o imperador romano ordenou as perseguições contra a Igreja, os convertidos foram obrigados a fugir ou se esconder. Então, o Bispo Aspreno embarcou Cândida junto com outros cristãos, com destino à Cartago, no norte da África, tentando mantê-los a salvo da implacável perseguição, mas não conseguiu. Foram alcançados, presos e torturados. Cândida foi levada a julgamento e condenada a morte porque se negou a renunciar a fé em Cristo.

No Martirológio Romano, encontramos registrado que a virgem e mártir cristã Cândida morreu no Anfiteatro dos martírios de Cartago, no dia 20 de setembro. Suas relíquias, encontradas nas Catacumbas de Priscila, agora estão guardadas na igreja Santa Maria dos Milagres, em Roma.

Muitos séculos mais tarde, pesquisas arqueológicas feitas na cidade de Nápolis, encontraram no local “Ara Petri” um antigo cemitério de cristãos. O fato colocou ainda mais devoção sobre a figura de Santa Cândida, eleita pelos fiéis como padroeira das famílias e dos doentes. Ela recebe no dia 20 de setembro as tradicionais homenagens litúrgicas confirmadas pela Igreja.

Santo André Kim Taegon e companheiros

A Igreja coreana tem, talvez, uma característica única no mundo católico. Foi fundada e estabelecida apenas por leigos. Surgiu no início de 1600, a partir dos contatos anuais das delegações coreanas que visitavam Pequim, na China, nação que sempre foi uma referência no Extremo Oriente para troca de cultura.

Ali os coreanos tomaram conhecimento do cristianismo. Especialmente por meio do livro do grande padre Mateus Ricci, “A verdadeira doutrina de Deus”. Foi o leigo Lee Byeok que se inspirou nele para, então, fundar a primeira comunidade católica atuante, na Coréia.

As visitas à China continuaram e os cristãos coreanos foram, então, informados, pelo bispo de Pequim, de que suas atividades precisavam seguir a hierarquia e organização ditada pelo Vaticano, a Santa Sé de Roma. Teria de ser gerida por um sacerdote consagrado, o qual foi enviado oficialmente para lá em 1785.

Em pouco tempo, a comunidade cresceu, possuindo milhares de fiéis, Porém começaram a sofrer perseguições por parte dos governantes e poderosos, inimigos da liberdade, justiça e fraternidade pregadas pelos missionários. Tentando acabar com o cristianismo, matavam seus seguidores. Não sabiam que o sangue dos mártires é semente de cristãos, como já dissera Tertuliano, no início dos tempos cristãos. Assim, patrocinaram uma verdadeira carnificina entre 1785 e 1882, quando o governo decretou a liberdade religiosa.

Foram dez mil mártires. Desses, a Igreja canonizou muitos que foram agrupados para uma só festa, liderados por André Kim Taegon, o primeiro sacerdote mártir coreano. Vejamos o seu caminho no apostolado.

André nasceu em 1821, numa família da nobreza coreana, profundamente cristã. Seu pai, por causa das perseguições, havia formado uma “Igreja particular” em sua casa, nos moldes daquelas dos cristãos dos primeiros tempos, para rezarem, pregarem o Evangelho e receberem os sacramentos. Tudo funcionou até ser denunciado e morto, aos quarenta e quatro anos, por não renegar a fé em Cristo.

André tinha quinze anos e sobreviveu com os familiares, graças à ajuda dos missionários franceses, que os enviaram para a China, onde o jovem se preparou para o sacerdócio e retornou diácono, em 1844. Depois, numa viagem perigosa vivida, tanto na ida quanto na volta, num clima de perseguição, foi para Xangai, onde o bispo o ordenou sacerdote.

Devido à sua condição de nobre e conhecedor dos costumes e pensamento local, obteve ótimos resultados no seu apostolado de evangelização. Até que, a pedido do bispo, um missionário francês, seguiu em comitiva num barco clandestino para um encontro com as autoridades eclesiásticas de Pequim, que aguardavam documentos coreanos a serem enviados ao Vaticano. Foram descobertos e presos. Outros da comunidade foram localizados, inclusive os seus parentes.

André era um nobre, por isso foi interrogado até pelo rei, no intuito de que renegasse a fé e denunciasse seus companheiros. Como não o fez, foi severamente torturado por um longo período e depois morto por decapitação, no dia 16 de setembro de 1846 em Seul, Coréia.

Na mesma ocasião, foram martirizados cento e três homens, mulheres, velhos e crianças, sacerdotes e leigos, ricos e pobres. De nada adiantou, pois a jovem Igreja coreana floresceu com os seus mártires. Em 1984, o papa João Paulo II, cercado de uma grande multidão de cristãos coreanos, canonizou santo André Kim Taegon e seus companheiros, determinando o dia 20 de setembro para a celebração litúrgica.

19/09 – S. Januário ( S. Gennaro) e Santo Afonso de Orozco

S. Januário ( S. Gennaro)

Nossa Igreja comemora hoje os Santos Januário, e seus companheiros: Festo, Desidério, Sosso, Procolo, Eutiquete e Acúcio, que sofreram o martírio durante a perseguição de Diocleciano em Nápoles, Itália, por volta do ano 305. São Januário, bispo de Benevento como relata os historiadores fora condenado às feras no anfiteatro de Pozzuoli juntamente com os companheiros de fé. Por causa do atraso de um juiz, teria sido decapitado e não dado como alimento às feras. O sangue de São Januário foi recolhido pelos cristãos e colocado em pequenas ampolas. Era o costume recolher o sangue dos mártires e colocá-los em ampolas diante dos seus túmulos.

Um século mais tarde, no ano 432, quando da transladação de suas relíquias de Pozzuoli para Nápoles, uma senhora teria entregue ao bispo João duas ampolas contendo o sangue coagulado de São Januário. Como garantia da afirmação da mulher o sangue se liquefez diante dos olhos do bispo e de grande multidão de fiéis. Este acontecimento, desde então, se repete todos os anos em determinados dias: no sábado que precede o primeiro domingo de maio, nos oito dias sucessivos, a 16 de dezembro, a 19 de setembro e durante toda a oitava das celebrações em sua honra. Os testemunhos sobre esse fenômeno começam a partir de 1329 e são tão numerosos e concordes de tal modo que não se podem contestar.

Esse prodígio, confirmado também pela ciência, e o que mais intriga é o fato de até hoje os cientistas não conseguirem explicar por que o sangue de São Januário, contido numa ampola na catetral, se liquefaz e readquire a aparência de sangue novo, recém-derramado. Análises científicas demonstram que se trata realmente de sangue humano.

Os napolitanos consideram São Januário o seu protetor contra os flagelos da peste e das erupções do Vesúvio. Este culto e muito antigo e já difundido no mundo inteiro por causa da liquefação de seu sangue, durante a celebração de suas festas. A devoção sincera dos napolitanos para com o mártir, fez com que a memória de São Januário, celebrada desde 1586, fosse conservada no novo calendário litúrgico.

Santo Afonso de Orozco

Afonso ou Alonso, como se diz no seu idioma natal, nasceu em Ortopesa, na cidade de Toledo, Espanha, no ano de 1500. Seus pais o batizaram com esse nome em homenagem a Santo Ildefonso, o grande defensor da doutrina da virgindade de Maria.

Na infância Afonso estudou em Talavera de la Reina e cantou no coro na Catedral de Toledo. A música sempre fora sua grande paixão. Mais tarde foi enviado a cidade de Salamanca para continuar seus estudos e lá se sentiu atraído pelo ambiente de santidade do convento dos Agostinianos. Logo depois, ingressou na Ordem, onde fez os primeiros votos em 1523. Uma vez ordenado sacerdote, foi nomeado pregador da Ordem, ocupando ainda vários cargos como os de pároco do convento São Tomás de Vilanova e definidor da Província de Castela, a qual pertencia.

Afonso era severo consigo mesmo, muito rigoroso e crítico, mas tinha uma compreensão e tolerância enorme para com os fiéis e os outros clérigos. Quando era superior do convento de Valladolid, foi nomeado pregador real do imperador Carlos V, depois também de Filipe II, tendo, por esse motivo, transferido a sua residência de Valladolid para Madri, pois a sede da corte também fora transferida para essa Cidade. Em 1560, passou a viver no convento agostiniano de São Filipe.

Eloqüente pregador possuía também um forte carisma, que fazia com que todas as pessoas se aproximassem dele, sem distinção. Por isto, gozava de uma extraordinária popularidade mesmo nos ambientes mais formais. Mereceu a estima do rei, dos nobres e de grandes personagens da época. A infanta Isabel Clara Eugênia deixou o seu testemunho no processo de canonização, bem como os escritores Francisco de Quevedo e Lope de Vega.

O conjunto de sua correspondência nos revelou o amplo círculo de sua amizade. Mas não só os nobres tiveram esse privilégio, o povo simples e humilde também desfrutou de sua estimada companhia. Todos admiravam o estilo de vida de Afonso, pois amparou a todos com seu apoio pessoal, visitando doentes em hospitais, e os encarcerados.

Apesar de ter fama de santidade, sendo chamado em vida de “o santo de São Filipe”, numa referencia ao convento em que residia, não se sentia confirmado na graça. Ele foi atormentado várias vezes por tentações, como o amor, a liberdade, e muitas vezes pensou abandonar a vida religiosa, por não se sentir totalmente digno dela. Mesmo renunciando a todos os privilégios de sua posição de pregador régio e participando assiduamente da vida em comunidade, apenas como um simples frade.

Ele nos deixou uma obra literária, escrita na língua latina, de grande relevância para a Igreja, especialmente da doutrina mariana. Grande devoto de Maria se sentia muito alegre e à vontade escrevendo para Ela. Fundou dois conventos de agostinianos e três de monjas agostinianas de clausura, transmitindo a todos um testemunho de amor pela vida contemplativa.

Afonso morreu em Madrid em 19 de Setembro de 1591, no Colégio de Dona Maria de Aragão, que ele próprio havia fundado. Beatificado em 1882, atualmente seus restos mortais são venerados no Mosteiro das Agostinianas em Madrid. Em 2003, o Papa João Paulo II declarou Santo, Alonso de Orozco, cuja festa foi marcada para o dia de sua morte.

18/09 – São José de Copertino

São José de Copertino

O santo deste novo dia chama-se José de Copertino. Filho de pais pobres, tornou-se um pobre que enriqueceu a Igreja com sua santidade de vida. José quando menino era a tal ponto limitado na inteligência que pouco aprendia e apresentava dificuldades nos trabalhos manuais, porém de maneira extraordinária progrediu no campo da oração e da caridade.

São José foi despedido de dois conventos franciscano por não conseguir corresponder aos ofícios e serviços comuns. Ele, porém, não desistia de recomendar sua causa a Santíssima Virgem, pela qual tinha sido anteriormente curado de uma grave e misteriosa enfermidade.
O poder da oração levou São José de Copertino para o convento franciscano, e ao sacerdócio, precisando para isso que a graça suprisse as falhas da natureza. Desde então, manifestavam-se nele, fenômenos místicos acompanhados de curas milagrosas, que o tornou conhecido e procurado em toda a região.
Dentre os acontecimentos espirituais o que muito se destacou foi o êxtase, que consiste naquele estado de elevação da alma ao plano sobrenatural, onde a pessoa fica mementaneamente desapegada dos sentidos e entregue totalmente numa contemplação daquilo que é Divino. São Roberto era tão sensível a esta realidade espiritual, que isto acontecia durante a Santa Missa, quando rezava com os Salmos e em outros momentos escolhidos por Deus; somente num dos conventos onde viveu 17 anos, seus irmão presenciaram cerca de 70 êxtases do santo.
A fama das curas milagrosas se alastrava como uma epidemia, exaltando a imaginação popular, e obrigando o Frei José, a ser transferido de convento para convento. Mas, os fenômenos se repetiam e o povo lhe tirava todo o sossego.

Como na vida da maioria dos santos não faltaram línguas caluniosas que, interpretando mal esta popularidade atribuiu-lhe poderes demoníacos aos seus milagres e êxtases, ao ponto de denunciarem o santo Frei, ao Tribunal da Inquisição de Nápoles. O processo terminou reconhecendo a inocência do frade, impondo-lhe, porém, a reclusão obrigatória e a transferência para conventos afastados.

Depois de sofrer muito e de diversas maneiras, predisse o lugar e o tempo de sua morte, que aconteceu em 18 de setembro de 1663, contando com sessenta anos de humilde testemunho e docilidade aos Carismas do Espírito Santo.

São José de Copertino…rogai por nós!

17/09 – Santa Hildegarda e São Roberto Belarmino

Santa Hildegarda

Hildegarda, descendente de nobre e riquíssima família alemã, nasceu no castelo de Böckekheim, na bela região do rio Reno, em 1098. Como era o costume na época, aos oito anos de idade foi entregue aos cuidados de religiosas, mais especificamente da abadessa Jutta, do convento das monjas beneditinas. Alí recebeu primeiros fundamentos dos ensinamentos de Cristo, aprendendo o desapego que deveria ter com as coisas e vaidades mundanas.

Assim, depois de conhecer e conviver na comunidade religiosa, Hildegarda pediu para ser aceita entre as beneditinas, ingressando como noviça sem dificuldade alguma. Quando, em 1136 a superiora Jutta morreu, a direção do mosteiro passou para as mãos de Hildegarda. Além deste convento sob seu governo, ela fundou outros dois: em 1147 o de Bingen e, em 1165 o de Eibingen, ambos na Alemanha.

Desde a infância ela apresentava uma personalidade muito carismática e um alto grau de elevação mística. Aos poucos, esses dons acabaram se manifestando como visões, definidas por ela mesma como “lux vivens”, ou seja, luz vivificante. Um dia, Hildegarda ouviu uma voz superior, que ela identificou como do Espírito Santo, ordenando-lhe que escrevesse todas as revelações que lhe eram feitas.

Apesar de não ser letrada, Hildegarda acabou por desenvolver uma grande atividade literária. Por estes dons, acabou adquirindo muito conhecimento sobre medicina e ciências naturais, transmitidos depois por livros precisos que escreveu sobre essas matérias reconhecidos cientificamente. Mas o seu talento enciclopédico se expressou em particular no canto e música. Ela foi talvez a primeira mulher musicista da História da Igreja católica.

O final de sua vida foi muito sofrido e amargurado. Além de estar muito doente, ainda foi vítima de injustiças e mentiras, devido ao seu rigor como superiora séria e disciplinada.
Aos oitenta e dois anos, no dia 17 de setembro de 1179, Hildegarda morreu, no seu convento de Bingen. Pôde, finalmente, ir descansar ao lado do Senhor.

Esta mulher extraordinária, mística beneditina, cientista, conselheira de bispos e imperadores, seguiu influenciando a espiritualidade católica, mesmo depois de sua morte, através de seus escritos, traduzidos em quase todas as línguas do mundo. Fazendo isto desde a Idade Média até os nossos dias. No século XX, em 1921, ainda a influência do seu carisma, inspirou a criação uma nova congregação, a das Irmãs de Santa Hildegarda.

Com a fama de sua santidade reconhecida ainda em vida, fez com que vigorasse um culto expressivo e ininterrupto, mantido entre os fieis do mundo todo. O local de sua sepultura tornou-se um dos centros de peregrinação mais visitado. Santa Hildegarda teve a sua veneração litúrgica autorizada pela Igreja, para ser comemorada no dia de sua morte.

São Roberto Belarmino

São Roberto Belarmino nasceu de uma rica e numerosa família toscana, em Montepulciano no ano de 1542. Sobrinho de um Papa (sua mãe era irmã de Marcelo II), Roberto Belarmino ingressou em 1560 na Companhia de Jesus. Estudou teologia em Pádua e Lovaina e em 1576 tornou-se o primeiro titular da cátedra de apologética isto é, de defesa da ortodoxia católica na Universidade Gregoriana, que naquela época se chamava Colégio Romano. Foi professor de São Luiz Gonzaga. Eleito cardeal e arcebispo de Cápua em 1599.

Era teólogo oficial da Igreja, com a sua doutrina e com o exemplo de sua caridade e simplicidade de vida, que o povo admirava. Foi um homem muito discutido durante a Reforma Católica. Escreveu muitas obras exegéticas, pastorais e ascéticas.

Nos três primeiros anos de vida religiosa sofreu horríveis dores de cabeça que não o impediram de estudar teologia e defender sua própria tese por três dias consecutivos, diante de um público literalmente fascinado. Os compromissos escolásticos nunca o distraíram da oração. De volta a Roma, entre outros encargos teve também o de diretor espiritual, e esteve ao lado de São Luís Gonzaga conduzindo-o até os últimos instantes de vida. Sua vigorosa dialética postas a serviço da doutrina católica valeram-lhe o título de martelo dos hereges, uma obra simples, mas rica de sabedoria como o seu Catecismo mereceu-lhe o título de mestre de tantas gerações de crianças que, nesse livrinho em forma de diálogo, têm aprendido as verdades fundamentais da fé professadas no batismo (foi traduzido em mais de cinqüenta línguas). Dentre várias obras teológicas, escreveu A arte de bem morrer, isto é, o modo de despedir-se da vida com serenidade e desapego.

Morreu a 17 de Setembro do ano 1621 em Roma. Em 1930 teve a tríplice glorificação: bem-aventurado, santo e doutor da Igreja.

16/09 – São Cipriano e São Cornélio

São Cipriano

Cipriano era filho de uma nobre e rica família africana de Cartago, capital romana na no norte da África. Foi considerado um dos personagens mais empolgantes e importantes do século III. Primeiro pelo destaque alcançado como advogado, quando ainda era pagão. Depois por ser considerado um mestre da retórica e defensor irrestrito da unidade da Igreja. Mas o fator principal foi sua conversão ao cristianismo, já na maturidade, entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade, causando um grande alvoroço e espanto na sociedade da época.

Cipriano não deixou apenas sua vida de pagão, mas também distribuiu quase toda a sua fortuna entre os pobres, renunciando à ciência profana da qual se alimentara até então. Com muito pouco tempo, foi ordenado sacerdote e, por eleição direta do clero e do povo, imediatamente substituiu o bispo de Cartago logo após sua morte. Cipriano o fez contrariando seu próprio desejo, mas em obediência à Igreja.

Nos anos de 249 a 258, durante o episcopado de Cipriano, a Igreja africana passou por sérios problemas. Os imperadores Valeriano e Décio empreenderam uma perseguição sem tréguas aos cristãos. Além disso, uma grande e terrível peste atacou o norte da África, causando muitas mortes e sofrimento. Como se não bastasse, a Igreja ainda se agitava com problemas doutrinários, internamente.

Durante a perseguição do imperador Décio, em 249, grande número de fiéis e sacerdotes, até mesmo bispos, fraquejaram perante as torturas e renunciaram à fé cristã. Por esses atos ficaram conhecidos como “cristãos lapsos”.

A Igreja, então, mergulhou, definitivamente, na polêmica do “lapso”, criando o seu primeiro grande cisma, isto é, uma divisão entre o clero. Não se sabia que atitude tomar contra os fiéis que abandonavam a fé e depois desejavam voltar para o seguimento de Cristo.

Em Roma, fora eleito o papa Cornélio, com amplo apoio dos bispos liderados por Cipriano, que apreciava muito a conduta de seu colega bispo, com o qual trocava muita correspondência.

Mas havia Novaciano, em Roma, que se elegeu antipapa e começou uma forte corrente a favor da não-reconciliação dos desertores. Já na África, um certo Felicíssimo era completamente contra tal atitude, rogando pela clemência e reintegração do rebanho desgarrado. Assim, liderados, novamente, pelo bispo Cipriano, Novaciano foi perdendo força.

Uma outra controvérsia, que assolava a Igreja na época, era a validade ou não dos batismos realizados por hereges. Essa era a única divergência que existia entre o papa Cornélio e o bispo Cipriano. O papa, seguindo a tradição da doutrina, considerava válidos os batismos, já o bispo dizia que “não se pode dar a fé a quem não a tem”. Assim, a questão permaneceu sem solução.

Em 258, ainda com a perseguição contra a Igreja, Cipriano foi denunciado e sentenciado à morte por decapitação. As atas escritas revelam que nesse dia, quando o pró-cônsul determinou a sentença, as únicas palavras proferidas por Cipriano foram “Graças a Deus!” Foi executado no dia 14 de setembro de 258.

São Cipriano deixou-nos inúmeros escritos, entre os quais oitenta e uma cartas que se tornaram uma fonte de informação preciosa da vida eclesiástica daquele tempo. A Igreja declarou-o padroeiro da África do Norte e da Argélia, sendo sua festa litúrgica marcada para o dia 16 de setembro, quando se comemora a festa do santo papa Cornélio, o amigo de fé que ele tanto defendeu.

São Cornélio

Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o primeiro cisma da Igreja.

A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos “lapsos”, nome dado aos sacerdotes e fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as perseguições que se impunham aos cristãos.

Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.

Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.

No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo.

Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro, junto com a de São Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo.

15/09 – Antonio (Anton) Maria Schwartz e Nossa Senhora das Dores

Antonio (Anton) Maria Schwartz

Anton, para nós Antonio nasceu na humilde e cristã família Schwartz, no dia 28 de fevereiro de 1852, em Baden, Áustria Era o quarto dos treze filhos, seu pai era um simples operário, sem profissão definida, enquanto sua mãe cuidava da casa e dos filhos, que estudavam na escola paroquial dessa cidade.

Aos quinze anos ficou órfão de pai, vivendo uma grave crise pessoal, que durou dois anos. Em 1869, recuperado, foi estudar na escola popular gratuita dos padres piaristas. Alí conheceu a obra do fundador São José Calasanz, tornando-se um seu devoto extremado.
Mas três anos depois, as atividades das escolas pias e da própria Ordem, foi suspensa na Áustria. Para completar sua formação, ingressou no seminário diocesano, pois queria seguir a vida religiosa. Nessa época passou por duas graves enfermidades, ambas curadas, segundo ele, por intercessão de Nossa Senhora.

Em 1875 ordenou-se sacerdote e assumiu o segundo nome. O Padre Antonio Maria Schwartz foi capelão por quatro anos, depois viajou à Viena, para promover assistência espiritual aos doentes nos hospitais das Irmãs da Misericórdia de Schshaus. Além disso, começou a orientar na religião, os operários e os jovens aprendizes em formação profissional. Tomando como base suas raízes humildes, percebeu as necessidades desses operários. Para lhes proporcionar apoio e orientação, fundou a “União dos aprendizes católicos sob a proteção de São José Calasanz”, empreendendo uma intensa atividade pastoral. Sem, contudo, ter abandonado a assistência que prestava aos doentes nos hospitais.

Após quatro anos pediu ao Cardeal de Viena que apoiasse essa Obra, mas este mostrou que não tinha com que financia-la. Por isso Padre Antonio Maria adoeceu literalmente, tanto que precisou dos cuidados as Irmãs da Misericórdia. Dois anos. Esse foi o tempo necessário para o Cardeal dar seu apoio e ajuda, permitindo que ele ficasse apenas com o apostolado junto aos operários e aprendizes.

Padre Antonio Maria recuperou o entusiasmo e com total dedicação, em 1888 criou o “Artesanato cristão”, um jornal para os artesãos e operários, que escreveu durante um longo tempo sozinho. Também buscou e conseguiu os meios para construir a primeira “igreja para os operários de Viena”, um templo humilde e escondido pelas casas populares. Foi nessa igreja que, para melhor assisti-los fundou, a “Congregação dos Pios Operários”, adotando a regra de São José de Calasanz, ainda hoje florescente.

Ele vivificou sua Obra com valentia cristã durante quarenta anos. O “Apóstolo Operário de Viena” que dividia opiniões permaneceu sempre fiel a si mesmo e à Igreja de Cristo. Seus passos foram corajosos e chegou ao Parlamento, para conseguir lugares de formação profissional para os jovens e para o justo repouso dominical dos operários.

Morreu em 15 de setembro de 1929, em Viena, Áustria. O Papa João Paulo II o proclamou Beato Antonio Maria Schwartz, em 1998, designando a data da morte para a homenagem litúrgica.

Nossa Senhora das Dores

Nossa Igreja celebra hoje a festa que tem uma antiga tradição cristã. A sensibilidade de piedosa compaixão do povo cristão está eloqüentemente expressa no quadro da Pietá. Nossa Senhora das Dores recebe no colo o filho morto apenas tirado da cruz. É o momento que se reveste da incomensurável dor uma paixão humana e espiritual única: a conclusão do sacrifício de Cristo, cuja morte na cruz é o ponto culminante da Redenção.

Em 1667 a Ordem dos Servitas, inteiramente dedicada à devoção de Nossa Senhora (os sete santos Fundadores no século XIII instituíram a “Companhia de Maria Dolorosa”) obteve a aprovação da celebração litúrgica das sete Dores da Virgem, esta festa foi celebrada também com o título de Nossa Senhora da Piedade e A compaixão de Nossa Senhora, tendo sido promulgada por Bento XIII (1724-1730) a festa com o título de Nossa Senhora das Dores, e que durante o pontificado de Pio VII foi acolhida no calendário romano e lembrada no terceiro domingo de setembro. Foi o Papa Pio X que fixou a data definitiva de 15 de Setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa, reduzida a simples memória: não mais Sete Dores de Maria, mas menos especificadamente e mais portunamente: Virgem Maria Dolorosa. Com este título nós honramos a dor de Maria aceita na redenção mediante a cruz. É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do corpo místico nascido da Cruz, isto é, nós somos nascidos, enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria. Eis porque hoje se oferece à nossa devota e afetuosa meditação a dor de Maria. Mãe de Deus e nossa.

A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Saiba Mais sobre essa devoção e Reze a Coroa de Nossa Sra das Dores no endereço abaixo

14/09 – Exaltação da Santa Cruz e

Exaltação da Santa Cruz

Foi no ano 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas constantinianas de Jerusalém, a do Martyrium ou Ad Crucem no Gólgota, foi construída sobre o Monte do Gólgota, e a do Anástasis, isto é Ressurreição, foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e foi ressuscitado pelo poder de Deus, sendo celebrada pela primeira vez a festa em honra da Santa Cruz, estas basílicas foram construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena.

Quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa e a partir do seculo VII comemora-se a recuperação da preciosa relíquia pelo imperador Heráclio em 628. Os historiadores contam que o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao patriarca Zacaria, no dia 3 de maio de 630 tendo sido a Festa da Exaltação da Santa Cruz também a ser celebrada no Ocidente.

A celebração atual tem um significado bem maior do que o encontro pela piedosa mãe do imperador Constantino, Santa Helena. A festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus. Cristo, encarnado na sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene. Assim a cruz torna-se o símbolo e o compêndio da religião cristã.

Santo Materno de Colônia

É conhecido apenas como o primeiro bispo da história cristã da cidade de Colônia, na Alemanha. Desde o século IV, se criou uma tradição cristã, na cidade de Trevire, na Alemanha, segundo a qual Materno teria vindo da Palestina. E não é só isso: o próprio apóstolo Pedro é que o teria enviado, para divulgar o Evangelho ao mundo germânico.

Essa tradição fazia de Trevire a primeira sede episcopal cristã da Alemanha e, portanto, dotada de jurisprudência sobre as demais, por uma questão de antigüidade.

A personagem de Materno, o Bispo de Colônia, é de fato muito importante para a história Igreja, que já estava liberta das perseguições externas, por obra do imperador Constantino. Mas a ela continuava exposta às divisões internas dos cristãos que, insistentemente, prejudicavam a si próprios.

Materno é um de seus pacificadores, convocado a deixar a Alemanha para resolver um grande conflito nascido no norte da África: o cisma donatista. Liderados pelo bispo Donato, esse grupo de radicais tinha uma visão extremamente elitista, era totalmente contrário às indulgências e pregava a segregação dos bons cristãos daqueles infiéis e traidores. Os donatistas consideravam traidores os cristãos que, por medo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, haviam renegado a fé e entregue os Livros Sagrados às autoridades romanas. Inclusive, negavam-se a aceitar a re-inclusão dos sacerdotes que haviam agido desta maneira, bom como a inclusão de novos sacerdotes, caso também tivessem sido considerados, anteriormente, indignos. E por isto, os donatistas de Cartago, não reconhecem o novo Bispo Ceciliano, porque um dos Bispos que o consagraram havia renegado à fé, durante as perseguições.

Chamado para arbitrar o imperador Constantino, em 313, escreve ao Papa Melquior, de origem africana, para convocar o Bispo Ceciliano, bem como outros, favoráveis ou não à sua questão, para uma decisão final, imparcial. E ainda o informa que os Bispos: Materno da Alemanha, Retício e Martino da França já estavam a caminho de Roma. O imperador Constantino, obedecendo a suas conveniências políticas, promoveu um ato incisivo no colegiado eclesiástico, afiançando o caso africano também aos bispos da Alemanha e França.

Mais nada se sabe de Materno depois dessa importante missão em Roma, que se concluiu com a sentença favorável ao Bispo Ceciliano. Mas este cisma não terminou, mesmo contando também com notável presença de Santo Agostinho, Bispo de Hipona.

Entretanto, em Trevire, a fama de santidade de seu primeiro Bispo, faz a figura de Materno tomar vulto e a população começa a venerá-lo. Ao longo dos séculos, a Catedral de Trevire, que abriga as relíquias de Santo Materno, foi reconstruída e hoje podemos ver o grau de devoção dos fiéis estampado nos vitrais deste templo. Este culto foi autorizado pelo Vaticano, em conseqüência detesta devoção secular e, ainda presente nos fiéis, a data de sua tradicional festa litúrgica no dia 14 de setembro, foi mantida.

13/09 – Santo Maurílio de Angers e São João Crisóstomo

Santo Maurílio de Angers

Maurílio nasceu na segunda metade do século IV, em Milão, na Itália. Na juventude viajou para a Gália, agora França, atraído pela fama do Bispo mais ilustre de sua época, Martinho de Tours.

Naquela época, a região da Gália, tinha muito pouco conhecimento do Evangelho. Já existiam vários Bispos destacados pelas cidades, mas o cristianismo era um fenômeno particularmente urbano e poucos camponeses tinham acesso aos ensinamentos. A finalidade da missão de Maurílio era essa. Após sua ordenação sacerdotal, saiu em missão para evangelizar os camponeses dos campos mais distantes das cidades.

Então, Maurílio se entregou, de corpo e alma, à vida de pregação, sempre pronto a ajudar os pobres e doentes. Seu esforço teve muito êxito, pois, em 423, chegou à sua região uma delegação de camponeses, que lhe pediram para ser o bispo de sua localidade. Maurílio recebeu então a sua consagração episcopal e iniciou um ministério que durou cerca de trinta anos.

Foi assim que Maurílio se tornou muito respeitado e amado pelos humildes lavradores. A voz da tradição popular nos conta as histórias de vários prodígios ocorridos por sua intercessão. Com isto ganhou fama de santidade, que foi passada ao longo do tempo, para as gerações cristãs.

O acontecimento que fez de Maurílio, se tornar padroeiro dos jardineiros, foi porque que pela sua demora em batizar um menino, este acabou falecendo sem o sacramento. Sentindo-se culpado, abandonou a diocese, foi para a Inglaterra, onde se transformou num jardineiro. Mas ele foi chamado de volta e aceitou continuar seu episcopado.

O Bispo Maurílio morreu em Angers, aos 13 de setembro de 453, na França, onde foi sepultado na igreja que recebeu seu nome. Em 1239 suas relíquias foram colocadas em uma nova urna, mas depois de muitos séculos acabaram se perdendo, em 1791, quando a igreja foi demolida. Entretanto, uma pequena parte foi salva e se encontra hoje sob a guarda da Catedral de Angers, da qual Santo Maurílio é o padroeiro, sendo celebrado no dia de sua morte.

São João Crisóstomo

São João Crisóstomo é, certamente, o mais conhecido dentre os padres da Igreja grega. Nasceu em Antioquia por volta do ano 349. Pertencia a uma família distinta. Após a morte de Antusa, sua mãe, retirou-se para o deserto, onde viveu por seis anos, monasticamente. Os dois últimos anos passou-os numa caverna, na mais completa solidão.

Em 386, foi ordenado sacerdote pelo bispo Flaviano. A esta altura compôs o excelente tratado sobre o sacerdócio, por causa da consagração episcopal do seu amigo e companheiro de estudos, D. Basílio Magno. Logo alcançou fama de grande pregador, cuja eloquência lhe valeu o título de “Crisóstomo”, o que significa: “boca de ouro”. Mais tarde tornou-se patriarca de Constantinopla.

Desenvolveu, então, uma pastoral sistematizada, com evangelização rural, criação de hospitais, sermões “de fogo” com que incriminava e advertia os fiéis, chamando-os à conversão. São Pio X proclamou-o patrono especial da eloquência sagrada. A sua produção literária (600 entre discursos e sermões) ultrapassa todos os escritores orientais e no Ocidente apenas se lhe pode comparar Santo Agostinho. O seu estilo junta a espiritualidade cristã com a elegância e forma helênicas.

As intrigas políticas levaram-no várias vezes ao exílio, onde morreu. Era o dia 14 de Setembro de 407. Somente em 438 os seus restos mortais foram transferidos de Comana do Ponto para Constantinopla. São João da “Boca de Ouro” deixou-nos vários escritos expondo a fé cristã e encorajando à vivência daquilo que Jesus ensinou.

“Porque se alguém procurasse considerar o que é um homem ainda envolto na carne e no sangue, ter o poder de se aproximar daquela feliz e imortal natureza, veria então quão grande é a honra que a graça do Espírito Santo concedeu aos sacerdotes. Pois por meio desses se exercem essas coisas e outras também nada inferiores, que dizem respeito à nossa dignidade e a nossa salvação.

A eles que habitam nessa terra e fazem nela sua morada, foi dado o encargo de administrar as coisas celestiais e receberam um poder que Deus não concedeu nem mesmo aos anjos e arcanjos, pois não foram a esses que foi dito: “Tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no Céu e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no Céu” (Mt18,18). Os que dominam nesse mundo possuem também o poder de atar, porém somente os corpos; mas a atadura de que falamos, diz respeito à própria alma e penetra os Céus; e as coisas que aqui na terra, o fazem os sacerdotes, Deus as ratifica lá nos Céus confirmando a sentença de seus servos.

Afinal o que mais lhes foi dado, senão todo o poder celestial? “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo. 20,23). Que poder maior do que esse alguém poderia receber? O Pai entregou ao Filho todo o poder, porém vejo que todo esse poder o Filho colocou nas mãos dos sacerdotes. É como se já tivessem sido trasladados aos Céus e erguendo-se sobre a natureza humana, livres de nossas paixões, tivessem sido elevados a tão grande poder.

Imagine se um rei proporcionasse tal honra a um de seus súditos, o qual por sua vontade encarcerasse, ou pelo contrário, livrasse das prisões a quem bem entendesse, será que esse não seria visto como um fortunado e respeitado por todos? E aquele que recebeu de Deus um poder infinitamente maior, mais precioso ao Céu do que à terra, mais precioso à alma do que ao corpo, será que para alguns tal honra possa parecer algo tão insignificante que não mereça consideração ou que se possa depreciar o benefício? Longe de nós tal loucura!

De fato, seria sem dúvida uma grande loucura depreciar uma dignidade tão grande, sem a qual não podemos obter nem a salvação, nem os bens que nos foram propostos, porque ninguém pode entrar no Reino dos Céus se não for regenerado pela água e pelo espírito (Jo. 3,5). E aquele que não come a carne do Senhor e não bebe seu sangue, está excluído da vida eterna. Nenhuma dessas coisas se faz pelas mãos de qualquer outro,senão por aquelas santas mãos do sacerdote. Como poderá pois alguém, sem o auxílio desses, escapar do fogo do Inferno ou chegar à conquista das coroas que lhes estão reservadas?

Esses pois são a quem foram confiados os partos espirituais e encomendados os filhos que nascem pelo Batismo. Através desses, nos revestimos de Cristo e nos unimos ao Filho de Deus tornando-nos membros daquela bem-aventurada Cabeça, de forma que para nós, com justiça eles devem ser respeitados não apenas mais do que os poderosos e reis, mas até mesmo mais do que nossos próprios pais, porque esses nos geraram pelo sangue e pela vontade da carne, enquanto os sacerdotes são os autores do nosso nascimento para Deus, para aquela ditosa geração da verdadeira liberdade e da adoção de filhos segundo a graça.”

São João Crisóstomo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja (+ Ponto, Ásia Menor, 407) Passou alguns anos como eremita solitário no deserto e depois foi sacerdote em Antioquia. Nomeado bispo e patriarca de Constantinopla, esforçou-se para moralizar o Clero, no qual havia desvios e escândalos, e chegou a depor bispos indignos. Denunciou também, corajosamente, abusos de autoridades civis.

Despertou, por tudo isso, antipatias em pessoas poderosas, tanto na ordem espiritual quanto na temporal. Foi, em conseqüência, duas vezes desterrado e morreu no exílio. Era amigo íntimo e tinha sido colega de estudos de Basílio Magno. Sua eloqüência extraordinária lhe valeu o título de Crisóstomo, que em grego significa “Boca de Ouro” e a designação, pelo Papa Pio X, como o patrono da eloqüência sagrada.

É considerado um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental e deixou uma produção intelectual abundante e variada, composta de aproximadamente 600 sermões e discursos.

São João Crisóstomo, rogai por nós.

12/09 – São Guido de Anderlecht

São Guido de Anderlecht

São Guido nasceu na região belga de Brabante. Manso e generoso, Guido mostrou desde muito jovem o seu desapego dos bens terrenos, dando tudo o que possuía aos pobres. Desejoso de vida ascética, deixou também a casa paterna e em Laken, perto de Bruxelas, escolheu o encargo de sacristão do vigário, para se tornar útil ao próximo e ao mesmo tempo se dedicar à oração e às piedosas praticas de ascese cristã. A certa altura da sua vida, não por desejo de lucro, mas para constituir um fundo a favor dos pobres, pôs-se a fazer comércio.

São Guido vestiu o hábito e peregrino e percorreu por sete anos as longas e inseguras estradas da Europa para visitar os maiores santuários da cristandade. Foi a Roma e depois prosseguiu para a Terra Santa. Quando retornava desta longa peregrinação doente e fraco, ficou na casa de um sacerdore de Anderlecht, cidadezinha perto de Bruxelas, da qual tomou o nome e morreu pouco tempo depois.

A São Guido, no decorrer dos séculos a devoção se difundiu. Assim sob a proteção do humilde sacristão, filho de camponeses, acolheram-se os trabalhadores da lavoura, camponeses, sacristãos, cocheiros. São Guido protege os estábulos, as escuderias e em particular os cavalos, que durante a festa anual de Anderlecht são benzidos ao término de uma procissão folclórica. Como parece ter morrido de disenteria seu nome é invocado pelos que sofrem desse mal.