27/05 – Santo Agostinho de Cantuária

by on mai.27, 2016, under Santos do dia

Santo Agostinho de Cantuária

Hoje comemora-se Santo Agostinho de Cantuária que viveu no século VI, cujo início foi na Grã-Bretanha. Foi junto com 40 monges, que no ano 597, São Gregório Magno enviou-os como missionários à Inglaterra, porém ao chegar a Lerins, soube que a situação era bastante complicada e teve medo de avançar e pediram ao papa que mudassem os planos. Para incentivar Santo Agostinho, São Gregório nomeou-o abade e logo depois quando chegou a gália, foi sagrado bispo.

Diferente ao que imaginava, a viagem aconteceu sem problemas e quando os missionários chegaram foram bem recebidos pelo rei Etelberto que para surpresa de todos solicitou o batismo arrastando também muitos súditos para a religião cristã. Receberam como residência a cidade de Cantuária ou Canterbury de onde surgiria a célebre abadia de São Pedro e São Paulo, que mais tarde será de Santo Agostinho. Foi nomeado arcebispo primaz da Inglaterra.

Santo Agostinho de Cantuária morreu no dia 26 de maio de 1605, e seu corpo esta sepultado em uma igreja que carrega o seu nome em Canterbury.

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26/05 – Santa Maria Ana de Paredes e São Filipe Néri

by on mai.26, 2016, under Santos do dia

Santa Maria Ana de Paredes

Comemoramos hoje Santa Maria de Paredes, que nasceu no dia 31 de outubro do ano de 1618, em Quito, Equador. Ficou órfão de pai aos quatro anos de idade e de mãe aos seis anos, ficando apenas com uma tia mais velha que a educou.

Tentou várias vezes a vida religiosa, pois desde muito cedo foi iniciada nos Exercícios de Santo Inácio de Loyola, desejando ser missionária em meio aos índios, ou como reclusa em algum convento. Seus tios resolveram então apoiá-la dando-lhe alguns cômodos da casa, os quais foram transformados em clausula por Santa Mariana, que passou ali a vida inteira recolhida nas suas penitências e orações, saindo apenas para participar das missas e ajudar os pobres, consolar os infelizes e os necessitados.

No ano de 1645, quando a epidemia assolava a cidade de Quito, ofereceu sua vida para ajudar as vítimas, ficando gravemente doente e morrendo neste mesmo ano.

Santa Mariana de Paredes é a primeira santa do Equador, tendo sido proclamada heroína nacional. Foi canonizada no ano de 1950 por Pio XII.

São Filipe Néri

Neste dia nós recordamos a santidade de vida do Santo da Alegria, que encantou a Igreja com seu jeito criativo e excêntrico de viver o Evangelho. Nascido em 1515, São Filipi Néri, foi morar com um tio negociante, que colocou diante de seus olhos a proposta de assumir os empreendimentos, mas acolheu as proposta do Senhor que eram bem outras.

Ao ir para Roma estudou Filosofia e Teologia, sem pensar no sacerdócio. Homem de caridade vendeu sua biblioteca e deu tudo aos pobres; visitava as catacumbas tinha devoção aos mártires e tudo fazia para ganhar os jovens para Deus, já que era afável, modesto e alegre, por isso fundou ainda como leigo, a irmandade da Santíssima Trindade.

São Filipe Néri que muito acolhia em Roma peregrinos, foi dócil em acolher o chamado ao sacerdócio que despertou-o para as missões nas Índias, porém seu Bispo lhe esclareceu que sua Índia era Roma. Como Santo da Jovialidade, simplicidade infantil e confiança na Divina Providência, Filipi fundou a Congregação do Oratório; foi vítima de calúnias; esquivou-se de ser cardeal, mas não da Salvação das Almas e do seu lema: Pecados e melancolia estejam longe de minha casa.

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25/05 – Santa Madalena Sofia Barat , Santa Maria Madalena de Pazzi , São Beda, São Cristóbal Magallanes Jara e São Gregório VII

by on mai.25, 2016, under Santos do dia

 

Santa Madalena Sofia Barat

Madalena Sofia nasceu prematura em Ivigny, na Borgonha, França, devido a um incêndio assustador que arrasou a casa vizinha a que moravam seus pais, na madrugada de 13 de dezembro de 1779. Se um incêndio marcou seu nascimento, o fogo da fé, presente em sua alma, contagiou muitas outras durante toda sua existência, que abrangeu o período da sangrenta e anticristã Revolução Francesa.

Com o imprevisto do nascimento prematuro sua mãe quase perdeu a vida, e Madalena, devido ao risco de morte que corria, foi batizada no mesmo dia, tendo como padrinho o irmão Luis, de doze anos, profundamente ligado aos ensinamentos cristãos. Madalena Sofia cresceu fraca fisicamente, mas com uma força interior marcante desde a infância.

Desde pequena aprendia as orações com facilidade e era sempre a primeira nas aulas de catecismo. Seu irmão e padrinho, estudante de teologia, foi promovido a subdiácono e nomeado professor do ginásio de Ivigny, levando consigo sua irmã e afilhada, para melhor prepara-la para a vida. Percebendo que Madalena aprendia com rapidez as matérias próprias do ginásio, Luis passou a lhe ensinar também latim, grego, italiano e espanhol.

Porém, chegou a Revolução Francesa. Igrejas e conventos eram fechados. Os cárceres ficaram lotados de sacerdotes e religiosos, incluindo Luis. Quando foi libertado, em 1795, ele se ordenou sacerdote e foi para Paris, acompanhado da irmã.

Trabalhando na reconstrução da Igreja aniquilada pela revolução, Madalena confiou sua orientação religiosa ao sábio e famoso padre Varin. Percebendo as necessidades da época e seguindo sua forte inspiração, Madalena fundou com a ajuda do padre, a Congregação do Sagrado Coração de Jesus, para o ensino gratuito de meninas pobres, em 1800. Junto com outras companheiras religiosas vestiu o hábito da ordem e, embora fosse a mais jovem da nova congregação, foi nomeada superiora.

A ordem passou a ter cada vez mais seguidoras e enfrentou muitas dificuldades até obter a aprovação canônica. Para manter as escolas gratuitas, Madalena as criava aos pares: uma para as meninas pobres e outra para as de classe rica, que custeava a primeira. Assim espalhou o carisma da congregação com suas missionárias enviadas pelo mundo.

Durante sessenta e três anos ela fundou cento e vinte e duas escolas, em dezesseis países. Até que pressentiu, três dias antes, sua própria morte. Pediu então exoneração do cargo para esperá-la, despediu-se das religiosas e nomeou sua substituta. Morreu no dia 25 de maio de 1865, em Paris.

Imediatamente vários milagres aconteceram e muitas conversões se sucederam, conforme constam dos registros que regeram sua canonização, proclamada em 1925. Santa Madalena Sofia Barat é festejada no dia de seu transito nos cinco continentes onde a congregação atua em quarenta e quatro países, inclusive no Brasil.

Santa Maria Madalena de PazziBatizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 02 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália. Tinha origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governava o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades, que a nobreza proporcionava.Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças. Alí por causa de uma grave doença teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena.A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas. Para que essas revelações não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que dizia nessas ocasiões.Um volumoso livro foi escrito com essas mensagens, que depois foi publicado com o nome de “Contemplações”, um verdadeiro tratado de teologia mística. Também ela, de próprio punho, escreveu muitas cartas dirigidas a Papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações para a inteira renovação da comunidade eclesiástica.Durante cinco anos foi provada na fé, experimentando a escuridão e a aridez espiritual. Até que no dia de Pentecostes do ano 1690 a luz do êxtase voltou, para a provação final: a da dor física. Seu corpo ficou coberto de úlceras que provocavam dores terríveis. A tudo suportou sem uma queixa sequer, entregando-se exclusivamente ao amor à Paixão de Jesus.

Morreu com apenas quarenta e um anos, em 25 de maio de 1607, no convento Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome, em Florença. Apenas dois anos mais tarde, foi canonizada, pelo Papa Clemente IX. O corpo incorrupto de Santa Maria Madalena de Pazzi, repousa na igreja do convento onde faleceu. Sua festa é celebrada no dia de seu transito.

São BedaTodas as informações que temos sobre o extraordinário Beda, foram escritas por ele mesmo no livro “História da Inglaterra”, um dos raros e mais completo registro da formação do povo inglês antes do século VIII, narradas assim:” Eu, Beda, servo de Cristo e sacerdote, e monge do mosteiro de São Pedro e São Paulo, da Inglaterra, nasci neste país. Aos sete anos fui levado ao mosteiro para ser educado pelos monges. Desde então passei toda a minha vida no mosteiro, e me dediquei sobretudo ao estudo da Sagrada Escritura. Além de cantar e rezar na Igreja, minha maior alegria foi poder me dedicar a aprender, a ensinar e a escrever. Aos dezenove anos recebi o diaconato e aos trinta o sacerdócio. Todos os momentos livres eu os dediquei a buscar explicações da Sagrada Escritura, especialmente extraídas dos escritos dos Santos Padres”.Além desses dados podemos acrescentar ainda, com segurança, que Beda nasceu no ano 672, tendo sido educado e orientado espiritualmente pelo próprio São Bento Biscop, abade do mosteiro, que impressionado com seus dons e inteligência o tratava como próprio filho, na cidade de Wearmouth.Cedo, Beda percebeu que um sermão podia ser ouvido por apenas algumas pessoas, mas podia ser lido por milhares delas e por muitos séculos. Por isso ele desejou escrever, e escreveu muito, sem se cansar, com cuidado e esmero no conteúdo e estilo, resultando em livros agradáveis de ler, verdadeiras obras literárias, sobre os mais variados temas indo do teológico ao intelectual.Ao todo foram sessenta obras sobre: teologia, filosofia, cronologia, aritmética, gramática, astronomia, música e até medicina. Mas Beda gostava de aprender, por isso pesquisava e estudava; e também de ensinar, por isso escrevia e dava aulas. Ajudou a formar várias gerações de monges, que atraídos pela linguagem simples, encantadora e acessível eram dirigidos, por meio dessas matérias para os ensinamentos de Deus.

O Papa Gregório II o chamou à Roma, para tê-lo como seu auxiliar, mas Beda implorou permanecer na solidão do mosteiro, onde ficou até seus últimos momentos de vida. Só saiu por poucos dias para estabelecer as bases da Escola de York, na qual depois estudou e se formou o famoso mestre Alcuíno, fundador da primeira universidade de Paris.

Ainda em vida era chamado de “Venerável Beda”, ou “Beda o Venerável”. Morreu com sessenta e três anos, na paz do seu mosteiro, no dia 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. Muitos séculos depois, pelo imensurável serviço prestado à Igreja, o Papa Leão XIII, em 1899, o proclamou Santo e Doutor da Igreja. São Beda, único Santo inglês que possui o título de Doutor da Igreja, é celebrado no dia 25 de maio.

São Cristóbal Magallanes Jara
Cristóbal nasceu em um pequeno rancho do município de Totaltiche, Jalisco, arquidiocese de Guadalajara, México, em 30 de julho de 1869. Até os dezenove anos de idade alí permaneceu estudando e trabalhando nos mais diversos serviços. Em 1888, matriculou-se no Seminário em Guadalajara, realizando o seu sonho de ser sacerdote ao ser designado para a paróquia de sua cidade natal.De temperamento sereno, tranqüilo e persistente, Cristóbal se tornou um sacerdote de fé ardente, prudente diretor de seus irmãos sacerdotes e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. Missionário entre os indígenas huicholes e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria. Mas, os acontecimentos políticos de 1917, alteraram o curso do país. Nesse ano foi promulgada a Constituição anticlerical do México, assinada pelo então presidente Venusiano Carranza, dando início às perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população no país.Apesar da Igreja, através do seu Episcopado, expressar seu desagravo às novas leis, nada pode fazer, ao contrário, foi vitimada pelo endurecimento nas perseguições. Isso gerou a reação da sociedade e os leigos se organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa, entrando em confronto, inclusive armado, com os integrantes do governo. Dez anos depois, em 1926, a situação só tinha piorado. O então presidente Plutarco Elias Calles, tornou a perseguição ainda mais violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas privadas e obras assistências de organizações religiosas. Os integrantes da Liga reagiram com vigor.Como esse movimento da Liga não foi coordenado pela Igreja, muitos sacerdotes preferiam não aderir, deixando o país ou mesmo abandonando suas atividades por um tempo. Porém, outros decidiram ficar firmes em seus postos, para atender os fiéis, mesmo arriscando as próprias vidas. E assim fez Cristóbal, que tinha para as vocações sacerdotais um cuidado extremado e um lugar especial no seu ministério. Quando os perseguidores da Igreja fecharam o Seminário de Guadalajara, ele se ofereceu para fundar em sua paróquia um Seminário com a finalidade de proteger, orientar e formar os futuros sacerdotes .Perseguido, em 25 de maio de 1927 foi fuzilado em Colotlán, Jalisco, diocese de Zacatecas. Antes, ainda confortou seu companheiro de martírio, padre Agustín Caloca, que tremia em frente ao carrasco, dizendo-lhe: “Fique tranqüilo filho, é apenas um momento e depois virá o céu”. À sua hora, dirigindo-se a tropa, exclamou: “Eu morro inocente, e peço a Deus que meu sangue sirva para a união de meus irmãos mexicanos”. O Papa João Paulo II, canonizou vários mártires mexicanos desse período, em 2000, inclusive Santo Cristóbal Magallanes Jara, que é celebrado neste dia.
 
São Gregório VII

Hoje comemoramos São Gregório, cujo verdadeiro nome era Hidelbrando de Soana, nascido em Toscana, Itália, no ano 1028. Era de família humilde e sua vocação teve início em Cluny. Por sua colaboração com os Papas Leão IX e Alexandre II foi nomeado abade de São Paulo, e foi proclamado papa pelo povo no ano de 1703, logo depois confirmado pelos cardeais.

São Gregório VII enquanto esteve como papa, lutou muito por algumas reformas, dentre elas, contra a simonia, que é a venda ou compra de um bem espiritual ou cargo; contra a nomeação do poder civil na nomeação dos bispos, dos abades e dos papas. essas reformas ganharam o nome de gregorianas, e sofreram muitas desaprovações, inclusive do clero.

São Gregório VII se exilou em Salerno, onde morreu e foi sepultado na Catedral, deixando uma frase famosa: “Amei a justiça e odiei a iniqüidade, por isso morro no exílio”. Foi canonizado no ano 1606.

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24/05 – Nossa Senhora Auxiliadora e São Vicente de Lérins

by on mai.24, 2016, under Santos do dia

Nossa Senhora Auxiliadora

Comemoramos hoje, Nossa Senhora Auxiliadora, cuja devoção remonta à vitória da armada cristã em 5/10/1571, comandada por D. João da Áustria que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, Pio V, incluiu na ladainha o título de Auxiliadora dos cristãos.

A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, tão logo foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte.

Oração; Santíssima e Imaculada Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com os seus afetos, o corpo com os seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos querer sempre trabalhar para dar a Deus uma grande alegria: a realização e felicidade de todas as pessoas.

Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão cara, tão amável, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte, e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém.

São Vicente de Lérins

As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu do mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V. Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica.

Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o Bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exercito para “espantar a banalidade e a soberba de sua vida para se dedicar somente à Deus na humildade cristã”. Vicente então optou pela vida monástica e nesta se despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.

Ingressou nesse mosteiro, fundado por Santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte à Cannes, já em idade avançada. Alí se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa. Transformou o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de Bispos e Santos para a Igreja. Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o “Commnitorium”, também conhecido como “manual de advertência aos hereges”. Mais tarde, Santo Roberto Belarmino definiu essa obra como “um livro de ouro”, porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica.

Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento. As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários. Sua obra, em especial a “Advertência aos hereges” teve uma grande difusão e repercussão atingindo os nossos dias.
Enaltecido pelos católicos e protestantes, porque traz toda a doutrina dos Padres analisadas nas fontes da fé cristã e todos os critérios da doutrina ortodoxa. Vicente era um grande polemista, respeitado inclusive pelo grande futuro doutor da Igreja, Santo Jerônimo, seu contemporâneo. Os dois travaram grandes debates através de uma rica corresponderia, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais.

Esse abade humilde e douto Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de inclui-lo num capítulo da sua famosa obra “Homens Ilustres”. Morreu no mosteiro no ano 450. A Igreja Católica dedica o dia 24 de maio a Santo Vicente de Lérins, celebrado na mesma data também no Oriente.

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23/05 – São João Batista de Rossi

by on mai.23, 2016, under Santos do dia

São João Batista de Rossi

São João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro do ano 1698 em Voltaggio, província de Gênova. Quando tinha 13 anos de idade, mudou-se para Roma, para morar com seu primo que já era sacerdote. Freqüentando com os jesuítas do Colégio Romano, mais terminou o curso de teologia em Minerva com os dominicanos.

No dia 8 de março de 1721, foi ordenado sacerdote e permanaceu por alguns anos dirigindo grupos de estudantes, criando em seguida a Pia União de Sacerdotes Seculares, a Casa de São Luiz Gonzaga (para moças carentes), Casa de Santa Galla (para rapazes). Seu povo eram os presos, os marginalizados, os desvalidos e os pobres. Era tão admirado pelos fiéis, que seu confessionário sempre tinha filas. Foi eleito cônego de Santa Maria, em Cosmedin.

Morreu no dia 23 de maio de 1764, muito pobre, tendo seu enterro sido custeado pela caridade alheia. Foi beatificado por Pio IX e canonizado no dia 8 de dezembro de 1881.

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22/05 – Santa Catarina de Gênova , Santa Júlia e Santa Rita de Cássia

by on mai.22, 2016, under Santos do dia

Santa Catarina de Gênova

No século XV, os partidos: guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade, por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da nobreza que pertenciam à essas facções políticas, já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de se submeter à essa situação, pois, seus pais: Tiago e Francisca, fidalgos do guelfi, a deram em casamento ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, do ghibellini.

A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de caráter duvidoso. Enquanto Catarina, com apenas dezesseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que ao invés de se casar desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera.

Ela viveu sob a influencia negativa do marido, divida entre as futilidades da corte e as obras de caridade. Um verdadeiro conflito entre os pecados e o remorso. Aos vinte e seis anos de idade, depois de visitar a irmã Limbânia no mosteiro, quando tudo lhe parecia perdido, sem solução e salvação, Catarina resolveu viver no seguimento de Jesus, para se dedicar aos pobres e aos doentes.

Sua conversão foi tão sincera, radical e transparente que Juliano se converteu também. Colocando todo seu patrimônio à disposição dos necessitados e deixando os palácios suntuosos, os dois ingressaram na Ordem terceira dos franciscanos e foram morar no hospital de Pammatone. Nessa época, devido às freqüentes invasões de conquistadores, os soldados haviam trazido a sífilis e a peste, que se tornaram epidemias crônicas, atingindo toda a população, rica e pobre. Eles passaram a cuidar desses doentes.

Catarina realizou o seu desejo de renovação espiritual praticando a caridade entre os mais contaminados e desenganados. Juliano depois de alguns anos morreu, em 1497. Ela continuou cada vez mais despojada de tudo, servindo à Deus na total entrega aos pobres mais doentes e abandonados.

Ao seu redor se juntou um grupo de seguidores entre os quais o humanista genovês Heitor Vernazza. Ela à todos dizia: “Não se encontra caminho mais breve, nem melhor, nem mais seguro para a nossa salvação do que esta nupcial e doce veste da caridade”. Enquanto isso a fama de sua santidade corria entre os fiéis.

Catarina nessa íntima comunhão com Deus foi premiada com dons especiais da profecia, conselho e cura. Em 1507, com o físico enfraquecido e pelo constante contato com os mais contaminados, adoeceu e nunca mais se recuperou. Morreu no dia 15 de setembro de 1510.

Logo o seu culto se propagou, sendo confirmado pelo Papa Clemente XII em 1737, quando canonizou Santa Catarina Fieschi Adorno, mais conhecida como Santa Catarina de Gênova. Ela é festejada pela diocese de Gênova no dia 12 de setembro. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 22 de maio.

Santa Júlia

Júlia nasceu no século V, em Cártago. Viveu feliz até que um dia, os vândalos chefiados pelo sanguinário rei Genserico invadiram sua cidade e a dominaram. Os pagãos devastaram a vida da comunidade como um furacão. Mataram muitos católicos, profanaram os templos, trucidaram os sacerdotes e venderam os cidadãos como escravos.

A vida de Júlia passou do paraíso ao inferno de forma rápida e terrível. De jovem cristã, nobre e belíssima, que levava uma vida tranqüila e em paz com Deus, viu-se condenada às mais terríveis privações. Mas, mesmo vendo trocadas a fortuna pela miséria, a veneração pelo desprezo, a independência pela obediência, enfim, a liberdade pela escravidão, Júlia não se abalou.

A tradição conta que ela foi vendida para Eusébio, um negociante sírio. Mas a bondade e a resignação da moça, que encontrava na fé cristã o bálsamo para todas as dores, comoveram seu amo, que passou a respeitá-la e exigir o mesmo de todos, nunca permitindo que fosse molestada. Chegou a autorizar até que ela dedicasse algumas horas do dia às orações e leituras espirituais.

Certa vez ele viajou para a Europa e, entre os vários escravos que o acompanhavam, estava a bela e inteligente Júlia. Na ilha francesa da Córsega realizavam-se festas pagãs quando a comitiva de Eusébio chegou. Ele e todos os demais se dirigiram a um templo dos deuses locais para prestar suas homenagens, mas Júlia recusou-se a entrar. Ajoelhou-se à porta do templo e passou a rezar para que Deus mostrasse aos pagãos a Palavra de Jesus, caminho da verdade.

A atitude chamou a atenção e chegou aos ouvidos do governador Félix. Este convidou Eusébio para um banquete e propôs comprar a escrava Júlia por um preço absurdo, ou trocá-la pelas quatro mais belas escravas do seu palácio. Contudo o comerciante recusou. Enraivecido pela paixão que Júlia despertara, embebedou o comerciante, cercou-o de mulheres exuberantes e tomou a escrava à força, enquanto Eusébio dormia.

Júlia se manteve firme e não se curvou. Recusou a liberdade oferecida pelo governador em troca do sacrifício aos deuses e de ceder aos seus desejos. Félix irado esbofeteou-a até que sangrasse abundantemente pelo nariz, depois mandou que fosse flagelada e, por fim, crucificada como Cristo e atirada ao mar. Quando Eusébio acordou era tarde.

Ela aceitou o sofrimento como uma forma de demonstrar à Deus seu amor, contribuindo para que o cristianismo crescesse e desse frutos, sem renegar a sua fé em Cristo, morrendo como seu Mestre. O seu corpo foi encontrado ainda pregado na cruz, boiando no mar pelos monjes do convento da ilha vizinha de Gor-gona. Depois eles o transportaram para a ilha, tiram-no da cruz, o ungiram e o colocaram num sepulcro.

Júlia não ficou esquecida alí, seu culto se difundiu e chegou à Itália. No ano 762, a rainha Ansa, esposa do rei lombardo Desidério, mandou trasladar as relíquias de Santa Júlia para a Brescia, propagando ainda mais sua veneração entre os féis. Um ano depois o Papa Paulo I consagrou à ela uma Igreja naquela cidade. A festa litúrgica de Santa Júlia, a mártir da Córsega, ilha da qual é a padroeira, ocorre no dia 22 de maio.

Santa Rita de Cássia

Não são poucos os santos que chegaram à santidade por meio de um longo processo de aperfeiçoamento espiritual através do que os moralistas acharam os “três estados de vida”: casamento, viuvez, vida religiosa. Na idade Moderna, poderíamos lembrar, entre outros, de S. Francisco de Borja, governador e duque, que se fez jesuíta depois de perder a esposa e casar seus filhos, chegando a ser terceiro geral da Companhia de Jesus; S. Afonso Rodrigues, também jesuíta, após a morte de sua esposa a de suas duas filhas; Santa Francisca Romana, fundadora das Oblatas de Maria; Santa Luíza de Marillac, fundadora das Irmãs da Caridade; Santa Francisca Fremiot de Chantal, fundadora das Salesas…

Santa Rita de Cássia (1381-1457) petenceu a este grupo, pois ela também foi casada, Viúva e religiosa. Há, contudo, uma diferença fundamental entre ela e os Santos acima mencionados: o casamento não foi para ela, como para Francisco de Borja ou Luíza de Marillac, uma etapa de harmonioso crescimento espiritual, mas um período de terrível provação.

Casada aos treze anos, teve de suportar durante dezoito longos anos os excessos de um marido duro e cruel. Quando morreu assassinado, Rita ofereceu a Deus a vida de seus dois filhos, João e Paulo Maria, determinados a vingar a morte do pai. Os dois morreram antes de consumar a vingança. Pede então ser admitida no convento das freiras agostinianas. E-lhe negado por não ser virgem. Insiste três vezes. A lenda revestiu poeticamente esse fato, fazendo-a ser introduzida no convento milagrosamente por seus três santos protetores. Por isso é invocada como advogada dos impossíveis.

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21/05 – Santo Eugênio de Mazemod

by on mai.21, 2016, under Santos do dia

Santo Eugênio de Mazemod

Carlos José Eugênio de Mazemod, este era seu nome de batismo. Ele nasceu na bela cidade Aix-en-Provance, sul da França, no dia 01 de agosto de 1782. Seu pai era um nobre e presidia a Corte dos Condes da Provença. Sua mãe pertencia à uma família burguesa muito rica. Teve duas irmãs: Antonieta e Elisabete, que morreu aos cinco anos de idade.

Sua infância foi tranqüila até 1790, quando a família teve que fugir da Revolução Francesa, deixando todos os bens e indo para a Itália, onde permaneceram durante onze anos, vivendo de cidade em cidade. Nesse período seus pais também se separam. A mãe deixou Eugênio com o pai na Itália e foi para a França, tentar reaver os bens confiscados.

Tudo isso influenciou a personalidade do menino, de maneira positiva e negativa, cujo reflexo foi uma séria crise de identidade na adolescência. Embora Eugênio antes do exílio tivesse dado mostras de sua vocação religiosa, ela foi sufocada por esses problemas e pela lacuna existente na sua formação intelectual, devido a falta de uma moradia fixa. Mas seu caráter forte permaneceu por toda a vida, como sua marca pessoal.

Foi através do padre Bartolo Zinelli, durante o período que morou em Veneza entre 1794 e 1797, que Eugênio teve contato concreto com a vida de fé. E ao retornar para a França em 1802, então com vinte anos de idade, amadureceu a idéia de ingressar para a vida religiosa, seguindo sua vocação primeira. Em 1808, entrou no seminário de São Sulpício em Paris, recebendo a ordenação em Amiens, três anos depois.

Retornou para sua cidade natal, dedicando seu apostolado à pregação. Levou a Palavra de Cristo aos camponeses pobres, aos prisioneiros e aos doentes abandonados, à todos dando os Sacramentos como único meio de recompor os valores cristãos, num momento novo para o país tão desgastado e sem rumo. Outros padres se juntam à ele nessa missão, por isso decidiu em 1816, fundar a “Sociedade dos Missionários da Provença”, que depois mudou o nome para “Oblatos de Maria Imaculada”, recebendo todas as aprovações da Igreja.

Eugênio foi então nomeado vigário geral da diocese de Marselha, da qual depois foi nomeado bispo, cargo que exerceu durante trinta e sete anos. Foram muitos os problemas com as autoridades que governaram Paris, com a elite social e até com alguns membros eclesiásticos que não concordavam com as regras de vida em comum, estabelecidas por ele.

Mas o povo pobre o queria, amava e respeitava. Assim continuou governando a diocese e os Oblatos, que se desenvolveram e foram pregar a Palavra de Cristo fora dos domínios da Europa, nos Estados Unidos, Canadá e México, depois também na África e na Ásia, levando esse carisma missionário da congregação.

Eugênio de Mazemod morreu no dia 21 de maio de 1861, na sua querida Marselha. Muitas foram as graças atribuídas à sua intercessão. O Papa João Paulo II o declarou santo em 1995. A solenidade contou com a presença de representantes dos sessenta e oito paises onde os Oblatos, já estavam fixados.

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20/05 – Colomba de Rieti (Bem-aventurada) e São Bernardino de Sena

by on mai.20, 2016, under Santos do dia

Colomba de Rieti (Bem-aventurada)

Angelina Guadanholi nasceu numa família da aristocracia italiana, no dia 02 de fevereiro de 1467, na cidade de Rieti. O dia do seu batizado foi marcante e muito curioso. No mesmo instante que o padre lhe ministrava o batismo desceu sobre sua cabeça uma pomba branca, talvez como um símbolo da infinidade de graças que o Espírito Santo colocou em sua alma. Por isso, ficou conhecida como Colomba, que significa “pomba”.

Colomba, desde a infância, consagrou seu coração e sua vida ao amor à Jesus Cristo, como fizeram São Domingos e Santa Catarina com quem conviveu e dos quais foi discípula. Por si mesma e com firmeza seguiu o caminho para a santidade. A tradição diz que, ainda no berço procurava se privar da amamentação. Sua infância foi repleta de penitências severas que só podem ser equiparadas àquelas dos adultos mais santificados. Aos dez anos ela consagrou sua virgindade à Jesus, mesmo sabendo que seus pais tinham assumido um casamento para ela. Mas, o acerto das núpcias foi desfeito quando apareceu com a cabeça raspada diante dos pais, que ficaram comovidos com a real vocação da filha.

Iniciou sua formação religiosa no convento dominicano da Ordem terceira, e teve como orientadores espirituais: Santa Catarina, a quem ela chama de “irmã”, e São Domingos de quem recebeu o hábito, em 1496. Colomba era de fato muito especial, além da alta capacidade contemplativa, contava com dons extraordinários, como o da profecia, do conselho, da cura e sabia perceber, como ninguém, os sentimentos da alma humana. Aos dezenove anos, atendendo uma inspiração foi para a cidade de Perúgia, onde fundou um convento dominicano da Ordem terceira, para a educação das jovens da nobreza. Mas, seu apostolado foi muito fecundo também fora do convento, onde se tornou uma verdadeira “pomba da paz e da concórdia” na luta que existia entre as poderosas famílias da nobreza, que disputavam a região. Colomba conseguiu impedir inúmeras lutas sangrentas que poderiam ter destruído, várias vezes, a cidade de Perúgia.

Ela morreu aos trinta e três anos de idade, no dia 20 de maio de 1501, no convento que havia fundado em Perúgia. Em 1627, foi beatificada pelo papa Urbano VIII, que declarou Colomba de Rieti, padroeira de Perúgia.

São Bernardino de Sena

Hoje comemoramos São Bernardino de Sena, nascido em Massa Carrara, perto de Sena no ano de 1380. Ficou órfão de mãe quando tinha apenas três anos de idade, e o seu pai aos sete anos. Era descendente de uma influente família italiana, Albizzedchi, e foi criado por suas tias que eram muito rígidas. Freqüentou universidade e ingressou na Ordem Franciscana aos 22 anos no convento de Colombaio. Era muito devoto de Nossa Senhora.

São Bernardino depois de sua ordenação como padre, percorrendo toda a Itália, pregando o Evangelho. Seus sermões era concorridíssimos e sempre surdiam efeitos maravilhosos nas pessoas, propagava a devoção ao nome de Jesus, simbolizada pelas três letras iniciais do nome de Jesus: JHS (Jesus Salvador dos Homens), que hoje são conhecidas por todos os católicos do mundo inteiro. Ele foi um dos mais famosos pregadores da Itália do século XV, assim como São Vicente Ferrer e São João de Capistrano.

São Bernardino morreu aos 64 anos de idade em Áquila, onde está sepultado, no ano de 1444.

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19/05 – Agostinho Novello (Bem-aventurado), Santo Ivo, São Pedro Celestino e

by on mai.19, 2016, under Santos do dia

agostinho-novello-bem-aventuradoAgostinho Novello (Bem-aventurado)

Mateus nasceu na cidade de Termini Imerese, antiga Terano, na Sicília, Itália, próximo do ano 1240. Era filho de um alto funcionário daquela corte, e foi enviado pelos pais à universidade de Bolonha para estudar Direito civil e eclesiástico. Um dos seus companheiros de estudos foi o futuro rei Manfredi do reino da Sicília. Este quando seu pai morreu e assumiu o trono, mandou chamar o amigo para ser seu chanceler. Nessa corte, Mateus se distinguiu pela notável cultura e humildade.

Em 1266, o rei Manfredi morreu num combate, e Mateus teve de fugir, mesmo ferido como estava. Sentindo o chamado de Deus, decidiu mudar de vida, mas ocultando sua origem e cultura. Foi procurar acolhida no convento dos agostinianos de Siena, no qual vestiu o hábito como um simples irmão leigo tomando o nome de Agostinho.

Frei Agostinho viveu algum tempo muito feliz no convento como um pobre analfabeto e um frade sem grande inteligência. Mas sua identidade foi descoberta quando houve necessidade de defender os direitos do convento numa demanda jurídica. O fato chegou ao conhecimento do Geral da Ordem, então Clemente de Osimo, que pediu sua transferência para a Cúria da Ordem em Roma. Alí ordenou-se sacerdote, e logo em seguida ganhou o apelido de Novello, porque à exemplo do grande Santo Agostinho na sua época, ele se distinguia pela apurada e precisa compreensão da doutrina cristã. Pouco depois foi nomeado pelo Papa Nicolau IV para o cargo de Penitente Apostólico e seu confessor particular. Cargo e função que exerceu junto aos pontífices que se seguiram: Celestino V e Bonifácio VIII.

Nesse meio tempo auxiliou a Cúria Romana na elaboração das Constituições de 1290. Eleito Geral da Ordem em 1298 permaneceu no cargo dois anos, quando pediu sua renuncia. Esse notável Superior dos agostinianos se retirou para o Ermo de São Leonardo, em Siena, continuando sua vida totalmente dedicada à serviço de Deus. No Ermo, Agostinho Novello auxiliou na fundação da Ordem dos Clérigos Hospitaleiros destinados ao serviço dos doentes terminais. Morreu com fama de santidade no dia 19 de maio de 1309, no Ermo de São Leonardo onde foi sepultado, em Siena.

A fama de sua intercessão em muitos milagres deu início ao seu culto no dia de sua morte. De tal modo que suas relíquias foram transferidas para a igreja de Santo Agostinho, na cidade de Siena. Em 1759, o Papa Clemente XIII o beatificou e manteve o dia do culto ao Beato Agostinho Novello. Em 1977 as suas relíquias foram trasladadas para a igreja construída e dedicada à ele, pelos habitantes de Termini Imerese, sua cidade natal. Beato Agostinho Neovello também foi escolhido por eles para ser o seu padroeiro celestial.

santo-ivoSanto Ivo

Hoje comemoramos, Santo Ivo, que nasceu nas proximidades de Treguier, Na Baixa Bretanha, no dia 13 de outubro de 1253. Foi para Paris, cursar filosofia e teologia quando tinha apenas 14 anos, e Orléans, cursar direito civil e direito canônico. Foi ordenado sacerdote e convidado a ser o conselheiro jurídico e juíz eclesiástico na diocese de Rennes por quatro anos. Era chamado o Advogado dos Pobres.

Em uma de suas defesas, livrou uma mulher inocente da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final. Ela teria sido vítima de dois ladrões que haviam entregue a ela uma mala cheia de dinheiro pedindo para que ela guardasse e somente entregasse na presença dos dois. Para colocá-la na prisão, um dos ladrões conseguiu que a mulher lhe entregasse a mala e o segundo a levou ao tribunal acusando-a de roubo. Santo Ivo foi ao tribunal e conseguiu salvá-la da prisão.

Ele mesmo ia buscar nos castelos o cavalo, o carneiro roubado dos pobres sob o pretexto de impostos não pagos. Depois desse período, Santo Ivo foi nomeado sacerdote e lhe foi confiada a paróquia de Treguier, foi mais tarde reitor de Louannec, desenvolvendo intensa atividade pastoral. Mais tarde, instalou-se no solar de Kermartin dedicando-se a oração e penitência.

Santo Ivo morreu no dia 19 de maio de 1303 e inúmeros milagres são operados sobre o seu túmulo na Catedral de Treguier.

sao-pedro-celestinoSão Pedro Celestino

Pedro nasceu em 1215 na província de Isernia, Itália de pais camponeses com muitos filhos. Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos de Faifoli, assim que terminou os estudos, retirou-se para um local ermo, onde viveu por alguns anos. Depois foi para Roma recebendo o sacerdócio em 1239. Entrou para a Ordem Beneditina e, com licença do abade, voltou para a vida de eremita. Assumiu então o nome de Pedro de Morrone, pois foi viver no sopé do morro do mesmo nome, onde levantou uma cela vivendo de penitências e orações contemplativas.

Em 1251 fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores. Assim, ele fundou uma nova Ordem, mais tarde chamada “dos Celestinos”, conseguindo pessoalmente a aprovação do Papa Leão IX, em 1273.

Em 1292 morreu o Papa Nicolau V e, após um conclave que durou dois anos, ainda não se tinha chegado a um consenso para sua sucessão. Nessa ocasião receberam uma carta contendo uma dura reprovação por esse comportamento, pois a Igreja precisava logo de um chefe. A carta era de Pedro de Morrone e os cardeais decidiram que ele seria o novo Papa, sendo eleito em 1294 com o nome de Celestino V. Entretanto, a sua escolha foi política e por pressão de Carlos II, rei de Nápoles. Com temperamento para a vida contemplativa e não para a de governança, o erro de estratégia logo foi percebido pelos cardeais.

Pedro Celestino exerceu o papado durante um período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis. Reconhecendo-se deslocado, renunciou em favor do Papa Bonifácio VIII, seu sucessor. Isso gerou nova crise, com o poder civil ameaçando não reconhecer nem a renúncia nem o novo Sumo Pontífice. Para não gerar um cisma na Igreja, Pedro Celestino aceitou humildemente ficar prisioneiro no Castelo Fumone. Ali permaneceu até sua morte.

Dez meses depois de seu confinamento, Pedro Celestino teve uma visão e ficou sabendo o dia de sua morte. Assim, recebeu os Santos Sacramentos e aguardou por ela, que chegou exatamente no dia e momento previstos: 19 de maio de 1296. Logo, talvez pelo desejo de uma reparação, a Igreja declarou Santo Papa Pedro Celestino, já em 1313.

A Ordem dos Celestinos continuou se espalhando e crescendo, chegando a atingir, além da Itália, a França, a Alemanha e a Holanda. Mas, depois da Revolução Francesa, sobraram poucos conventos da Ordem, na Europa.

sao-crispim-de-viterboSão Crispim de Viterbo

Pedro nasceu em Viterbo aos 13 de novembro de 1668, na Itália. Era filho de Ubaldo Fioretti e Márcia, que viúva, já tinha uma filha. Porém, Ubaldo também faleceu logo depois, deixando Pedro órfão ainda muito pequeno. Assim, Márcia novamente viúva casou-se com o irmão de Ubaldo, o sapateiro Francisco, do qual as crianças eram muito afeiçoadas. Francisco assumindo o lugar paterno, encaminhou o menino para estudar na escola dos padres jesuítas e o fez seu aprendiz na sapataria.

Entretanto, Pedro demonstrava uma vocação religiosa muito forte, sendo fervoroso devoto de Jesus Cristo e de Maria. Em 1693, vestiu o hábito dos capuchinhos, tomando o nome de Frei Crispim de Viterbo, em homenagem ao Santo padroeiro dos sapateiros.

Até 1710, serviu em vários mosteiros de Tolfa, Roma e Albano, quando foi definitivamente para Orvietto. Versátil exerceu várias funções, como cozinheiro, enfermeiro, encarregado da horta e além disso passou a esmolar de porta em porta. Foram quarenta anos de vida de humildade, penitência e alegria, contagiando todos que tiveram a felicidade de sua convivência e conselho.

Era um homem amante da pobreza, contemplativo, gentil e caridoso, sabia encontrar as palavras e atitudes justas quando era preciso advertir quem quer que fosse, agindo como um sábio e mestre. Suas atenções eram para os pequeninos, pecadores, pobres, encarcerados, doentes, velhos e crianças abandonadas.

Sua longa vida foi conduzida para o caminho do otimismo, alegria e amor a Deus e à Nossa Senhora, louvados e cantados de dia e de noite, em todas as circunstancias sempre. Era todo repleto do Espírito Santo. São tão vastos seus ditos, poemas e orações que se perpetuaram entre os devotos. Como este que ensinava aos jovens: “Filhinhos, trabalhai quando ainda são jovens, e sofrei com boa vontade, porque quando alguém é velho, não lhe resta senão a boa vontade”. E ainda o que exortava a todos : “Ama a Deus e não fracassarás, fazei por bem e deixa que falem”.

Aos oitenta e dois anos de idade, muito doente, sofrendo de artrite nas mãos e pés, além de um grave mal que lhe atingiu o estômago foi enviado para Roma, onde morreu no dia 19 de maio de 1750, pedindo perdão aos irmãos caso os tivessem ofendido. Uma de suas frases resume bem o seu carisma de vida: “Quem ama Deus com pureza de coração, vive feliz e, depois, contente morre!”

Os milagres por sua intercessão foram muitos e a devoção popular se propagou por todo o mundo católico onde as famílias franciscanas estão instaladas. Foi beatificado em 1806, pelo papa Pio VII, que marcou sua festa para o dia de sua morte. Depois, em 1982, São Crispim de Viterbo foi canonizado pelo Papa João Paulo II e se tornou o primeiro Santo que este Papa alçou à veneração dos altares da Igreja.

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18/05 – São Félix de Cantalice, São João I e São Leonardo Murialdo

by on mai.18, 2016, under Santos do dia

São Félix de Cantalice

São Félix de Cantalice nasceu no ano de 1513, em Catalice, era filho de humildes camponeses, tendo sido sua infância de trabalho árduo no campo. Foi muito admirado pela sua humildade e simplicidade de vida por seus amigos São Felipe Neri, e São Carlos Borromeu.

Voltado à oração, e com sua inclinação religiosa, aos 27 anos, entrou em um convento de capuchinhos, na qualidade de irmão converso. Foi mais tarde enviada a Roma, onde passou 40 anos fazendo parte de um convento, pedindo esmolas para distribui-las aos pobres e doentes para confortá-los a noite.

São Félix de Cantalice morreu com 74 anos, no dia 18 de maio de 1587 e foi canonizado no ano de 1709.

São João I

João nasceu em Túsculo, uma província da Itália. Foi eleito sucessor do Papa Hormisda, em 523, e costuma ser identificado como João Diácono, autor da epístola “Ad Senartun”, importante para a história da liturgia batismal. É reconhecido também pela autoria de “A Fé Católica”, transmitida pelos antigos, entre as obras do filósofo e mártir São Severino Boécio, cujo trabalho exerceu grande influencia sobre São Tomás dÁquino. Vejamos qual foi a situação herdada pelo Papa João I.

O Papa Hormisda e o imperador Justino, tinham feito cessar o cisma entre Roma e Constantinopla, que iniciara em 484, com o então imperador Zenão, através do que parecia impossível: um acordo entre católicos e arianos. Com esse esquema obtivera bons resultados político, pois os godos eram arianos.

Porém, no final de 524, o imperador Justino publicou um decreto ordenando o fechamento das igrejas arianas de Constantinopla e a exclusão dos arianos de toda a função civil e militar.

Roma era então governada pelo imperador Teodorico, o grande, o rei dos bárbaros arianos que tinha invadido a Itália. Ele obrigou o Papa João I a viajar à Constantinopla para solicitar ao imperador Justino a revogação daquele decreto.

Apesar de o imperador Justino ter-se ajoelhado perante o primeiro Sumo Pontífice a pisar em Constantinopla, ele não conseguiu demovê-lo da perseguição aos arianos. A solicitação foi atendida apenas em parte, o imperador concordou em devolver as igrejas confiscadas aos arianos, mas manteve o impedimento dos arianos convertidos ao catolicismo, poderem retornar ao arianismo.

Com o fracasso de sua missão, o Papa João I despertou a ira do imperador Teodorico. Assim, quando colocou os pés em Roma foi detido e aprisionado em Ravena, onde morreu no dia 18 de maio de 526. Foi então declarado mártir da Igreja.

São Leonardo Murialdo

Leonardo Murialdo nasceu na Itália no dia 26 de outubro de 1828 e, aos cinco anos já era órfão de pai. A família era abastada, numerosa, profundamente cristã e muito tradicional em Turim, sua cidade natal. Isso lhe garantiu uma boa formação acadêmica e religiosa. A mãe, sua primeira educadora, o enviou para Savona para estudar no colégio dos padres Scolapi.

Na adolescência, atravessou uma séria crise de identidade, ficando indeciso entre ser um oficial do rei Carlos Alberto ou engenheiro. Mas a vida dos jovens pobres e órfãos, sem oportunidades e perspectivas lhe trazia grandes angústias e desejava fazer algo por eles. Por isso Leonardo escolheu o caminho do sacerdócio e da caridade, para aplacar essa grande inquietação de sua alma. Com muito estudo tornou-se doutor em teologia em 1850 e depois foi ordenado sacerdote, em 1851.

Seus primeiros anos de ministério se distinguiram pela dedicação à catequese das crianças e à criação de vários orfanatos dedicados aos jovens pobres da periferia, aos órfãos e abandonados. A sua mentalidade aberta e o trabalho voltado à juventude lhe trouxeram o convite para ser reitor do Colégio de Jovens Artesãos, o qual aceitou com amor.

Na direção do colégio, Leonardo instaurou um clima de moralidade, harmonia, formação religiosa e disciplina familiar, apoiado por competentes colaboradores, leigos e religiosos. Com essa política, assegurou a muitos jovens o acesso a uma adequada formação cristã, cultural e profissional. Ali os jovens, assistidos de perto por Leonardo, ingressavam com a idade de oito anos e recebiam formação até os vinte quatro anos, quando conseguiam um trabalho qualificado.

O êxito da sua pedagogia do amor fez com que o pequeno colégio crescesse em tamanho e em expressão. Surgiram de várias partes da Itália solicitações para a criação desses colégios de apoio à juventude. Nesse momento, Leonardo criou a Pia Sociedade Turinense de São José, mais conhecida como Congregação de São José, que se espalhou pela Europa, África e Américas.

A entrega total à essa missão e as extenuantes horas de trabalho lhe custaram graves danos à saúde. Em 30 de março de 1900, depois de várias crises de pneumonia, Leonardo morreu. Em 1970 foi canonizado pelo Papa Paulo VI. A festa de São Leonardo Murialdo foi designada para o dia 18 de maio.

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