Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria

sagrado coracao de jesus 3Imaculado Coração de Maria 3

Liturgia diária – 05/09/2010

  • Cor Verde.
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  • 23º DOMINGO do Tempo Comum
  • 1ª Leitura – Sb 9,13-18 (gr.13-18b)
    Quem pode conhecer os desígnios do Senhor?
    Leitura do Livro da Sabedoria 9,13-18 (gr.13-18b)

    13Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus?
    Ou quem pode imaginar o desígnio do Senhor?
    14Na verdade, os pensamentos dos mortais são tímidos
    e nossas reflexões incertas:
    15porque o corpo corruptível torna pesada a alma
    e, tenda de argila, oprime a mente que pensa.
    16Mal podemos conhecer o que há na terra,
    e com muito custo compreendemos
    o que está ao alcance de nossas mãos;
    quem, portanto, investigará o que há nos céus?
    17Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio,
    sem que lhe desses Sabedoria
    e do alto lhe enviasses teu santo espírito?
    18Só assim se tornaram retos
    os caminhos dos que estão na terra,
    e os homens aprenderam o que te agrada,
    e pela Sabedoria foram salvos’.
    Palavra do Senhor.

    Salmo – Sl 89,3-4.5-6.12-13.14 17 (R.1)
    R.Vós fostes, Ó Senhor, um refúgio para nós.

    3Vós fazeis voltar ao pó todo mortal,*
    quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’
    4Pois mil anos para vós são como ontem,*
    qual vigília de uma noite que passou. R.

    5Eles passam como o sono da manhã,*
    6são iguais à erva verde pelos campos:
    De manhã ela floresce vicejante,*
    mas à tarde é cortada e logo seca. R.

    12Ensinai-nos a contar os nossos dias,*
    e dai ao nosso coração sabedoria!
    13Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis?
    Tende piedade e compaixão de vossos servos! R.

    14Saciai-nos de manhã com vosso amor,*
    e exultaremos de alegria todo o dia!
    17Que a bondade do Senhor e nosso Deus
    repouse sobre nós e nos conduza!*
    Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho. R.

    2ª Leitura – Fm 9b-10.12-17
    Recebe-o, não mais como escravo
    mas como um irmão querido.
    Leitura da Carta de São Paulo a Filêmon 9b-10.12-17
    Caríssimo:
    9bEu, Paulo, velho como estou
    e agora também prisioneiro de Cristo Jesus,
    10faço-te um pedido em favor do meu filho
    que fiz nascer para Cristo na prisão, Onésimo.
    12Eu o estou mandando de volta para ti.
    Ele é como se fosse o meu próprio coração.
    13Gostaria de tê-lo comigo,
    a fim de que fosse teu representante para cuidar de mim
    nesta prisão, que eu devo ao evangelho.
    14Mas, eu não quis fazer nada sem o teu parecer,
    para que a tua bondade não seja forçada,
    mas espontânea.
    15Se ele te foi retirado por algum tempo,
    talvez seja para que o tenhas de volta para sempre,
    16já não como escravo,
    mas, muito mais do que isso, como um irmão querido,
    muitíssimo querido para mim
    quanto mais ele o fôr para ti,
    tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor.
    17Assim, se estás em comunhão de fé comigo,
    recebe-o como se fosse a mim mesmo.
    Palavra do Senhor.
    Evangelho – Lc 14,25-33
    Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo
    o que tem, não pode ser meu discípulo!
    + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 14,25-33
    Naquele tempo:
    25Grandes multidões acompanhavam Jesus.
    Voltando-se, ele lhes disse:
    26′Se alguém vem a mim, mas não se desapega
    de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos,
    seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida,
    não pode ser meu discípulo.
    27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim,
    não pode ser meu discípulo.
    28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre,
    não se senta primeiro e calcula os gastos,
    para ver se tem o suficiente para terminar?
    Caso contrário,
    29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar.
    E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo:
    30′Este homem começou a construir
    e não foi capaz de acabar!’
    31Ou ainda:
    Qual o rei que ao sair para guerrear com outro,
    não se senta primeiro e examina bem
    se com dez mil homens poderá enfrentar o outro
    que marcha contra ele com vinte mil?
    32Se ele vê que não pode,
    enquanto o outro rei ainda está longe,
    envia mensageiros para negociar as condições de paz.
    33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós,
    se não renunciar a tudo o que tem,
    não pode ser meu discípulo!’
    Palavra da Salvação.

    04/09 – Santa Rosália

    Santa Rosália

    Santa Rosália, nasceu em Palermo, e viveu por alguns anos na corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília ( 1154-1156). Obtido como presente da rainha o monte Pellegrino, Rosália estabeleceu aí sua morada, ou melhor, escolheu-o como lugar de retiro, pela áspera solidão que ofereciam seus penhascos rochosos, inclinados sobre o mar azul. Levou vida de penitência, sendo enterrada nesse local, provavelmente depois de haver procurado outros lugares ainda mais escondidos das distrações do mundo, seguindo os exemplos dos antigos anacoretas.

    A padroeira de Palermo, que desfruta de grande devoção na Sicília ao lado das mártires Águeda de Catânia e Lúcia de Siracusa, não tem história igualmente rica de testemunhas e tradições. Otávio Gaietani, um estudioso morto em 1629, lamentava por não ter achado sinais desta santa deixados pelos antepassados, mais três anos após sua morte, parece que a própria santa se incumbiu de preencher essa lacuna aparecendo em outubro de 1623 a uma mulher doente, pedindo que fosse em peregrinação à igrejinha no monte Pellegrino, áspero promontório que fecha do lado do poente em golfo de Palermo. A mulher obedeceu ao desejo de Santa Rosália, que lhe apareceu novamente e indicou-lhe o lugar onde estavam escondidos seus restos mortais. No dia 15 de julho a procura teve êxito, tendo gerado dúvidas que se tratasse de restos humanos, o arcebispo de Palermo, Giannetino Doria, constituiu uma comissão de peritos, composta de médicos e teólogos, que a 11 de fevereiro de 1625 se pronunciou pela autenticidade das relíquias. Isso reacendeu a devoção popular e Urbano VIII, em 1630, inseriu o nome da Santa no Martirológio Romano a 15 de Julho e a 4 de Setembro.

    No dia 25 de agosto de 1624, quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, enquanto executavam trabalhos no covento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam numa gruta uma inscrição latina, muito rudimentar, que dizia:”Eu, Rosália Sinibaldi, filha das roas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquina.”

    03/09 – S. Gregório Magno e Santo Marino

    S. Gregório Magno

    Pedro foi “a pedra” sobre a qual o cristianismo se edificou. Mas para isso foi usada uma argamassa feita da dedicação e da fé de muitos cristãos que o sucederam. Assim, a Igreja Católica se fez grande devido aos grandes papas que teve, dentre os quais temos o papa Gregório, chamado “o Magno”, ou seja, o maior de todos, em sabedoria, inteligência e caridade.

    Nascido em 540, na família Anícia, de tradição na Corte romana, muito rica, influente e poderosa, Gregório registrou de maneira indelével sua passagem na história da Igreja, deixando importantíssimas realizações, como, por exemplo, a instituiuição da observância do celibato, a introdução do pai-nosso na missa e o famoso “canto gregoriano”. Foi muito amado pelo povo simples, por causa de sua extrema humildade, caridade e piedade.

    Sua vocação surgiu na tenra infância, sendo educado num ambiente muito religioso – sua mãe, Sílvia, e duas de suas tias paternas, Tarsila e Emiliana, tornaram-se santas. As três mulheres foram as responsáveis, também, por sua formação cultural. Quando seu pai, Jordão, morreu, Gregório era muito jovem, mas já havia ingressado na vida pública, sendo o prefeito de Roma.

    Nessa época, buscava refúgio na capital um grupo de monges beneditinos, cujo convento, em Montecassino, fora atacado pelos invasores longobardos. Gregório, então, deu-lhes um palácio na colina do Célio, onde fundaram um convento dedicado a santo André. Esse contato constante com eles fez explodir de vez sua vocação monástica. Assim, renunciou a tudo e foi para o convento que permitira fundar, onde vestiu o hábito beneditino. Mais tarde, declararia que seu tempo de monge foram os melhores anos de sua vida.

    Como sua sabedoria não poderia ficar restrita apenas a um convento, o papa Pelágio nomeou-o para uma importante missão em Constantinopla. Nesse período, Gregório escreveu grande parte de sua obra literária. Chamado de volta a Roma, foi eleito abade do Convento de Santo André e, nessa função, ganhou fama por sua caridade e dedicação ao próximo.

    Assim, após a morte do papa Pelágio, Gregório foi eleito seu sucessor. Porém, de constituição física pequena e já que desde o nascimento nunca teve boa saúde, relutou em aceitar o cargo. Chegou a escrever uma carta ao imperador, pedindo que o liberasse da função. Só que a carta nunca foi remetida pelos seus confrades e ele acabou tendo de assumir, um ano depois, sendo consagrado em 3 de setembro de 590.

    Os quatorze anos de seu pontificado passaram para a história da Igreja como um período singular. Papa Gregório levou uma vida de monge, dispensou todos os leigos que serviam no palácio, exercendo um apostolado de muito trabalho, disciplina, moralidade e respeito às tradições da doutrina cristã. No comando da Igreja, orientou a conversão dos ingleses, protegeu os judeus da Itália contra a perseguição dos hereges e tomou todas as atitudes necessárias para que o cristianismo fosse respeitado por sua piedade, prudência e magnanimidade.

    Morreu em 64, sendo sepultado na basílica de São Pedro. Os registros mostram que, durante o seu funeral, o povo já aclamava santo o papa Gregório Magno, honrado com o título de doutor da Igreja. Sua festa ocorre no dia em que foi consagrado papa.

    Santo Marino

    Nas últimas décadas do século III, dois cristãos chamados: Marino e Leão, procedentes da ilha de Arbe na Dalmacia, viajaram para Rimini, Itália, atraídos pela oportunidade de trabalhar como escultores, onde evangelizaram a região e ali morreram. Os dados que temos alem destes fazem parte de uma vigorosa tradição cristã.

    Ela nos conta que, assim que Marino chegou, procurando pedras para o seu trabalho, descobriu a região do Monte Titano ficando maravilhado pela imponência do Monte e beleza do local, tanto assim que sempre que podia voltava para lá. Além trabalhar no seu ofício, ele desenvolvia a missão de converter a população riminiense ao cristianismo. Devido a esta atividade, certa vez, uma senhora pagã, maldosa e sem caráter, querendo impedí-lo de propagar a religião, dizendo ser sua esposa o acusou às autoridades de professar o Cristianismo.

    Como era época de perseguição aos cristãos imposta pelo imperador Diocleciano, ele foi obrigado a se refugiar na floresta do Monte Titano, a qual conhecia muito bem. Todavia a citada senhora foi atrás dele tentando dar crédito às suas acusações. Marino não encontrou outra maneira de se defender dela, a não ser com suas orações e jejum, aguardando por um milagre da Providência Divina. E ele chegou. A senhora vendo sua total entrega à vontade de Deus, se converteu e se redimiu. Voltou à Rimini, onde se explicou às autoridades e à população.

    A tradição narra também que Marino e Leão, para evitar outras experiências daquele tipo, se retiram para junto de uma pequena comunidade que vivia no alto do Monte Titano, estabelecendo a região como seu definitivo refúgio. Depois, Leão se transferiu sozinho no vizinho Monte Feretrio, atual Montefeltro. Mas o terreno onde ficou Marino era de propriedade de Dona Felicíssima, uma das mais influentes matronas da comunidade, cujo filho Veríssimo amante da caça, decidiu fazer de Marino sua presa. Ao ser encontrado, ele se defendeu da violência somente com a força das orações ao Senhor; foi escutado imediatamente, pois quando o jovem tentou atingí-lo, ficou paralisado como uma estátua.

    Sabendo do fato prodigioso, a mãe, Dona Felicíssima, foi em seu socorro, suplicando à Marino o perdão pelo ato tão violento do filho Veríssimo que, graças ao desespero da mãe e a intercessão das orações de Marino, voltou à normalidade. Depois, ele converteu todos da família de Dona Felicíssima que doou à Marino as terras daquela região do Monte Titano. Além disto, pelo seu trabalho de pregação e a conversão de cristãos, o Bispo de Rimini, Gaudêncio, também venerado com Santo, conferiu à Marino a ordem do diaconato.

    Marino morreu no ano 366. Foi sepultado na igreja que ele mesmo havia erguido e dedicado à São Pedro, atualmente dedicada à São Marino. O local tornou-se meta de uma peregrinação tão vigorosa que seu culto foi reconhecido pela Igreja pela devoção dos fiéis, sendo festejado no dia 03 de setembro. O mais interessante é que da sua atuação evangelizadora frutificou em um país. Assim na História de Igreja, São Marino é o único Santo fundador de um país e padroeiro da República que leva o seu nome, a pequenina e bela República de São Marino.

    02/09 – Santa Dorotéia e Santa Ingrid

    Santa Dorotéia

    Santa Dorotéia nasceu em Cesaréia da Capadócia. Seus pais foram martirizados. De educação esperada, aliava à riqueza invejáveis dotes e sumamente bela. A jovem vivia em jejum e oração.

    O governador Fabrício havia recebido ordens do imperador para exterminar todos os cristãos religiosos. Denunciada ela foi uma das primeiras vítimas, apesar de não aparecer muito em público, era considerada uma verdadeira apóstola de Cristo, pelas atividades que desenvolvia junto aos cristãos. Foi intimada, perante o governador, a oferecer sacrifício aos deuses. Movida pela ousadia, ela confessou sua fé destemidamente. Fabrício irritado ordenou que fosse estendida no cavalete, esbofeteando-a. Vendo que ela continuava a manifestar a sua alegria, formulou a sentença: “Ordenamos que Dorotéia, jovem repleta de orgulho, que recusou sacrificar aos deuses imortais e conservar assim a sua vida, desejosa de morrer por um homem chamado Jesus Cristo, morra a espada.”

    Ao sair do pretório, um advogado, chamado Teófilo, à sua passagem lhe disse: “Dorotéia, esposa de Cristo, envia-me do jardim de teu Esposo frutos ou rosas.” Ela respondeu: Crê de todo o coração no Deus por cujo nome sofro tudo isto, e te enviarei o que pedes.” e chegando ao lugar do martírio, pediu ao carrasco instantes para rezar, e percebendo na multidão um menino, chamou-o e lhe entregou em suas mãos o lenço com que enxugava o rosto, dizendo: “Toma este lenço, e entrega-o ao Teófilo, o advogado, e lhe entrega da minha parte este lenço, dizendo: Dorotéia, a serva do Senhor, te envia frutos do jardim do Cristo, seu Esposo e Filho de Deus, conforme teu pedido.” O menino entregou justo na hora em que Dorotéia foi decapitada, Teófilo, pegando entre as mãos o lenço, começou a dar graças a Deus. Tendo confessado Jesus Cristo, foi também condenado à decapitação, foi alegre para o suplício.

    Santa Ingrid

    Ingrid nasceu perto da metade do século XIII, na nobre família Elovsdotter, na Suécia. Cristãos fervorosos, os pais deram a ela e aos outros filhos, uma educação digna dos fidalgos e no rigoroso seguimento de Cristo. A menina desde os primeiros anos de vida se mostrou muito virtuosa, amável, caridosa e pia, surpreendendo a todos com seu cândido ideal religioso.

    No início da adolescência, como era costume da época, teve de contrair um riquíssimo casamento. Mesmo contrariando sua vocação, ela aceitou tudo com humilde resignação, mas não deixou que o mundo de luxo, futilidades e poder contaminassem sua alma, apesar de ter de conviver nele. Continuou serenamente a cuidar das obras de caridade que fundara para os pobres e doentes abandonados, os quais atendia pessoalmente. Possuindo dons especiais de profecia e cura, gozava entre a população da fama de santidade.

    Ingrid enviuvou pouco tempo depois. Assim, decidiu fazer uma longa peregrinação para a Terra Santa, acompanhada por sua irmã mais velha e algumas damas da corte. Ali seu amor ao Senhor Jesus aumentou ainda mais, alimentando o seu desejo de se consagrar à vida religiosa. Da Palestina viajou para Roma onde visitou os túmulos dos apóstolos e dos primeiros mártires e de lá foi para Santiago de Compostela, na Espanha, rezar junto às relíquias do apóstolo Tiago.

    Só então Ingrid retornou para a Suécia. Logo depois, em 1281, seguindo seu confessor e orientador espiritual, padre dominicano Pedro de Dacia e com a autorização do Bispo e do rei, ela fez seus votos perpétuos e fundou um Mosteiro sob as regras de São Domingos, em Skanninge. Nele, junto com um grande número de jovens da corte, se dedicou totalmente às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade.

    01/09 – Santa Beatriz da Silva Menezes e Santo Egídio

    Santa Beatriz da Silva Menezes

    Beatriz nasceu em 1424 em Ceuta, uma cidade que pertencia ao reino de Portugal, situada no norte da África, Marrocos. Sua família era da nobreza portuguesa, seu pai Rui Gomes da Silva era um ilustre comandante do exercito, sua mãe chamava-se Isabel de Menezes e freqüentava várias cortes. Ainda na infância, voltou com a família para Portugal. Ao completar vinte anos de idade, Beatriz foi para a corte da Espanha, pois sua tia Isabel, Infanta de Portugal, que se casara com o rei de Castela, convidou a sobrinha para ser sua primeira dama de honra. Muito virtuosa e piedosa, achava que a vida do palácio não era muito compatível com seu jeito de ser e pensar, mas aceitou a nova função. E foi aí que sua provação iniciou.

    Beatriz era uma jovem muito bela fisicamente, além de ser amável, culta, inteligente e educada nas virtudes cristãs. Logo que chegou despertou a admiração de todos. Isto provocou o ciúme e a inveja da rainha sua tia, que passou a maltrata-la e, até castiga-la sem razão alguma. Beatriz a tudo suportou sem falar nada para ninguém. Certa ocasião, a soberana tentou asfixia-la, mantendo-a presa durante três dias numa arca sem ventilação, água e comida. Mas obrigada pelas circunstâncias, teve que soltar a sobrinha. Naquele período Beatriz recebeu a graça de uma aparição de Nossa Senhora e a incumbência de fundar uma Ordem religiosa dedicada à Imaculada Conceição.

    Imediatamente, deixou a corte e ingressou no mosteiro de São Domingos, em Toledo, onde as religiosas viviam sob a Regra cisterciense. Uma vez aceita, cobriu seu rosto com um véu branco por toda a vida. Acalentou durante muito tempo o anseio para fundar a nova ordem religiosa. Depois de trinta anos conseguiu realizar a missão que a Virgem Maria lhe confiara, com a ajuda da nova rainha da Espanha.

    Em 1479, com a união dos reinos de Aragão e Castela, rainha Isabel, “a católica”, filha da soberana que atentara contra sua vida, portanto prima de Beatriz, foi visitá-la. Ao saber dos seus planos de uma nova congregação, doou à ela o palácio de Galiana em Toledo e a anexa igreja de Santa Fé. Beatriz se transferiu para a nova residência em 1484, junto com doze companheiras, dando início ao primeiro mosteiro da Ordem das clarissas da Imaculada Conceição, conhecidas como as monjas concepcionistas. Em seguida enviou o regulamento que escrevera fundamentado sob as regras das clarissas, para ser aprovado pelo Papa Inocêncio VIII, que o confirmou em 1489.

    Porém, dez dias antes da cerimônia em que todas professariam a nova Ordem, Beatriz teve uma nova aparição da Virgem Maria, que lhe comunicou que ela morreria na data da festa. Por isto, professou os votos na véspera deste primeiro grupo e morreu feliz, no dia 01 de setembro de 1490. A fundadora sabia que tinha deixado na terra uma semente, recebida das mãos da Virgem Maria e que germinaria pelos séculos afora, no mundo todo.

    Santo Egídio

    O nosso Santo de hoje, é muito popular na França. A época em que viveu o abade Egídio não sabemos com certeza, mas alguns historiadores acham que ele viveu no século VI, outros porém situam-no no século VIII. Alguns datam sua morte entre 620 e 740. Entre os vários episódios da vida deste Santo, encontramos também o que é ilustrado por dois vitrais e por uma escultura no portal da Catedral de Chartres, na qual aparece Santo Egídio enquanto celebrava a missa e obtém o perdão de um pecado que o imperador Carlos Magno não tinha ousado confessar a nenhum sacerdote.

    O Santo vivia num bosque longe de toda convivência humana e o que mais contribuiu para a sua popularidade foi o fato de que era alimentado por uma corça, que Deus lhe enviara para levar leite ao piedoso eremita diariamente. Um dia a benéfica corça foi perseguida pelo rei que caçava na região, perseguindo-a, mas no instante de atirar a flecha não percebeu que o sinal amedrontado estava já aos pés do eremita, assim a flechada acabou ferindo o Santo no lugar do pobre animal perseguido.

    Depois do acidente, o rei tornou-se amigo de Egídio, obteve o perdão e deu-lhe de presente aquele terreno, no qual mais tarde surgiu uma grande abadia que prosperou uma ativa comunidade de monges, dos quais Santo Egídio tornou-se abade. Numerosos são os testemunhos do seu culto na França, Bélgica e Holanda, onde é invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e contra a loucura.

    Oremos: Pai, Deus nosso Pai, Jesus, vosso Filho, é o Caminho, a Verdade e a Vida. Mostrai-nos a vossa face amiga, tornai-nos verdadeiros e abri os nossos corações à vossa mensagem, Ó Deus de ternura e de bondade protegei-nos. Amém.

    31/08 – São Raimundo Nonato

    sao-raimundo-nonatoSão Raimundo Nonato

    São Raimundo Nonato nasceu em Portel, Espanha. Quando São Pedro Nolasco, a 10 de agosto de 1218, dava início à Ordem das Mercês para a redenção dos escravos, com rito solene na Catedral de Barcelona, da qual era cônego o amigo e conselheiro Raimundo de Penafort, entre os fiéis estava também o moço de dezoito anos, Raimundo, chamado Nonato porque foi extraído do corpo da mãe morta no parto. Filho de família pobre, quando menino foi pastor de rebanhos. Vestiu o hábito dos mercedários aos vinte e quatro anos de idade, seguindo o exemplo do fundador, se dedicou à libertação dos escravos da Espanha ocupada pelos mouros e à pregação no meio deles. No ano de 1226 chegou até a Argélia e entregou-se como escravo, a fim de consolar e animar pela fé os prisioneiros e trabalhar pela sua libertação. Este gesto parece natural a que chega a caridade heróica de um santo que vive o Evangelho integralmente.

    São Raimundo ficou vários meses como refém e submetido a reiteradas e cruéis malvadezas, continuou pregando o Evangelho e seus perseguidores chegaram ao ponto de furarem a ferro quente os seus lábios e os trancaram com um cadeado, para impedir que ele continuasse denunciando as injustiças e proclamando o Evangelho. Foi finalmente resgatado e muito debilitado retornou à Espanha. O Papa Gregório IX quis render-lhe uma homenagem pública por tão grandes virtudes conferindo-lhe em 1239, apenas libertado, a dignidade cardinalícia, convocando-o como conselheiro. Pôs-se em viagem, para atender ao convite do Papa, mas pouco depois uma febre violentíssima o atingiu e morreu em 31 de agosto de 1240 em Cardona, perto de Barcelona. Foi sepultado na Igreja de São Nicolau, que a popular devoção do santo, inserido do Martirológio Romano em 1657 pelo Papa Alexandre VII.

    Pela sua difícil vinda à luz do mundo, São Raimundo Nonato é invocado como o patrono e protetor das parturientes e das parteiras.

    São Raimundo Nonato socorrei a todas as parturientes e os Recém-nascidos pela graça e amor de Deus.

    30/08 – Santo Félix e Adauto e São Cesário de Arles

    santo-felix-e-adautoSanto Félix e Adauto

    A história do martírio destes dois Santos provavelmente aconteceu durante a perseguição de Diocleciano, no início do século IV, por volta do ano 304. Foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, na via das Sete Igrejas, próximo à Basílica de São Paulo fora dos muros. A cripta foi transformada pelo Papa Sirício em basílica, sucessivamente ampliada e decorada de afrescos pelos Papas João I e Leão III, tornando-se meta de peregrinações e de devotos até além da Idade Média, quando catacumbas e santuários caíram no esquecimento ou foram devastados. O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e adauto foram descobertos em 1720. Em 1903 a basílica foi definitivamente restaurada, descobrindo-se um dos mais antigos afrescos paleo-cristãos, no qual aparece São Pedro recebendo as chaves na presença dos Santos Paulo, Estevão, Félix e Adauto.

    Segundo biografia da época, São Felix foi um presbítero romano. Condenado à morte, um grupo de soldados o conduziu ao lugar do suplício, da turma de curiosos e dos companheiros de fé saiu um desconhecido, que foi ao encontro do condenado e a um passo dos soldados encarregados da execução, exclamou em alta voz que era cristão e queria participar da mesma sorte do presbítero Felix. Após terem feito voar a cabeça do presbítero, com a mesma espada decapitaram o audacioso, que ousara desafiar as leis do imperador. Mas quem era este? Ninguém dos presentes conhecia a identidade e foi chamado simplesmente adauctus (adjunto), de onde Adauto, “aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio. A difusão do culto deles na Europa setentrional se deu por causa do presente (fragmentos da relíquia destes santos) que o Papa Leão IV deu à esposa de Lotário, Hermengarda.

    sao-cesario-de-arlesSão Cesário de Arles

    Os santos, como ninguém, entenderam que a graça do Cristo que quer santificar a todos, é sempre a mesma, na eficiência, abundância e liberalidade. Cesário de Arles foi um destes homens que se abriu ao querer de Deus, e por isso como Bispo tornou-se uma personalidade marcante do seu tempo.

    Cesário nasceu na França em 470 d.C., e ao deixar sua casa entrou para o mosteiro de Lérins, onde se destacou pela inteligência, bom humor, docilidade e rígida penitência, que mais tarde acabou exigindo imperfeitamente dos monges sob sua administração. Diante dos excessos de penitências, Cesário precisou ir se tratar na cidade de Arles – Sul da França- local do aprofundamento dos seus estudos e mais tarde da eleição episcopal.

    São Cesário de Arles, até entrar no Céu com 73 anos de idade, ocupou-se até o fim com a salvação das almas e isto fazia, concretamente, pela força da Palavra anunciada e escrita, tornando-se assim o grande orador popular do Ocidente Latino e glória para o monaquismo. Já que escreveu duas Regras monásticas. Em tudo buscava comunicar a ortodoxia da fé e aquilo que lutava para viver com o Espírito Santo e irmãos, por isto no campo da moral cristã, Cesário de Arles salientava o cultivo da justiça, prática da misericórdia e o cuidado da castidade.

    Liturgia diária – 29/08/2010

    Dia: 29/08/2010

     Primeira Leitura: Eclesiástico 3, 19-21.30-31

     XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM(verde, glória, creio - II semana do saltério)

    Leitura do livro do Eclesiástico - 19Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles. 20Quanto mais fores elevado, mais te humilharás em tudo, e perante Deus acharás misericórdia; 21porque só a Deus pertence a onipotência, e é pelos humildes que ele é (verdadeiramente) honrado. 30Não há nenhuma cura para a assembléia dos soberbos, pois, sem que o saibam, o caule do pecado se enraíza neles. 31O coração do sábio se manifesta pela sua sabedoria; o bom ouvido ouve a sabedoria com ardente avidez. – Palavra do Senhor.

     Salmo Responsorial(67)

     REFRÃO: Com carinho preparastes uma mesa para o pobre.

     1. Os justos se alegram na presença do Senhor, / rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! / Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome!/O seu nome  é senhor: exultai diante dele!-R.

     2. Dos órfãos ele é pai e das viúvas protetor: / é assim o nosso Deus em sua santa habitação. / É o senhor quem dá  abrigo, dá um lar aos deserdados ,/ quem liberta os prisioneiros e os sacia comfartura.-R.

     3. Derramastes lá do alto uma chuva generosa, / e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; / e ali  vosso  rebanho encontrou sua morada; / com carinho preparastes essa terra para o pobre.-R.

     Segunda Leitura: Hebreus 12, 18-19.22-24

     Leitura da carta aos Hebreus - Irmãos, 18Em verdade, não vos aproximastes de uma montanha palpável, invadida por fogo violento, nuvem, trevas, tempestade, 19som da trombeta e aquela voz tão terrível que os que a ouviram suplicaram que ela não lhes falasse mais. 22Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, 23da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição, 24enfim, de Jesus, o mediador da Nova Aliança, e do sangue da aspersão, que fala com mais eloqüência que o sangue de Abel. – Palavra do Senhor.

     Evangelho: Lucas 14, 1.7-14

     Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus entrou num sábado em casa de um fariseu notável, para uma refeição; eles o observavam. 7Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola: 8Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu, 9e vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então serás honrado na presença de todos os convivas. 11Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado. 12Dizia igualmente ao que o tinha convidado: Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão. 13Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. 14Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos. – Palavra da salvação.

    29/08 – Martírio de São João Batista

    martirio-de-sao-joao-batistaMartírio de São João Batista

    A celebração da festa do martírio de São João Batista, que na Igreja latina tem origens antigas (na França no século V, e em Roma no século VI), está vinculada à dedicação da Igreja construída em Sebaste na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Cristo. A festa aparece já na data de 29 de agosto nos Sacramentários romanos, e conforme o Martirológio Romano essa data corresponderia à segunda vez que encontraram a cabeça de São João Batista, transportada para Roma.

    Temos sobre São João Batista as narrações dos Evangelhos, em particular de Lucas, que nos fala de seu nascimento, da vida no deserto, da sua pregação, e de Marcos que nos refere a sua morte. Pelo Evangelho e pela tradição podemos reconstruir a vida do Precursor, cuja palavra de fogo parece na verdade com o espírito de Elias. Negou categoricamente ser o Messias esperado, afirmando a superioridade de Jesus, que apontou aos seus seguidores por ocasião do batismo nas margens do Rio Jordão. Sua figura parece ir se desfazendo, à medida que vai surgindo “o mais forte”, Jesus. Todavia, “o maior dentre os profetas” não cessou de fazer ouvir a sua voz onde fosse necessária para consertar os sinuosos caminhos do mal. Reprovou publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Herodíades, mas a previsível suscetibilidade deles custou-lhe a dura prisão em Maqueronte, na margem oriental do mar Morto.

    Por ocasião da festa celebrada em Maqueronte, a filha de Herodíades, Salomé, tendo dado verdadeiro show de agilidade na dança, entusiasmou a Herodes. Como prêmio pediu, por instigação da mãe, a cabeça de São João Batista. Último profeta e primeiro apóstolo, ele deu a vida pela sua missão, e por isso é venerado na Igreja como mártir. Ele foi fiel, bondoso e o clarão de Cristo, anunciando a luz da eterna claridade.