Liturgia diária – 18/12/2011

Dia 18 de Dezembro – Domingo

IV DOMINGO DO ADVENTO
(Roxo, Creio, Prefácio do Advento IIA – IV Semana do Saltério)

Antífona da entrada: Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo; abra-se a terra, e brote o Salvador! (Is 45,8)
Oração do dia
Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (2 Samuel 7,1-5.8-12.14.16)
Leitura do segundo livro de Samuel.
7 1 Ora, tendo o rei Davi acabado de instalar-se em sua residência, e tendo-lhe o Senhor dado paz, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam,
2 disse ele ao profeta Natã: “Vê: eu moro num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!”
3 Natã respondeu-lhe: “Pois bem: faze o que desejas fazer, porque o Senhor está contigo!”
4 Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia:
5 “Vai e dize ao meu servo Davi: ´eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar.
8 Dirás, pois, ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel.
9 Estive contigo em toda parte por onde andaste; exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome comparável ao dos grandes da terra.
10 Designei um lugar para o meu povo de Israel: plantei-o nele, e ali ele mora, sem ser inquietado, e os maus não o oprimirão mais como outrora,
11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo. Concedo-te uma vida tranqüila, livrando-te de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa.
12 Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino.
14 Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens.
16 Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 88/89
Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”
E a vossa lealdade é tão firme como os céus.“Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito,
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,
de geração em geração garantirei o teu reinado!Ele, então, me invocará:
‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus,
sois meu rochedo onde encontro a salvação!’
Guardarei eternamente para ele a minha graça
E com ele firmarei minha aliança indissolúvel!”

Leitura (Romanos 16,25-27)
Leitura da carta de são Paulo aos Romanos.
Irmãos, 16 25 Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo – conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos,
26 mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé – ,
27 a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém.
Palavra do Senhor.
Evangelho (Lucas 1,26-38)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim”.
34 Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?”
35 Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível”.
38 Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.
Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho
A AGRACIADA DE DEUSO Anjo do Senhor definiu Maria como a repleta de graça. Nesta afirmação, está contido um movimento de dupla direção: de Deus para Maria – de Maria para Deus. E, neste movimento articula-se o mistério divino na vida da mãe de Jesus.
Deus, em seu amor infinito pela humanidade e desejoso oferecer-lhe salvação, escolheu Maria para colaborar no seu plano de salvação. Esta escolha não se explica com parâmetros humanos, mas se perde nos abismos da liberdade divina. Deus concede, à jovem de Nazaré, a riqueza de suas graças: a predispõe a ser sua interlocutora, dando-lhe sensibilidade para captar os apelos divinos e tornando-a capaz de ir além de si mesma para  decidir-se a aceitar o projeto divino de salvação.
Maria, por sua vez, embora elevada a um nível altíssimo de santidade, que lhe fora comunicada pela plenitude da graça divina, conservava a simplicidade e a humildade de quem se sabia servidora. Em seu coração, não houve lugar para a soberba e a vanglória. Agraciada por Deus, mantinha-se no escondimento, não exigindo para si tratamento condizente com sua condição de mãe do Filho de Deus. Bastava-lhe saber-se cumpridora da vontade de Deus, ajudada pela graça que a plenificava. Não ambicionava grandezas mundanas, uma vez que possuía o bem mais precioso: estava repleta do próprio Deus.Oração
Senhor Jesus, que minha vida se inspire no exemplo de Maria, em sua disposição para cumprir a vontade de Deus.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).

Sobre as oferendas
Ó Deus, que o mesmo Espírito Santo que trouxe a vida ao seio de Maria santifique estas oferendas colocadas sobre o vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: A virgem conceberá e dará à luz um filho; e ele será chamado “Deus-conosco” (Is 7,14).
Depois da comunhão
Ó Deus todo-poderoso, tendo nós recebido o penhor da eterna redenção, fazei que, ao aproximar-se a festa as salvação, nos preparemos com maior empenho para celebrar dignamente o mistério do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria

sagrado coracao de jesus 3Imaculado Coração de Maria 3

Liturgia diária 21/12/2014

Dia 21 de Dezembro – Domingo

IV SEMANA DO ADVENTO
(Roxo, Creio, Prefácio do Advento IIA – IV Semana do Saltério)

Antífona de entrada:

Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo; abra-se a terra, e brote o Salvador! (Is 45,8)

Oração do dia

Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Samuel 7,1-5.8-12.14.16)

Leitura do segundo livro de Samuel.
7 1 Ora, tendo o rei Davi acabado de instalar-se em sua residência, e tendo-lhe o Senhor dado paz, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam,
2 disse ele ao profeta Natã: “Vê: eu moro num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!”
3 Natã respondeu-lhe: “Pois bem: faze o que desejas fazer, porque o Senhor está contigo!”
4 Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia:
5 “Vai e dize ao meu servo Davi: ´eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar.
8 Dirás, pois, ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel.
9 Estive contigo em toda parte por onde andaste; exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome comparável ao dos grandes da terra.
10 Designei um lugar para o meu povo de Israel: plantei-o nele, e ali ele mora, sem ser inquietado, e os maus não o oprimirão mais como outrora,
11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo. Concedo-te uma vida tranqüila, livrando-te de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa.
12 Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino.
14 Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens.
16 Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre.
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 88/89

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”
E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

“Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito,
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,
de geração em geração garantirei o teu reinado!

Ele, então, me invocará:
‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus,
sois meu rochedo onde encontro a salvação!’
Guardarei eternamente para ele a minha graça
E com ele firmarei minha aliança indissolúvel!”

Leitura (Romanos 16,25-27)

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos.
Irmãos, 16 25 Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo – conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos,
26 mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé – ,
27 a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém.
Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 1,26-38)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”.
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim”.
34 Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?”
35 Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível”.
38 Então disse Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.
Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho
A AGRACIADA DE DEUS
O Anjo do Senhor definiu Maria como a repleta de graça. Nesta afirmação, está contido um movimento de dupla direção: de Deus para Maria – de Maria para Deus. E, neste movimento articula-se o mistério divino na vida da mãe de Jesus.
Deus, em seu amor infinito pela humanidade e desejoso oferecer-lhe salvação, escolheu Maria para colaborar no seu plano de salvação. Esta escolha não se explica com parâmetros humanos, mas se perde nos abismos da liberdade divina. Deus concede, à jovem de Nazaré, a riqueza de suas graças: a predispõe a ser sua interlocutora, dando-lhe sensibilidade para captar os apelos divinos e tornando-a capaz de ir além de si mesma para decidir-se a aceitar o projeto divino de salvação.
Maria, por sua vez, embora elevada a um nível altíssimo de santidade, que lhe fora comunicada pela plenitude da graça divina, conservava a simplicidade e a humildade de quem se sabia servidora. Em seu coração, não houve lugar para a soberba e a vanglória. Agraciada por Deus, mantinha-se no escondimento, não exigindo para si tratamento condizente com sua condição de mãe do Filho de Deus. Bastava-lhe saber-se cumpridora da vontade de Deus, ajudada pela graça que a plenificava. Não ambicionava grandezas mundanas, uma vez que possuía o bem mais precioso: estava repleta do próprio Deus.

Oração

Senhor Jesus, que minha vida se inspire no exemplo de Maria, em sua disposição para cumprir a vontade de Deus.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).

Sobre as oferendas

Ó Deus, que o mesmo Espírito Santo que trouxe a vida ao seio de Maria santifique estas oferendas colocadas sobre o vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:

A virgem conceberá e dará à luz um filho; e ele será chamado “Deus-conosco” (Is 7,14).

Depois da comunhão

Ó Deus todo-poderoso, tendo nós recebido o penhor da eterna redenção, fazei que, ao aproximar-se a festa as salvação, nos preparemos com maior empenho para celebrar dignamente o mistério do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

19/12 – Bem – aventurado Urbano V

urbano-v2Bem – aventurado Urbano V

O Bem-aventurado Urbano V, nasceu no castelo de Grisac, em Languedoc, no ano 1310, de família nobre. Ingressara ainda muito jovem no mosteiro dos beneditinos do priorado de Chirac, onde recebeu sólida cultura. Doutorou-se em direito canônico e civil e ensinou na universidade de Montpelier, Toulouse e Avignon, antes de receber da Cúria Pontifícia vários encargos como delegado em Milão e em Nápoles, onde chegou-lhe a nomeação para Pontífice.

Foi consagrado bispo em Avignon, no mesmo dia 06 de novembro de 1362, recebida a tiara com o nome de Urbano V. A esperança de volta do Papa a Roma pareceu logo que se realizaria. Este Papa ativíssimo e piedoso mostrou logo possuir os dotes do homem de governo e mão firme no guiar a barca de Pedro, numa época tão difícil na vida interna da Igreja.

O Santo Pontífice olhou para a reconstrução espiritual da Igreja, promovendo a unidade entre os cristãos, que pareceu realizar-se através da união da Igreja grega com a latina em 1369 além das restaurações das coisas materiais.

Infelizmente a pacificação dos animas dos Estados Pontifícios durou pouco, e a 07 de Abril de 1370, Urbano V deixava novamente Roma para tornar a Avignon, não obstante as súplicas e as exortações de tantos, entre eles Santa Brígida, que o alcançou junto ao lago de Bolsena, lhe predisse que em breve morreria, se voltasse para Avignon. Seu pontificado durou oito anos, ao qual se atribuiu reforma eficaz dos costumes e incrementos particular da doutrina cristã e dos estudos em geral.

Morreu a 19 de Dezembro de 1370 em Avignon.

18/12 – Santo Vunibaldo e São Charbel do Líbano

santo-vunibaldo1Santo Vunibaldo

Vunibaldo dedicou sua vida a oração contemplativa e ao apostolado. Preferia ficar retirado na solidão, mas colocava-se sempre disponível para difundir o Evangelho. Era um príncipe da realeza dos Kents, que nasceu em 701. Mas antes dessa importância e riqueza material, teve o privilégio descender de uma família de Santos, pois era filho de Santo Ricardo, rei da Inglaterra meridional, irmão dos Santos Vilibaldo e Valburga.

Em 720 partiu com o pai e o irmão em peregrinação para a Terra Santa, passando antes por Roma. Mas seu pai adoeceu durante a viagem e morreu na cidade italiana de Luca. Os dois irmãos ficaram juntos em Roma, por dois anos. Depois se separaram, Vilibaldo partiu para a Palestina e ele ficou alí estudando, por mais dezesseis anos.

Seu tio Bonifácio era, então, o Bispo da Alemanha, estava empenhado na evangelização da região, e solicitou sua ajuda. Em 738, Vunibaldo foi ordenado sacerdote e foi auxiliar a missão do tio no interior das terras germânicas. Cinco anos depois foi chamado para a corte, por solicitação do duque Odilon.

Por mais algum tempo, ficou acompanhando o tio na sua obra apostólica. Porém cada vez mais ansiava pela vida monástica e pela contemplação na solidão. Resolveu construir um mosteiro. Comprou o terreno em Heidenheim onde se retirou com alguns companheiros para cultivarem, enquanto também construíam o mosteiro. Nessa época seu irmão e futuro Santo, Vilibaldo era Bispo de Eichestat, e o ajudou a se estabelecer.

Mas, o tempo para os estudos e a contemplação foi curto, porque logo era nomeado abade. Nesse cargo dedicava-se ao apostolado para reforçar a fé da população que recaia sempre no paganismo. Esses habitantes eram supersticiosos, e viviam nos prazeres mundanos. Vunibaldo combateu com tanta firmeza esses vícios, comprometendo a integridade física dos monges e do próprio mosteiro, pois sofriam constantes ameaças de morte e de incêndio.

Sonhando ainda com a paz do retiro, decidiu acabar os seus dias no mosteiro de Monte Cassino. Escreveu ao abade e aos monges de lá pedindo para ser acolhido pela comunidade. A resposta veio através de um caloroso convite. Mas Vunibaldo estava muito doente e teve de desistir do projeto. Quando já não conseguia mais caminhar até a igreja, pediu para colocarem um pequeno altar em sua cela, ficando na quietude da oração, contemplando o Santíssimo Sacramento. Pouco tempo depois morreu, em 18 de dezembro de 761.

A sua veneração só fez aumentar, pois já tinha fama de santidade em vida. O seu culto se difundiu principalmente entre os povos germânicos, que o festejam neste dia. A biografia de Santo Vunibaldo foi escrita por sua irmã Santa Valburga, que relatou com detalhes os prodígios que aconteciam com sua simples presença. Esses também confirmados por outros registros, e pela tradição oral, divulgada entre os cristãos através dos tempos.

sao-charbel-do-libanoSão Charbel do Líbano

São Charbel Makhlouf, que morreu em 1898, foi um monge maronita do Líbano. Sua vida, desprovida de grandes feitos foi marcada, todavia, por uma devoção completa e intensa. Depois de sua morte, durante 45 noites, estranhas luzes pairavam sobre sua sepultura. Ocorre que 45 dias era o tempo tradicionalmente considerado como período suficiente para a decomposição de um corpo. Com as aparições das luzes, as autoridades monásticas decidiram proceder à exumação. O corpo foi encontrado em perfeito frescor, embora o local tivesse sido castigado or chuvas recentes que praticamente reduziram o cemitério a um lamaçal de tal modo que o cadáver estava, de fato, imerso em uma camada de água terrosa.

Charbel teve suas roupas trocadas e foi transferido para um outro caixão de madeira mas, antes do sepultamento, um estranho sangue oleoso começou a exudar do corpo. O fluido era tão abundante que as roupas tiveram de ser trocadas duas vezes em duas semanas. Em 1927 – 29 anos depois de sua morte – ele continuava incorrupto e, submetido a um eame, mostrava-se flexível. Mesmo assim, foi sepultado em uma antiga igreja, em Abbey. Em 1950, peregrinos em visita ao santuário notaram um líquido vazando da tumba e o caixão foi aberto mais uma vez. O corpo continuava conservado porém exudando o estranho óleo. Muitas curas miraculosas foram atribuídas a essa substância desconhecida.

Em 1952, um fotógrafo tirou uma foto do corpo, que então já estava ligeiramente comprometido por causa dos exames médicos. Assim captou para a posteridade, a imagem terrena do santo que, em vida, nunca havia sido fotografado.

Grande  servo de Deus, Charbel foi proclamado beato em 1965 e santo dez anos mais tarde, em 9 de Outubro de 1977.

São Charbel, lhe agradecemos por seu exemplo de vida santa. Interceda por nós junto à Virgem Maria e ajude-nos a cumprirmos sempre, com alegria, a vontade de Deus.

NOVENA A SAO CHARBEL

Primeiro dia:
Ó maravilhoso São Charbel, do vosso corpo exala um perfume que sobe ao céu, vinde em meu auxílio e rogai a Deus por mim a graça de (nominar) da qual tanto necessito, se for realmente para glória de Deus e salvação da minha alma. Amém.
Ó São Charbel, rogai por mim!
Ó meu Senhor, que destes a São Charbel a graça da fé, rogo-Vos conceder, por sua intercessão esta divina graça, a fim de que eu viva segundo os Vossos mandamentos e o Vosso Evangelho.
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Segundo dia:
Ó São Charbel, mártir da vida monástica, que experimentastes a dor do corpo e da alma, Deus, nosso Senhor, fez de vós um farol luminoso. Corro até vós e vos rogo de pedir a Deus, que conceda pela vossa intercessão, esta graça (nominar). Eu confio em vós. Amém.
Ó São Charbel, jarro perfumado, intercedei por mim!
Ó bom Deus, que honrastes a São Charbel conferindo-lhe a graça de obter milagres, tende piedade de mim e concedei-me por sua intercessão aquilo que Vos peço. A Vós a honra para sempre!
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Terceiro dia:
Ó amantíssimo São Charbel, que brilhais no céu da Igreja como uma estrela luminosa, iluminai o meu caminho e fortalecei a minha esperança. Por vosso intermédio peço a graça (nominar). Rogo-vos de implorá-la, por mim, ao Cristo crucificado que vós sempre adorastes.
Ó São Charbel, modelo de paciência e silêncio, intercedei por mim!
Ó Senhor, meu Deus, que santificastes São Charbel ajudando-o a carregar sua cruz, concedei-me a coragem de suportar as dificuldades da vida com paciência e fé, conforme a Vossa vontade, por intercessão de São Charbel. Dou-Vos graças para sempre.
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Quarto dia:
Ó amoroso São Charbel recorro a vós. Meu coração está cheio de confiança em vós. Pela vossa poderosa intercessão junto a Deus, espero pela graça que imploro (nominar). Mostrai-me mais uma vez o vosso amor.
Ó São Charbel, jardim de virtudes, intercedei por mim!
Ó Deus, que concedestes a São Charbel a graça de assemelhar-se a Vós, concedei também a mim, por meio da sua intercessão, crescer nas virtudes cristãs. Tende piedade de mim, para que eu Vos possa louvar para sempre. Amém!
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Quinto dia:
Ó São Charbel, amado de Deus, rogo-vos de iluminar-me, ajudar-me, ensinar-me a fazer tudo aquilo que agrada a Deus. Ó amoroso pai, rogo-vos que vos apresseis em vir em meu auxílio. Rogo-vos de interceder junto a Deus por esta graça (nominar).
Ó São Charbel, amigo da cruz, rogai por mim!
Ó Deus acolhei a minha súplica, por intercessão de São Charbel, e concedei-me a paz. Acalmai a inquietude da minha alma. A Vós louvor e honra para sempre!
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Sexto dia:
Ó São Charbel, poderoso intercessor, rogo-vos de suplicar por mim, pela graça que tanto necessito (nominar). Basta uma única palavra dirigida a Jesus, para que Ele me perdoe, tenha misericórdia de mim e acolha a minha oração. Amém!
Ó São Charbel, alegria do céu e da terra, rogai por mim!
Ó Deus, que escolhestes São Charbel para levar à Vossa divina presença os nossos pedidos, rogo-Vos, por sua intercessão, que me concedais esta graça (nominar). Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Sétimo dia:
Ó São Charbel, amado por todos, vindes em auxílio de todos aqueles que necessitam de vós. Coloco toda minha confiança em vossa intercessão. Suplicai, por mim, esta graça de que tanto necessito (nominar). Amém!
Ó São Charbel, estrela que orienta quem está perdido, rogai por mim!
Ó Deus, os meus incontáveis pecados impediram que a Vossa graça chegasse a mim. Concedei-me a graça de expiar todos eles. Respondei à intercessão de São Charbel. Daí ao meu triste coração a alegria e acolhei a minha oração, ó oceano de graças. A Vós a honra e o Louvor para sempre. Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Oitavo dia:
Ó São Charbel, quando vos contemplo de joelhos, jejuando, sacrificando-vos, ou mesmo em êxtase diante do Senhor, minha esperança e fé na vossa intercessão aumentam. Rogo-vos, ajudai-me a fim de que Deus possa conceder-me a graça que imploro (nominar).
Ó São Charbel, plenitude de alegria em Deus, ajudai-me!
Ó doce Jesus, que conduzistes Vosso amantíssimo Charbel à santidade, concedei-me a graça de Vos ser fiel até a morte. Amo-Vos, ó meu Salvador. Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Nono dia:
Ó São Charbel, cheguei ao final desta novena. Meu coração se alegre quando vos falo. Estou confiante que receberei de Jesus a graça que implorei por vossa intercessão. Me arrependo dos meus pecados e vos prometo de combater as tentações. Espero nas minhas orações (nominar).
Ó São Charbel, coroado de glória, rogai por mim!
Ó Senhor, Vós ouvistes as preces de São Charbel e lhe destes a graça de comunicar-se convosco. Tende piedade de mim no meu desespero, salvai-me da desgraça, porque não sou capaz de suportá-los. Amém.
A Vós honra, louvor e graças para sempre!
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Oração diária em honra a São Charbel:
Ó Deus bom, misericordioso e amoroso, prostro-me diante de Vós e, do fundo do meu coração, Vos elevo uma oração de agradecimento por tudo que me concedestes, pela intercessão de São Charbel. Agradeço-vos, ó admirável São Charbel. Não encontro palavras para expressar minha gratidão pelos benefícios recebidos. Ajudai-me sempre, a fim de que seja sempre digno de receber as graças de Deus e de merecer a vossa proteção.
Pai Nosso, Ave-Maria e Glória

Oração para obter graças:
Deus, infinitamente glorificado nos Santos, que inspirastes São Charbel a seguir a solitária vida da perfeição, Vos agradecemos por terdes feito resplandecer a força da Vossa graça, que concedeu a São Charbel a força necessária para afastar-se totalmente do mundo, para fazer triunfar o heroísmo das virtudes monásticas, a pobreza, a obediência e a castidade.
Vos suplicamos, concedei-nos tão grande graça, de amar-Vos e servir-Vos, conforme seu exemplo. Deus que nos mostrastes a poderosa intercessão de São Charbel com numerosas graças e verdadeiros milagres, concedei também a mim a graça (nominar) que Vos peço pela intercessão de São Charbel junto a Vós. Amém.

Liturgia diária – 17/12/2011

Dia 17 de Dezembro – Sábado

III SEMANA DO ADVENTO
(Roxo, Prefácio do Advento II – Ofício do Dia)

Antífona da entrada: Alegrem-se os céus e exulte a terra, porque o Senhor nosso Deus virá e terá compaixão dos pequeninos (Is 49,13).
Oração do dia
Ó Deus, criador e redentor do gênero humano, quisestes que o vosso Verbo se encarnasse no seio da Virgem. Sede favorável à nossa súplica, para que o vosso Filho unigênito, tendo recebido nossa humanidade, nos faça participar da sua vida divina. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Gênesis 49,2.8-10)
Leitura do livro do Gênesis.
Naqueles dias, Jacó chamou seus filhos e disse: 49 2 “Ajuntai-vos e ouvi, filhos de Jacó. Escutai Israel, vosso pai.
8 Judá, teus irmãos te louvarão. Pegarás pela nuca os inimigos; os filhos de teu pai se prostrarão em tua presença.
9 Filhote de leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-se, deita-se como um leão; como uma leoa: quem o despertará?
10 Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos”.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 71/72
Nos seus dirás a justiça florirá
e a paz em abundância, para sempre.

Daí ao rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza!
Com justiça ele governe o vosso povo,
com eqüidade ele julgue os vossos pobres.Das montanhas venha a paz a todo o povo,
e desça das colinas a justiça!
Este rei defenderá os que são pobres,
os filhos dos humildes salvará.

Nos seus dias a justiça florirá
e grande paz, até que a lua perca o seu brilho!
De mar a mar estenderá o seu domínio,
e desde o rio até os confins de toda a terra!

Seja bendito o seu nome para sempre!
E que dure como o sol sua memória!
Todos os povos serão nele abençoados,
todas as gentes cantarão o seu louvor!

Evangelho (Mateus 1,1-17)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó sabedoria do altíssimo, que tudo determina com doçura e com vigor: oh, vem nos ensinar o caminho da prudência!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
1 1 Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
2 Abraão gerou Isaac. Isaac gerou Jacó. Jacó gerou Judá e seus irmãos.
3 Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara. Farés gerou Esron. Esron gerou Arão.
4 Arão gerou Aminadab. Aminadab gerou Naasson. Naasson gerou Salmon.
5 Salmon gerou Booz, de Raab. Booz gerou Obed, de Rute. Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei Davi.
6 O rei Davi gerou Salomão, daquela que fora mulher de Urias.
7 Salomão gerou Roboão. Roboão gerou Abias. Abias gerou Asa.
8 Asa gerou Josafá. Josafá gerou Jorão. Jorão gerou Ozias.
9 Ozias gerou Joatão. Joatão gerou Acaz. Acaz gerou Ezequias.
10 Ezequias gerou Manassés. Manassés gerou Amon. Amon gerou Josias.
11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, no cativeiro de Babilônia.
12 E, depois do cativeiro de Babilônia, Jeconias gerou Salatiel. Salatiel gerou Zorobabel.
13 Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliacim. Eliacim gerou Azor.
14 Azor gerou Sadoc. Sadoc gerou Aquim. Aquim gerou Eliud.
15 Eliud gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó.
16 Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.
17 Portanto, as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações.
Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho
A HUMANIDADE DO MESSIAS

A genealogia de Jesus contém elementos importantes para a correta compreensão de sua identidade. Seu objetivo é mostrar a inserção de Jesus na história do povo de Israel e fazer sua presença, na história humana, ligar-se com a longa história da salvação da humanidade. Jesus, portanto, é apresentado como verdadeiro homem e não como um ser estranho, vindo do céu, não se sabe bem como.
A sucessão de gerações, que prepara a vinda do Messias Jesus, é um retrato da humanidade a ser salva por ele. Repassando a lista de nomes, encontramos gente de todo tipo: piedosos e ímpios, pessoas de comportamento correto e gente de vida não recomendável, operadores de justiça e indivíduos sem escrúpulos no trato com os semelhantes, judeus e estrangeiros, homens e mulheres. Todos eles formam o substrato humano no qual nasceu Jesus. Esta é a humanidade carente de salvação, para a qual ele foi enviado pelo Pai.
Jesus, porém, é apresentado como dom salvífico do Pai para a humanidade. O fato da concepção virginal aponta nesta direção. Quando a lista chega em José, diz-se que ele é o esposo de Maria da qual nasceu Jesus. A sucessão pela linha masculina é rompida, ficando implícito que o Pai de Jesus é o próprio Deus. Ou seja, a salvação não é obra do ser humano. Ela é oferecida pelo Pai por meio do Messias Jesus.Oração
Senhor Jesus, que eu saiba reconhecer, em tua humanidade, a presença da salvação oferecida pelo Pai, como dom gratuito a todos nós.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).

Sobre as oferendas
Santificai, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja e concedei que, por estes sagrados mistérios, sejamos restaurados com o pão do céu. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Eis que vem o desejado de todas as nações: ele encherá de glória a casa do Senhor (Ag 2,8).
Depois da comunhão
Saciados com os vossos dons divinos, nós vos pedimos, ó Deus todo-poderoso, que possamos realizar o nosso desejo de brilhar diante de Cristo que se aproxima como lâmpadas acesas pelo vosso Espírito. Por Cristo, nosso Senhor.

17/12 – São Lázaro de Betânia

sao-lazaro-de-betaniaSão Lázaro de Betânia

Comemoramos no dia 17 São Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e Maria, uma família que Jesus amava e visitava com freqüência. Em vida, Lázaro foi tocado pelo poder de Jesus que lhe restituiu a vida, fazendo-o sair do túmulo. Não só a estrondosa ressurreição do túmulo, mas também o culto com que a Igreja o honrou no curso dos séculos. O evangelista São João faz referências ao milagre. Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro estava no túmulo. Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. Marta vendo que Jesus estava chegando, correu ao seu encontro dizendo: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas ainda agora eu sei: Tudo o que pedires a Deus, ele te dará”. Jesus respondeu: Teu irmão vai ressuscitar”. A narração com a insólita abundancia de detalhes, constitui um dos pontos salientes do quarto evangelho, pois a ressurreição de Lázaro assume, além de fato histórico, o valor de símbolo e de profecia, como a prefiguração da ressurreição de Cristo.

Mais tarde São Lázaro tornou-se bispo de Chipre. Foi no século X que o imperador Leão VI transportou suas relíquias de Chipre para Constantinopla.

Oremos: Senhor, quando todas as esperanças haviam se perdido Jesus devolveu a Lázaro, seu amigo, a vida, libertando-o de todas as amarras da morte. Que hoje possamos ouvir no íntimo de nós a palavra que ele filho Jesus: “Lázaro, sai para fora! Desamarrem e deixem que ele ande. (João 11,43.44). Ajudai-nos a crer com firmeza na realidade do céu e do inferno.

Liturgia diária – 16/12/2011

Dia 16 de Dezembro – Sexta-feira

III SEMANA DO ADVENTO
(Roxo, Prefácio do Advento II – Ofício do Dia)

Antífona da entrada: O Senhor descerá com esplendor, para visitar o seu povo na paz e fazê-lo viver a vida eterna.
Oração do dia
Nós vos pedimos, ó Deus todo-poderoso, que a vossa graça sempre nos preceda e acompanhe, para que, esperando ansiosamente a vinda do vosso Filho, possamos obter a vossa ajuda nesta vida e na outra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 56,1-3.6-8)
Leitura do livro do profeta Isaías.
56 1 Eis o que diz o Senhor: “Respeitai o direito e praticai a justiça, porque minha salvação não tarda a chegar e minha justiça a revelar-se.
2 Feliz do homem que assim se comporta, e o filho do homem que se atém a isso, que observa o sábado sem profaná-lo, e abstém-se de toda má ação.
3 Que o estrangeiro que deseja afeiçoar-se ao Senhor não diga: ´Certamente o Senhor vai excluir-me de seu povo´. Que o eunuco não diga: ´Oh! sou apenas um lenho seco´.
6 Quanto aos estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor, para servi-lo e amar seu nome, para serem seus servos, se observarem o sábado sem profaná-lo, e se se afeiçoarem à minha aliança,
7 eu os conduzirei ao meu monte santo e os cumularei de alegria na minha casa de oração; seus holocaustos e sacrifícios serão aceitos sobre meu altar, pois minha casa chamar-se-á Casa de Orações para todos os povos”.
8 Oráculo do Senhor Deus que reúne os exilados de Israel: “eu lhes agregarei ainda outros junto aos seus já reunidos”.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 66/67
Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem.

Que Deus nos dê a sua graça e sua benção,
e sua face resplandeça sobre nós!
Que na terra se conheça o seu caminho
e sua salvação por entre os povos.Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retidão
e guiais, em toda a terra, as nações.

A terra produziu sua colheita:
o Senhor e nosso Deus nos abençoe,
e o respeitem os confins de toda a terra!

Evangelho (João 5,33-36)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Vinde visitar-nos, ó Senhor, em grande paz e segurança, para que nos alegremos ante vós com reto coração!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, Jesus disse aos judeus: 5 33 “Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade.
34 Não invoco, porém, o testemunho de homem algum. Digo-vos essas coisas, a fim de que sejais salvos.
35 João era uma lâmpada que arde e ilumina; vós, porém, só por uma hora quisestes alegrar-vos com a sua luz.
36 Mas tenho maior testemunho do que o de João, porque as obras que meu Pai me deu para executar – essas mesmas obras que faço – testemunham a meu respeito que o Pai me enviou”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O TESTEMUNHO MAIOR

O testemunho de João, embora necessário, deveria ser substituído por um testemunho maior, a ser oferecido pelas obras realizadas por Jesus. O conteúdo do anúncio de João era verdadeiro. O Messias seria maior do que ele. O batismo no Espírito Santo, que haveria de introduzir, superaria o batismo na água, praticado por João. O Messias seria a presença do juízo de Deus na história humana. Entretanto, seria insuficiente contentar-se com estas pistas e pensar que tudo estivesse resolvido. João era uma lâmpada ardente e brilhante que encantou a muito. Mas era preciso ir adiante.
O desafio consistia em reconhecer em Jesus a realização do que fora anunciado por João e recebê-lo como o enviado do Pai. Tratava-se de ultrapassar os limites da esperança e acolher o Messias como o cumprimento das promessas divinas. Jesus apresentou, em seu favor, as obras que estava realizando por mandato do Pai. Nelas seria possível detectar a presença da salvação na história humana. Fazia-se necessário, porém, superar os preconceitos contra Jesus e contra Deus, e discernir a ação divina na ação de seu enviado.
Contentar-se com a pregação do Precursor, sem chegar ao Messias, corresponderia a ficar no meio do caminho e não atingir a meta apontada pelo próprio João. Quem o ouvia e se deixava tocar por sua pregação, deveria também topar com Jesus.Oração
Senhor Jesus, que a conversão e a penitência me preparem para reconhecer em ti o enviado do Pai e a realização das esperanças humanas.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).

Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, com bondade nossas humildes preces e oferendas, e, como não podemos invocar os nossos méritos, venha em nosso socorro a vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Esperamos um salvador, o Senhor Jesus Cristo; ele transformará, segundo a sua condição gloriosa, a nossa humilde condição (Fl 3,20s).
Depois da comunhão
Alimentados pelo pão espiritual, nós vos suplicamos, ó Deus, que, pela participação nesta eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

16/12 – Santa Adelaide e Santo Ádon

santa-adelaideSanta Adelaide

Narrada por Santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de Santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus tratos e passou por diversas privações, para depois, finalmente assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai, aos seis anos. A corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oton. Esse, além de lhe devolver a corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.

Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oton II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega, Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu faze-lo brigar com a mãe, por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.

Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao Papa. Depois passou um período na França, na corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia, Viu também que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido a má influência de Teofânia. Nessa época foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo o abade passou a orientar Odon II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.

Como o neto de Adelaide, Oton III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia se encaminhar para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra. Só não morreu, porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.

Nos últimos anos de vida Adelaide foi para o convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburgo. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.

Santo Ádon

Santo Ádon, era de origem nobre, nasceu mais ou menos por volta do ano 800. Em seus méritos tem o de ter oferecido aos cristãos um Martirológio, isto é, um calendário de santos distribuídos para cada dia do ano, que fosse de proveito tanto para os historiadores futuros, como aos devotos. Esta obra serviu também de modelo, não obstante as muitas falhas, aos outros Martirológios que seguiram, de modo particular o Romano. No próprio Martirológio, Ádon deixou seu nome, não no elenco dos santos, mas no prefácio, para definir-se não academicamente e sim com toda a humildade “pecador e humilde bispo de Viena”.

O documento mais importante sobre a vida deste santo e uma carta que o seu velho abade Lupo escreveu a Geraldo, conde de Viena, para propor-lhe a candidatura episcopal de Ádon, seu discípulo e companheiro. Ádon havia ingressado ainda muito jovem na abadia de Ferrieresen-Gâtinais, diocese de Sens, onde teve como companheiro Servato Lupo, o futuro abade. As etapas de sua vida são o mosteiro de Plum em Lorena, Grenoble, Lião, onde foi benévolamente acolhido por São Remígio, que lhe confiou a Paróquia de São Romano. A carta que o abade Lupo escreveu ao Conde Geraldo afirma que Ádon é o homem talhado para aquela diocese, sendo em todo sentido digno por probidade de vida e pela profunda cultura teológica.

São Ádon foi considerado um dos mais ilustres bispos da França medieval, corajoso, piedoso e ativíssimo, tomou parte em vários sínodos, restaurou a disciplina eclesiástica, exerceu notável influência sobre a política do seu tempo e foi um defensor da liberdade da Igreja.

Santo Ádon morreu no ano 875.

15/12 – Santa Maria Vitória de Fornari Strata

santa-maria-vitoria-de-fornari-strataSanta Maria Vitória de Fornari Strata

Santa Maria Vitória nasceu em Gênova no ano 1562, sétima dos nove filhos de Jerônimo e Bárbara Veneroso. Cresceu em ambiente de amor e de piedade e também um pouco austero. Seus pais entregaram-na em matrimônio a Ângelo Strata aos 17 anos. Tiveram seis filhos, ficando viúva aos 25 anos de idade. Não obstante a tranqüilidade financeira e os filhos, Maria Vitória se sentiu improvisamente sem nada e atravessou uma crise, durante a qual invocou muitas vezes a morte. Superada a crise, pronunciou três votos: de castidade, de nunca usar jóias e vestidos de seda e de não tomar parte em festas mundanas.

Depois que suas filhas se tornaram cônegas lateranenses e os filhos entraram entre os mínimos, ela se uniu a Vicentina Lomellini Centurione, Maria Tacchini, Chiara Spinola e Cecília Pastori para fundar a Ordem das Irmãs da Anunciação Celeste no Mosteiro preparado para elas no castelinho de Gênova por Estevão Centurione, o marido de Vicentina. Ele também abraçou a vida religiosa e sacerdotal. A regra redigida pelo jesuíta Bernardino Zanoni, pai espiritual da Fornari, estimulava as religiosas a uma íntima devoção à Virgem da Anunciação e estabelecida intensa vida de piedade, pobreza genuína e clausula absoluta.

Santa Maria Vitória transcorreu os últimos cinco anos de sua vida como simples religiosa, dando exemplos de humildade e de obediência. Morreu no dia 15 de Dezembro de 1617 e foi beatificada por Leão XII no ano de 1828. Pouco depois de sua morte, a bem aventurada Maria Vitória apareceu a uma sua devota admiradora usando três vestes: a primeira era de cor escura, mas enfeitada de ouro e prata; a segunda também era escura, mas enfeitada com gemas luzentes; a terceira era azul-branca, com branco fulgurante. Prescindindo da sua historicidade, essa visão resume três estados de vida (casada, viúva e religiosa) através dos quais a santa passou: foi de fato filha, esposa e mãe, viúva e religiosa (fundadora, superiora e simples freire). Deu exemplo das mais diferentes virtudes.